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terça-feira, 10 de junho de 2014

Filme - A Culpa é das Estrelas

Em clima de véspera do dia dos namorados, fui com a esposa e a irmã para o UCI Cinemas do Shopping Iguatemi ver o romance adolescente "A Culpa é das Estrelas", adaptação literária do livro de mesmo nome, escrito por John Green, que não tive oportunidade de ler, mas manifesto desde já meu interesse.



Com uma aura de filme cristão, somos inseridos no universo de dois jovens que se conhecem, se apaixonam e vivem uma história de amor infinita enquanto dura. Se o objetivo do filme, é fazer o espectador chegar as lágrimas,  "A Culpa é das Estrelas" cumpre seu papel e emociona a platéia. Sabe aqueles filmes feitos pra chorar? Posso citar "Marley e Eu" (2009), "Sempre ao Seu Lado" (2009), "Tão Forte e Tão Perto" (2012), "Intocáveis" (2012) e agora "A Culpa é das Estrelas" como filmes que te fazem chorar... E isso não o torna ruim, antes pelo contrário, pois ele nos leva às lágrimas sem ser apelativo. Ainda bem que havia levado o lenço, graças a dica das leitoras Cristiane Silva, Júlia e Luiza Marcelino.



O filme apresenta a adolescente Hazel Grace Lancaster (Shailene Woodley) que diagnosticada com câncer, se mantém viva graças a uma droga e um tratamento experimental. Após passar anos lutando com a doença, ela é forçada pelos pais a participar de um grupo de apoio cristão, algo tipo o Celebrando a Restauração. Lá, conhece Augustus Waters (Ansel Elgort), um rapaz extrovertido que também sofre com câncer, mas em um estágio não tão avançado, mas que o fezder perder uma perna.
Os dois possuem visões muito diferentes de suas doenças: Hazel preocupa-se apenas com a dor que poderá causar aos outros, já Augustus sonha em deixar a sua própria marca no mundo. Apesar das diferenças, eles se apaixonam e juntos, atravessam os principais conflitos da adolescência e do primeiro amor, enquanto lutam para se manter otimistas e fortes um para o outro. 
Shailene Woodley e Ansel Elgort voltam a trabalhar juntos pouco tempo após serem vistos atuando no recente "Divergente" (2014), onde eles interpretam um casal de irmãos, este fato incomoda um pouco no início, mas depois ficamos tão encantados e envolvidos com a relação, que esquecemos desse detalhe. Os atores estão muito bem em seus papéis, as melhores atuações deles, não envolvem sequer diálogo, apenas trocas de olhares que falam algumas vezes mais que as palavras.
Josh Boone, embora iniciante, teve coragem em abraçar um projeto audacioso que aborda um tema tão pesado quanto câncer na adolescência nos cinemas. Embora haja um público fiel, os leitores do livro, o filme consegue o feito de agradar tanto leitores, quanto o público que não conhece a obra por manter um tom leve ao tratar de morte, das doenças dos personagens, do relacionamento familiar, da amizade, etc. Fiquei ansioso em ver "Ligados de Amor", uma comédia dramática com Greg Kinnear e Jennifer Connelly que foi o filme de estreia do diretor.
O ritmo do filme é adequado, e em alguns momentos as dificuldades dos personagens funcionam como alívio cômico entre eles e o espectador. Os coadjuvantes não são aprofundados, mas certamente no livro podemos conhecer um pouco mais sobre os pais deles (Laura Dern interpreta a mãe de maneira magistral, especialmente quando dá liberdade à filha...), o amigo em comum, e Peter Van Houten o autor de livro "A Aflição Imperial" que está em Amsterdã (interpretado por um estranho Willem Dafoe). 
A troca de livro que os personagens realizam no início do relacionamento, para um conhecer melhor o outro, é um plot interessantíssimo e fator relevante para a vida dos dois. Imagino isso no livro, para os leitores o quanto não deve ser fantástico. O relacionamento de amizade flui naturalmente, e mesmo não tendo tempo a perder, o relacionamento não é jamais apressado, com tudo acontecendo no seu devido tempo. 
Fiquei intrigado com minha esposa quanto a perda da virgindade dos personagens. Ela acha que eles fizeram relação sexual, eu fiquei em dúvida, acho que apenas os dois se apalparam e dormiram juntos, pois quando aparece a imagem do círculo no quarto do hotel, a bolinha que representa Augustos está sobre o círculo e não fora dele, como se ele tivesse quase perdido a virgindade... Outro mérito do filme, é saber trabalhar com a troca de mensagens entre os personagens, via celular e a trilha sonora quepontua vários momentos. 
Algumas ressalvas, vão para as doenças dos personagens que não foram muito bem representadas, até porque não se trata de um drama, e sim de um romance adolescente, logo esse fato é plenamente aceitável. No mais, ele chega muito próximo ao patamar de "As Vantagens de Ser Invisível" (2012) como as melhores adaptações de filmes adolescentes. ao abordarem temas comuns e marca que deixamos naqueles que amamos. Somos infinitos, eu creio.

Segue trailer:

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