segunda-feira, 21 de agosto de 2017

A Viagem de Fanny


Dramática aventura infantil A Viagem de Fanny (Le voyage de Fanny, França, Bélgica, 2016), de Lola Doillon apresenta a jornada de fuga de Fanny e suas irmãs enfrentando diversos perigos na tentativa de escapar da França ocupada pelos nazistas. Foi um dos filmes do Festival Varilux de Cinema Francês 2017.


Inspirado no livro Le Voyage de Fanny - L'Histoire Vraie d'une Jeune Fille au Destin Hors du Commun, de Fanny Ben-Ami não emociona, apesar de contar uma história de sobrevivência de crianças durante a segunda guerra, sendo até esquecível e até desinteressante, tamanha a quantidade de histórias semelhantes que já vimos em melhor qualidade como em A Vida é Bela (La vita è bella, 1998) de de Roberto Benigni e O Menino do Pijama Listrado (The Boy in the Striped Pyjamas, 2008) de Mark Herman.

Fanny (Léonie Souchaud) é uma corajosa menina de apenas 12 anos que foi deixada pelos pais escondida em um orfanato de resistência, que acolhia crianças judias no período da grande guerra. Longe de seus pais, ela precisa cuidar de suas duas irmãs mais novas. Quando forçada a fugir do abrigo rapidamente, a menina acaba se tornando líder de um grupo de crianças, na incrível jornada que parte em uma missão perigosa pela França ocupada pelos nazistas, querendo chegar na fronteira suíça.


Entre medos, gargalhadas e encontros inesperados, o grupinho aprende o que é independência e descobre o valor da solidariedade e da amizade. Os conflitos enfrentados pelas crianças, são artificiais, de modo que sabemos previamente que ela chegará ao destino final sã e salva. Nem a aparição final da verdadeira Fanny Ben-Ami, em quem o filme se baseou na história real é capaz de emocionar.

Confira o trailer de A Viagem de Fanny:

domingo, 20 de agosto de 2017

5ª Etapa do XIII Campeonato Cearense de Orientação - Graça Ellert



A Federação Cearense de Orientação​, o Clube COqueiro de Orientação e o Grupo Orientistas Lagoa do Jirau ​realizaram neste 20 de agosto de 2017, a 5ª etapa do XIII Campeonato Cearense de Orientação - Graça Ellert​, no município de Caucaia/CE, com concentração numa bela área em frente ao Hotel Vila Galé Cumbuco.


A arbitragem foi realizada pelo Paulo Antônio da Costa Mazulo ​Júnior ​(QAF-54). O horário estabelecido foi plenamente seguido, inclusive com o proposto silêncio necessário para largada. Devo parabenizar a todos os organizadores pela dedicação e empenho em nos oferecer toda uma estrutura num local maravilhoso.


O terreno da competição localiza-se em um dos maiores parques de dunas do estado, preponderando, portando, terreno arenoso com significativas curvas de nível. Inclui-se uma pequena mata de Ciprestes, além de mata nativa própria de tabuleiro. Ainda, deparam-se alguns corpos de água de natureza permanente e sazonal, com pequenas áreas de charcos. Nas dunas, circulam veículos de atração turística tais como os buggys e quadriciclos, em trilhas marcadas por eles próprios, em seu trajeto.

As escalas dos mapas foram 1:10.000 e 1:7.500, todos com equidistância de 5 metros (mapa confeccionado conforme a nova ISOM 2017). O tempo estimado para o vencedor da categoria elite masculina foi de 80 minutos.

Tive problemas no escapamento de meu veículo, de modo que acabei chegando atrasado, perdendo a execução do hino nacional, e ouvindo o briefing apenas a distância, pois estava acontecendo na hora que cheguei ao local.


Fiz a prova em 1h 25 minutos e 37 segundos. Perdi muito tempo (19 minutos) em meu ponto de controle 13 que estava numa depressão. Foi o que me diferenciou dos que ficaram à minha frente. A prova foi desafiadora tanto técnica quanto fisicamente. Foram mais de 5 Km percorridos, num terreno com várias curvas de nível.



Esta prova, teve pontos contornando o Vila Galé, passando literalmente pela beira da praia, teve pontos em área de vegetação, que confunde o navegador (no ponto que demorei a encontrar, tive que fazer o azimute 3 vezes!) e um terreno diferenciado, que não parecia em nada os outros terrenos já percorridos. 



Durante a prova, foi fornecido 3 (três) pontos de água para os atletas durante o percurso, eu passei por dois, mas achei pouco. Um deles, pode ser considerado até ponto de mídia, pois ficava bem próximo da chegada e nos fazia passar próximo das famílias que assistiam ao evento. Muito bom correr acenando para os filhos e sendo uma referência para eles.



No final, muitas opções de frutas (laranja, melancia, banana) e água à vontade. Sem falar naquele tradicional prato quente (feijoada) que foi servida para os esportistas. Após o almoço, ainda contei com a ajuda do Souto (do Rumba na Rota) para prender o escapamento do veículo com arame e retornar para casa.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Processo Seletivo Edital 024/2017 Secretaria das Cidades/Instituto Agropolos


Na noite desta sexta-feira, 18 de agosto, saiu o resultado do Processo Seletivo do Instituto Agropolos, regido pelo Edital 024/2017, para vagas no contrato de gestão da Secretaria das Cidades. Fui aprovado para uma de Técnico de Nível Superior, com lotação em Sobral/CE.

O Edital foi publicado em 31 de julho de 2017, e requeria envio de e-mail com currículo padronizado e documentação comprobatória. Ao ler o edital, percebia que atendia aos requisitos e tratei de no dia 4 de agosto de 2017 mandar a documentação (Currículo, CNH, CTPS, Diplomas).

Passei na primeira etapa, que constou de avaliação curricular realizada dia 10 de agosto e fui convocado para realizar a segunda etapa (entrevista) na tarde do dia 16 de agosto. Agora é aguardar pelos próximos passos de minha carreira profissional.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

João: O Maestro


Biografia do maestro João Carlos Martins João: O Maestro (Brasil, 2016) de Mauro Lima (o mesmo de  Meu Nome Não é Johnny - 2008 e Tim Maia - 2014) apresenta com muita qualidade de produção a trajetória de vida e a obra desse músico apaixonado pela música à ponto de ter vivido uma obsessão pela sua paixão.

Desde a infância, João Carlos Martins (Davi Campolongo, Rodrigo Pandolfo e Alexandre Nero) foi considerado um prodígio do piano e conquistou fama internacional muito cedo. Aos poucos, sua fama ganhou os noticiários e levou o músico à Europa e a outros países da América do Sul. Estabelecido como pianista de sucesso, na fase adulta, sofre um acidente que prejudica o movimento da mão direita. 


Ele tenta outra carreira, mas acaba retornando à vida de pianista, mesmo quando um problema médico retira parte de seus movimentos. Usando apenas uma das mãos, o músico tenta se reestabelecer e realiza concertos. No entanto, um segundo acidente retira os movimentos da mão esquerda, o que faz com que ele, mais uma vez, tenha que se reinventar e só então se tornar maestro.

O diretor faz um excelente trabalho ao retratar o ambiente familiar de João, seus professores de piano José Kliass (Caco Ciocler), assim como quando João vai morar fora, se torna um mulherengo (daqueles que perdem a virgindade em um bordel) ou quando perde o controle e extrapola os próprios limites físicos, chegando literalmente a derramar sangue nos pianos, numa cena fabulosa.

A montagem do filme é bem interessante. Apesar de seguir o padrão linear, vemos inserções de acontecimentos ocorridos na infância de João em pontos chaves do filme, que explicam muito do que está sendo mostrado em tela. Por exemplo, seu desamor pela primeira esposa Sandra (Fernanda Nobre), certamente é fruto da primeira frustração amorosa sofrida na infância, quando sua paixonite faleceu de forma trágica. Ou que ele teve que tocar piano, ao invés de jogar bola com o irmão, devido problemas de saúde (vide curativo no pescoço). No entanto, algumas cenas cenas estão mal explicadas. Como explicar o treino da Portuguesa no Central Parque em Nova York? E o acidente na Bulgária? E sua abrupta relação com a advogada Carmen Valio (Aline Moraes) que se torna sua segunda esposa. São pontos fora da curva.

Me chamou atenção a influência do pai (Giulio Lopes) na vida do filho, seja na indicação dos livros, ou no orgulho em guardar cada reportagem relacionada a João. É sempre bom ver quando um pai participa ativamente da vida dos filhos. Em tempos de funk e sertanejo universitário, a trilha sonora é um clean-up para os ouvidos, com muita música clássica, especialmente as obras de Johann Sebastian Bach, do qual João é considerado um dos maiores interpretes do compositor alemão, tendo sido o único a gravar a obra completa dele. A trilha por sinal é um personagem sempre presente na trama do filme e na vida de João. Talvez funcionasse melhor como uma mini série, pois sintetizar toda uma vida em apenas duas horas é uma tarefa árdua e ingrata.

No final, deixamos de ver um ator interpretando João para ver o próprio nos palcos, em tempos atuais mostrando seu trabalho mesmo após todos os problemas de saúde. Hoje com 77 anos, o maestro passou por mais de 20 cirurgias em toda sua vida. Sofreu com uma atrofia nos dedos, tratou um tumor na mão direita e uma embolia pulmonar no começo deste ano. Também foi golpeado em sua cabeça durante um assalto, o que originou um problema no cérebro e dificuldade de movimentação na mão direita. Chega a ser emocionante, mas não melodramático.

Acompanhe o trailer de João: O Maestro:


Uma Família Feliz


Animação alemã baseada no livro homônimo do escritor alemão David Safier Uma Família Feliz (Happy Family, Alemanha, 2017) de Holger Tappe apresenta a alteração na rotina de uma família infeliz, que precisam descobrir a felicidade na união familiar para superarem seus problemas.

Emma (Juliana Paes na versão nacional), é a mãe da família Wishbone, ao lado de seus filhos, Max e Fay, e seu marido Frank, ela enfrenta problemas corriqueiros de uma rotina familiar, vivendo de forma infeliz. A mãe, Emma, possui uma loja de livros e está profundamente endividada. O pai Frank é apático e trabalha demais sofrendo sob o comando de seu chefe tirano. Fay é a adolescente rebelde apaixonada por uma garoto da escola e Max é um garoto estudioso que sofre bullying na escola.

Emma está tentando de todas as formas salvar a relação de seus familiares, que não é nada amigável. Já que nenhum deles está muito bem e a paz e tranquilidade são quase impossíveis. Ela liga acidentalmente para o conde Drácula, pois na tentativa de reconectar a família, ela planeja uma noite de diversão numa festa à fantasia. Porém, os planos começam a enfrentar obstáculos quando Baba Yaga, uma bruxa má, lança sobre eles um feitiço que transforma todos em monstros, à pedido do Drácula.

Após o feitiço do mal, os Wishbone lutam para voltar à forma humana. Com o feitiço, Emma se torna uma vampira, Frank se transforma em Frankenstein, Fay vira uma múmia e Max um lobisomem. Juntos, essa família de monstros começam a perseguir a bruxa para reverter a maldição. Durante esta aventura casual, os Wishbones entram em conflito com alguns monstros da vida real, inclusive com o encantador conde Drácula, que declara seu eterno amor por Emma.


O diretor Holger Tappe, o mesmo das animações Tô de Férias (2006) e com um fraco e limitado roteiro de David Safier e Catharina Junk, a trama mostra que o caminho para a felicidade familiar está cheio de armadilhas e dentes afiados, mas unidos pelo amor, a família é capaz de vencer todas as adversidades. 

Veja o trailer oficial dublado de Uma Família Feliz:

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O Estranho Que Nós Amamos


Thriller dramático​ O Estranho Que Nós Amamos (The Beguiled, Estados Unidos, 2016) de Sofia Coppola é uma refilmagem de filme de mesmo nome (1971) dirigido por Don Siegel e protagonizado por Clint Eastwood, na adaptação do livro The Beguiled, de Thomas Cullinan, publicado em 1966

O filme se passa durante a Guerra Civil Amaricana, na Virginia, em 1864, três anos após o início da Guerra Civil. John McBurney (Colin Farrell) é um cabo da União que, ferido em combate, é encontrado em um bosque pela jovem Amy (Oona Laurence). Ela o leva para o internato para mulheres onde mora, que é gerenciado por Martha Farnsworth (Nicole Kidman), onde
 as jovens do século passado aprendem funções como cozinhar, como bordar, cantar, tocar instrumentos musicais enquanto os homens estão na guerra. Lá, elas decidem cuidar dele, para que após se recuperar, seja entregue às autoridades. Acontece que, aos poucos, cada uma das benfeitoras do internato demonstra interesses e desejos pelo homem da casa, especialmente Edwina (Kirsten Dunst) e Alicia (Elle Fanning).


Apesar de ser um personagem importante do livro e do filme de 1971, Hallie, uma escrava e negra, foi cortada do filme. A explicação de Sofia Coppola é que escravidão é um tema muito delicado e que merece ser trabalhado com mais ênfase na história das mulheres. No filme, que foi selecionado para o Festival de Cannes em 2017 e rendeu a filha de Francis Ford Coppola, o prêmio de direção no Festival de Cannes (a segunda a conquistar esse feito, a primeira foi a russa Yuliya Solntseva, em 1961, por A Epopéia dos Anos de Fogo). 


O clima de tensão hormonal do filme é palpável, e o mérito é todo do excelente trabalho de direção. 

A cineasta faz com que a plateia se sinta na mesma condição das personagens, ou seja, aguardando pelo fim da guerra, e pela recuperação do soldado ferido. Fica evidente que alguma coisa vai acontecer, mas não temos ideia do que possa ser e quando acontece, ficamos pernetas diante da perspicácia e da perversão do que nos é mostrado.

Destaca-se também o excelente trabalho de figurino, com vestuários em tons pastel, com estampas florais e muita cintura marcada. A fotografia, apesar de usar cores tradicionais, com efeitos mais lavados, destaca cada personagem. Alicia (Elle Fanning) que é a adolescente rebelde, usa vestidos mais coloridos, cheios de movimento e babados. Edwina (Kirsten Dunst) é a professora romântica e sonhadora, surge com roupas floridas e rendadas. Já a proprietária, Mrs. Martha (Nicole Kidman), é mais madura e firme, portanto suas vestes seguem a linha mais tradicional, em cores neutras e muito branco.

A visão feminista da história, com o ponto de vista das mulheres da casa e não do soldado ferido, também se mostra interessante, certamente diferenciando da obra original e do livro. Chama a atenção, o fato do discurso feminista ser inteligente, ao se mostrar nas entrelinhas, enganando o espectador, em função dos pré conceitos machistas estabelecidos, quebrando (literalmente, ou não) as pernas do homem que escreve esta análise.

A trilha sonora do longa é clássica e até certo ponto bucólica. Os sons de fundo da guerra civil estão presentes e ambientam ainda mais o filme. A construção histórica que serviu de locação, já foi utilizada por outras produções, como a série A Woman Called Moses (1978), de Paul Wendkos, e Sister, Sister (1982), de John Berry. Chama atenção o fato de Sofia Coppola seguir uma estética na linha dos longas independentes, sendo surpreendente o que ela consegue fazer com “pouco” dinheiro, uma vez que o orçamento deste filme foi em tono de 10.4 milhões de dólares (Como parâmetro, Mulher-Maravilha teve um orçamento 10 vezes maior).

Acompanhe o trailer de O Estranho Que Nós Amamos:


Valerian e a Cidade Dos Mil Planetas

Ficção científica Valerian e a Cidade Dos Mil Planetas (Valerian and the city of a thousand planets, França, 2016), de Luc Besson é baseada na clássica saga de histórias em quadrinhos Valerian et Laureline (1967), escrita por Jean-Claude Mézières e Pierre Christin e que serviu de influência inclusive para George Lucas e a saga Star Wars. Quanto ao filme, poderia ser bem melhor se cortassem a participação dos personagens da Rihanna e do Ethan Hawke que nem influem, nem contribuem.

O filme se passa no século XXVIII, onde Valérian (Dane DeHaan) é um agente viajante espacial que luta ao lado da parceira Laureline (Cara Delevingne), por quem é apaixonado. Eles lutam em defesa da Terra e seus planetas aliados, continuamente atacados por bandidos intergaláticos. Quando chegam no planeta Alpha, eles precisarão acabar com uma operação comandada por grandes forças que desejam destruir os sonhos e as vidas dos dezessete milhões de habitantes do planeta.

O grande mérito do filme é seu prólogo, quando ouvimos Space Oddity de David Bowie e acompanhamos o crescimento da estação espacial. Ao longo do filme, vemos o uso adequado das imagens e dos efeitos visuais, mas o roteiro do filme é fraco e não empolga. Não vi um 3D revolucionário e sim o de sempre, que é plenamente detestável.

A história que gira em torno dos Pearls, seres carismáticos, brilhosos, lembram um pouco os Na’Vi de Avatar (2009) de James Cameron. No entanto, o filme não respeita seus personagens, apresentando o problema, deixando o mesmo de lado por questões banais e retomando eles no final para só então solucioná-lo. Entendo a utilização da Rihanna como chamariz de um público específico, mas sua personagem Bubble é tão deslocada que não faria falta, apesar da bela apresentação que ela faz em cena.

O elenco não se destaca. Não senti química entre Dane DeHaan e Cara Delevigne, acho que houve erro na escalação do elenco principal. O talento de Clive Owen é desperdiçado, utilizando seu personagem apenas no primeiro e no terceiro ato, Rihanna e Ethan Hawke, poderiam ser descartados da produção e não fariam falta, e talvez até contribuíssem para um melhor ritmo do filme, pois tirariam a desnecessária barriga do segundo ato. Uma vez que não gosto de Star Wars, não era de se esperar muita coisa de Valerian..

Veja o trailer de Valerian e a Cidade Dos Mil Planetas:


domingo, 13 de agosto de 2017

Dia dos Pais 2017


O dia dos pais 2017 foi especial. Começamos pelo café da manhã na casa do patriarca da família Nascimento. As crianças fizeram uma festa com os fantoches que a tia Simone deu pra eles brincarem.



Teve muito bolo (mole, de milho e um delicioso de abacaxi), tapioca, pães, cuzcuz, batata doce, suco, café e leite. Foi farto o colaborativo café.



Meus planos era de lá ir pro parque do Cocó, no entanto me fizeram ir à escola bíblica, para ser homenageado e quem sabe até ganhar um brinde em algum sorteio ou brincadeira.



Então, trataram de conseguir uma roupa do meu avô, me vestiram e lá fui eu com a família para a igreja onde passei tantas manhãs de domingo.



A programação especial do dia dos pais, contou com distribuição de certificado de melhor pai do mundo pelas crianças da igreja. Teve declaração e até oração dos pequeninos. De encher os olhos...


Depois, as adolescentes foram entoar um lindo jogral. Pena que diferente das outras meninas, a Sara (minha sobrinha amada) coloca o papel na frente do rosto! Foi exibido também um vídeo com declarações de filhos para seus pais.


Muito emocionante, mas não tanto quanto o relato daqueles que tiveram oportunidade de ir à frente fazerem homenagens. Fui surpreendido pela Sara que falou palavras lindas direcionadas a mim, a quem ela tem por figura paterna! S2


O Pr. João Batista fez uma breve reflexão sobre o fato do pai ser uma caricatura do Criador, em função do pecado, que não nos permitiu ser a imagem e semelhança de Deus (o plano original). Após ministrar sobre a integridade, a honestidade e alguns valores que o pai deve transmitir aos seus filhos, usando mais do exemplo do que palavras, os pais foram convidados a irem à frente para serem presenteados com uma linda caneca, numa bela caixinha.


Após a Escola Bíblica Dominical, esperamos para o almoço em família: baião de dois com frango. Acompanhado de farofa e macaxeira. Passamos bons momentos juntos, brincando com as crianças, ouvindo músicas, chupando laranja/garrafinha, vendo Popstar e aproveitando a companhia familiar.

À tarde, fomos ao culto na IBC, pois era o primeiro domingo do semestre do Geração Futuro. Izahel ainda não se enturmou no galpão vermelho... tanto que chorou que provocou. Mas com o apoio da Louise e do tio Diego ele ficou no galpão. No entanto, demoramos bastante e ao chegarmos no galpão azul, não conseguimos mais vaga para o Sahel.


Na tenda, tive sérios problemas em permanecer acordado, até mesmo durante os louvores, pois tomei uma medicação para a coriza que estava tendo e acabei ficando com muito sono. Só sei que ouvi Vou Me Lembrar do Resgate no recolhimento das ofertas. Após o culto, revimos o Jefferson da Kelly e o parabenizamos pela paternidade recém descoberta. Ligamos para Conceição parabenizando por seu aniversário e fomos celebrar o dia dos pais com a família Marcelino na casa do Chico, digo no Via Pizza, saboreando uma Paulista, uma Nordestina e uma Margherita.

sábado, 12 de agosto de 2017

Revendo Em Ritmo de Fuga, dessa vez com as crianças!


Muito se fala sobre censura de filmes, especialmente para o público infantil. Vejo muita hipocrisia em proibir uma criança ver um filme adulto no cinema, se na TV ela é bombardeada com programação de novelas e comerciais cujo conteúdo é extremamente inapropriado. 
Inclusive me candidato a ser membro do Grupo Permanente de Colaboradores Voluntários para auxiliar na atividade de classificação indicativa, vinculado ao Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação da Secretaria Nacional de Justiça. Acredito que o departamento só exista para burocratizar e contribuir para arrecadação de fundos voltados para a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional - CONDECINE.


Então, prefiro levar meus filhos para ver um filme como Em Ritmo de Fuga, cuja censura é 14 anos, do que permitir que eles vejam comerciais de bebidas alcoólicas por exemplo. Felizmente a Lei de Classificação Indicativa permite que à critério dos pais, as crianças e adolescentes adentrem as salas de exibições, desde que acompanhado por um dos pais (com exceção óbvia aos filmes de classificação indicativa 18 anos). Ah, mas filme com tiros e mortes... Pior é permitirem a venda de armas de brinquedo, mas voltemos para o assunto desse post.


Bem, felizmente o Izahel que já estava um pouco cansado e dormiu a maior parte do filme. Em dois anos de vida, ele já esteve em 50 sessões de cinema!) De início, se assustou durante os trailers de filmes de terror (It - A Coisa e Anabelle 2), mas cuidei de tapar os olhos dele como sempre fiz com o Sahel nessa situação. O Sahel (que chegou ao número de 173 sessões de cinema em seus 6 anos de existência) já faz isso sozinho (afinal o garoto é bem orientado...) e o mais interessante, ele fecha os olhos e tapa os ouvidos...! Passado os trailers, chegamos ao filme.



Tive o privilégio então de apresentar ao meu filho a obra prima que é o filme de Edgar Wright. E ele gostou! Expliquei para ele ficar atento a questão da trilha sonora que é ótima e praticamente não para durante todo filme, tendo suas cenas literalmente guiadas no ritmo da canção que está sendo tocada. Nessa segunda assistida, percebi claramente que até os tiros que são dados ao longo da projeção, estão em sintonia com a música. Algo fenomenal usar a estrutura narrativa com base na fenomenal trilha sonora do longa.


A trama acompanha o protagonista Baby (Ansel Elgort), que é chamado assim por conta de sua jovem aparência. Ele trabalha como motorista para diferentes ladrões de banco em fuga para quitar uma dívida que tem com Doc (Kevin Space). Certo dia, ele se mete em apuros quando um assalto aos Correios dá errado.



Prestes a largar a vida de crime, ele conhece a garçonete Debora (Lily James) se tornando mais uma motivação para o rapaz largar a vida como piloto de fuga. Ele que ouve música o tempo todo, em função de um zumbido que tem no ouvido, problema decorrente do acidente que sofreu na infância e vitimou seus pais.



O filme é grandioso por ser sutil. Por exemplo, nas cenas em que Baby não está ouvindo suas músicas, o público passa a ouvir o zunido que ele ouve, ou na cena após o belíssimo epílogo, em que Baby caminha pelas ruas ouvindo Harlem Shuffle de Bob & Earl e até as pichações da cidade são trechos da música que está sendo reproduzida, entre outras coisas magníficas. No final dançamos em frente à tela, acompanhando os créditos (algo que infelizmente é tão desvalorizado pelo público geral). A equipe de dublagem, que surge após os créditos, desempenha um ótimo trabalho, uma vez que não comprometeu a excelente mixagem de som da versão original. 

Confira o trailer dublado de Em Ritmo de Fuga:

Super Heróis na Arena Iguatemi e constrangimento na saída do shopping


Na tarde deste sábado, 12 de agosto de 2017, após uma sessão de O Reino Gelado: Fogo e Gelo, estive com meus meninos acompanhando a apresentação teatral dos Super Heróis na Arena Iguatemi.


A Liga da Justiça (Batman, Superman e Mulher Maravilha) enfrentaram os vilões (Charada, Arlequina e Bane) num texto simples, mas bem trabalhado voltado para o público infantil.





Izahel ficava receoso com as aparições dos vilões, especialmente do Bane, que tinha o visual mais assustador e ficava se escondendo atrás de mim. Lembrei da fase em que o Sahel fazia o mesmo...


Depois, tomamos sorvete e fomos para mais uma sessão de cinema.


Foi um momento marcante na presença dos meus meninos. Pena que na saída do shopping, fomos constrangidos em função de uma diferença no valor do estacionamento, onde tive que deixar o carro na saída de veículos, para ir pagar mais R$ 2,00, apesar dos R$ 7,00 já pagos...


Acontece que ser informado de tal situação, manobrei o veículo e procurei algum guichê de estacionamento, mas como explicar para as crianças que já estavam ansiosas pela mãe, que não iríamos mais embora, pois tinha que pagar de novo o estacionamento...


Por se tratar de um sábado, véspera de dia dos pais, o shopping estava lotado, logo não consegui vaga para estacionar e pagar a diferença. Com as crianças chorando no carro, retornei para saída e expliquei a situação para o segurança Renato, que se compadeceu da situação, mas ao acionar seus supervisores, foi informado da impossibilidade de liberação da cancela.


Tive então que tirar as crianças do carro, deixar o carro na cancela e ir num guichê pagar a diferença. Agora acionarei os advogados para verificar se cabe uma ação penal contra o shopping pelo constrangimento ao qual fui submetido.



Agradeço ao shopping pelo inesperado presente de Dia dos Pais. E parabenizo por cuidarem melhor dos animais do que dos seres humanos que vão ao shopping.

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