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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Detroit em Rebelião


Drama Detroit em Rebelião (Detroit, Estados Unidos, 2017) de Kathryn Bigelow de Guerra ao Terror (2008) e A Hora Mais Escura (2012) em mais um filme com teor explosivo, desta vez abordando o tema do racismo, narrando eventos ocorridos na cidade de Detroit, no ano de 1967, quando policiais brancos assassinaram três homens negros de forma banal.



O filme se passa no ano de 1967, quando Detroit viveu cinco dias de intensos protestos e violência. Um ataque policial na cidade resulta em um dos maiores tumultos na história dos Estados Unidos, levando à federalização da Guarda Nacional de Michigan e ao envolvimento de duas divisões aéreas do Exército americano.

Logo no início, vemos uma introdução que mostra como a população negra era (e ainda é) reprimida de forma abusiva e por razões puramente discriminatórias. Os negros incorfomados, fizeram um levante, saqueando lojas, incendiando propriedades privadas, para alertar sobre a insatisfação social. Parece que estamos diante de um documentário com imagens reais e narrações reais de noticiários da época. Quem dera se em Brasília, se levantassem alguns corajosos e incendiassem o Congresso Nacional!!! Foi essa a sensação que deu ao ver a reação da comunidade afro descentente no filme.

O que chama atenção ao longo da trama, é o paradoxo entre os policiais humanos e os racistas, que atiram pelas costas e matam sem justificativa nenhuma, sendo inclusive inocentados pela justiça branca americana. A violência está presente ao longo de todo o filme, por ambos os lados.

A técnica da diretora oscarizada está presente em cada cena, muito bem enquadrada. Por ser extremamente longo, o filme tem um problema de ritmo, especialmente no segundo ato. Ao final da projeção, fica a indignação perante a covardia dos policiais recistas, que saem impunes e a sensação de que o filme não nos levou a lugar nenhum, embora o impacto causado pela simples narração dos fatos ocorra durante a projeção.

As atuações estão muito boas, embora o filme se perca ao não ter um protagonista relevante, e sim vários atores que estiveram envolvidos no incidente, dentre eles o racista policial branco (Will Poulter), o íntegro segurança extremamente curioso (John Boyega), o jovem cantor Larry (Algee Smith), que se destaca na trama, ao sofrer psicologicamente após o ocorrido, largando a eventual carreira de sucesso com os The Criminals para se dedicar ao canto litúrgico numa igreja. Recomendo com essa temática o excelente filme Fruitvale Station – A Última Parada (2013) de Ryan Coogler, que narram eventos semelhantes (opressão policial branca a vítimas negras), com fatos ocorridos mais recentemente.

Confira o trailer de Detroit em Rebelião:
 

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