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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Filme: Álbum de Família

Na tarde do dia 31 de dezembro de 2013, fui ao UCI Cinemas do Shopping Iguatemi Fortaleza e no apagar das luzes do ano que termina, vi o drama "Álbum de Família".


Com um elenco de peso como este, seria impossível o filme sair ruim. No entanto, o filme é grandioso especialmente em função das atuações memoráveis, especialmente de Meryl Streep e Julia Roberts. O ponto negativo vai para a pequena participação de Abigail Breslin. É triste ver a pequena miss Sunshine num papel de maconheira...

Vamos ao filme. Barbara (Julia Roberts), Ivy (Julianne Nicholson) e Karen (Juliette Lewis) são três irmãs que após o desaparecimento do pai delas (Sam Shepard), se encontram e se vêem obrigadas a cuidar da mãe viciada em medicamentos e com câncer (Meryl Streep).
O encontro dessa família, provoca diversos conflitos e mostra que nenhum segredo estará protegido. Enquanto tenta lidar com a mãe, Barbara ainda terá que conviver com os problemas pessoais, com difíceis relações com o ex-marido (Ewan McGregor) e com a filha adolescente (Abigail Breslin).
A irmã Mattie Fae Aiken (Margo Martindale), que é casada com Charles Aiken (Chris Cooper) também tem um importante segredo a ser revelado. Nem o "Little" Charles Aiken (Benedict Cumberbatch) escapa da trama de histórias familiares.

O trágico acontece. O patriarca Beverly Weston (Sam Shepard) que está desaparecido aparece morto. A família realiza o funeral e o pior ainda está por acontecer. É quando todos se reúnem num jantar pós sepultamento que os podres de todos vão vindo à tona pela boca maliciosa da matriarca Violet Weston (Meryl Streep). O resultado podemos ver no poster do filme.
O forte do filme repito: as atuações. A fotografia é correta, o roteiro escrito por escrito por Tracy Letts vai se desenrolando aos poucos temas como alcoolismo, suicídio, câncer, dependência química, adultério, pedofilia, divórcio e incesto. Apesar disso tudo, o que sustenta o filme, é a forte personalidade de seus personagens, algumas dignas de prêmio. E o interessante, é que as principais discussões, surgem em torno da mesa, quando a família está reunida para se alimentar.

Resumo o filme como um belo retrato de uma entre tantas famílias disfuncionais. A cena da oração à mesa, é constragedora, pois é a realidade em muitos lares onde a oração é uma mera repetição de palavras, ou frases ditas sem pensar... Recomendo. Nota 8/10.



Segue trailer:

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