terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Assassinato no Expresso do Oriente


Suspense policial Assassinato no Expresso do Oriente (Murder on the Orient Express, Estados Unidos, 2017) de Kenneth Branagh é inspirado no livro homônimo de Agatha Christie e apesar de contar com uma técnica apurada, especialmente de direção e fotografia, o roteiro adaptado do filme não conseguiu me entreter em meio a uma trama confusa e cansativa.

Após um interessante prólogo inicial, à la Sherlock Holmes, vemos o que começa como um luxuoso passeio de trem pela Europa rapidamente se desdobrar em um dos mistérios mais elegantes, tensos e emocionantes já contados, após um terrível assassinato à bordo da composição. Um dos maiores investigadores do mundo, Hercule Poirot (Kenneth Branagh), que embarcou de última hora no trem Expresso do Oriente, graças à amizade que possui com Bouc (Tom Bateman), que coordena a viagem, inicia então uma varredura no local, ouvindo testemunhas e possíveis suspeitos para descobrir o que de fato aconteceu. deve correr contra o tempo para resolver o quebra-cabeça antes que o assassino ataque novamente. 


Já entre os passageiros, Poirot resiste à insistente aproximação de Edward Ratchett (Johnny Depp), que deseja contratá-lo para ser seu segurança particular. Na noite seguinte, Ratchett é morto em seu vagão. Com a viagem momentaneamente interrompida devido a uma nevasca que fez com que o trem descarrilhasse, Bouc convence Poirot para que use suas habilidades dedutivas de forma a desvendar o crime cometido. 

Kenneth Branagh dirige, e atua de forma caricata e excêntrica, com seu protagonista cheio de maneirismos, muita vaidade, metodismo e uma arrogância sutil. Além disso, lidera um elenco de estrelas incluindo Penelope Cruz, Willem Dafoe, Judi Dench, Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Daisy Ridley e Josh Gad. Ele se mostra irregular ao atualizar para o contexto atual, uma história lançada em 1934. Não digo aqui que o filme é ruim, mas o roteiro de Michael Green, repleto de diálogos, assemelha-se demais a leitura de um livro, fazendo com que a história possa ser mais interessante para uns que para outros. Dentre vários trevelings de câmera vagões à dentro, temos uma cena externa, em meio a neve, que remete a Santa Ceia. Achei altamente fora de contexto. O fato é que o filme não me fisgou. Outro fato concreto é que a franquia terá uma sequência, Morte no Nilo, que já foi anunciada.

Veja trailer de Assassinato no Expresso do Oriente:
 

Altas Expectativas


Comédia romântica Altas Expectativas (Brasil, 2017) de Alvaro Campos e Pedro Antônio pelo trailer, lembrava o argentino Coração de Leão - O Amor Não Tem Tamanho (2013) de Marcos Carnevale. Ambos apresentam situações amorosas envolvendo um anão. No entanto, a história real de Gigante Léo (Leonardo) apresentada nos créditos finais e inseridas ao longo da projeção como stand up, se mostram maiores que o roteiro. No entanto, trata-se de um relevante filme ao abordar com sensibilidade, questões ligadas a deficiências, de forma leve, e provocando uma interessante reflexão.

Décio (Gigante Léo) é um tímido treinador de cavalos vencedor que constantemente questiona acontecimentos de sua vida por causa de uma deficiência física, ele é um anão. Ele se apaixona por Lena (Camila Márdila) é uma bela jovem que dificilmente sorri, e que recebeu como herança um Café, empreendimento todo endividado no Jockey Clube do Brasil. Ela cruza o caminho de Décio, que irá fazer de tudo para conquistar sua atenção, até mesmo tornar-se um comediante.

Interessante que muitas vezes um cadeirante, ou anão provoca dó nas pessoas que se disponibilizam a ajudar, sendo muitas vezes invasivos. Isso ocorre justamente com Lena, cuja única deficiência apresentada é não saber sorrir. Ela recebe de Flávio (Milhem Cortaz) seu namorado, uma espécie de ajuda interesseira, que acaba diminuindo a pessoa que é ajudada. Esse tipo de reflexão é algo que fez com que o filme ganhasse minha simpatia.

A fotografia é bem trabalhada, especialmente o mise en scène que é muito bem trabalhado e feito com capricho. A câmera colocada na altura do protagonista, também nos ajuda a ver como o personagem, e isto é um grande mérito do longa. Os coadjuvantes também estão bem e rendem bons momentos, especialmente Lia (Maria Eduarda de Carvalho) e Tassius (Felipe Abib). No mais, cabe lamentar a falta de espaço para bons filmes no circuito. Esta deliciosa comédia deve passar apenas uma semana em cartaz, perdendo espaço em função da estreia de Star Wars...

Acompanhe o trailer de Altas Expectativas:

 

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Campanha Adote Um Vovô do IACe


Os colaboradores da Secretaria das Cidades (SCidades) também estão contribuindo com a campanha Adote Um Vovô articulada pelo Instituto Agropolos do Ceará (IACe). Na última sexta-feira, 08 de dezembro, o IACe recebeu mais de 30 presentes doados pela secretaria.  São vestidos, relógios, rádios e sandálias para deixar os velhinhos da Unidade de Abrigo de Idosos mais felizes.

A adesão da campanha aconteceu com o suporte do secretário executivo, Ronaldo Borges, da coordenadora dos contratos de gestão, Lucia leitão, do colaborador Paulo Henrique Gurgel e da colaboradora Verlene Teixeira. Para ambos, a ação significa demonstrar amor ao próximo.

“Acredito que, como ser humano, nós temos a missão de ajudar as pessoas. E a campanha que o Instituto Agropolos está desenvolvendo é louvável porque incentiva a fraternidade. Fazer o bem sem olhar a quem, é assim que devemos pensar. Presentear esses idosos significa proporcionar um momento feliz para aqueles que já passaram por momentos difíceis na vida”, afirmou o secretário Ronaldo Borges.

De acordo com Paulo Henrique, a ação é um estímulo para o bem. “Quando eu recebi o e-mail achei a proposta interessante. Depois disso, resolvi contribuir incentivando a participação de outras pessoas para que os 79 idosos fossem atendidos”, completou. Já Verlene Teixeira destacou a facilidade de mobilizar as pessoas. “Quando a gente falou sobre a campanha, todos se sensibilizaram e nos procuraram para doar. Certamente, com esses presentes, também estamos distribuindo amor”, concluiu.

Fonte: ASCOM Instituto Agropolos do Ceará.

domingo, 10 de dezembro de 2017

Chá de Revelação Clara e João



Na tarde desse 10 de dezembro de 2017, fui com a família para o chá de revelação da Clara e do João, que revelou que eles terão uma menina! Eu e a Manu acertamos o palpite...

A decoração da festa estava lindíssima e era notório o carinho que havia em tudo que fora preparado.

Foi servido um delicioso e repleto cardápio de quitutes. Meus meninos curtiram e muito o parquinho da área de lazer do salão de festas.
Na hora da revelação, não conseguimos deixar de registrar os momentos que antecederam, com dicas que foram espalhadas pela decoração e entre convidados, até o momento de abertura da caixa que serviu de revelação...
Ao abrirem, os pais encontraram um balão rosa e uma boneca, além de sapatinhos que identificavam que eles seriam pais de uma menina! Desejamos toda sorte de bençãos na vida do casal e da família que hora se amplia.


sábado, 9 de dezembro de 2017

Extraordinário


Drama baseado no best-seller homônimo de R. J. Palacio, Extraordinário (Wonder, Estados Unidos, 2016) de Stephen Chbosky, o mesmo do excelente As Vantagens de Ser Invisível (2012), emociona com sua simplicidade em narrar uma bela história carregada de uma mensagem extremamente necessária para os dias atuais, sobre gentileza, respeito mútuo e o poder da família e dos amigos.

O filme apresenta a jornada de superação de August Pullman (Jacob Tremblay), um menino de dez anos de idade, carinhosamente apelidado de Auggie. Ele é portador de uma síndrome genética que o deixou com deformidades faciais, mesmo após diversas cirurgias, o menino não interage com crianças da sua idade e precisa enfrentar os desafios de começar seus ensinos em uma escola regular, no equivalente ao 5º ano de nosso ensino fundamental. A decisão partiu da própria mãe, Isabel (Julia Roberts), com o apoio do pai Nate (Owen Wilson) ambos decidem que chegou a hora de ingressar numa escola convencional, o colégio Beecher Prep, sendo este o momento mais oportuno. 

O diretor Stephen Chbosky mostra ao longo do filme os obstáculos enfrentados pelo garoto que sonha ser um astronauta, neste mundo novo e amedrontador, mostrando a realidade do tema bullying numa escola. Destaque para a montagem em capítulos, intitulado por personagens da trama. Me chamou atenção a personagem Olivia (Izabela Vidovic), irmã de Auggie, uma adolescente que mesmo percebendo que quase tudo gira em torno do irmão, não se revolta diante da situação, carregando o peso de ser a responsável pela existência dele, depois de um simples pedido após soprar as quatro velinhas no bolo de seu quarto aniversário. As cenas envolvendo Olivia, abordando temas como amizades, namoro na adolescencia, são extremamente relevantes.

Dividido em capítulos, que são intitulados pelos coadjuvantes da trama, se destacam a participação dos melhores amigos de Auggie e Olivia, Jack (Noah Jupe) e Miranda (Danielle Rose Russell),  respectivamente. Eles como crianças que são, fazem bobeiras, mas procuram corrigir o equívoco que fizeram. Enquanto isso, Auggie sofre bullying de todos, sendo respeitado por poucos, como Summer (Millie Davis) que tem participação pequena no roteiro que foca o bullying apenas na ação praticada pelo colega, Julian (Bryce Gheisar), que são claramente resultados da influência preconceituosa da mãe de Julian (Crystal Lowe). Assim, os coadjuvantes tem participações efetivas na trama e não apenas episódicas.

Algumas cenas simples, fruto da imaginação do garoto, causam emoção e estão bem encaixadas na trama, como quando Auggie percorre os corredores da escola vestindo seu traje espacial, e quando interage com Chewbacca, personagem de Star Wars, que assim como Auggie, é bem diferente dos demais, e por consequência, tão especial. Destaque para a bela montagem de Mark Livolsi, que deixa a história sempre fluida e agradável para os olhos.

Tremblay, mais uma vez chama a atenção por sua atuação, que já recebera elogios no fabuloso O Quarto de Jack (Room, 2015) de Lenny Abrahamson. Mas o roteiro abre espaço para outros brilhem. Até a brasileira Sonia Braga, vó de Auggie e Via encontra espaço para uma importante participação. O roteiro adaptado por Chbosky, Steve Conrad e Jack Thorne a partir do livro de R.J. Palacio, soa mais ameno que no livro, onde o drama é preponderante. Aqui há uma suavisação natural da obra, com um tom mais cômico.

No entanto, o grande mérito do filme, é expor claramente a importância da família como alicerce para enfrentarmos as dificuldades da vida. A importância dos pais e dos ensinamentos estão presentes desde a situações banais, ao cuidado que os pais devem ter com situações enfrentadas por seus filhos. Destaco a cena que lembra Marley & Eu (2009), que mostra mais uma vez a força do ambiente familar, tão necessária para os dias atuais, onde a família é bombardeada com situações que invertem os valores familiares. Lembrando que o filme evidencia também, que os pais de Auggie, são tão imperfeitos quanto qualquer um que experimenta desfrutar dos prazeres da paternidade, vide os episódios envolvendo a filha mais velha, que acabou não recebendo tanta atenção ao longo de seu crescimento, em função da atenção requerida pela irmão.

Pelo que ouvi de comentários antes do filme, economizei lágrimas ao longo da projeção, aguardando por um eventual momento trágico, que felizmente não ocorre, preponderando a mensagem de superação de Auggie. Eu tinha certeza que alguém importante iria falecer, e quando Jack bateu a cabeça na pedra, pensei que a vítima da vez seria o garoto, felizmente não é isso que ocorre. Por fim, não há palavras que sejam suficientes para descrever um filme que é pura e simplesmente extraordinário.

Segue o simpático trailer de Extraordinário:

As Aventuras de Tadeo 2 - O Segredo do Rei Midas


Animação espanhola As Aventuras de Tadeo 2 - O Segredo do Rei Midas (Tadeo Jones 2 - El Secreto del Rey Midas, Espanha, 2017) de Enrique Gato, continuação de As Aventuras de Tadeo (2012) do mesmo diretor, não contagia ao mostrar uma nova aventura de Tadeo Jones.


Tadeo é um pedreiro que tem grandes sonhos e sempre se mete em grande aventuras. Aqui, ele está de volta e parte para Las Vegas, onde irá ouvir algo extraordinário: que o colar de Midas, o rei transformava tudo o que tocava em ouro, existiu de verdade. Mas o problema surge quando Sara Lavroff, que fez a descoberta, desaparece misteriosamente. Ele parte então atrás de sua amada, sem a coragem necessária para se declarar para ela, numa espécie de caça ao tesouro.

O filme tem o espírito aventureiro de seu personagem principal, que depois de ser confundido com um arqueólogo, ele tem levado esse lado a sério, tanto que usa o nome Tadeo Jones, bem parecido com o de um tal Indiana Jones. Ele parte numa nova aventura, agora para impedir que um caçador encontre o Livro Secreto, mas as motivações não são muito esclarecidas no longa.

Um personagem secundário que é uma múmia, rouba a cena sempre que aparece e rende as melhores gags. A duração do filme parece ser maior que sua média metragem de 85 minutos. A lição que o filme deixa é: nem tudo que reluz é ouro!

Veja o trailer de As Aventuras de Tadeo 2 - O Segredo do Rei Midas:
 

Passeio pela Barra da Cofeco


Na manhã deste 9 de dezembro de 2017, fui com as crianças fazer um passeio pela Barra do Rio Pacoti, no Porto das Dunas, próximo da região da Cofeco.

Fomos com maré alta, para desfrutar de um local seguro para banho de mar das crianças. Levamos lanche e nos divertimos muito inclusive com brincadeiras de rodas e na tentativa de pegar algum dos peixinhos que ficavam circundando pelo local. Foi uma manhã maravilhosa.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

GR sobre comunicação não violenta


Na noite deste 8 de dezembro de 2017, estivemos reunidos no novo apartamento do Douglas e da Karina, abordando um tema extremamente pertinente em nossos dias, a comunicação não violenta.

Tivemos um momento de lanche, foi servido além de pães e frios, uma deliciosa pizza caseira preparada pela agora prendada Karina! Vimos fotos do álbum de casamento, interagimos, até nos dedicarmos ao conteúdo proposto, após entoarmos alguns breves louvores.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Café da manhã celebrando o aniversário do Fernando


Na manhã deste 7 de dezembro de 2017, estivemos reunidos em família para celebrar mais um aniversário do Fernando, dentre tantos que não puderam ser comemorados em função de sua distância.

Foi um farto café, com direito a bolo, pães, frios, anguzô. É sempre muito bom estar em família! Que Deus conceda muita saúde e paz na nova vida que meu tio vivido, de um aposentado, esposo, pai, irmão, filho, tio mais presente em nosso dia-a-dia.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Jogos Mortais - Jigsaw


Oitavo filme da franquia, Jogos Mortais - Jigsaw (Jigsaw, Estados Unidos, 2017) de Michael e Peter Spierig tenta resgatar o sucesso dos primeiros filme da saga, que teve seu auge apenas em Jogos Mortais (2004) de James Wan. Agora, vemos uma sucessão do que aconteceu de ruim nos demais filmes, sem nenhuma criatividade, sendo um filme totalmente esquecível.

Depois de uma série de assassinatos, todas as pistas estão sendo levadas a John Kramer (Tobin Bell), o assassino mais conhecido como Jigsaw. Conforme a investigação avança, os policiais se encontram perseguindo o fantasma de um homem morto há mais de uma década. Assim, o legado do assassino Jigsaw continua a atormentar a vida das pessoas. Corpos começam a aparecer por toda a cidade, cada um desenhado com as mais horrendas das mortes. Todas as investigações apontam na mesma direção mas ninguém quer ousar dizer o nome do homicida falecido.

O filme até começa bem, com uma cena de perseguição, mas depois somos colocado no jogo mortal de meia dúzia de vítimas em uma espécie de celeiro, enquanto acompanhamos os trabalhos de investigação de dois policiais e um casal de médicos forenses que partem em busca do culpado do crime, que ao que tudo indica, trata-se do falecido John Kramer. No filme, conhecemos Logan Nelson (Matt Passmore) um investigador que precisa reunir as peças do quebra-cabeça, e tem uma certa empatia com o público por ter uma história trágica como pano de fundo. Ele conta com a ajuda de uma cientista-forense (Hannah Emily Anderson) para descobrir se John Kramer está vivo, ou se conseguiu recrutar um novo seguidor.

A direção é simplória, o elenco ruim, a dublagem nacional fraquissima, ainda mais com textos que são tão banais, que não transmitem nenhuma credibilidade. O roteiro de Pete Goldfinger e Josh Stolberg ainda entrega um plot-twists sem coerência, que aliada a má atuação do vilão da vez, se torna tosca. Destaque para a saudosa trilha, que ganha alguns riffs interessantes e continua sendo poderosa na sala escura.

Acompanhe o trailer de Jogos Mortais - Jigsaw:
 

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Os Parças



Comédia nacional Os parças (Brasil, 2017) de Halder Gomes, de Cine Holliúdy (2012) e O Shaolin do Sertão (2016), apresenta uma série de esquetes cômicas, que soam às vezes até de forma preconceituosa, tendo como ponto alto uma cena dramática sobre as agruras de um nordestino.

Chantageados e enganados por um ambicioso tranbiqueiro (Oscar Magrini), Toinho (Tom Cavalcante), Ray Van (Whindersson Nunes), Pilôra (Tirullipa) e Romeu (Bruno de Luca) irão organizar uma festa inesquecível de casamento, mas sem nenhum dinheiro no bolso. Caso falhem, terão que lidar com o maior contrabandista da famosa rua 25 de Março em São Paulo, que é também o pai da noiva.

A ambientação do filme até é interessante, em seu início vamos uma frase de Larisse Linspector, que amigo é pra acudir o outro (numa bela piada), vemos então várias imagens que mostram a loucura que é São Paulo, especialmente nas redondezas da 25 de março. O filme no entanto exagera das piadas em detrimento de um roteiro coerente, onde as coisas simplesmente vão acontecendo. A trilha sonora é cafona, com músicas ruins do naipe de Virando Copinho (Nêgo John/ J. Telles). É um típico filme de produtor. Não vale à ida ao cinema.

Veja o trailer de Os parças:
 

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Oficina G3 nos 14 anos do Sal Surfistas


Na noite deste 4 de dezembro de 2017, estive na celebração de aniversário do Sal Surfistas, no anfiteatro da beira-mar, que contou com a presença da maior banda cristã de todos os tempos: Oficina G3. Fiquei sabendo por volta das 17h, então foi só chegar em casa e partir para o Sal.

O G3 veio fazer um show no Teatro Rio Mar Fortaleza em 03/12, cheguei a comprar ingressos para o evento, até perceber que não poderia comparecer, pois estaria na CopaNE em Barra de Camaratuba/PB. Ainda bem que o Adriel fez bom uso dos meus ingressos...

Então, como ocorreu em 2016, o Oficina fez uma apresentação gratuita e evangelística no Sal Surfistas. E novamente o show foi muito bom. Estava muito cansado da viagem de retorno e do dia de trabalho, mas ainda assim fui com a família rever os amigos e ouvir as canções do G3, do repertório Na Igreja. Ficamos ao lado de uma galera do Comando Oficina G3, como o Wagner, a Tatiana... Depois chegaram o Adriel e as KKKs (Keila, Kelly e Kassia).

Destaque para a versão acústica de Até Quando? [Humanos] numa levada diferente que levantou a galera. Para partir o coração dos fãs, o evento encerrou com uma trinca com Espelhos Mágicos, Magia Alguma e O Tempo... Segue set list completo da apresentação:

Encontro 

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Quebrantado
Confiar
Me Derramar
Além do Que Os Olhos Podem Ver
Incondicional
Palavra do Yohan
Quem
João
Até Quando? (Humanos)
Espelhos Mágicos
Magia Alguma
O Tempo

Segue vídeo de trechos do Oficina G3 no Sal Surfistas:

domingo, 3 de dezembro de 2017

Percurso Médio CopaNE 2017 em Barra de Camaratuba


Na manhã deste domingo, 3 de dezembro de 2017, após uma noite de sono tranquilo, um café da manhã de acantonamento (pão da padaria que tinha em frente a escola, e café solúvel feito na hora), me dirigi para o local de prova do percurso médio com a Alícia do COP, que conheci nesta CopaNE, e que será a futura atleta de elite do CODL (ela vai se mudar pra Fortaleza!)



A largada ocorreu no Parque Ecológico do Caranguejo-Uçá, que inclusive é uma Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) localizada no distrito de Barra de Camaratuba. Ao chegar no local de partida, recebo os parabéns do Sérgio Brito, pelo excelente resultado no percurso Pre-O, obtendo a segunda colocação. Como só iria largar às 9:30h, a notícia me incentivou a lutar para chegar no pódio da minha categoria e conseguir três medalhas na CopaNE 2017.


No bate-papo pré prova, tratei de jogar pressão para o atleta Carcará Bruno Santos (CBO 15911), parabenizando pela prova do dia anterior, e pedindo pra ele manerar um pouco e dar chances pros adversários... Não sei até que ponto cada um leva esse tipo de provocação como incentivo ou como pressão na prova. Só sei que sou assim e funcionou! Larguei com ímpeto de tentar manter a terceira colocação obtida no dia anterior. Não imaginava ameaçar a vantagem conquistada pelo Bruno, tampouco conseguir bater o fotógrafo velocista Vinícius Araújo (CBO 15979) do Borborema Azimute, que larga cedo pra conseguir tirar fotos após concluir seu percurso.


Corri até o triangulo disposto a dar o melhor de mim. Meu primeiro ponto (117) estava num muro próximo ao campo que servia de estacionamento. Fui o mais rápido a alcançar este ponto em minha categoria, com 3'58''. O segundo prisma (82) estava numa cerca ali perto, mas num trecho de subida íngreme. O terceiro ponto de controle (115) estava no cruzamento de uma cerca com uma trilha. O quarto ponto (89) estava numa trilha, numa área sombreada. De lá, contornei uma área de mata fechada e marquei o quinto ponto (98) numa área de limite de vegetação. De lá, segui para o norte numa área de livre corrida e peguei a trilha à esquerda. Com uma extensa área de sombra, foi cebo nas canelas até o sexto prisma (101) que estava na cerca ao final da trilha. Para ir ao sétimo ponto de controle (99), cruzei a cerca e segui a trilha, parando no ponto de água após o ponto de passagem, e seguindo pela trilha até avistar o prisma no buraco. Olhando o gráfico de resultados, vi que até esse ponto o Vinícius liderava a prova, sendo que ele levou 11'22'', dez minutos a mais que eu que achei em 1'22'', inclusive parando pra beber água! Desse ponto em diante, eu assumi a liderança e mantive até o final.

Ao sair para o oitavo ponto (100) numa pequena depressão, voltei pela trilha, cruzei com o Welton (CBO 17150) do CODL que disse que tinha Jiralizado e estava indo para o ponto 10. Mantive o cuidado de fazer uma navegação limpa e segui atentando pelos check points à esquerda (a torre eólica, a depressão e a árvore) até avistar o prisma à direita. Para seguir ao ponto nove (88), tive que tomar a decisão de seguir o azimute ou contornar pelas trilhas, optei por contornar pela trilha até o ponto de água, pegando outra trilha à esqueda que levou diretamente para a ruína onde no canto interno sudeste estava o prisma. Outra decisão importante tomar: seguir o azimute, ou continuar contornando pela trilha para o ponto 10 (102). Fui até o buraco e continuei seguindo pela trilha, nada de atravessar área de difícil corrida... Chegando no prisma, admiro a beleza da região olhando para a paisagem à esquerda. Quando me deparo com o Vinícius fotografando. Diminui o ritmo, curti a paisagem e esperei pelas fotos... Segui para o décimo primeiro prisma (106) numa trilha descendo devagar, mas ainda assim quase escorregando pela mata fechada. Estava com vontade de urinar, procurei uma árvore e aliviei a bexiga para seguir ao ponto doze (110) atravessando a rodovia, seguindo pela trilha até a borda de vegetação onde estava o prisma. O décimo terceiro ponto de controle (92) estava num buraco, seguindo pela trilha. A partir daí a prova pedia fôlego. Corri pela estrada até a pequena depressão que escondia o décimo quarto prisma de meu percurso (116), precisei seguir firme tentando não baixar o ritmo e alcancei o ponto quinze (95) que não estava escondido à nordeste da colina e sim bem visível do meu ponto de ataque à noroeste. Segui trotando até a chegada no décimo sexto ponto (113) na igreja, no início do cone de chegada. Corri e quase sem fôlego sou abordado pelo Felipe Carvalho (CBO 16592) do Cofort que quis logo checar meu tempo, pois havia a possibilidade de eu ter ganho o percurso, ele pegou meu Sicard e constatou o que ocorreu... Com o tempo de 42'44'' ganhei o percurso médio H Adulto B da CopaNE 2017!

Fizemos o cálculo para a conquista do campeonato. O Felipe Dérick (CBO 16719) do Cofort estava na pista e se ele chegasse à frente do tempo do Bruno Santos (46'53'') eu seria o campeão. Ficamos na expectativa, até o Felipe estourar esse tempo e decretar o empate entre mim e o Bruno, ambos com uma 1ª colação e uma 3ª colação, deixando o Vinícius que ficou em 2º colocado nas duas provas com a 3ª colocação no campeonato. Foi uma excelente prova. No final, muita água de coco, discursão de percursos e confraternização com os rivais, que sempre se tornam grandes amigos e parceiros.

sábado, 2 de dezembro de 2017

Festa do Orientista na CopaNE 2017 em Barra de Camaratuba


Na noite desse 2 de dezembro de 2017, após comer pastel no Snac da K, estive na Festa do Orientista, que fez parte da programação da CopaNE 2017 em Barra de Camaratuba, como forma de confraternizar os altetas.

A organização contratou a banda Viral, de João Pessoa/PB, que tocou um repertório muito bom de pop rock animando a noite dos atletas. Muitos preferiram dançar numa festa ao lado, que tocava coco de roda, um ritmo típicamente nordestino.

Segundo os moradores, "coco" significa cabeça, de onde vêm as músicas, de letras simples. Com influência africana e indígena, é uma dança de roda acompanhada de cantoria e executada em pares, fileiras ou círculos durante festas populares do litoral e do sertão nordestino.

O som característico do coco vem de quatro instrumentos (ganzá, surdo, pandeiro e triângulo), mas o que marca mesmo a cadência desse ritmo é o repicar acelerado dos tamancos (que são usados para imitar o barulho do coco sendo quebrado). A sandália de madeira é quase como um quinto instrumento, talvez o mais importante deles. Além disso, a sonoridade é completada com as palmas.

Preferi ficar com o celular na esquina, usufruindo do Wi-Fi do snac da K, mandando sinal de fumaça para civilização e fui cedo pro acantonamento descansar para a prova do dia seguinte.

Conhecendo a Foz do Rio Camaratuba e a reserva indígena dos Potiguaras


Na tarde desse sábado, 2 de dezembro de 2017, fui com alguns orientistas cearenses conhecer um pouco da região onde foi disputada a CopaNE 2017, e visitamos a Foz do Rio Camaratuba, com direito a um passeio de barco pelo rio e visita a um povoado da reserva indígena dos Potiguaras, em Baía da Traição (do outro lado do rio. Orientação também é cultura!

O Camaratuba nasce no município de Serra da Raiz e deságua numa foz do tipo estuário entre os municípios de Baía da Traição e Mataraca. Próximo a sua foz, na Barra de Camaratuba, são disputados campeonatos de surfe em determinadas épocas do ano, em virtude de ser a porção do litoral paraibano onde há melhores ondas para a prática desse esporte.

Fomos caminhando até chegarmos ao local de onde desfrutarmos da bela paisagem da região, registrando tudo em nossos celulares. Destaque para a Mary que desabafou seu descontentamento em não encontrar o ponto 74, já quase no fim do percurso dela...

Ficamos até o por do sol, mas antes fomos visitar uma aldeia indígena, num passeio de barco entrando pelo rio e cortando o mangue. Lá, vimos artesanato indígena e e inclusive teve uma índia tentando flechar meu coração! Não sabia ela que meu coração é de uma única dona... A Esposa! Como a Taysa fez questão de lembrar... rsrsrsrs

Na volta para a Barra, vimos algumas pessoas que faziam o passeio de macarrão pelo rio, e gritamos: - Seu Souto! Seu Souto! - ao vermos uma pessoa de cabeça branca descendo... Quando o barco se aproximou, vimos que se tratava da Jô, que descia com o Jeferson e alguns desconhecidos... Vimos então o por do sol e o surgir da lua, num belo encontro do rio com o mar, que encantou nossa visão com uma paisagem magnífica.


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