quarta-feira, 4 de novembro de 2026

36º Cine Ceará começa neste sábado com homenagem a Emilie Lesclaux e Kleber Mendonça Filho

36º Cine Ceará começa neste sábado com homenagem a Emilie Lesclaux e Kleber Mendonça Filho, além de exibição do curta “Sul do Teerã” e do longa “Terra Firme” no tradicional Cineteatro São Luiz

 

São mais 45 filmes em mostras competitivas e não-competitivas, debates, homenagens e outras ações. O acesso é gratuito.

 

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Da esquerda para direita: Cena do longa “Terra Firme” (Crédito foto: Samarica Filmes/Petrus Cariry/Divulgação) e do curta “Sul do Teerã”

 

Programação

 

A abertura do 36º Cine Ceará – Festival Ibero-Americano de Cinema será realizada neste sábado (7), às 19h, no Cineteatro São Luiz, onde Emilie Lesclaux e Kleber Mendonça Filho serão homenageados pela contribuição ao audiovisual brasileiro, com destaque para o cinema. A primeira exibição da noite será o curta “Sul do Teerã”, dirigido por Kleber, sobre o cineasta iraniano Jafar Panahi (“Foi Apenas Um Acidente”), que reflete sobre a sua carreira e a perseguição no seu país, o Irã. Na sequência, abrindo a Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem, será exibido “Terra Firme” (Alexandre Vale. Ficção. 92’. Brasil. 2026)), filme que gira em torno do vínculo silencioso entre o menino Juca e o pescador Zé Cangulo. Eles vivem em uma vila litorânea esquecida pelo tempo, até que veem surgir uma possibilidade de recomeço.

 

Reconhecido como um dos mais longevos festivais de cinema do Brasil, nesta edição, o evento festeja “Fortaleza, 300 anos de luz e cinema”. O público poderá conferir mais de 45 filmes, entre longas-metragens e curtas em mostras competitivas e não-competitivas, com exibições no Cineteatro São Luiz e no Cinema do Dragão. Além de filmes, há debates, homenagens, ações formativas e outras atividades, todas com acesso gratuito.

DOMINGO COM DEBATES E EXIBIÇÕES

No domingo (8), a programação começa às 10h, no Hotel Sonata de Iracema, com o debate  sobre o longa “Terra Firme”, com a presença do diretor Alexandre Vale, do ator principal Lisandro Di Prospero e da equipe do filme.

Às 14h, começa a Mostra Olhar do Ceará no Cinema do Dragão. Serão exibidos os curta-metragem, “Vejo você de repente” (Aída da Costa. Documentário. 13’. Brasil. 2026), “Erô” (Antônio Fargoni. Documentário. 10’. Brasil. 2026), “Umbuzeiro” (Emílio Ribeiro. Ficção. 19’. Brasil. 2026), e o longa-metragem “Douvina” (Márcio Câmara. Documentário. 80’. Brasil. 2026). Após as sessões, haverá debate com os realizadores.

À noite, no Cineteatro São Luiz, a programação começa às 18h com os curtas “Joqueta” (Luciana Vieira. Ficção. 13’. Ceará. 2026) e “Amargô” (Giorgio Vinicius Casetta. Animação. 19’. Goiás. 2026), abrindo a Mostra Competitiva Brasileira de Curta-Metragem.

Na sequência, acontece a exibição de “Sob o mesmo sol” (Ulises Porra. Ficção. 103’. República Dominicana-Espanha. 2025), da Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem.

HOMENAGEADOS

 

Cinco personalidades e uma instituição serão homenageadas pelo 36ª Cine Ceará: a produtora Emilie Lesclaux e o diretor Kleber Mendonça Filho na solenidade de abertura, no dia 7 - Emilie e Kleber são os nomes por trás de “O Agente Secreto”, que se tornou o filme brasileiro mais premiado da história, com 105 honrarias de toda a parte do mundo; o jornalista, crítico de cinema e escritor Luiz Carlos Merten, no dia 9 - com quase 60 anos de carreira, cobre os principais festivais de cinema do mundo. Desde 1989, integra a equipe do jornal O Estado de S. Paulo; a atriz Isis Valverde, no dia 10 – tem 20 anos de carreira e trabalhos de destaque na televisão, no cinema e no streaming; a instituição Vila das Artes, no dia 11, em celebração aos 20 anos de atuação como equipamento cultural da Prefeitura de Fortaleza e pelo trabalho de difusão das múltiplas linguagens artísticas; e a senadora Luizianne Lins na cerimônia de encerramento da edição, no dia 13 - Jornalista e professora doutora em Comunicação, foi eleita senadora nas eleições de 2026, com mais de 2,8 milhões de votos, sendo a mulher mais votada da história do Ceará, tem uma forte ligação com cinema e o Cine Ceará, onde é assídua espectadora, além de já ter participado como realizadora.

 

Saiba mais sobre os homenageados

 

ENCONTRO FAROL DE CINEMA

 

Integrando a programação oficial do 36º Cine Ceará, de terça a quinta-feira, 10 a 12, acontece o Encontro Farol de Cinema, das 14h às 18h, no Hotel Sonata, em Fortaleza. O evento propõe um espaço de debate e formulação de diretrizes sobre os rumos da produção, difusão e gestão do mercado audiovisual no Brasil. O acesso é gratuito, por ordem de chegada. Organizado pelo produtor e ativista Roger Pires e pelo diretor do Cine Ceará, Wolney Oliveira, o evento surge como uma oportunidade de alinhar a cadeia produtiva diante das transformações aceleradas do mercado. O Encontro culminará na publicação de uma Carta-Manifesto. O documento apresentará proposições para o poder público e a iniciativa privada, convocando entidades e demais eventos do país a dar continuidade às pautas estratégicas construídas durante as atividades.

 

MOSTRAS COMPETITIVAS IBERO-AMERICANA DE LONGA-METRAGEM E BRASILEIRA DE CURTA-METRAGEM

 

A Mostra Competitiva ibero-americana de Longa-metragem do festival reúne nesta edição seis filmes, dos quais, cinco de ficção e um documentário, que partem de histórias particulares para abordar questões relacionadas à memória, às relações humanas, à identidade e às transformações sociais. São produções do Brasil, do Peru e coproduções entre Equador, Chile e Alemanha e entre República Dominicana e Espanha.

 

Os longas desta mostra são:

Terra Firme (Alexandre Vale. Ficção. 92’. Brasil. 2026)

Sob o mesmo sol (Bajo el mismo sol) (Ulises Porra. Ficção. 103’. República Dominicana-Espanha. 2025)

Nunkui (Verenice Benítez. Ficção. 91’. Equador-Chile-Alemanha. 2026)

Trapiá, um outro sertão (Bertrand Lira. Documentário. 84’. Brasil. 2026)

Eu não morrerei de amor (Yo no moriré de amor) (Marta Matute. Ficção. 94’. Espanha-Bélgica. 2026)

Não há ida sem retorno (No hay ida sin retorno) (Carlos Sánchez Giraldo. Ficção. 88’. Peru. 2026)

 

A competição brasileira de curtas reúne 13 produções de diferentes estados (Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraíba e São Paulo) e formatos, entre ficções, documentários e animações. O Ceará participa com quatro produções.

 

Os Curtas da Competitiva Brasileira:

Joqueta (Luciana Vieira. Ficção. 13’. Ceará. 2026)

Amargô (Giorgio Vinicius Casetta. Animação. 19’. Goiás. 2026)

Cabeceira (Rayane Teles. Ficção. 25’. Bahia. 2016)
Redamar (Johnnathan Albano. Ficção. 17’. Ceará. 2026)

De barriga pra cima (Beatriz Lindenberg, Cintya Ferreira, Marcia Medeiros e Mariana de Lima. Ficção. 16’. Espírito Santo. 2026)

O homem para o tempo. Heber Bezerra. Documentário. 25’. Minas Gerais. 2026)

Todas as vezes que demos tchau (Breno Alvarenga. Animação. 8’. Minas Gerais. 2026)

Lena (Lanna Carvalho. Ficção. 19’. Ceará. 2026)
Caso isolado (Jamila Facury e Edson Lemos Akatoy. Ficção. 22’. Paraíba. 2026)

Fogo amigo e outras canções (Roberto P. B. Castro. Animação. 9’. Goiás. 2026)

Cefalópodes (Vic Casé. Animação. 15’. São Paulo. 2026)

Cassiopeia (Bruna DeRose. Ficção. 18’. Ceará. 2026)
Pão Doce (Wesley Gabriel Silva Santos. Ficção. 18’. São Paulo. 2026)

 

Saiba mais sobre as mostras Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem e Brasileira de Curta-metragem

 

MOSTRA OLHAR DO CEARÁ

 

Destaque da produção cearense no Cine Ceará, a Mostra Olhar do Ceará desta edição conta com 4 longas-metragens e 15 curtas que refletem a diversidade de formatos, temáticas e olhares da cena local. O Troféu Mucuripe será disputado por filmes ficcionais e documentais, cujas tramas apostam em histórias sensíveis e atuais, contada em diversas linguagens, como a da animação, a partir de temas variados, como os que retratam questões da infância e da terceira idade, das lutas femininas, trans, religiosas e dos movimentos trabalhistas. As obras olham para o passado, pensam no presente e refletem sobre o futuro do Brasil.

A exemplo de outras edições, uma seleção de filmes da Mostra Olhar do Ceará poderá ser vista também na plataforma Itaú Cultural Play, disponível no catálogo do streaming de 7 a 21 de novembro. 

 

Os longas da Mostra Olhar do Ceará:

Douvina (Márcio Câmara. Documentário. 80’. Brasil. 2026)

O Cio da Terra (Rivelino Mourão. Documentário. 74’. Brasil. 2026)

Adulto/Homem (Pedro Diogenes. Documentário. 71’. Brasil. 2026)

Pessoal do Ceará - Lado A Lado B (Nirton Venancio. Documentário. 86’. Brasil. 2026)

 

Os curtas da Olhar do Ceará:

Vejo você de repente (Aída da Costa. Documentário. 13’. Brasil. 2026.)
Erô. (Antônio Fargoni. Documentário. 10’. Brasil. 2026.)

Umbuzeiro (Emílio Ribeiro. Ficção. 19’. Brasil. 2026)

Era Vânia (Ticiana Augusto Lima. Ficção. 16’. Brasil. 2025)

Deu Praia (Amanda Pontes. Ficção. 4'. Brasil. 2026)

Pirexia (Nico da Costa. Ficção. 20’. Brasil. 2026)

Plano secreto de Alie (Lux Farr. Animação. 20’. Brasil. 2026)

Quase à meia-voz (Maria Tamires e Victor Emanuel Borges. Ficção. 17’. Brasil. 2026)

Marimbã está acontecendo (Maryn Marynho. Animação. 14’. Brasil. 2026)

Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto (Adeciany Castro, Weyna Macedo, Mariana Smith, Lucas Parente. Documentário. 11’. Crato. 2025)

Janaína e a Concha (Malu Meneses. Animação. 9’. Fortaleza. 2025)
Sinal (Barbara Matias Kariri. Ficção. 19’. Brasil. 2026)
Rua 16 (Ryan Lopes. Ficção. 13´. Brasil. 2026)

Kaira e o temporal (Wagner Nogueira Mendes. Ficção. 20’. Brasil. 2025)

Stênio (Yan Tavares. Documentário. 20’. Brasil. 2026)

 

Saiba mais sobre os curtas e longas da Olhar do Ceará

 

EXIBIÇÕES ESPECIAIS

 

Três longas e um curta-metragem brasileiro terão exibição especial no 36º Cine Ceará. Um dos longas tem sua première mundial no evento e os outros chegam ao festival depois de um percurso por grandes mostras no país. A estreia é do filme “Viver é melhor que sonhar” (Eduardo Albergaria. Ficção. 105’. Brasil. 2026), que chega aos cinemas no dia 3 de dezembro, e explora a fase mais intrigante e desconhecida da vida do músico cearense Antonio Carlos Belchior (1946–2017): quando ele renuncia a fama, o patrimônio, e desaparece ao lado de Edna, seu grande amor.

 

As outras exibições especiais desta edição do Cine Ceará são “Alucinação” (Renato Terra, Marcos Caetano e Leo Caetano. Documentário. 74'. Brasil. 2025), que também tem Belchior como eixo central e é inspirado no álbum homônimo do artista lançado em 1976 e, para isso, adota um formato inovador: toca o disco na íntegra e colore as canções com imagens que ampliam os seus significados; longa “O projeto” (Sabrina Fidalgo e Yvan Rodic. Documentário. 94’. Brasil), um road movie que investiga os desdobramentos de mais de seis séculos de colonialismo europeu e a perpetuação de suas estruturas no Sul e no Norte globais; e o curta-metragem “Sul de Teerã” (Kleber Mendonça Filho. Documentário. 8’. Brasil-EUA. 2026), que acompanha o cineasta Jafar Panahi por Nova York em 2025 enquanto ele reflete sobre sua carreira cinematográfica e a perseguição em seu país natal, o Irã.

 

Os filmes com Exibição Especial

Sul de Teerã (Kleber Mendonça Filho. Documentário. 8’. Brasil-EUA. 2026)

Alucinação (Marcos Caetano, Renato Terra e Leo Caetano. Documentário. 74'. Brasil. 2025)

O projeto (Sabrina Fidalgo e Yvan Rodic. Documentário. 94’. Brasil)

Viver é melhor que sonhar (Eduardo Albergaria. Ficção. 105’. Brasil. 2026)

 

Saiba mais sobre os filmes com exibição especial

 

MOSTRAS SOCIAIS NO DRAGÃO DO MAR

 

É tradição no Cine Ceará a realização de Mostras Sociais, destinadas a públicos que são recebidos com uma atenção especial. São elas, a mostra O Primeiro Filme a Gente Nunca Esquece, com grupos de alunos de escolas públicas, que nesta edição vão assistir “Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa” (Fernando Fraiha. Ficção. 90’. Brasil. 2025); Mostra Melhor Idade, com plateia prioritariamente de grupos de instituições de idosos, para ver “O Auto da Compadecida 2” (Guel Arraes e Flávia Lacerda. Ficção. 114”. Brasil. 2024); e mostra Acessibilidade, com recursos para público com necessidades especiais conferir “A natureza das coisas invisíveis” (Rafaela Camelo. Ficção. 90’. Brasil. 2025).

 

Os filmes das Mostras Sociais

Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa (Fernando Fraiha. Ficção. 90’. Brasil. 2025)

O Auto da Compadecida 2 (Guel Arraes e Flavia Lacerda. Ficção. 114”. Brasil. 2024)

A natureza das coisas invisíveis (Rafaela Camelo. Ficção. 90’. Brasil. 2025)

PREMIAÇÃO

 

Os filmes das mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem e Brasileira de Curta-metragem concorrem ao Troféu Mucuripe. Na Mostra Ibero-americana serão premiados os vencedores nas categorias Melhor Longa-metragem, Direção, Atuação Principal, Atuação Coadjuvante, Roteiro, Fotografia, Montagem, Trilha Sonora Original, Som, Direção de Arte e Prêmio da Crítica. O Melhor Longa, eleito pelo Júri Oficial da Competitiva Ibero-americana, receberá prêmio no valor de R$ 40 mil, destinados à distribuição da obra no Brasil, conforme os critérios previstos no regulamento.

 

Na Brasileira de Curta-metragem, o Troféu Mucuripe é concedido nas categorias Melhor Curta-metragem, Direção, Roteiro e Prêmio da Crítica. Os filmes também disputam o Prêmio Canal Brasil de Curtas, destinado à melhor produção da seleção. A premiação busca estimular novos realizadores e tem o vencedor escolhido por um júri formado por críticos e jornalistas especializados em cinema.

 

CINE CEARÁ

A 36ª edição do Cine Ceará é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual e da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB); da Associação Cultural Cine Ceará; e da Bucanero Filmes. Tem o apoio institucional do Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura, via Mecenas do Ceará e Edital de Festivais Culturais Calendarizados (PNAB); e da Universidade Federal do Ceará, via Casa Amarela Eusélio Oliveira. Conta ainda com patrocínio do Banco do Nordeste, Complexo Portuário do Pecém, Itaú, Cegás e Etice, através da Lei Rouanet, e da Prefeitura de Fortaleza, através da Secultfor. Tem patrocínio direto da Cagece e o apoio cultural da Enel através do Mecenato Estadual. Parceria: Canal Brasil.

 

SERVIÇO

36° Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema – 7 a 13 de novembro em Fortaleza e seleção de filmes também no Itaú Cultural Play. Informações: www.cineceara.com. Instagram: @cineceara, Facebook: Festival Cine Ceará. E-mail: contatos@cineceara.com.

 

ACESSO PARA AS EXIBIÇÕES DOS FILMES

Para as sessões no Cineteatro São Luiz, os ingressos estarão disponíveis, exclusivamente, através da plataforma Sympla, sempre no dia anterior à exibição, a partir das 14h. Já para as sessões no Cinema do Dragão, os ingressos poderão ser retirados diretamente na bilheteria, 1 hora antes do início de cada sessão. Cada pessoa poderá retirar até 2 ingressos por sessão.

 

ASSESSORIAS DE IMPRENSA:

 

CEARÁ: DÉGAGÉ

Sônia Lage e Eugênia Nogueira

Atendimento: Sônia Lage, Luana Rodrigues e Lucas Castro

Email: degagecomunica@gmail.com

Tel: (85) 3252-5401 / 99989-5876 / 98902-6992

Instagram e Facebook: @degagecomunicacao

www.degage.com.br

 

NACIONAL: PRIMEIRO PLANO

Anna Luiza Muller      

Sara Lopes | sara.lopes@primeiroplanocom.com.br  

@Primeiroplanocom | www.primeiroplanocom.com.br  

 

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Cara-de-Barro


 

Filme de um dos vilões mais cultuados da galeria de criminosos de Gotham city Cara-de-Barro [Clayface, Estados Unidos], de James Watkins surpreende com uma boa história de um ator desfigurado se transforma em uma entidade mutante cujo corpo é feito inteiramente de argila.



Nascido nas ruas de Gotham City, Matt Hagen (Tom Rhys Harries) é um ator em ascensão e um grande galã, mas sua trajetória meteórica e é brutalmente destruída quando uma desavença com um chefe do crime local termina deixando seu rosto irreconhecível e com uma desconfiguração brutal. 


Em busca de uma solução, abandonado por empresários e sem nada a perder, ele se submete a um tratamento estético radical e clandestino. Milagrosamente, a substância restaura sua antiga aparência física. No entanto, o procedimento traz efeitos colaterais devastadores que alteram sua estrutura celular e comprometem sua sanidade, transformando-o em um monstro feito de argila viva, capaz de alterar sua forma. 


Agora conhecido como Cara-de-Barro, o ex-astro retorna às ruas de Gotham com uma sede de vingança contra todos que o destruíram. É um filme ousado e corajoso sendo um acerto da DC studios, num ano em que a Marvel vem com força.



O longa, flerta com o body horror em diversas tomadas, tendo sua censura em 18 anos, mas incorpora também nuances de comédia e se ancora muito mais nas convenções do suspense do que propriamente na.violência gráfica, e apresenta sequências carregadas de gore que exploram tanto a deterioração física quanto a desintegração psicológica de seu protagonista.





Segue trailer:


domingo, 1 de novembro de 2026

Feito Pipa

 

Drama nacional Feito Pipa [Brasil], de Allan Deberton, representante do Brasil no Oscar 2027 é um emotivo longa sobre afetos entre gerações. Aborda temas difíceis como homossexualidade, bullying e Alzheimer de maneira pueril.


Na trama conhecemos Gugu (Yuri Gomes), um menino queer de 11 anos, que sonha em se tornar jogador de futebol, vive com sua avó Dilma (Teca Pereira) uma professora aposentada que o cria de forma livre e afetuosa, sem se preocupar com os julgamentos dos moradores da cidade, numa região  próxima da barragem de Araújo Lima. 


Após anos de seca, as águas recuam e revelam as ruínas de antiga cidade, o que desperta em Dilma os primeiros sinais de Alzheimer. Com medo de ser forçado a morar com o pai homofóbico Batista (Lázaro Ramos), o menino tenta esconder a doença da avó.


A relação do garoto com o pai  é difícil, feita de ausências, expectativas e afetos não ditos. O filme não torna o pai o vilão, mas deixa explícito a complexidade que existe diante do tema tão delicado. Eu diria que é uma relação natural, que fica explicitada nas cenas de Gugu aprendendo a andar de moto. Avó e neto moram sozinhos, após anos de seca, a barragem começa a revelar as ruínas de uma antiga cidade submersa, trazendo à tona lembranças que mudaram a vida da família. Entre as memórias e o esquecimento, o futuro incerto tanto de Gugu quanto de Dilma paira entre os dois.



Allan Deberton já havia mostrado uma história sensível no interior do Ceará no emotivo Pacarrete, vencedor do Festival de Gramado 2019. E agora vem com outra cativante história. Após nos apegarmos aos protagonistas juntos, é triste ter que ver eles se separando pelas circunstâncias da vida.



Uma cena específica é a minha preferida do longa, quando após uma briga na escola, as crianças vão falar com a diretora. De bolar de rir! Aliás o elenco está ótimo, especialmente o infantil. Tudo no filme é bastante dramático, com alto teor cômico, absolutamente real e completamente lúdico. Quero ele entre os finalistas do Oscar 2027, mas acredito que será pouco provável.

Veja trailer:


sábado, 31 de outubro de 2026

Obsessão


Relançado nos cinemas no UCI Day Terror Obsessão [Obsession, 2026, Estados Unidos], de Curry Barker o aclamado filme é interessante, na criação da expectativa de terror e conta com uma atuação marcante de Inde Navarrette.


 
Sem grandes pretensões, um romântico incurável compra um brinquedo que promete realizar desejos únicos. Ele quebra o artefato misterioso enquanto pede para conquistar a crush e amiga de trabalho Nikki. Ele consegue exatamente o que desejava, mas descobre que a consequência é sinistra.



Após quebrar o misterioso “One Wish Willow” para conquistar o coração de sua crush, um romântico incurável se vê recebendo exatamente o que pediu, mas logo descobre que alguns desejos vêm acompanhados de um preço sombrio.



O desejo de um homem para que uma bela mulher se apaixone por ele traz consequências terríveis quando ela começa a exibir um comportamento cada vez mais perturbador e obsessivo.




Veja o trailer:



100 Dias

 


Nacional 100 Dias [Brasil, Finlândia], de Carlos Saldanha conta a história real de Amyr Klink, o primeiro homem a atravessar o Atlântico num barco a remo, aos 29 anos de idade e escreve uma história que nunca havia sido tentada. Inspirado no livro Cem Dias entre o Céu e o Mar, de Amyr Klink.



Sozinho em um pequeno barco desenhado por ele próprio, Amyr Klink desafia o Atlântico Sul a remo e escreve uma história inédita na navegação mundial. Enquanto o corpo resiste ao mar, a mente enfrenta memórias, conflitos familiares e escolhas que moldam quem ele é.


A travessia entre a África e o Brasil se transforma em uma batalha contra o medo, a solidão e os próprios limites. Enquanto o corpo resiste ao mar, a mente enfrenta memórias, conflitos familiares e escolhas que moldaram quem ele é. Mais do que cruzar um oceano, Amyr precisa atravessar a si mesmo.


Em 1984, Klink realizou a travessia solitária em um percurso de quase sete mil quilômetros, partindo de Lüderitz, na Namíbia, até Camaçari, na Bahia, ao longo de 100 dias, entre junho e setembro. Além de narrar a aventura épica, o filme explora camadas mais profundas, como a relação complexa de Amyr (Filipe Bragança) com sua família, especialmente com o pai, e como essa travessia pode simbolizar sua busca por autoconhecimento e superação. 



A obra não se limita à façanha física, mas aborda o simbolismo maior dessa jornada, revelando um aspecto psicológico e emocional que vai além do que foi descrito no livro. 100 Dias traz à tona o espírito de resiliência e coragem, ao mesmo tempo em que convida o público a refletir sobre as motivações pessoais de Amyr Klink e o impacto transformador dessa experiência única.

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Segue trailer:



sexta-feira, 30 de outubro de 2026

A Graça que nos levanta

 


Nesse 30 de outubro, finalmente conseguimos nos reunir novamente como Porto, estudamos sobre A Graça que nos levanta, no texto de Mateus 9:1-8

Pânico (Relançamento 30 Anos)

 


Terror Pânico (Scream, 1996) de Wes Craven foi exibido em comemoração aos 30 anos de lançamento do filme no UCI Day Terror e aproveitei pra conferir com meu primogênito.



Na pequena cidade de Woodsboro, um grupo de jovens do ensino médio enfrenta um assassino mascarado que testa seus conhecimentos sobre filmes de terror. Quem erra, morre.

Sidney Prescott (Neve Campbell) começa a desconfiar que a morte de dois estudantes está relacionada com o falecimento da sua mãe, há cerca de um ano. Enquanto isso, os jovens da pacata cidadezinha começam a receber ligações de um maníaco que faz perguntas sobre filmes de horror.  As perguntas seguem uma lógica que será desvendada numa grande festa escolar.





Segue trailer:



O Bosque Selvagem

 


Animação dos Estúdios Laika O Bosque Selvagem [Wildwood, Estados Unidos, Ucrânia, Coreia do Sul, China, Reino Unido], de Travis Knight, levou 16 anos para ser produzida, tamanho o nível do detalhe do stop motion. Talvez tire o Oscar de animação de Toy Story.


Na trama, a determinada adolescente Prue McKeel embarca em uma missão desesperada de resgate depois que seu irmão caçula é sequestrado por um bando de corvos. Acompanhada por seu colega de classe desajeitado, mas leal, Curtis Mehlberg, Prue navega por um mundo habitado por animais falantes, bandidos e figuras poderosas movidas pela dor e pela ambição.



O filme narra uma aventura épica sobre amor, sacrifício e a magia que se revela quando ousamos olhar além do familiar. Prue acha que está velha demais para contos de fadas, mas se vê no centro de um reino encantado repleto de animais falantes estranhos, bandidos desonestos e figuras sombrias com intenções macabras. Wildwood é um conto sobre amor, perda, sacrifício e segredos que explora o crescimento de uma jovem numa fase amarga e agridoce entre a infância e a adolescência.



Não fui capturado pela história, mas o nível de detalhamento no semblante dos personagens, cada reação natural, luz, vento, sombras, tornam este um épico das animações em stop motion e digno de respeito e admiração.




Veja trailer:


quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Homenageados do 36º Cine Ceará

Kleber Mendonça Filho, Emilie Lesclaux, Isis Valverde, Luiz Carlos Merten e Luizianne Lins serão os homenageados do 36º Cine Ceará

Na solenidade de abertura, dia 7 de novembro, no Cineteatro São Luiz, também será exibido o curta-metragem “Sul de Teerã”, filme mais recente de Kleber Mendonça Filho. O festival ocorre de 7 a 13 de novembro deste mês, com toda a programação gratuita.


Cinco personalidades serão homenageadas pelo 36ª Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, que ocorre de 7 a 13 de novembro em Fortaleza: o diretor Kleber Mendonça Filho; a produtora Emilie Lesclaux; a atriz Isis Valverde; o jornalista e crítico de cinema Luiz Carlos Merten; e a senadora Luizianne Lins.


Na abertura do evento, dia 7, também será exibida a produção mais recente de Kleber Mendonça Filho: o curta-metragem “Sul de Teerã”, centrado no diretor iraniano Jafar Panahi (“Foi Apenas um Acidente”) e apresentado no Festival de Nova York deste ano.


Com programação inteiramente gratuita, o festival exibirá longas-metragens e curtas em mostras competitivas e não-competitivas, com exibições no Cineteatro São Luiz e no Cinema do Dragão. Além de mostras competitivas Olhar do Ceará, Brasileira de Curta-metragem e Ibero-americana de Longa-metragem, o festival realiza exibições especiais, mostras sociais, debates, homenagens, cursos, entre outras atividades.


OS HOMENAGEADOS


Kleber Mendonça Filho e Emilie Lesclaux, no dia 7 de novembro - Na solenidade de abertura, dia 7, no Cineteatro São Luiz, o Troféu Eusélio Oliveira será concedido ao diretor Kleber Mendonça Filho e à produtora Emilie Lesclaux em homenagem à contribuição dos dois ao cinema brasileiro. Kleber e Emilie são os nomes por trás de “O Agente Secreto”, que se tornou o filme brasileiro mais premiado da história, com 105 honrarias de toda a parte do mundo. No Festival de Cannes 2025, o filme conquistou quatro prêmios, incluindo os de Melhor Diretor e Melhor Ator (Wagner Moura). No Globo de Ouro, o longa levou o prêmio de Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama. A solenidade terá início às 19h e, na sequência, será exibido o primeiro dos seis filmes da Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem. 


Isis Valverde, no dia 10 de novembro – Com 20 anos de carreira e trabalhos de destaque na televisão, no cinema e no streaming, a atriz Isis Valverde será homenageada no dia 10 de novembro, antes das exibições da noite, no Cineteatro São Luiz. Isis já foi indicada ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de Melhor Atriz por “Faroeste Caboclo” e ao prêmio de Melhor Atriz no Festival de Gramado por “Simonal”. Sua trajetória é marcada por sucessos como as novelas “Caminho das Índias”, “Avenida Brasil”, “A Força do Querer” e a minissérie “Amores Roubados”. Ela também tem se dedicado à carreira internacional e integrou o elenco do recente filme “Código Alarum”, em que atuou ao lado de Sylvester Stallone.


Luiz Carlos Merten, no dia 11 de novembro – Jornalista, crítico de cinema e escritor com quase 60 anos de carreira, Luiz Carlos Merten cobre os principais festivais de cinema do mundo, como o Festival de Cannes, onde, inclusive, já integrou o júri do Camera d’Or, que concede o prêmio para melhor estreia de um diretor. Natural de Porto Alegre, ele começou a trajetória na imprensa gaúcha até se transferir para São Paulo. Desde 1989, integra a equipe do jornal O Estado de S. Paulo, onde construiu uma extensa obra crítica e jornalística, acompanhando a produção brasileira e internacional.


Luizianne Lins, no dia 13 de novembro – Jornalista e professora doutora em Comunicação, Luizianne Lins foi eleita senadora nas eleições de 2026, com mais de 2,8 milhões de votos, sendo a mulher mais votada da história do Ceará. Ela já foi atriz e tem uma forte ligação com cinema e o Cine Ceará, onde é assídua espectadora, além de já ter participado como realizadora. No campo da política, foi vereadora e prefeita de Fortaleza, deputada estadual e, hoje, exerce o mandato de deputada federal pelo Ceará. Luizianne tem uma trajetória política que defende, principalmente, os direitos das mulheres, da juventude, da população negra, das pessoas com deficiência, da população LGBTQIA+, da população idosa, da classe trabalhadora, além de atuar nas áreas de cultura, democracia e justiça social. Ela receberá o Troféu Eusélio Oliveira na noite de encerramento do festival.


Cine Ceará

O 36º Cine Ceará é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual e da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB); da Associação Cultural Cine Ceará; e da Bucanero Filmes. Tem o apoio institucional do Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura, via Mecenas do Ceará e Edital de Festivais Culturais Calendarizados (PNAB); e da Universidade Federal do Ceará, via Casa Amarela Eusélio Oliveira. Conta ainda com patrocínio do Banco do Nordeste, Complexo Portuário do Pecém, Itaú, Cegás e Etice, através da Lei Rouanet. Tem patrocínio direto da Cagece e o apoio cultural da Enel através do Mecenato Estadual.

 

SERVIÇO

36° Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema – 7 a 13 de novembro em Fortaleza. Informações: www.cineceara.com. Instagram: @cineceara, Facebook: Festival Cine Ceará. E-mail: contatos@cineceara.com.

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