quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Meu Tricolor de Aço


Documentário Meu Tricolor de Aço (Brasil, 2018) de Glauber Filho, Tibico Brasil, Valdo Siqueira é um registro histórico e patrimonial cultural do Fortaleza Esporte Clube, clube de futebol que em 2018 completou 100 anos de existência, coroando esta data com a conquista de seu maior título: Campeão Brasileiro da Série B 2018.

Remontando a trajetória repleta de glórias, derrocadas e alegrias, dirigentes, empresários e apaixonados pelo Fortaleza prestam emocionados depoimentos, o documentário traz depoimentos de especialistas, jornalistas, radialistas, historiadores, torcedores e jogadores, com a construção histórica sendo também composta por imagens de arquivo de audiovisuais, fotografias e matérias jornalísticas.

O filme gira em torno do gol de Cassiano, que em 3 de maio de 2015, entrou para história ao dar o título de campeão cearense daquele ano para o Fortaleza. Além dos depoimentos, do gol antológico de Cassiano, temos imagens do centenário e das belas festas que a torcida faz nas arquibancadas.
Segue trailer de Meu Tricolor de Aço:

sábado, 1 de dezembro de 2018

O Grande Circo Místico


Nacional inspirado no poema homônimo presente no livro "A Túnica Inconsútil" (1938), de Jorge de Lima e que esteve nos palcos em 1982, com músicas de Chico Buarque e Edu Lobo, O Grande Circo Místico (Brasil, Portugal, França, 2018) de Carlos Diegues, apresenta a história de cinco gerações de uma mesma família circense, mas apesar de ser uma grande produção, se mostra pequeno em conteúdo, sendo plenamente esquecível.

O longa acompanha desde a inauguração do Grande Circo Místico em 1910 aos dias de hoje. Celavi (Jesuíta Barbosa), o mestre de cerimônias que nunca envelhece, mostra as aventuras e os amores dos Knieps, do apogeu à decadência.

Em meio ao universo de uma tradicional família austríaca, que é dona do Grande Circo Knieps, nasceu um improvável romance entre um aristocrata e uma acrobata. Este é o retrato dos 100 anos de existência do Grande Circo e das cinco gerações do clã à frente do espetáculo e suas histórias fantásticas. Jean-Paul (Vincent Cassel) é um personagem do filme altamente caricato e mal aproveitado. .

O roteiro apresenta muitos personagens descartáveis, as tramas não avançam, apenas a passagem de tempo. A nudez feminina de atrizes lindas como Bruna Linzmeyer e Mariana Ximenex (com o corpo tatuado) é o tempo todo utilizada, mas sem um argumento válido. Fiquei realmente sem entender seu propósito.

Cacá Diegues revelou que não trata-se de uma adaptação do musical de Chico e Edu, mas mesmo assim optou por utilizar algumas das canções da dupla. O filme foi apresentado em sessão especial no Festival de Cannes 2018. Filme foi indicado pela Academia Brasileira de Cinema a concorrer ao Oscar 2019.

Veja o trailer de O Grande Circo Místico:

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Robin Hood - A Origem


Ação produzida por Leonardo DiCaprio Robin Hood - A Origem (Robin Hood - Origins, Estados Unidos, 2018) de Otto Bathurst, é uma reimaginação da famosa lenda do fora da lei, que fracassa num filme sonolento e arrastado, apesar da extrema beleza de Eve Hewson como Marian. Se fosse um filme político de ação medieval, poderia ser melhor digerido, mas ele surge como um melodrama, recheado com uma trama romântica adolescente.


A trama se propõe a apresentar a verdadeira origem da famosa lenda sobre o ladrão que rouba dos ricos para dar aos pobres. Robin Hood (Taron Egerton) volta das Cruzadas e surpreende-se ao encontrar a Floresta Sherwood infestada de corruptos e criminosos, e no mais completo caos. Ele não deixará que as coisas permaneçam desse jeito.

Unindo-se a um fora da lei (Jamie Foxx), ele tenta resolver o problema com suas próprias mãos para acertar as coisas. No entanto, parece que Robin está mais interessado em recuperar sua esposa, do que em praticar justiça ou ajudar aos menos favorecidos.

A direção de Otto Bathurst (da série “Black Mirror”) é irregular, assim como o roteiro de Joby Harold de Rei Arthur: A Lenda da Espada (King Arthur: Legend Of The Sword, EUA, 2017), de Guy Ritchie. O filme fica ainda pior, quando vemos a ambição dele querer se tornar uma franquia cinematográfica. Ben Mendelsohn como Xerife de Nottingham, parece reprisar outros papéis de um vilão esterotipado.

Acompanhe o trailer de Robin Hood - A Origem:

Encantado


Animação Encantado (Charming, Estados Unidos, Canadá, 2018) de Ross Venokur, brinca com os contos de fadas ao abordar o príncipe ao invés das princesas, mas possui um roteiro cheio de emendas e um ritmo lento de quem está saindo de qualquer lugar para chegar a lugar nenhum. A versão nacional teve uma dublagem medíocre de Larissa Manoela e Leo Cidade.

Na trama, vemos que no dia do batizado real, o Príncipe Felipe Encantado (Leonardo Cidade) foi amaldiçoado com um feitiço que faz com que todas as mulheres do reino se apaixonem perdidamente por ele. Contudo, o charme será quebrado quando ele completar vinte e um anos e todo o amor do mundo se extinguirá. A única forma de quebrar a maldição é com um beijo do amor verdadeiro. Portanto, seu pai, o Rei Encantado, decide envia-lo em uma missão que fará com que descubra quem é seu amor verdadeiro. Mas como encontrá-lo enquanto todas as mulheres ficam hipnotizadas pelo seu encanto. Ao lado de Leonora (Larissa Manoela), uma ladra disfarçada, Encantado embarca em uma aventura para enfrentar arriscados desafios e impedir que todo o amor do reino desapareça para sempre.

A animação brinca com a Cinderela, a Branca de Neve e a Bela Adormecida, pois as três estão de casamento marcado com o Príncipe Felipe Encantado. No entanto, apesar da ideia parecer interessante, vemos o tempo todo piadas sem graça, músicas sem vida e situações banais. O Encantado da franquia Shrek se mostra bem mais interessante.

Veja trailer de Encantado:

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Musical Haja Luz, o Caminho de Volta


Neste 29 de novembro, pude prestigiar o espetáculo musical Haja Luz, o Caminho de Volta de Keila Tapajós, que foi apresentado no Berçário Creche Petit Petit com uma estrutura formidável de palco, som e com um telão de LED de cegar os olhos de tão potente.

O espetáculo que narra a jornada de um jovem à procura de respostas, e se depara com a criação que adora o seu Criador é genial. O roteiro contém perguntas que pairam sobre a cabeça de multidões, e ver este musical, com louvores tão bem encaixados na proposta, é algo singular, pois estão encaixados de forma orgânica no roteiro.

Tenho o privilégio de me relacionar com a diretora e criadora artística do musical, que merece elogios rasgados, tamanha a qualidade de seu material, que serviu de encerramento do ano letivo da Petit Petit. O musical inspirado pelo espírito santo, é claramente baseado na canção Eu Também (So Will I) da banda Hillsong United, onde um trecho revela:
"Se as estrelas Te adoram, eu também
Se as montanhas se ajoelham, eu também
Se os mares louvam alto, eu também
E se tudo existe pra Te exaltar, eu também
Se o vento Te obedece, eu também
Se as rochas a Ti clamam, eu também
E se todo esse louvor não Te bastar
Cem bilhões de vezes mais eu vou cantar"

Segue clipe de Eu Também (So Will I):


Então, temos a primeira cena, onde um jovem sai de casa, se despede de sua mãe e parte pelo mundo à procura de respostas para suas dúvidas. Em seguida, ele encontra Anne, uma espécie de anjo que se torna amiga e acompanha o personagem principal, esclarecendo alguns pontos, sendo enigmática noutros e fazendo até o alívio cômico. Temos então a cena das estrelas numa bela encenação musical com uso de lanternas. Depois um momento divertido com as pedras e o fato de derrubar o gigante com o uso da música Pedra na Mão, do Discopraise. Ouça a canção:


Em seguida, vemos momentos de danças com o vento, com a escuridão noutro divertido número musical, ao som da música tema de Peixonauta. Temos uma apresentação também que remete as estações do ano. As dúvidas do personagem só aumentam, e mesmo encontrando respostas, ele se torna crítico e questionador, é quando ouvimos  Identidade de Daniel Almeida. Confira a canção:


O filme conta com alguns intervalos curtos, que não comprometem a apresentação, mas que poderiam ser melhor aproveitados, como num momento em que uma das pedras volta ao palco e conversa com a plateia provocando risos. Perto do final, um número muito bacana com as aves do céu ao som de A Ele do Kléber Lucas. Confira letra e ouça música:


Por fim o personagem se dá conta de que se até a natureza e a criação adora ao Deus Criador, ele também deve adorá-lo. Vemos algumas imagens que fazem referência a Jesus Cristo. No fim do espetáculo, ouvimos novamente a canção que inspirou o musical. Confira single Eu Também (100 Bilhões X) na voz de Marine Friesen:

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Parque do Inferno


Terror adolescente Parque do Inferno (Hell Fest, Estados Unidos, 2018) de Gregory Plotkin, se passa durante uma noite de Halloween, onde um grupo de amigos começa a ser perseguido por um assassino mascarado em um parque de diversões temático. A ideia é bem bacana, a execução cumpre seu papel, mas o maior problema é o adolescente que deixou de existir em mim em função da maturidade...


Na trama, a estudante universitária Natalie (Amy Forsyth) está visitando sua melhor amiga de infância, Brooke (Regin Edwards), e sua colega de quarto, Taylor (Bex Taylor-klaus). Se fosse em qualquer outra época do ano, as amigas e seus namorados poderiam ir a um show ou a um bar, mas é Halloween, o que significa que, como todo mundo, eles irão para o Hell Fest - um parque labiríntico com jogos e brincadeiras que excursiona o país e chegou a cidade do grupo. Todos os anos milhares de pessoas seguem o Hell Fest para experimentar o medo neste macabro parque temático. No entanto, para um visitante, Hell Fest não é uma atração – mas sim um campo de caça. Uma oportunidade para matar à vista de uma platéia boquiaberta, envolvida numa atmosfera terrivelmente divertida com uma horrível realidade que se desenrolava diante de seus olhos. Enquanto a contagem de corpos e a excitação frenética das multidões continuam a subir, ele volta seu olhar mascarado para Natalie, Brooke, Taylor e seus namorados, que lutarão para sobreviver.

O mais interessante do filme é que muitas das atrocidades são cometidas pelo criminoso na frente do público alienado do local, que acredita que tudo faz parte da encenação do "show", ignorando até mesmo os pedidos de socorro dos jovens. Assim, o filme consegue prender a atenção e nos remeter a uma época em que frequentávamos parques temáticos.

O diretor que foi editor de Corra! (Get Out, EUA, 2017), de Jordan Peele, oferece um filme ágil e rápido, típico para jovens que vão passar um tempo na sala escura, longe de seus celulares, com um grupo de amigos, como eu fazia no passado, quando adorava ir ao cinema ver os filmes da franquia Pânico. O filme em sua cena final, apela para uma eventual continuação, ou prequels apresentando os assassinatos anteriores, embora um deles seja mostrado na cena inicial.

Segue trailer de Parque do Inferno:

domingo, 25 de novembro de 2018

Chuva de Amor da Maria Isabela - 1 aninho


Neste domingo, 25 de novembro de 2018, estive com a família na celebração do 1º aninho da Maria Isabela, filha do Diego e da Salene, lá em Aracati.

Foi uma linda festa, com uma temática fofa, que celebrou o batizado da Maria Isabela, que ocorreu também nesta manhã, na Igreja Matriz de Aracati, onde só conseguimos presenciar o finalzinho da celebração.

A recepção foi maravilhosa, teve animação, um cardápio saboroso e muitos doces que alegraram as crianças e os adultos. Desejo muita saúde e paz para o primeiro aninho da Isabela, e sabedoria aos pais para educarem nesta tenra idade.

sábado, 24 de novembro de 2018

Prótese 3D na Feira de Ciências ECCV


Na manhã deste 24 de novembro de 2018, fomos com o Sahel para Feira de Ciências na Escola Creche Castelinho Vermelho, apresentar o tema Prótese 3D no tema saúde bucal.


Sahel ficou na equipe composta por Maria Clara, Nicolas, Pedro Sahel e Letícia, que apresentou novos produtos que ajudam a combater o envelhecimento dos dentes, tais como clareamento dental, lentes de contato e prótese 3D.


Eles foram avaliados pela professora Thereza Arrais e apresentaram super bem o trabalho.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Operação Overlord


Suspense de Guerra Operação Overlord (Overlord, Estados Unidos, 2018) de Julius Avery, produzido por J.J.Abrams, nos coloca junto a uma tropa de paraquedistas americanos que é lançada atrás das linhas inimigas para uma missão crucial. À medida que se aproximam do alvo, percebem que não é só uma simples operação militar, pois percebem que há mais coisas acontecendo no lugar, ocupado por nazistas.



Operação Overlord foi o codinome para a Batalha da Normandia, uma operação aliada que iniciou a invasão bem sucedida da Europa Ocidental ocupada pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial. A trama então se passa durante a Segunda Guerra Mundial, faltando poucas horas para o Dia D - um momento que realmente existiu e marcou o início da queda dos nazistas. Assim, temos uma credibilidade para o roteiro e passamos a nos importar com o que vemos em tela.

O filme inicia apresentando uma equipe de paraquedistas norte-americanos que invade a França para realizar uma missão que é crucial para derrubar Hitler. A tarefa de destruir uma torre que funciona como transmissor de rádio sobre uma igreja fortificada, os soldados desesperados juntam forças com uma jovem francesa para penetrar nas muralhas e derrubar a torre. Mas, em um misterioso laboratório nazista sob a igreja, eles se encontram frente a frente com inimigos diferentes de qualquer outro que o mundo já tenha visto.

O grande mérito do filme é transitar entre gêneros, de forma orgânica, num roteiro que embora use e abuse de clichês, é digno de aplausos. Começamos com um filme de guerra, passamos para um drama, entramos no suspense e acabamos numa ficção científica de terror. Tudo isso com as devidas cenas de ação e uma dose de bom humor. O trabalho de direção do estreante Julius Avery é louvável. O filme usa bastante maquiagem e litros de sangue, fazendo uso de efeitos práticos ao invés de digitais, dando mais credibilidade ao que está sendo mostrado. Algumas cenas são tão gore, que lembram clássicos de terror dos anos 80 e 90. Muito agradável de se assistir.

Veja o trailer dublado de Operação Overlord:

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Animais Fantásticos - Os Crimes de Grindelwald


Fantasia Animais Fantásticos - Os Crimes de Grindelwald (Fantastic Beasts - The Crimes of Grindelwald, Estados Unidos, Reino Unido, 2018) de David Yates continua as aventuras de Newt Scamander de Animais Fantásticos e Onde Habitam (Fantastic Beast and  Where to Find Them, Reino  Unido/EUA, 2016), prequel da franquia Harry Potter e segunda das três ou cinco novas aventuras no mundo bruxo de J.K. Rowling. É tão longo e chato quanto a leitura que o livro deve proporcionar. Carece da empatia que os filmes de Harry possuíam.

No final do primeiro filme, o poderoso bruxo das trevas Gellert Grindelwald (Johnny Depp) foi capturado pela MACUSA (Congresso Mágico dos Estados Unidos da América) com a ajuda de Newt Scamander (Eddie Redmayne). Mas, cumprindo sua ameaça, Grindelwald escapou da custódia e começou a reunir seguidores, a maioria desavisada de sua verdadeira intenção: criar magos de sangue puro para dominar todos os seres não-mágicos.

Em um esforço para frustrar os planos de Grindelwald, Alvo Dumbledore (Jude Law) recruta seu ex-aluno Newt Scamander, que concorda em ajudar, desconhecendo os perigos que estão por vir. Newt reencontra então os queridos amigos Tina Goldstein (Katherine Waterston), Queenie Goldstein (Alison Sudol) e Jacob Kowalski (Dan Fogler). Os dois lados se enfrentam, à medida que o amor e a lealdade são testados, mesmo entre os mais verdadeiros amigos e familiares, em um mundo bruxo cada vez mais dividido. O filme aborda o surgimento do fascismo na Europa, pois a história está ambientada em 1927, no entanto, guarda muitas semelhanças ao último processo eleitoral no Brasil, onde um fascista foi eleito, posando de bonzinho, cristão e provocando muitas divisões em família e grupos de amigos. Tal qual Bolsonaro, Grindelwald é um demagogo, que em seus comícios, incita seus seguidores à violência.

O elenco conta ainda com Ezra Miller (Credence) e Zoe Kravitz (Leta Lestrange). Além disso, ingressa à adaptação como o irmão de Newt, o herói de guerra, Theseus Scamander (Callum Turner). O filme se torna cansativo pela quantidade enorme de personagens e situações que precisam ser resolvidas. Personagens aleatórios surgem o tempo todo e pouco acrescentam a trama. A impressão que fica, é que cada capítulo do livro precisou estar na tela, só para atender aos fãs que entenderão cada referência... Os animais fantásticos estão lá, mas são tantos e possuem cenas específicas, que pouco corroboram a história. Alguns efeitos são muito bem realizados, mas prefiro conteúdo que técnicas apuradas. Ah saudades das adaptações de Tolkien...

Segue trailer de Animais Fantásticos - Os Crimes de Grindelwald:

sábado, 17 de novembro de 2018

Entrevista Com Deus


Drama cristão Entrevista com Deus (An Interview With God, Estados Unidos, 2018) de Perry Lang, apresenta uma história fantástica de um jornalista em conflito com suas crenças que se vê diante do grande desafio de entrevistar Deus. Um ótimo filme que aborda temas relevantes como salvação, livre arbítrio e perdão. A produtora anuncia que o lucro do filme será doado para organizações de auxílio a crianças carentes, veteranos e pessoas com problemas de saúde mental.



Quais perguntas você faria se estivesse diante de Deus? Paul (Brenton Thwaites) é um jornalista ambicioso em busca de sucesso profissional através de alguma grande matéria. Após cobrir a guerra do Afeganistão, ele retorna para casa, com a sua fé abalada e um casamento e sua relação com a esposa Sarah (Yael Grobglas) desmoronando. Sem esperanças, após ver os horrores da guerra, anseia por um sinal da existência de Deus e, mesmo de licença, decide continuar trabalhando para preencher esse vazio. Com o aval do editor-chefe Gary (Hill Harper), ele consegue então uma entrevista para o Jornal Harold, onde trabalha, com alguém que diz ser Deus (David Strathairn) e que pode lhe dar a melhor entrevista de sua vida, o colocando na primeira página.

Prometendo responder a qualquer pergunta de Paul em três encontros, temos um filme focado na narrativa, especialmente nos três diálogos entre Deus e Paul, o primeiro numa praça, o segundo num teatro e o terceiro num hospital. As respostas não são definitivas, cabendo ao público ter para si suas próprias interpretações daquilo que o filme aborda, méritos do roteiro do estreante Ken Aguado. Por mais que as perguntas não sejam tão boas, as respostas divinas são fenomenais, com Deus sempre interessado em Paul e não no conteúdo em si da entrevista. Os problemas de Paul, embora compreensíveis, são pequenos se comparados ao de boa parte da população mundial.

O diretor Perry Lang é acostumado a dirigir seriados e aqui dirige um filme todo filmado em Nova York, afinal que melhor lugar poderia representar um Deus Onipresente, que pode estar em todos os lugares. O fato é que Deus é e está acessível para todo aquele que o busca e Ele se preocupa com cada detalhe de nossa vida. Muitos não o vêem, nem param para ouvi-lo. Eu vejo Deus não só nos filmes, mas tenho Ele aqui do meu lado escrevendo comigo estas palavras.
  Segue trailer de Entrevista com Deus:

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Série B 2018: Fortaleza 4 x 1 Juventude

 

Neste feriado de proclamação da república, foi dia de bradar é campeão na Arena Castelão, numa linda festa da torcida tricolor, pelo título de Campeão Brasileiro da Série B 2018. Título mais do que merecido e incontestável.

Fui com a família para essa linda festa, que teve de tudo, banda tocando, time entrando em campo com máscara e fantasia à la Casa de Papel, mega mosaico, show de luzes, muitos gols e no final, fogos de artifícios e a entrega da taça ao campeão nacional, volta olímpica e tudo.


Foi um dia para ficar na memória de cada torcedor que esteve no estádio. Apesar do Juventude sair na frente do placar, o time da série C 2019 logo sofreu o gol de empate com Marlon e posteriormente a virada com Gustavo (impedido) que se transformou em goleada com outro gol do Gustavo e outro do Marlon.


No entanto, o jogo em si foi coadjuvante da linda festa que a torcida fez nas arquibancadas. Foi de arrepiar tudo que se viu na festa tricolor. Desde o mosaico "Nossa Fortaleza é Deus", até o show pirotécnico com fogos e papel, parecia que estava tudo ensaiado. E de fato o Fortaleza já vem merecendo uma grande conquista há tempos, felizmente fomos coroados no ano de nosso centenário. A capacidade máxima do estádio foi novamente atingida.


FICHA TÉCNICA
FORTALEZA 4 X 1 JUVENTUDE — Série B 2018
Local: Arena Castelão
Árbitro: Rodrigo Batista Raposo (DF)
Assistentes: José Reinaldo Nascimento Júnior (DF) e Luciano Benevides de Sousa (DF)
Público: 57.223 (presentes)
Renda: R$ 1.249.237,00


Fortaleza: Marcelo Boeck, Tinga, Diego Jussani, Ligger e Bruno Melo; Felipe, Nenê Bonilha (Ederson), Marcinho (Romarinho), Dodô (Rodolfo) e Marllon; Gustavo. T: Rogério Ceni

Juventude: Douglas Silva, Vidal, Wagner, Neuton e Esquerdinha; Diones, Hugo Sanches, Felipe Mattioni (Felipe Lima), Leandro Lima (Choco) e Denner; Douglas Kemmer (Amaral). T: Luis Carlos Winck

Gols: Hugo Sanches (7/1º tempo); Marlon (8/1º tempo e aos 42 do 2ºT) e Gustavo (20 e 32/1º tempo)

Segue vídeo com os melhores momentos dessa bela festa:

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Halloween


Terror Halloween (Estados Unidos, 2018) de David Gordon Green faz uma bela homenagem aos 40 anos do clássico Halloween - A Noite do Terror (Estados Unidos, 1978) de John Carpenter, numa espécie de continuação direta, apesar de ser o 11º título da franquia. Expõe o excesso de traumas do passado que carregamos no presente, bem como o peso de nossas escolhas.


Quatro décadas depois de ter escapado do ataque de Michael Myers em uma noite de Halloween, Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) terá que confrontar o assassino mascarado pela última vez após ele escapar de uma instituição governamental que o mantinha recluso. Ela foi perseguida pela memória de ter sua vida por um triz, mas dessa vez, quando Myers retorna para a cidade de Haddonfield, Illinois ela está preparada para enfrentá-lo.

As duas das primeiras vítimas do psicopata Michael Myers, são repórteres/podcasters que tentavam entender o que direcionava as ações maléficas do vilão. O transtorno de estresse pós-traumático fez com que Laurie Strode tivesse dois casamentos fracassados, um vício em álcool, uma vida solitária e a afastou de sua única filha, Karen (Judy Greer), que não suporta as neuroses da mãe. Karen, por sua vez, é mãe de Allyson (Andi Matichak), uma jovem que está na adolescência, vivendo seu primeiro relacionamento.

A atuação de Curtis é soberba, afinal não são todos que tem a possibilidade de encarnar o mesmo personagem 40 anos depois. O filme é feminista ao ponto de mostrar uma senhora de 60 anos, que é capaz de defender a si próprio e mais duas gerações de mulheres de sua família. A música composta por John Carpenter, Daniel Davies, Cody Carpenter continua horripilante. O ponto negativo é o personagem Dr. Ranbir Sartain (Haluk Bilginer) que se mostra doentio em proteger o vilão.

Acompanhe o trailer de Halloween:

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Grease - Nos Tempos da Brilhantina




Comédia musical Grease - Nos Tempos da Brilhantina (Grease, Estados Unidos, 1978) de Randal Kleiser, precursor do estilo de filmes High School Music, popularizado nos anos 2000, mostra uma história de amor, com canções marcantes que eternizaram John Travolta como galã e com um pequeno orçamento de US$ 6 milhões, conseguiu arrecadar mais de US$ 360 milhões nas bilheterias mundiais. Foi exibido nos cinemas em comemoração ao seu 40º aniversário.


Na Califórnia de 1959, a boa moça Sandy (Olivia Newton-John) e o metido Danny (John Travolta) se apaixonam e aproveitam um verão inesquecível na praia, quando trocam juras de amor mas se separam, pois ela voltará para a Austrália. Na volta às aulas, eles descobrem que irão frequentar a mesma escola, pois Sandy por acaso se matricula na escola de Danny.

Danny lidera a gangue dos T-Birds, um grupo que gosta de jaquetas de couro e muito gel no cabelo, e Sandy passa tempo com as Pink Ladies, lideradas pela firme e sarcástica Rizzo (Stockard Channing). Quando os dois se reúnem, Sandy percebe que Danny não é o mesmo por quem se apaixonou, e ambos precisam mudar caso queiram ficar juntos, pois para fazer gênero ele infantilmente lhe dá uma esnobada, mas os dois continuam apaixonados, apesar do relacionamento ter ficado em crise. Esta trama serve como pano de fundo para retratar o comportamento doo-wop dos jovens da época.

No início do novo ano escolar na Rydell High School, Danny se reúne com seus colegas de gangue, os T-Birds, dos quais seu melhor amigo Kenickie (Jeff Conaway), juntamente com Doody (Barry Pearl), Sonny (Michael Tucci) e Putzie (Kelly Ward). Enquanto isso, sem o conhecimento de Danny, Sandy chega na escola, com os planos de sua família mudando, com sua nova amiga Frenchy (Didi Conn), um membro das Pink Ladies. Outras Pink são Rizzo, Marty (Dinah Manoff) e Jan (Jamie Donnelly) que chegam animadas na escola por serem veteranas.

No almoço, Frenchy apresenta Sandy às outras Pink Ladies, enquanto Danny e os T-Birds tiram sarro de jogadores de futebol, incluindo o belo Tom Chisum. Cada grupo pergunta a Danny e Sandy, respectivamente, sobre seus verões e cada um descreve independentemente seu romance sem usar o nome do outro. A versão de Sandy enfatiza o romance, verdade e pureza, enquanto a versão de Danny é mais sexual, no melhor estilo Summer Nights. Voltando para a aula, Sandy revela que foi Danny Zuko que ela conheceu, e Rizzo provoca que talvez ela se encontre com ele novamente.
É interessante por mostrar um estilo de uma época, onde os adolescentes de preocupavam excessivamente com a aparência e com o estilo capitalista americano.

Os números musicais estão bem encaixados na trama. O longa teve uma indicação ao Oscar de Melhor Canção Original por "Hopelessly Devoted to You". O redator publicitário Jim Jacobs e o professor de artes Warren Casey escreveram o roteiro, as letras das canções. Em 1972, Grease ganhou os palcos off-Broadway, em Nova York, e foi vista pelo produtor Allan Carr, que pegou os direitos do filme e levou para a Paramount.

Veja o trailer de Grease - Nos Tempos da Brilhantina:

sábado, 10 de novembro de 2018

O Grinch


Oitava animação da Illumination O Grinch (The Grinch, Estados Unidos, 2017) de Yarrow Cheney, Scott Moiser é baseado no clássico de Natal de Dr. Seuss e conta a história de um reclamão cínico e rabugento, que sai em uma missão de roubar o Natal até que uma garota generosa influencia seu coração com o espírito de Natal. Engraçado, comovente e visualmente deslumbrante, é uma história universal sobre o espírito do Natal e do poder indomável do otimismo, mesmo em tempo sombrios.


A dublagem de Lázaro Ramos para o infâme Grinch, que vive em uma caverna no Monte Espicho com a companhia de Max, seu cão fiel. Com uma caverna repleta de engenhocas e invenções feitas para suas necessidades do dia a dia, o Grinch só faz questão de ver seus vizinhos de Quemlândia quando se vê sem comida. Todo ano, sua tranquilidade e solidão são interrompidas pelos vizinhos com suas celebrações de Natal, cada vez mais brilhantes e mais barulhentas. Quando os Quem declaram que farão um natal três vezes maior este ano, o Grinch percebe que só existe uma maneira de ter paz e silêncio: ele deve roubar o Natal. Para isso, ele decide que irá tomar o lugar do Papai Noel na véspera de Natal, mesmo que para isso ele tenha que ir atrás de uma rena para puxar um trenó. Enquanto isso, em Quemlândia, Cindy-Lou Quem, uma menininha alegre e sua turma de amigos armam um plano para prenderem o Papai Noel durante suas rondas na véspera de Natal, para que ela possa agradecê-lo por ajudar sua mãe solteira e sobrecarregada. Assim que o Natal se aproxima, no entanto, suas boas intenções se deparam com o mais nefasto estilo do Grinch.

O grande problema da animação está no ritmo do seu roteiro, especialmente no que envolve alguns coadjuvantes desnecessários, o que torna a animação um tanto quanto cansativa, por ser uma história simples, ela leva tempo demais para desenrolar o problema e a solução. No entanto, a mensagem de amor e bondade, em tempos natalinos, cai como uma luva na programação familiar de ir ao cinema. Outro destaque é o fiel amigo Max, um cachorro que faz tudo pelo seu dono, apesar dele não merecer tamanha dedicação.

Antes do filme, é exibido o curta-metragem estrelado pelos Minions, Amarelo É o Novo Preto, é um curioso spin-off do período em que dois Minions estão na prisão, conforme visto em Meu Malvado Favorito 3 (Despicable me 3, 2017) de Kyle Balda e Pierre Coffin, outra animação onde vemos um rabugento tendo o coração quebrado por garotinhas fofas. Esta é a 2ª versão para o cinema do livro How the Grinch Stole the Christmas, escrito por Dr. Seuss. A anterior foi O Grinch (2000) de Ron Howard, onde o personagem principal foi interpretador por Jim Carrey.

Veja trailer de O Grinch:

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