quinta-feira, 27 de abril de 2017

Guardiões da Galáxia Vol. 2 em IMAX


Guardiões da Galáxia Vol. 2 (Guardians of the Galaxy Vol. 2, EUA, 2017), de James Gunn é a continuação do sucesso Guardiões da Galáxia (2014), filme que deu forças ao universo Marvel nos cinemas, e que se mostra tão divertido quanto o primeiro. O filme cumpre seu papel de entretenimento de alta qualidade, abordando o tema de relações familiares, destacando a relação pai e filho e a relação entre irmãos, com um humor sagaz e peculiar desses heróis que eram desconhecidos, mas que caíram no gosto do grande público. A seleção musical não é tão marcante quanto no volume 1, no entanto está mais uma vez bem encaixada. O elenco continua à vontade nos papéis. São cinco cenas pós-créditos, então não saia antes do fim da projeção!
No filme, vemos Ego (Kurt Russell) o pai de Peter Quill (Chris Prattnos anos 80 em pleno Missouri, na época da geração do Senhor das Estrelas. Então o longa pula 34 anos e vemos os Guardiões nos créditos de abertura, que ao serem contratados pelos Soberanos para impedir o roubo de poderosas baterias, os heróis enfrentam uma criatura intergaláctica gigante, numa cena bem humorada, onde o destaque é dado ao baby Groot (Vin Diesel) dançando. Rocket (Bradley Cooper) o desbocado guaxinim rouba as baterias que eles foram contratados para protegerem, o que leva os Soberanos a persegui-los noutra cena bem dinâmica, até eles serem salvos pelo Ego, que os leva ao Planeta Vivo. 

A relação pai e filho é a linha mestre do roteiro, que talvez peque em não construir um vilão consistente, focando mais nas diversas relações familiares, seja na participação de todos nos cuidados com o baby Groot, ou nas divergências entre Peter e Rocket, que rendem sempre boas sequências. As irmãs Gomora (Zoe Saldana) e Nebulosa (Karen Gillan) ganham destaque, pois ambas foram impactadas pela criação do pai (Thanos) e isso permeia algumas cenas envolvendo as personagens, colocando a família em foco, ao abordar personalidades distintas que precisam se aceitar e se respeitar. Destaque para o personagem Yondu (Michael Rooker) e Mantis (Pom Klementieff) e Stakar (Sylvester Stallone).

A direção e o senso de humor de James Gunn tornam o filme bastante agradável, com referências a cultura pop, como por exemplo numa cena onde surge o Pac Man. O elenco como um todo se destaca. Chris Pratt mantém o carisma do primeiro filme, Gamora está bem como par romântico. Groot com uma fofura inacreditável rouba cada cena que participa. E Drax (Dave Bautista) está bem como o valentão que não sei porque, me lembra muito o personagem Sargento Pincel, interpretado por Roberto Guilherme nos Trapalhões. 



A trilha sonora é mais uma vez nostálgica e certamente será muito escutada ao longo do ano. Nomes como Fleetwood Mac, Sam Cooke, George Harrison, Looking Glass e Cat Stevens fazem parte da trilha, sendo que desta feita, as músicas chegam a compor a narrativa da trama. A canção "Brandy You're a Fine Girl" toca ao abordar a ligação entre Peter e seu pai Ego, "My Sweet Lord" apresenta o verdadeiro Ego e "Father and Son" emociona o público ao Peter perceber quem foi seu verdadeiro pai. Se o primeiro filme faturou ao redor do mundo US$ 773 milhões, é provável que este chegue ao bilhão de bilheteria. A dublagem está correta, não compromete. Merece ser visto incontáveis vezes, especialmente em IMAX!


Se divirta com o trailer de Guardiões da Galáxia Vol. 2:

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