quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Como Treinar o Seu Dragão 3


Animação Como Treinar o Seu Dragão 3 [How to Train Your Dragon 3, Estados Unidos, 2016], de Dean DeBlois, dá fim a saga de Soluço e Banguela, numa cativante história de amadurecimento, sobre quando deixamos nossos grandes amigos, para constituirmos nossa própria família. Terceiro e último filme da trilogia que iniciou com Como Treinar o seu Dragão (2010) e Como Treinar o seu Dragão 2 (2014).


O que começou como uma improvável amizade entre um viking adolescente e um terrível dragão do Night Fury tornou-se uma trilogia épica que abrange as suas vidas. Neste próximo capítulo, Soluço e Desdentados finalmente descobrirão seus verdadeiros destinos: o chefe da aldeia como governante de Berk ao lado de Astrid e o dragão como líder de sua própria espécie. À medida que os dois ascendem, a ameaça mais sombria que enfrentaram - bem como a aparência de uma Fúria da Noite - testará os laços de seu relacionamento como nunca antes.


Soluço busca realizar seu grande sonho de encontrar um lar pacífico onde os dragões possam viver em segurança. Lá, Banguela descobre uma companheira, assim como ele, mas um tanto selvagem. Mas é quando o perigo começa a rondar o lar, que a dupla Banguela e Soluço é testada e precisa tomar decisões difíceis para salvar suas espécies.

Segue o trailer de Como Treinar o Seu Dragão 3:

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

A Nossa Espera


Drama familiar A Nossa Espera [Nos Batailles, Bélgica, França, 2018] de Guillaume Senez, relata um pouco das batalhas que enfrentamos enquanto vivemos nessa vida que segue. Acompanhamos a saga de um pai que tem que cuidar de seus dois filhos após a mãe abandonar a família.

Olivier (Romain Duris) é o politizado funcionário de uma fábrica, que costuma bater de frente com seus superiores para defender os colegas de trabalho. Um dia, ele é surpreendido com o súbito desaparecimento de sua esposa, Laura (Lucie Debay). Sem saber o que aconteceu nem para onde ela foi, Olivier precisa conciliar o trabalho com a criação de seus dois filhos, Elliot e Rose, de 9 e 6 anos respectivamente.

Após o sumiço sem explicações de sua esposa, Olivier lidando sozinho com seus filhos pequenos e as demandas do trabalho, ele descobre que a vida pode ir muito mais além do que ele imaginava, com novos amores, novas perspectivas. O que antes ficava mais a cargo da esposa, ele acaba tendo que assumir. É isso o que chama a atenção no filme, é que geralmente o que ocorre é o pai abandonando a mulher e as crianças, o filme nos pega de surpresa ao fazer o inverso. 

Gostei bastante da participação da irmã de Olivier, Betty (Laetitia Dosch), onde pude reconhecer a mesma atriz de Jovem Mulher (Jeune Femme, França, 2017) de Léonor Serraille. A Nossa Espera foi lançado mundialmente no Festival de Cannes.

Veja trailer de A Nossa Espera:

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

A Esposa


Drama de relações A Esposa [The Wife, Reino Unido, Suécia, Estados Unidos, 2017], de Björn Runge baseada na obra de Meg Wolitzer, é uma estupenda história feminista sobre abuso passivo em tempos de empoderamento da mulher, ancorada num relacionamento conjugal e familiar, abordando assuntos sobre o fazer literário, assim como o recente Colette (Estados Unidos, Reino Unido, 2018) de Wash Westmoreland.

Na trama, enquanto viaja para Estocolmo com o marido, que receberá o Prêmio Nobel de Literatura, Joan (Glen Close) questiona suas escolhas de vida. Durante os 40 anos de casamento, sacrificou seu talento, sonhos e ambições, para apoiar o carismático e erudito escritor Joe (Jonathan Pryce) e sua carreira literária. 

Assediada por um jornalista (Christian Slater) ávido por escrever uma escandalosa biografia de Joe, agora Joan enfrentará o maior sacrifício de sua vida e alguns segredos há muito enterrados finalmente virão à tona. O longa nos permite meditar sobre o papel da mulher em nossa sociedade, o preconceito enfrentado ao longo dos anos, as humilhações que a sociedade machista impõem, dentre outros aspectos.

O roteiro de Jane Anderson é caprichado e detalhista, apoiado por uma montagem correta que inclui flashbacks do início do relacionamento e da juventude dos personagens apresentados. Assim, vamos conhecendo aos poucos este homem e esta mulher, e chegando a conclusão da trama, onde Joan insiste em esconder.

Joan, que sempre viveu na sombra do marido, sendo extremamente compreensiva e incentivadora, recebe no discurso de agradecimento do conjuge, todas as homenagens possíveis, no entanto, a panela de pressão explode justamente nesse momento, levando a uma reação que termina de forma trágica e a faz continuar a encenação que sempre viveu.

O elenco está muito bom, mas Glenn Close rouba a cena com olhares sutis e nuances de auto controle de sua personagem, numa performance interiorizada, que exala talento em seu olhar e seus semblantes, algo que certamente lhe renderão o oscar de melhor atriz, vide a vasta lista de indicações e premiações que ela tem recebido merecidamente. Detalhe é que Annie Starke, que interpreta Joan quando jovem, é a filha de Glenn Close.

Veja o trailer de A Esposa:

sábado, 12 de janeiro de 2019

Mariana imitando a Xuxa na Pracinha do Rio Mar


Neste 12 de janeiro de 2019, fomos a Pracinha do Rio Mar Fortaleza acompanhar a programação especial para crianças.

Além de recreação para os pequenos, teve Show de talentos e apresentação da Banda Blitz Kids.

Segue vídeo da Mariana imitando a Xuxa na Pracinha do Rio Mar:

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Infiltrado na Klan


Comédia policial sobre o ódio, Infiltrado na Klan [Blackkklansman, Estados Unidos, 2018] de Spike Lee, mostra a louca história real de como Ron Stallworth, o primeiro policial negro do Colorado, conseguiu se infiltrar na Ku Klux Klan local. Filme escancara a questão do relativismo diante do preconceito racial, sendo uma mensagem extremamente atual, onde líderes mundiais como Trump e Bolsonaram proclamam asneiras preconceituosas o tempo todo.


A trama se passa no início dos anos 1970, uma época de grandes convulsões sociais à medida que a luta pelos direitos civis continua. Ron Stallworth (John David Washington) torna-se o primeiro detetive afro-americano no Departamento de Polícia de Colorado Springs, mas sua chegada é recebida com ceticismo e hostilidade aberta por parte do departamento. Destemido, Stallworth resolve fazer um nome para si mesmo e uma diferença em sua comunidade. Ele bravamente parte em uma missão perigosa: infiltrar-ne e expor a Ku Klux Klan. 

Posicionando-se como um extremista racista, Stallworth entra em contato com o grupo e logo se vê convidado para seu círculo íntimo. Ele até cultiva um relacionamento com o Grande Mago da Klan, David Duke (Topher Grace), que elogia o compromisso de Ron com o avanço da América Branca. Com a investigação secreta se tornando cada vez mais complexa, o colega de Stallworth, Flip Zimmerman (Adam Driver), posa como Ron em encontros cara-a-cara com membros do grupo de ódio, ganhando conhecimento de um plano mortal. Juntos, Stallworth e Zimmerman se unem para derrotar a organização cujo objetivo real é desinfetar sua retórica violenta para atrair o público. 

O longa que tem um excelente roteiro, foi produzido pela equipe por trás de Corra! [Get Out, 2017] o vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original em 2018. Merece ser visto por oferecer um exame inabalável e verdadeiro das relações raciais na América dos anos 70, que é tão relevante no mundo tumultuado de hoje. Mais um grande filme com temática envolvendo os negros. Vencedor do Prêmio da Menção Especial do Júri Ecumênico em Cannes 2018, e ganhador do Prêmio do público no Festival de Locarno. Já colecionada inúmeras indicações na temporada de premiações.

Confira o trailer de Infiltrado na Klan:

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Homem-Aranha no Aranhaverso


Animação baseada em quadrinhos, Homem-Aranha no Aranhaverso [Spider-Man into the Spider-Verse, Estados Unidos, 2018], de Bob Persichetti, Peter Ramsey, Rodney Rothman diverte de maneira sobrenatural e empolgante, abordado inúmeros Homens aranhas de várias dimensões, focando em Miles Morales e mostrando que o aracnídeo amigo da vizinhança ainda tem muito a 
oferecer a novas gerações.


Na trama, Miles Morales é um jovem negro do Brooklyn que se tornou o Homem-Aranha inspirado no legado de Peter Parker, já falecido. Entretanto, ao visitar o túmulo de seu ídolo em uma noite chuvosa, ele é surpreendido com a presença do próprio Peter, vestindo o traje do herói aracnídeo sob um sobretudo. A surpresa fica ainda maior quando Miles descobre que ele veio de uma dimensão paralela, assim como outras versões do Homem-Aranha.

A dublagem está magnífica, o ritmo do filme é correto para a época, a trilha sonora é acertada, no entanto a parte técnica, onde foi pensado uma forma de homenagear os quadrinhos antigos por meio da animação foi imitar as imperfeições da impressão em offset, acaba roubando a cena, dando um efeito muito mais interessante que o já convencional 3D. O estilo de cada personagem, misturando as características está algo fora do comum, com os estilos bem equilibrados.

Apesar de inúmeras brincadeiras tanto visuais, quanto de roteiro, o filme ainda entrega emocionantes lições para os adolescentes, que recebem diariamente um volume de inutilidades, sendo extremamente relevante no papel educativo que um filme deve possuir. O filme é inclusivo a tal ponto de que qualquer um pode ser um super herói, ao fazer o que é certo no dia-a-dia.

Este é o último trabalho de Stan Lee como ator de voz antes de sua morte, em 12 de novembro de 2018. A dedicatória e a cena pós crédito em sua homenagem emociona. Agrada a fãs e agrega um novo público, tanto de crianças quanto de adultos. Sem dúvidas uma das melhores adaptações que o cinema já fez das HQs, numa época de extrema saturação do gênero, chegando em alguns momentos a nos colocar literalmente numa leitura de revista em quadrinhos, numa estética fabulosa.

Segue trailer de Homem-Aranha no Aranhaverso:

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Culpa


Drama policial Culpa (The Guilty, Dinamarca, 2018) de Gustav Möller se apresenta curioso e inteligente, com uma trama modesta mostrando uma noite tensa de um atendente do "190" dinamarquês. Apesar de algumas cenas provocar risos, o que mais chama a atenção é o suspense que o filme causa, devido seu literal estado de emergência.



Conforme o dicionário, culpa se refere à responsabilidade dada à pessoa por um ato que provocou prejuízo material, moral ou espiritual a si mesma ou a outrem. Não há termo mais pertinente para definir o sentimento que é abordado nesse interessante filme dinamarquês.

Na trama, o policial Asger Holm (Jakob Cedergren), que está acostumado a trabalhar nas ruas de Copenhaguem, é confinado à mesa de emergências, atendendo telefonemas, devido a um conflito ético no trabalho. Encarregado de receber ligações e transmitir às delegacias responsáveis, ele é surpreendido pela chamada de uma mulher desesperada, Iben (voz de Jessica Dinnage) tentando comunicar o seu sequestro sem chamar a atenção do sequestrador Michael (voz de Johan Olsen), que tem antecedentes criminais e luta pela guarda das crianças. Infelizmente, ela precisa desligar antes de ser descoberta, de modo que Asger dispõe de poucas informações para encontrá-la. Começa a corrida contra o relógio para descobrir onde ela está, para mobilizar os policiais mais próximos e salvar a vítima antes que uma tragédia aconteça.

A jovem Iben é sequestrada pelo ex-marido Michael,  Ameaçando-a com uma arma, ele a coloca dentro de um carro e começa a dirigir pela autoestrada, sem um destino preciso. Os filhos pequenos ficam em casa sozinhos. O filme nos deixa enclausurado com a câmera junto ao atendente, que sem ter muito o que fazer, acaba metendo os pés pelas mãos e sendo inconsequente em seus atos. Mostra também que o profissional que atende a chamados de emergência, carece de treinamento para exercer sua função.

A atuação de Jakob Cedergren acaba se destacando, pois ele tem o filme inteiro para si. A mixagem de som também se destaca, pois muito da ação da trama, ouvimos apenas em áudio telefônico. Assim, há muito espaço para a imaginação, tanto do público, quanto do personagem principal, que demonstra ter uma cabeça frágil para lidar com uma arma, seja ela de fogo, ou um mero telefone.

Veja o trailer de Culpa:

UCI Kinoplex Iguatemi Fortaleza é o cinema mais frequentado pelo público na cidade


Segundo dados da ComScore, o UCI Kinoplex Iguatemi Fortaleza foi o cinema campeão de público e renda da capital em 2018. Foram 974 mil ingressos vendidos entre 4 de janeiro de 2018 a 2 de janeiro de 2019, incluindo a sala especial UCI IMAX. A renda do ano do complexo foi de mais de R$ 16 milhões.

Também é da rede UCI o cinema que ficou em terceiro lugar no ranking do Ceará: o UCI Parangaba levou mais de 470 mil pessoas às suas salas e soma R$7 milhões de renda. Juntos, os dois complexos registraram um público de mais de 1,5 milhão em Fortaleza, com renda total de R$ 23 milhões.

SOBRE A UCI

A UCI Cinemas (United Cinemas International Ltda.) está há mais 21 anos no Brasil e atua em 13 cidades do país: Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Fortaleza, Curitiba, São Luís, Campo Grande, Manaus, Ribeirão Preto, Salvador, Juiz de Fora, Belém e Canoas.

São 201 salas de cinema que aliam qualidade, conforto e tecnologia, proporcionando ao público as melhores e mais completas experiências cinematográficas. Entre elas as especiais IMAX, XPLUS, DE LUX e 4DX, além de poltronas SUPERSEATS e SuperD. A rede é responsável pelo maior complexo de cinemas brasileiro, que também registra o maior público no Brasil desde a sua inauguração, em 1999: o New York City Center, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, com 18 salas, incluindo IMAX, XPLUS, duas DE LUX, e uma 4DX.

Desde 2005, a UCI faz parte da National Amusements Inc, (NAI). Tradicional rede americana de cinema, a NAI está há 74 anos no mercado, com uma operação de mais de 938 salas através das marcas UCI Cinemas, Showcase Cinema de Lux, Showcase Cinemas e Multiplex Cinemas, em complexos nos Estados Unidos, Reino Unido e América Latina.

Hoje, a NAI é controladora da Viacom e da CBS. A Viacom é uma empresa líder mundial em conteúdo de entretenimento, com marcas conhecidas e respeitadas, que incluem MTV Networks (MTV: Music Television, VH1, CMT: Country Music Television, Nickelodeon, Nick at Nite, Spike TV, TV Land) e produção de filmes (Paramount Pictures, DreamWorks e Famous Music), canais de TV a cabo (The CBS Television Network, CBS Television Stations, CSTV Networks, the CW, Showtime), rádio (CBS Radio, CBS Outdoor), produção de conteúdo (CBS Television Distribution, CBS Paramount Network Television, the CBS Interactive Audience Network) e editorial (Simon & Schuster).

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Dragon Ball Super Broly - O Filme


Animação japonesa Dragon Ball Super Broly - O Filme [Dragon Ball Super - Broly, Japão, 2018], de Tatsuya Nagamine, é o vigésimo filme da série do mangá Dragon Ball, franquia criada por Akira Toriyama e o primeiro filme baseado na série Dragon Ball Super. Deve agradar aos fãs, eu que nunca curti as aventuras de Goku, tive que suportar 90 minutos quase inacabáveis de lutas coloridas, numa história sem sentido. Felizmente meus filhos não gostaram do filme também...

Apesar da Terra estar em um período de calmaria, Goku se recusa a parar de treinar constantemente - ele quer estar pronto para quando uma nova ameaça surgir. O que ele não imaginava era que seu novo inimigo seria Broly, um poderoso super saiyajin sedento por vingança, que deseja destruir todos que encontrar pela frente.

Ao ficar sabendo de uma profecia que, caso concretizada, afetará o futuro de seu promissor filho e herdeiro do trono, um rei decide solucionar o problema antes mesmo de seu surgimento. Para isso, ele envia o menino que rivaliza com o príncipe para uma terra muito distante de sua nação, que atualmente é dominada por um exército mais poderoso e subjugada por um insano tirano estrangeiro.

Segue trailer de Dragon Ball Super Broly - O Filme:


sábado, 5 de janeiro de 2019

Niver da Laura


Na noite desse 5 de janeiro, fui com a família para o aniversário da Laura, filha da Niedja e do Esaú.


A decoração era com o tema Frozen! Estava lindíssima.


Fomos servidos com pizzas do espaço Dom Leo, além de quitutes, frios e deliciosos mimos de chocolate, suspiros, etc.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

WiFi Ralph - Quebrando a Internet


Animação da Disney WiFi Ralph - Quebrando a Internet [Ralph Breaks The Internet - Wreck It Ralph 2, Estados Unidos, 2016], de Rich Moore, Phil Johnston aborda temas atuais e relevantes como feminismo e relações abusivas, sendo bem melhor que seu antecessor Detona Ralph (2012) ao aprofundar a linda amizade entre Venellope e Ralph e fazer uma correta relação entre o mundo dos games e a vida conectada proporcionada pela Internet. Faz rir e emociona.


Ralph, o vilão dos videogames da década de 80 (Conserta Félix Jr.) e sua companheira desajustada Vanellope Von Schweetz levam uma vida tranquila no Fliperama Litwak, até que uma criança quebra o volante do Corrida Doce e os amigos precisam navegar no universo expansivo, dinâmico e desconhecido da world wide web em busca de uma peça sobressalente para salvar o videogame de Vanellope.

Para isso, eles contam com a ajuda dos cidadãos da Internet e de Yess, a alma por trás do "Buzzztube", um famoso website que dita tendências, que transforma Ralph em um meme de internet. Durante a aventura, Venellope conhece um jogo de corrida bem dinâmico e fica duvidosa se retorna para a Corrida Doce, ou se fica pela Internet.

A parte técnica do filme oferece muitas coisas animadas através de um mundo virtual notavelmente detalhado, repleto de toques coloridos e criativos. Bem diferente da simplicidade vista no recente Emoji - O Filme, que era literalmente mais quadrado nesse sentido. O filme reforça a importância de entender os sites visitados, deixando claro que as mídias sociais são potencialmente tóxicas e o eBay pode ser um site bem perigoso.

Os ester eggs estão à solta ao longo da animação. No início temos os personagens Zangief, Ryu, Chun Li, da série Street Fighter; Pac-Man e o fantasma laranja; Sonic e Dr. Eggman, seu arquinimigo, mas o melhor trecho do filme é quando eles visitam o Oh My Disney, e vemos o Buzz Lightyear, o Stan Lee, o Homem de Ferro e as princesas Disney. Apesar de todo visual infantil do filme, ele dialoga bastante com o público adulto.

Segue trailer de WiFi Ralph - Quebrando a Internet:

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

O Pior do Cinema em 2018


Tão legal quanto a lista de melhores filmes, é poder alertar aos demais quanto uma lista de filmes ruins, que geralmente é maior que a de bons filmes. Segue relação dos piores filmes que vi no cinema em 2018, na sequência que vi na sala escura:


1. O Sacrifício do Cervo Sagrado, detona valores familiares e se mostra bastante incômodo, com cenas banais de relação sexual, apesar do incrível clima tenso criado ao longo do filme.


2. Operação Red Sparrow, inspirado no livro Roleta Russa do ex-oficial da CIA, Jason Matthews, entrega uma trama confusa, onde a personagem principal ora ajuda os russos, ora trabalha em prol dos americanos, não deixando claro suas motivações, que em tese seriam sustentar a mãe. Jennifer Lawrence decepciona tentando ser uma Charlize Teron.


3. Artista do Desastre, me deixou constrangido e me sentindo diante do pior filme já feito. Conta a história real e tragicômica de um aspirante a cineasta e infame pária de Hollywood. Baseado no livro best-seller de Greg Sestero.


4. Exorcismos e Demônios, dos mesmos produtores de Invocação do Mal (The Conjuring, 2013) de James Wan e Anabelle (2014) de John R. Leonetti este fracassa na tentativa de ser assustador.


5. Han Solo – Uma   História Star Wars, não consegui ter paciência de ver até o final... Me fez relembrar porque não gosto do universo Star Wars, apesar de vir criando empatia pelos últimos filmes...


6. Ana e Vitória, me fez perder toda admiração que sentia pelo talento dessas jovens cantoras.


7. O Candidato Honesto 2, piada tem hora e o momento político que vivemos em 2018, que culminou com a eleição presidencial de um político da pior categoria, não permitia piadas sem graça.


8. O Mistério do Relógio na Parede, me deixa triste ao colocar um filme com Jack Black na lista de piores do ano. Baseado no livro clássico de John Bellairs, brinca com os medos da infância e tenta atrair crianças para ensinamentos malignos e ocultistas.


9. A Casa do Medo   - Incidente em Ghostlandtorture porn, Numa história sem noção regada com sadismo e pedofilia, sendo de extremo mau gosto inclusive, ao abordar abusos e traumas de infância.


10. O Grande Circo Místico, não obstante ser o representante brasileiro na corrida para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro 2019, o fato de ter sido exibido como hors-concours no cultuado Festival de Cannes, ser baseado em obra de Chico Buarque e Edu Lobo, e ser dirigido por um imortal da Academia Brasileira de Letras… Cacá Diegues, nada disso faz jus ao péssimo filme. Como era de se esperar, o filme ficou de fora da lista dos pré-selecionados para a premiação.

O Melhor do Cinema em 2018


Neste 2018, vi 148 sessões de cinema, bem menos que as 206 sessões de 2017. Muitos filmes vi mais de uma vez. Em média vi 13 filmes por mês. Em Novembro e dezembro elevei a média vendo respectivamente 16 e 18 sessões. Abril foi o mês menos cinematográfico, com apenas 4 idas à sala escura. Gastei R$ 264,00 ao longo do ano. um detalhe que chamou a atenção em meus controles, é que meu filho Pedro Sahel foi quem mais me fez companhia na sala de cinema esse ano. Dentre as sessões destaco os seguintes filmes, na sequência que vi na sala escura.

01. Lady Bird - A Hora de Voar
A história dessa adolescente, escrita e dirigida pela talentosíssima Greta Garwin, me emocionou demais, especialmente na cena final da igreja. Belo filme sobre amadurecimento. Não deixe de ver.

02. Jogador Nº 1
Spielberg retomando as origens num clássico moderno sobre o mundo dos games. Fantástico pela empolgação que causou em mim. Muito bom poder vê-lo ao lado do meu filho. A aventura de ficção científica baseada no livro homônimo de Ernest Cline, é uma verdadeira obra prima da cultura pop, tendo a aura dos filmes da trilogia De Volta Para o Futuro.

03. Eu Só Posso Imaginar
O melhor filme dessa lista seleta. A história da canção de maior sucesso do MercyMe, me fez relembrar minha infância sem a figura paterna e adolescência onde ia para acampamentos cristãos e shows de rock, além de me permitir adorar a Deus na sala escura. Um filme cristão que não busca conversão de forma forçada, mas que apresenta a história de um homem comum, que compôs algo extraordinário.

04. O Processo
Documentário histórico sobre o golpe parlamentar de 2016, que destituiu uma presidente honesta, num impeachment sem crime de responsabilidade, revela muito do que há de podre em nossa política, como o cinismo de Janaína Paschoal, e evoca a obra de Franz Kafka, no qual o personagem principal também é condenado sem crimes, num julgamento orquestrado e sem possibilidade de defesa justa.

05. Vidas à Deriva

Romance trágico previsível, baseado em fatos reais, talvez o filme mais simples dessa lista, mas que ainda assim emociona. Me lembrou dos bons livros de Nicholas Sparks que lia quando me sobrava tempo... Gostei da montagem do filme que alterna momentos distintos do relacionamento do casal principal.

06. O Que De Verdade Importa

Filme solidário ao combate ao câncer infantil, emociona ao encher o espectador de esperança, numa história fantástica de fé. Não bastasse a boa intenção do longa, a história é envolvente e divertida, sendo capaz de emocionar ao apresentar milagres que ocorrem diariamente, quando nos relacionamos com #PessoasQueCuram.

07. Buscando...

A maior surpresa do ano foi esse suspense de tirar o fôlego, criativo ao ser contado todo em frente à tela de um computador. Mostra claramente como os pais precisam conhecer seus filhos, e não apenas expô-los ou protegê-los na rede mundial de computadores. O início relembra o começo de Up - Altas Aventuras, por emocionar de forma simples, e consegue manter a atenção e prender nosso fôlego até o final. Imperdível.

08. Nasce Uma Estrela

Melhor diretor do ano foi Bradley Cooper nessa refilmagem que elevou o talento e o prestígio de Lady Gaga. Com uma trilha sonora arrebatadora esse filme cativa sem fazer esforço. O filme toca na questão da dependência química que acomete muitos astros, sendo bem verdadeiro nesse sentido.

09. Operação Overlord

Uma mistura sensacional de filme de guerra, drama, suspense e terror. Com boa dose de aventura e comédia. J. J. Abrams sempre acerta. Aqui ele produz, mas sua influência é palpável aos olhos.

10. De Repente Uma Família
Drama sobre adoção de filhos diverte e emociona. Baseado na história de vida do diretor e roteirista Sean Andrew, sentimos muita verdade na história que está sendo contada.

Me chamou a atenção a ausência de filmes nacionais nesta lista, logo eu, que tanto aprecio o bom cinema nacional. Preciso fazer referência então aos melhores filmes brasileiros visto no cinema:

Canastra Suja, aborda temas relevantes como alcoolismo, traição, uso de anabolizantes, violência familiar, abuso de incapaz, virgindade, prostituição em um roteiro primoroso.

O Nome da Morte, apresenta um matador de aluguel que fez carreira num país onde reina a impunidade, adaptação do Best-seller de Klester Cavalcanti, vencedor do Prêmio Jabuti 2006. Mostra que a corrupção policial que é tão grande quanto a política.

10 Segundos Para Vencer, biografia de Eder Jofre, que tem boas atuações e mostra a tensa relação entre pai (treinador) e filho (atleta).

Legalize Já - Amizade Nunca Morre, apresenta a fundação da banda Planet Hemp, um dos maiores expoentes do rap, rock 'n roll, psicodelia, hardcore e raggae nacional, focando na amizade entre Skank e Marcelo D2.

Todas As Canções de Amor, através de músicas conta a história de dois casais que apesar de viverem em épocas distintas no mesmo apartamento, viveram situações opostas a nível conjugal, separação e início de relacionamento, e ainda assim mostram muitas semelhanças.

Detetives do Prédio Azul 2 - O Mistério Italiano, divertida aventura infanto juvenil, com muito mistério e magia numa trama simples, mas envolvente com os personagens da série do Gloob.

Também estranhei a ausência de animações e filmes infantis em minha lista. Com Rei Leão e Toy Story 4 estreando em 2019, certamente eles estarão em minha próxima lista. Então segue meus preferidas em 2018:

Pedro Coelho, adaptação do clássico conto de Beatrix Potter, sobre as desventuras de um coelho. Possui preciosos ensinamentos sobre amor, perdão e respeito as diferenças, com amadurecimento do simpático, embora egocêntrico e rebelde coelho.

A Abelhinha Maya: O Filme, diverte a criançada com lições preciosas de trabalho em equipe, honestidade e valorização da amizade.

Christopher Robin – Um Reencontro Inesquecível, impossível não se emocionar com os clássicos Tigrão e Pooh em live action. Além disso temos preciosos ensinamentos sobre o que realmente vale à pena nesta vida.

PéPequeno, baseada no livro Yeti Tracks de Sergio Pablos, apresenta uma fábula que inverte o mito do abominável homens das neves, sendo uma aventura para todas as idades, com músicas originais e lições preciosas sobre lutar por aquilo que você acredita.

O Grinch,  baseado no clássico de Natal de Dr. Seuss, conta a história de um reclamão cínico e rabugento, que sai em uma missão de roubar o Natal até que uma garota generosa influencia seu coração com o espírito de Natal. Engraçado, comovente e visualmente deslumbrante, é uma história universal sobre o espírito do Natal e do poder indomável do otimismo, mesmo em tempo sombrios.

Gosto também de ver shows, espetáculos teatrais, ballet, futebol e sessões especiais no cinema. Duas menções honrosas a sessões especiais que tive na sala escura:

Ayrton Senna  - O Musical, a história do maior piloto de Fórmula 1 que este país já teve, de forma leve e tocante.

Final da Copa do Mundo Rússia 2018, que vi no Cinema com a família. O placar: França 4 x 2 Croácia, refletiu o excelente jogo de futebol que foi a partida.

Muse Drones World Tour, apresentação da renomada e premiada banda britânica Muse, que é conhecida por testar os limites em termos de produção, e que cumprem a promessa de proporcionar uma experiência inesquecível.

Amore - My Tribute to Love, O espetáculo de Andre Rieu traz canções do álbum ”Amore”, no qual André Rieu apresenta suas próprias versões de conhecidas canções de amor, aliando o universo pop ao repertório da música clássica.

Bohemian Rhapsody, apesar de ser um filme, ele se torna fantástico quando nos sentimos literalmente no Live Aid vendo a apresentação do Queen. Um espetáculo de bom rock'n roll na tela grande.

Espetáculo teatral Romeu + Julieta - Ao Som de Marisa Monte, que mostra uma versão fantástica do clássico de Shakespeare com repertório musical da Marisa Monte.

sábado, 29 de dezembro de 2018

Revendo Bumblebee em 3D


Revi o prequel da franquia Transformers, Bumblebee (Estados Unidos, 2018) de Travis Knight, Produzido por Michael Bay e Lorenzo Di Bonaventura, dessa vez em 3D e na tecnologia Xplus, que é bem divertido, e emociona ao mostrar a relação entre uma adolescente e o robô que veio à Terra em busca de refúgio.

A história ambientada em 1987 e acompanha um fugitivo Bumblebee se refugiando no ferro-velho em uma pequena cidade da Califórnia. Lá, ele é descoberto por Charlie (Hailee Steinfeld), uma garota prestes a completar 18 anos que mais tarde descobre que ele não é um carro comum, mas um robô disfarçado de fusca.

A dublagem do filme está muito boa. Guilherme Briggs dá um show e temos até a participação de Paola Oliveira, que dubla uma das vilãs, a robô Shatter. O 3D pouco acrescenta a história e se prova definitivamente como um caça níquel.

Veja o trailer legendado de Bumblebee:

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Diamantino



Drama Diamantino (França, Portugal, Brasil, 2018) de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt tenta ser uma paródia de zoação a Cristiano Ronaldo, mas é irritante e de extremo mau gosto.


Diamantino (Carloto Cotta), o maior jogador de futebol do mundo, perde seu talento e encerra sua carreira em desgraça. Em busca de um novo propósito na vida, o ícone internacional embarca numa odisseia delirante, onde ele enfrenta o neofascismo, a crise dos refugiados, mutações genéticas, e a busca pela origem de seu gênio.

Vencedor do Grande Prêmio da Semana da Crítica 2018. No 28º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema a categoria de melhor montagem. Hors Concours da 20ª edição do Festival do Rio.

Acompanhe o trailer do bizarro Diamantino:

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