quinta-feira, 30 de março de 2017

Rammstein Paris


Filme-concerto Rammstein Paris (Alemanha, 2016) de Jonas Åkerlund mostra o vigor da banda alemã, que eu pensava desconhecer, mas que quando ouvi algumas canções, especialmente "Du hast", percebi que já havia ouvido em algumas oportunidades. A performance teatral é absolutamente cinematográfica, principalmente pelo uso de fogo, embora haja alguns exageros de cunho sexual.

Neste filme-concerto de última geração, o renomado diretor sueco Jonas Åkerlund (Black Dog Films) adota uma nova abordagem radical para captar a emoção e a adrenalina da exclusiva apresentação ao vivo de Rammstein. RAMMSTEIN: PARIS é um banquete acelerado para todos os sentidos: um conto de fadas sombrio e espetacular com controvérsia, habilidades teatrais perigosas, além da fragrância intoxicante de gasolina.

É muito bacana ter a oportunidade de ver grandes shows no cinema, especialmente como este que envolve tanta pirotecnia, músicos acorrentados, vestido de couro e rastejando em torno de uma plataforma acima do palco... Ou quando a banda fica num palco de uns 15m² no meio da plateia... Pena que são escassas as sessões e a divulgação não tenha a devida abrangência. O que dizer das músicas do Rammsteis? Du hast fala sobre união conjugal, Mutter fala da ausência materna, Amerika é repleta de ironia, Mein Teil aborda o tema da alimentação? (Nós somos o que comemos...?), Pussy é de muito mal gosto...

Segue setlist:
“Sonne”
“Wollt ihr das Bett in Flammen sehen?”
“Keine Lust”
“Sehnsucht”
“Asche zu Asche”
“Feuer frei!”
“Mutter”
“Mein Teil”
“Du riechst so gut”
“Links 2-3-4″
“Du hast”
“Haifisch”
“B-Stage”
“Bück dich”
“Mann gegen Mann”
“Ohne dich”
Encore:
“Mein Herz brennt”
“Amerika”
“Ich will”
Encore 2:
“Engel”
“Pussy”
Encore 3:
“Frühling in Paris”

Veja o trailer divulgação de Rammstein Paris:

O Poderoso Chefinho


Animação da DreamWorks O Poderoso Chefinho (The Boss Baby, EUA, 2017), de Tom McGrath parece ter sido feito sobre encomenda, para presentear a minha família nas vésperas do aniversário de meu primogênito. Nos identificamos muito com a realidade de ter uma família com dois meninos, praticamente na mesma faixa etária dos protagonistas do filme. Impossível não gostar de um filme inventivo, que exalta a família, esta instituição divina que tem a imagem cada vez mais desprezada pela grande mídia.


É de conhecimento de todos que a chegada de um novo bebê impacta a família, e aqui vemos  a história contada do ponto de vista de Tim, um garoto de 7 anos e meio, com uma imaginação vívida. O diretor de 
Megamente (2010) e co-diretor de Madagascar apresenta então a chegada de um bebê muito incomum, que usa terno, carrega uma maleta misteriosa, fala com a voz e o charme de um adulto, e por mais estranho que o trailer do filme possa parecer, ele transmite uma mensagem sobre a importância da família, O Poderoso Chefinho é uma comédia original e autêntica que agradará ao público de todas as idades.

Apesar do inicial estranhamento dos irmãos, eles precisam unir e une forças para impedir que um invejoso e inescrupuloso CEO acabe com o amor que os pais sentem pelos filhos. Considerando que o amor jamais acaba (I Coríntios 13:8), a ideia é transferir esse amor para os caninos. E de fato vemos isso em nossa sociedade, onde em alguns shopping cachorros são tratados de forma melhor que os filhotes de humanos. A missão então das crianças é salvar os seus pais, impedir a catástrofe e provar que o mais intenso dos sentimentos é uma poderosa força capaz de tudo. A parte técnica do filme não deixa a desejar às grandes produções da Pixar.

Confira o divertido trailer de O Poderoso Chefinho:


quarta-feira, 29 de março de 2017

Fragmentado (versão dublada)


Revi o suspense Fragmentado (Split, EUA, 2016), de M. Night Shyamalan, desta feita na versão dublada, que está tão excepcional quanto o trabalho de McAvoy e percebi também o empenho do diretor em nos contar num formato de fábula, uma história surpreendente sobre a criação de um vilão.

O que forma um vilão? Ou na vida real, o que faz um ser humano se tornar assassino? Certamente os traumas da infância tem relação nesse viés. E é absurdo a repulsa que o estrupo de vulnerável causa em qualquer ser humano, tão hediondo é um crime como este. Outro tema que vemos em tela, é a violência desproporcional que alguns pais fazem com seus filhos. Crianças precisam somente de amor, e embora isso envolva algumas palmadas esporádicas, a violência nunca será o melhor caminho.

McAvoy está realmente acima do nível nesse papel interpretando várias personalidades. Seu olhar, os movimentos das mãos, o jeito de andar, é palpável a entrega do ator ao papel. A cena final do filme transforma o que era um bom suspense numa surpreendente proposta de continuação de Corpo Fechado (Unbreakable, 2000), e cria no público a expectativa por um terceiro filme desse universo, com o confronto entre o herói interpretado por Bruce Willis e o vilão que ganhou forma com James McAvoy.

Confira o trailer de Fragmentado:

terça-feira, 28 de março de 2017

Fragmentado


Suspense Fragmentado (Split, EUA, 2016), de M. Night Shyamalan se mostra pretensioso, e incapaz de atingir seu objetivo de impactar a plateia (embora agrade os fãs de seus trabalhos anteriores). É fato que o escritor, diretor e produtor de O Sexto Sentido, Sinais, A Vila, Corpo Fechado (só para citar alguns) tem melhorado na tentativa de retornar ao estilo que o consagrou: o suspense. Mas ainda traz consigo resquícios das bombas que foram alguns de seus últimos filmes (O Último Mestre do Ar, Fim Dos Tempos, Depois da Terra)

A sinopse e o poster fala sobre Kevin (James McAvoy) que possui 23 personalidades e alterna momentos de sua vida entre cada uma delas. Essa descoberta, é motivo de orgulho para a psicóloga de sua confiança, Dr. Fletcher (Betty Buckley), que tenta divulgar ao mundo a existência de pessoas com essa habilidade. Acontece que ainda existe uma 24ª personalidade, que está tentando surgir e dominar todas as outras. Kevin se vê então forçado a sequestrar três garotas, uma delas a observadora Casey (Anya Taylor-Joy). Assim, Kevin se vê em um conflito interno de personalidade pela sobrevivência entre todos os outros "seres" dentro dele.

Confesso que não vi Corpo Fechado (Unbreakable, 2000) e pelo que dizem, esse filme acaba sendo uma continuação, embora isso não tenha sido divulgado e acabe sendo a grande surpresa, tradicional nos finais dos filmes do Shyamalan, embora a meu ver aqui o impacto causado seja pequeno. A questão do distúrbio de personalidade é o ponto central do suspense e James McAvoy faz um trabalho louvável interpretando várias personalidades. O filme aborda também, ainda que de forma sensível a questão do estupro de vulnerável. Poderia ter aprofundado um pouco melhor essa questão. Anya Taylor-Joy não mostra o mesmo nível de atuação apresentado em A Bruxa (The Witch, 2015) de Robert Eggers, mas não está ruim.

O  thriller é original e se desenvolve em torno da mente fraturada e brilhante de um homem com transtorno dissociativo de identidade, que possui a divisão mental, fascinando estudiosos que acreditam que alguns podem manifestar atributos físicos únicos para cada personalidade, sob um prisma psicológico e cognitivo num mesmo ser humano.

Depois de A Visita (2015), que achei um filme bobo, mas que agradou a crítica, Shyamalan se une novamente ao produtor Jason Blum (Atividade Paranormal, Uma Noite de Crime e da série de filmes Sobrenatural)

Veja trailer de Fragmentado:

domingo, 26 de março de 2017

1ª Etapa do XIII CCO - Graça Ellert / IV COLJ


Na manhã deste domingo 26 de março, no Sítio Joaquinzinho próximo a praia da Caponga no município de Cascavel, aconteceu a 1ª Etapa do XIII CCO - Graça Ellert / IV COLJ.

Foi uma prova histórica! A chuva esperou a largada para começar a molhar a pista... Talvez fossem as lágrimas da Graça Ellert emocionada em ver iniciando o campeonato que recebeu o nome dessa guerreira.

Teve exposição de carros antigos, as crianças se divertiram vendo os animais e brincando na terra e o Clube mais charmoso da orientação cearense, o CODL, inaugurou uniforme novo!

A prova foi relativamente fácil pros padrões que conhecemos do Jirau, mas o percurso estava difícil pelo terreno escorregadio. Não dava pra correr tão rápido, num piso escorregadio e de uniforme novo... Sem falar que inventei de trocar o óculos e senti dificuldades na vista durante o percurso que muito me atrapalharam... Acabei ficando em 8º, dentre 17 competidores.
Não serve como justificativa, até porque o nível técnico dos atletas Bravo está em ótima qualidade. Meu maior problema foi no terceiro ponto, que pra mim, estava num local diferente do mapa... Perdi uma posição no penúltimo ponto, por não conseguir transpor a cerca e decidir tardiamente dar a volta pelo portão...


sábado, 25 de março de 2017

Logan com o Saulo

Neste 25 de março de 2017, fui com meu primo Saulo rever Logan, e constatei que o filme, é perfeito para quem está deixando de ser adolescente e se tornando adulto.

O filme se passa em um futuro próximo (2029), mostrando um cansado Logan (Hugh Jackman), que trabalha como motorista de uma limosine, para custear os cuidados de um doente Professor Xavier (Patrick Stewart) em um esconderijo na fronteira mexicana. No entanto, as tentativas de Logan de se manter escondido do mundo e de seu legado são interrompidas quando ele é procurado para ajudar a transportar uma jovem mutante, que está sendo perseguida.


As cenas violentas se justificam mesmo numa reassistida e não destoam do que o filme propõe. O ritmo do longa continua bom e o roteiro é correto, especialmente no que envolve o mutante farejador Caliban (Stephen Merchant), que dá as pistas de onde Logan se encontra ao longo do filme, justificando a perseguição que ocorre.

As lições familiares que o filme apresenta se mostraram ainda mais impactantes, embora as cenas mais emocionantes percam um pouco de sentimento quando já sabemos o que irá acontecer. O detalhe negativo da sessão, vai para a funcionária do cinema, que mal terminou o longa, já gritou que não tinha cena extra, sendo indelicada e indiretamente expulsando todos da sala escura.

Acompanhe o fabuloso trailer de Logan:

quinta-feira, 23 de março de 2017

Power Rangers


Típico filme adolescente Power Rangers (Saban's Power Rangers, Canadá/EUA, 2017), de Dean Israelite é baseado na série de TV que marcou época, possui um roteiro consistente tanto em homenagear os adultos de hoje que cresceram assistindo os Rangers na TV na década de 90, como na atualização do seriado para uma nova época.

Com inspiração na primeira temporada dos Mighty Morphin Power Rangers, do inicio da febre dos personagens tokusatsus japoneses, adaptado com personagens ocidentais e como american way life. A trama do filme é simples ao mostrar a jornada de cinco adolescentes problemáticos (Jason, Billy, Kimberly, Trini e Zack) que devem buscar algo extraordinário quando eles tomam consciência que a sua pequena cidade Angel Grove (Alameda dos Anjos) - e o mundo - estão à beira de sofrer um ataque alienígena. Escolhidos pelo destino, ao acharem as medalhas de cores diferentes, que lhe dão superpoderes, eles irão descobrir que são os únicos que poderão salvar o planeta. Mas para isso, eles devem superar seus problemas pessoais e juntarem sua forças como os Power Rangers, antes que seja tarde demais.

Vale ressaltar que este é o terceiro filme dos Power Rangers, numa nítida tentativa de emplacar uma franquia (a expectativa é de que isso aconteça!) e o filme diverte, apesar de suas falhas, sendo a maior delas a metragem de 121 minutos, que é um pouco longa, embora desenvolva bem cada personagem, especialmente na questão da amizade entre o grupo, para que eles consigam desenvolver seus poderes ao longo de um treinamento, mas demora muito até vermos os personagens “morfados” em ação literalmente (nítido problema de orçamento) e na pancadaria pra valer, que é tosca, mas que produz um sentimento de nostalgia inigualável.

O epílogo não é bom o suficiente, a vilã do filme Rita Repulsa (Elizabeth Banks) é outro ponto fraco, mas não há como negar que a diversão e a nostalgia trazida pelos personagens (já fazem 24 anos da estreia na TV), pela trilha de fundo clássica "Go Go Power Rangers" e inclusive com a homenagem aos fãs com dois rangers clássicos, numa breve aparição quase no fim da projeção. Méritos também para abordagens modernas a questões como bullying (sofrido pelo Billy), orientação sexual (especialmente da Trini), rebeldia (A cena de capotamento do Jason, com uma câmera girando em 360º dentro do veículo é sensacional), respeito a família (Zack mora e cuida de sua mãe enferma) e especialmente a questão da amizade.

Assista ao trailer de Power Rangers:

Resgatando meu CNIS

No processo de inscrição de determinado concurso, precisei apresentar o Cadastro Nacional de Informação Social - CNIS. Tive que enfrentar uma saga pra conseguir a documentação junto ao Instituto Nacional do Seguro Social - INSS. Foram vários documentos apresentados, o mais difícil deles, o tal CNIS! Consegui agendar atendimento na Previdência Social pela Internet e resgatei a papelada que resume minha vida profissional...


sábado, 18 de março de 2017

1º Ano de Bernardo e Benício


Na noite deste sábado, 18 de março de 2017, estive com a família na celebração do 1º aniversário do Bernardo e Benício, gêmeos da Cristiane e do Gleriston.

Foi uma linda festa, onde nos sentimos no fundo do mar... A decoração estava belíssima, tinha brinquedos pras crianças, imagens do primeiro ano dos bebês sendo exibidas num telão, música boa e muita animação, além da presença divina.

Destaque para a decoração das mesas (que pudemos levar pra casa e manter a porta aberta) e para a lembrança das crianças: 1 peixe! E eu morto de cansado, ainda tive que ir atrás de um aquário para deixar nosso peixinho... Como os meus meninos ficaram felizes!

Eleição Diretoria CODL e Treino na Fazenda Soledad



Neste histórico 18 de março de 2016, aconteceu a eleição da diretoria do Clube de Orientação Desporto e Lazer (CODL). Para celebrar este momento, resolvemos fazer uma brincadeira e chamamos de treino... Decidimos abrir o evento para interessados e fomos surpreendidos com 54 inscrições!


Nos dias que antecediam ao evento, surgiu a possibilidade de utilizarmos o sistema que imprime o tempo de treino dos corredores, bem como as hastes para fixação das bases. Fui no Josias Cavalcanti pegar o material e os Sicards, que precisaram de uma lavagem para serem utilizados no treino.



Tive o privilégio de ajudar na montagem do percurso, de acompanhar o Brasil, o Leandro e o Fabrício, três iniciantes no esporte, além de no fim ainda ajudei na desmontagem do treino. Se eu já achava bom apenas correr, imagine colocar os prismas na pista...

Encerro esse post com a mensagem do nosso clube postada nas redes sociais. Segue mensagem postada pelo Clube, no Facebook do CODL:
"Agradecemos a todos que se fizeram presentes no nosso treino, ficamos realmente muito felizes com a proporção que tomou o treino que até poucos dias antes, seria somente um treino interno para assinatura da ata de eleição da nova diretoria, o que de certa forma nos pegou de surpresa.
Pedimos desculpas pelo atraso na partida, muitos sabem dos trâmites da organização de eventos de orientação e por mais que nos antecipemos, vez por outra ainda ficamos no perrengue.
Recebemos alguns elogios, o que nos deixa imensamente satisfeitos. Assim como algumas críticas, o que nos engrandece cada vez mais. Enfim, estamos com a sensação de missão cumprida, esperamos ter atendido minimamente as expectativas.
Muito Obrigado!"




quinta-feira, 16 de março de 2017

A Bela e a Fera


A história e os personagens conhecido pelo público estão novamente no cinema em A Bela e a Fera (Beauty and the Beast, EUA, 2017), de Bill Condon, adaptação em live-action do clássico de animação da Disney A Bela e a Fera (Beauty and the Beast, 1991) de Gary Trousdale e Kirk Wise, que foi a primeira animação a ser indicada ao Oscar de Melhor Filme.

Neste novo filme, Bela (Emma Watson) é moradora de uma pequena aldeia francesa e tem o pai capturado pela Fera (Dan Stevens). Ela decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade dele. No castelo, ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é, na verdade, um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana.

Não gostei da dublagem do filme, embora reconheça o esforço do trabalho dos dubladores. No IMAX, fica muito nítido a diferença da movimentação da fala dos personagem, para o que está sendo dublado, diferente da animação por exemplo. Outro problema é a adaptação das canções para o ritmo do que está sendo mostrado em cena... As canções envolvendo os personagens com efeitos digitais, funciona bem melhor nesse sentido.

O filme foi envolto numa polêmica pela questão de ter um personagem homossexual. Não gosto de dar Ibope pra esse tipo de situação, que acho extremamente forçado o que a mídia faz para enfiar goela abaixo do grande público a ditadura da homossexualidade. Aqui o personagem é usado como alívio cômico, o que não é novidade nem aqui, nem na China, roubando à cena na maioria das vezes que aparece em tela.

O figurino e a direção de arte se destacam, bem como os personagens de CGI: o candelabro, o relógio, a xícara, o guarda-roupa que são críveis ao se portarem como humanos. No entanto a Fera deixou um pouco a desejar, mudando de tamanho ao longo da projeção (no início parece ser bem maior, aí vai diminuindo para poder dançar com a Bela, que não conseguiu uma interpretação no mesmo nível que Angelina Jolie em Malévola.

No entanto, o filme vale à ida ao cinema, pela nostalgia, pelos belos efeitos visuais, pelas canções, pois não é sempre que vemos um clássico de nossa infância adaptado para o padrão convencional. A adaptação do roteiro foi bem realizada, especialmente na questão amorosa entre Bela e Fera e na cena que mostra o que houve com a mãe da Bela. É importante deixar claro que as crianças não são o público deste filme, embora isso não as impeça de ver o filme e até gostarem.

Confira o trailer de A Bela e a Fera:

quarta-feira, 15 de março de 2017

Fome de Poder


Drama Fome de Poder (The Founder, EUA, 2016), de John Lee Hancock chama atenção ao ser irônico e ambíguo ao mostrar a criação e a ascensão da rede de restaurantes de fast food McDonald’s, que ao receber uma grande demanda com uma grande movimentação de consumidores, chamou a atenção do até então vendedor de Illinois Ray Kroc (Michael Keaton) que fica impressionado com a velocidade com que os irmãos operam uma hamburgueria no Sul da Califórnia nos anos 50, e diante do potencial para a criação de uma franquia, hipotecou sua casa e adquiriu uma participação nos negócios dos irmãos Richard e Maurice McDonald no sul da Califórnia e, pouco a pouco foi eliminando os dois da rede, transformando a marca em um gigantesco império alimentício.

Por mais que falem mal da rede McDonald's no quesito alimentício, eu confesso que sou cliente frequente, especialmente do Mc Lanche Feliz, pois coleciono os brinquedos que são vendidos acompanhados do lanche, especialmente quando são relacionados a filmes. Pena que essa parte do marketing não é abordado pelo filme, que tem um ótimo primeiro ato, mas que enrola bastante no segundo, não aprofunda nos irmãos, focando em Ray Kroc e deixando claro a traição que ele fez com os verdadeiros idealizadores, de modo que o público fica indignado ao final da projeção. 

Esses problemas estão no roteiro, que não dá um ritmo adequado ao longa (exceto no primeiro ato). As atuações estão corretas, a trilha é imperceptível e a direção não deixa a desejar, mas também não apresenta nada além do convencional, tanto que as gravações foram feitas na maior parte do filme em uma única tomada, sendo o longa foi filmado em apenas 22 dias... Destaque para a cena quando Kroc vai ao cinema assistir Sindicato de Ladrões (1954) de Elia Kazan, talvez uma fonte de inspiração para a jogada que ele fez.

Gosto das cenas em que aparece a primeira esposa de Ray (Laura Dern), mostrando como o sucesso requer além da pessoa não ter escrúpulos, abdicar da própria família e da própria vida pela ganância do dinheiro e do poder. A bíblia fala claramente sobre a cobiça em 1 João 2:15-17: "Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Pois tudo o que há no mundo - a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens - não provém do Pai, mas do mundo. O mundo e a sua cobiça passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre." O filme é cínico o bastante para atenuar o que Ray fez e mostrá-lo como um herói do capitalismo, como se a trapaça que ele fez, fosse algo correto e digno de ser copiado.

Como mostrado no filme, o primeiro McDonald's está localizado em San Bernardino, na Califórnia, as filmagens não foram feitas lá porque a região não tem mais a mesma aparência que tinha nos anos 1950. O proprietário do antigo Juan Pollo Chicken comprou o lugar e o transformou no museu do McDonalds. O mais antigo continua funcionando desde 1953. Acho inclusive que vale uma visita por quem estiver de passagem pelas redondezas...


Veja o trailer de Fome de Poder:

terça-feira, 14 de março de 2017

18 anos da Júlia Marcelino


Neste 14 de março de 2017, nossa querida Júlia Marcelino completou 18 anos! Celebramos essa data com a família na praça de alimentação da expansão do Shopping Iguatemi. Teve salgados, bolo, e um lindo discurso da exaltando seu pai. E lembrar que dia desses estava com a família em seu baile de 15 anos...

A festa surpresa foi preparada enquanto eu a levei para uma sessão de cinema. Vimos o suspense Personal Shopper, que não se mostrou um filme digno para tão importante data. Valeu pela companhia que pude oferecer a esta menina que está muito rapidamente virando mulher.

Personal Shopper


Vaiado em Cannes, suspense Personal Shopper (França/Alemanha, 2016), de Olivier Assayas, tem um bom trabalho de direção (vencedor do prêmio de direção no Festival de Cannes), especialmente na movimentação de câmera, Kristen Stewart comprovando ser uma atriz promissora carregando o filme nas costas, mas com uma temática espírita que não me causa interesse e acaba tornando o filme frustrante, exceto pelo fato que me fez sentir saudades de Christina Ricci e do saudoso Gasparzinho, o Fantasminha Camarada (Casper, 1995) de Brad Silberling e Phil Nibbelink quando das "aparições" durante o filme.

O filme apresenta Maureen (Kristen Stewart) uma jovem americana que mora em Paris, trabalhando como personal shopper de uma celebridade local e que tem capacidade de se comunicar com o mundo dos mortos. A moça dividia esse dom com seu irmão gêmeo, recém-falecido, mas que parece estar querendo enviar uma mensagem para o mundo dos vivos. No entanto o filme carece de uma história a ser contada. O roteiro se mostra sem propósito, na tentativa de se fazer um suspense/terror diferenciado.

Kristen Stewart está em 99% do filme, mas leva uma vida vazia e sem propósito, a começar pelo trabalho por ela desempenhado, que funciona indiretamente como uma crítica ao mundo capitalista que incentiva o consumo para preencher lacunas emocionais das vidas vazias das pessoas. Maureen interage mais com o celular trocando mensagens com um desconhecido, de modo que o espectador pouco se importa com a vida medíocre levada pela personagem. Não recomendo.

Acompanhe o trailer de Personal Shopper:


segunda-feira, 13 de março de 2017

Kong - A Ilha da Caveira em IMAX


Com uma diferente abertura em IMAX, revi nesta tecnologia Kong - A Ilha da Caveira (Kong – Skull Island, EUA/Vietnã, 2017), de Jordan Vogt-Roberts, e reparei ainda mais nos problemas de continuidade que o filme possui, mas isso são detalhes diante do que o filme propõe. 


O filme diverte, cumprindo o seu papel, tanto que vale à pena ver e rever. Até o balde de pipoca do filme eu adquiri, pois trata-se de um filme pipoca por natureza, tanto que os personagens humanos do filme são descartáveis ao ponto de não terem tanta importância a nível de roteiro. O que vale ali é o Kong e a grandiosidade do Imax é proporcional ao macaco que vemos em tela.


Diferente da primeira sessão que assisti legendada e com dores de cabeça, essa eu vi dublada e confesso que foi realizado um excelente trabalho nesse quesito que tanto repudio. A trilha sonora, embora apareça à todo instante, dá vontade de dizer "sobe o som!" sempre que sabemos que uma canção irá começar... Ziggy Stardust de David Bowie, Long Cool Woman (In A Black Dress) do The Hollies, Paranoid do Black Sabbath, Down On The Street do The Stooges e Time Has Come Today do The Chambers Brothers, são algumas das músicas que embalam a aventura.  Sem falar nos acordes de guitarras de Ramin Djawadi à lá Círculo de Fogo (Pacific Rim, 2013) de Guillermo Del Toro...

O 3D embora pouco acrescente, até que é bem utilizado em algumas cenas de paisagens e nas cenas de luta, especialmente na luta final. Por mais que o filme seja falho, ele vale uma ida ao cinema, aliás duas! 

Segue trailer dublado de Kong - A Ilha da Caveira:


domingo, 12 de março de 2017

Silêncio

Baseado no livro homônimo do escritor japonês Shusaku Endo, Silêncio (Silence, EUA/Taiwan/México, 2016), de Martin Scorsese foi esnobado no Oscar 2017, recebendo apenas indicação de Melhor Fotografia, conta com as marcantes atuações de Andrew Garfield, Liam Neeson e Adam Driver, narrando a história do catolicismo no Japão, numa época em que era proibido religiões cristãs e seus seguidores eram punidos violentamente. Apesar disso tudo, o filme não é proporcional à grandeza do que ele se propõe a contar.

O filme se passa no século 17, quando o padre Ferreira (Liam Neeson) vivia no Japão e caiu em desgraça ao renunciar a sua fé. Preocupados com a situação, os padres jesuítas Sebastião Rodrigues (Andrew Garfield) e Francisco Garupe (Adam Driver) viajam ao país para procurar o mentor Ferreira e propagar o cristianismo entre os japoneses. Com um governo que deseja expurgar todas as influências externas, o Catolicismo sendo proibido, os padres enfrentarão perseguição e violência em uma jornada de resgates e descobertas espirituais.

A perseguição cristã está relatada nas sagradas escrituras.Seja nas bem aventuranças: "Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o Reino dos céus."  Mateus 5:10 Seja nas cartas paulinas: "De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos.2 Coríntios 4:8-9 O filme tenta ser laico, no entanto em seu primeiro ato ele apresenta fiéis que suportam a dor e o sofrimento pela causa de Cristo, mas acaba no terceiro ato, justificando a negação dos princípios cristãos, diante da egoísta vaidade da sobrevivência humana. 

O silêncio se faz presente algumas vezes, mas não logra êxito em seu intento, pois Deus fala e como fala através do silêncio. A fotografia é extremamente escura, o que justifica a indicação ao Oscar desta categoria, pois iluminar a escuridão é algo extremamente difícil. No mais lamento o fato do filme não ser arrebatador... Ele é interessante, mas me parece que faltou algo que eu não sei bem dizer o que é... Um vazio sabe... Talvez por estar vivendo um momento do silêncio de Deus em minha vida...

Confira o trailer de Silêncio:


Concurso Público para a Companhia de Gás do Ceará





Na tarde deste 12 de março de 2017, fui na Escola de E.M. Adauto Bezerra realizar a prova de Assistente Técnico - Administrativo e Financeiro, do Concurso Público para a Companhia de Gás
 do Ceará - Cegás.



Encontrei a Mary, esposa do Galvão logo que cheguei ao local de prova e ficamos conversando, orando 
até entrarmos no colégio. Após a prova, peguei carona com eles até o Shopping Rio Mar.



Segue no link a prova realizada. (PROVA AQUI) Foram 50 questões de Lingua Portuguesa (8 questões),
noções de informática (4 questões), matemática e noções de lógica (4 questões), noções de direito 
administrativo (4 questões), e conhecimentos específicos (30 questões) sendo muitas delas de 
Contabilidade, outras sobre Gás Natural (10 questões) e noções de administração e arquivologia.


A prova foi organizada pelo Ieses, e achei até bem realizada, especialmente a questão das saídas ao 
banheiro e do procedimento para recebimento das provas e cartão resposta.




Pelo meu gabarito, acertei 38 questões, errei 12, o que não deve ser suficiente para uma boa colocação 
para o cadastro de reservas... Segue gabarito oficial (GABARITO OFICIAL)

Treino de Orientação Amor e Graça


Na manhã deste 12 de março de 2017, a família orientista se reuniu no Centro Administrativo do Cambeba para realização de um treino solidário, na Pista Amor e Graça, com toda arrecadação direcionada as filhas da atleta Graça Elleart, falecida recentemente após lutar bravamente contra o câncer.

Destaco o mapa Cofortinho, que ofereceu as crianças um percurso lúdico que ajuda e muito na inclusão dos pequenos na orientação. Está virando tradição no meio orientista a inclusão da futura geração, e isso é ótimo!

A pista teve dois mapas, um para iniciantes e outro para experientes com 16 pontos de controle, muito bem espalhados, que permitiu a realização de azimutes, verificação de localização no mapa (sem a pressa que as provas exigem) e melhoria contínua das técnicas orientistas.

Foi uma manhã maravilhosa! Piau!


sexta-feira, 10 de março de 2017

Casamento Fabrício e Jordana


Na noite deste 10 de março de 2017, nos reunimos com o grupo de relacionamento e familiares do casal, para celebrar o casamento civil do Fabrício e da Jordana, numa linda cerimônia no salão de festas do Josias e da Cristiane.

Fizemos um saboroso jantar, uma linda decoração e recepcionamos os noivos ao som de Como é Grande o Meu Amor Por Você, numa linda entrada. O Josias celebrou o enlace, pedindo as bençãos celestiais em favor do casal e dessa nova etapa da união desse casal amado.



Apertando o cinto


Charge do Clayton de 10/03/2017

Não escrevo esse post para falar da crise econômica que afeta o país... Até porque desde que fiquei sem emprego com carteira assinada (Fevereiro/2016) tive que apertar as finanças, para sobreviver com o Seguro Desemprego...

Mas escrevo para falar que um dos benefícios da crise, é a dieta involuntária que acabei realizando. Perdi peso e tive que literalmente apertar os cintos, inclusive fazendo novos buracos no cinto, pois as calças estão todas frouxas e caindo... Vida que segue!

quinta-feira, 9 de março de 2017

Kong - A Ilha da Caveira

Embora traga referência a King Kong em seu título, Kong - A Ilha da Caveira (Kong – Skull Island, EUA/Vietnã, 2017), de Jordan Vogt-Roberts trata-se de um filme de monstro, que tenta mostrar um prelúdio da famosa história e que cumpre seu papel, embora derrape em seu segundo ato, entrega o primeiro e o terceiro ato de forma que entretém o público, mesmo sendo um filme esquecível. É louvável o trabalho desempenhado pela produtora Legendary Pictures apresentando filmes com a temática monstro, tais como Círculo de Fogo (Pacific Rim, 2013) de Guilhermo Del Toro, e o recente A Grande Muralha  (The Great Wall, China/EUA, 2016), de Zhang Yimou e quem sabe em breve possam nos trazer Godzilla! (Fiquem na sala escura após os créditos, tem cena importante! E peçam pra apagar a luz!!!).

A primeira cena se passa em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial quando dois aviões, um americano e outro japonês, são abatidos em pleno combate aéreo com os dois pilotos sobrevivendo, e caindo numa ilha desconhecida no Pacífico Sul. Lá eles dão continuidade à batalha, sendo surpreendidos pela aparição de um macaco gigante: Kong. Mas o que nos deixa mais surpreso, ocorre antes do macaco gigante aparecer... O piloto japonês salta do cockpit do avião, com uma espada samurai!

Daí o filme salta para 1973, quando Bill Randa (John Goodman) tenta obter junto a um político norte-americano a verba necessária para bancar uma expedição à tal ilha perdida, onde ele acredita que existam monstros, mas precisa de provas concretas. Após obter a quantia, ele coordena uma expedição que reúne militares, liderados pelo coronel Preston Packard (Samuel L. Jackson), que está prestes a retornar aos EUA com sua tropa, após o fiasco no Vietnã, o rastreador James Conrad (Tom Hiddleston) e a fotógrafa Mason Weaver (Brie Larson).


O filme apresenta referências a Apocalipse Now (1979) de Francis Ford Coppola principalmente na fotografia, que é muito boa nas cenas iniciais, mas que vai se tornando comum ao longo da projeção, perdendo todo o brilho de algumas cenas memoráveis, como a dos helicópteros com o Kong ao fundo vista no poster. Outra crítica que faço, é aos efeitos visuais do Kong. É notório que existem vários Kongs ao longo do filme, e isso está perceptível em tela, seja pela pelagem do bicho, pelo seus movimentos, o fato é que cada vez que o monstro surge, reparamos algo digamos diferente no monstro. A trilha sonora também é bacana, aproveita o estilo que já vimos em Círculo de Fogo, só que as canções são inseridas muitas vezes da mesma forma, com alguém apertando o play, ou colocando a agulha no disco... Até caixas de som potentes os helicópteros possuem! Fica um pouco forçado...

Com muitos personagens em tela, poucos tem o desenvolvimento adequado, desperdiçando o talento dos atores, de modo que nem o nome dos personagens principais lembramos ao final da projeção. No entanto, o maior problema do filme é o seu ritmo, fruto de uma montagem se não equivocada, um tanto quanto estranha, especialmente no segundo ato, quando os personagens estão separados pela ilha. Vemos os recortes muito claramente na tela grande: cena do James Conrad com máscara de gás, cena com o Kong salvando a mocinha da vez: Mason Weaver, e por aí vai...

Apesar disso, o filme é muito bom e vale à ida ao cinema para quem gosta de filme de monstros. Vi numa sala comum, pois dispenso o 3D sempre que posso, mesmo o da sala Imax, que deve valer o ingresso pelo som, não pelos efeitos tridimensionais, que só servem pra deixar o espectador com dores de cabeça.

 Assista ao belo trailer de Kong - A Ilha da Caveira:

quarta-feira, 8 de março de 2017

John Wick – Um Novo Dia Para Matar


Filme de ação John Wick – Um Novo Dia Para Matar (John Wick – Chapter 2, EUA, 2017), de Chad Stahelski é a continuação de De Volta ao Jogo (John Wick, 2014) de David Leitch e Chad Stahelski, que achei razoável, apesar das boas cenas de ação, mas com motivações banais. No entanto, foi suficiente para que o filme obtivesse verba para uma continuação. Neste gênero, gostei muito de O Protetor (The Equalizer, 2014) de Antoine Fuqua.

O filme começa com toda adrenalina, numa cena fantástica, com John Wick (Keanu Reeves) indo recuperar seu carro, e achando que enfim poderá se aposentar. Entretanto, a reaparição de Santino D'Antonio (Riccardo Scarmacio) atrapalha seus planos. Dono de uma promissória em nome de Wick, por ele usada para deixar o posto de assassino profissional da Alta Cúpula, Santino cobra a dívida existente e insiste para que ele mate sua própria irmã, Gianna (Claudia Gerini).

John Wick é forçado então a deixar novamente a aposentadoria por causa de uma promessa antiga e viaja então para Roma, com o objetivo de ajudar um velho amigo a derrubar uma organização secreta, perigosa e mortal de assassinos procurados em todo o mundo. Assim, o filme nos apresenta cenas antológicas de ação, uma delas no meio de um show, outra num museu com salas espelhadas, mas apesar do frescor das cenas, elas me parecem sem propósito, de modo que lamentei o fato de ter perdido a vitória antológica do Barcelona contra o PSG em detrimento desse filme.

Confira o trailer de John Wick – Um Novo Dia Para Matar:


segunda-feira, 6 de março de 2017

Aliados


Drama Aliados (Allied, Reino Unido/EUA, 2016), de Robert Zemeckis desperdiça o potencial de ser um novo Sr. e Sra Smith (2005) de Doug Liman, substituindo Jolie por Cottilard, sendo que não sei se o casal foi mal aproveitado, ou em que ponto o roteiro dSteven Knight se torna desinteressante a ponto de não nos interessarmos pelo que irá acontecer aos dois protagonistas.

O filme apresenta a história do oficial de inteligência Max Vatan (Brad Pitt) que  literalmente desce de paraquedas no deserto africano em 1942 para encontrar a agente da Resistência Francesa Marianne Beausejour (Marion Cotillard) em Casablanca, no Marrocos, quando participam juntos de uma missão perigosa na fronteira inimiga, disfarçados de marido e mulher, com o objetivo de eliminarem um embaixador nazista. Ao apresentar os costumes locais, como quando os maridos vão dormir no telhado após fazerem amor com suas esposas, lembrei-me da vitória do Raja Casablanca por 3 x 1 contra o Atlético-MG no mundial de clubes de 2013... Deve ter havido farra nas lajes lá pelo Marrocos...

Quando o casal volta para Londres, eles estão apaixonados e iniciam uma relação familiar que é ameaçada por circunstâncias extremas da Guerra. Inclusive o filme apresenta uma cena não convencional, da filha deles nascendo em meio aos bombardeios da guerra. Algo extremamente desnecessário. Os problemas começam quando surgem suspeitas sobre uma conexão entre Marianne e os alemães. 

Intrigado, Max decide investigar o passado da companheira e recebe a incumbência de ter ter que matar sua esposa e mão de sua filha, tendo que confrontar seus sentimentos com a razão do trabalho que ele desempenha. Aí vem o questionamento, você mataria alguém que você ama, para cumprir um dever, uma ordem dada por um superior?

Elogiar Zemericks é chover no molhado. Esse filme não está no rol de seus melhores (Trilogia De Volta Para o Futuro, Forrest Gump: O Contador de Histórias, O Náufrago, O Vôo, A Travessia), mas fica notório que ele tem total domínio do que é mostrado em tela, utilizando no piloto automático técnicas cinematográficas antigas, para imergir a plateia no longa. O prólogo do filme carregado de suspense é tenso e muito bom, as cenas de sexo do segundo ato são bem filmadas, mas no clímax, ou anticlímax (como queiram) o filme perde sua força, terminando de forma romântica. Aliados foi indicado ao Oscar 2017 de Melhor Figurino. Não venceu, mas fez por merecer essa lembrança.

Assista ao trailer de Aliados:



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