terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

A Lei da Noite


Drama A Lei da Noite (Live by Night, EUA, 2016), de Ben Affleck é piegas e cansa em sua proposta de filme noir, sem o frescor do gênero de crime que já consagrou De PalmaCoppola e Scorsese, só para citar alguns. Baseado no no premiado romance Os Filhos da Noite de Dennis Lehane, que é o mesmo autor do livro que inspirou o primeiro longa de Ben Affleck o excelente Medo da Verdade (Gone Baby Gone, 2007).

O filme se passe em Boston, na turbulenta década de 1920, quando a proibição da Lei Seca americana não interrompeu o fluxo de bebidas em estabelecimentos ‘underground’ dirigidos por mafiosos de boa lábia. é aí que conhecemos Joe Coughlin (Ben Affleck), filho mais novo do Superintendente da Polícia de Boston, que há muito tempo deixou para trás sua rígida educação para sucumbir à adrenalina de ser um fora-da-lei. Ele vê a oportunidade de ganhar poder e dinheiro à disposição para qualquer homem com ambição e nervos suficientes para se envolver com o crime organizado.. 

Mas, mesmo entre criminosos há regras, e Joe desobedece a maior delas: trair duplamente um poderoso chefão da máfia, roubando seu dinheiro e sua mulher. O romance ardente termina em tragédia, e Joe começa a trilhar uma rota de vingança, em que ambição, romance e traição o levam do submundo de Boston para os degraus esfumaçados dos porões de contrabando de rum na cidade de Tampa. E o filme ainda se torna equivocado, ao colocar esse personagem como narrador da história.

O filme produzido por Leonardo DiCaprio é tão desinteressante, que nem os grandes nomes que compõem a equipe técnica tem um trabalho reconhecido. Dá vontade de deixar a sala escura no meio dos tiroteios à esmo que ocorrem ao longo da projeção, mas as balas que não acertam o personagem de Affleck eram capazes de pegar em mim se fosse descendo a escadaria da sala escura...

Segue trailer de A Lei da Noite:

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