sábado, 30 de dezembro de 2017

O Melhor do Cinema em 2017


No ano de 2017, bati meu recorde de sessões de cinema: 206. Vi muitos filmes bons, alguns nem tanto, muitas vezes sofri com o cansaço, mas mantive uma média semanal altíssima. Destaco os meses de agosto (27 filmes), setembro (24 filmes) e novembro (25 filmes). Destaco a marcante presença do cinema nacional com quatro filmes na lista, e dois clássicos que foram revisitados na tela escura. Vamos aos 18 melhores filmes que vi sala escura, na sequência de exibição.

1. Até o Último Homem

Drama de guerra Até o Último Homem (Hawksaw Ridge, Austrália/EUA, 2016), de Mel Gibson, que conta a história real do paramédico Desmond T. Doss, que foi à guerra, com a condição de não pegar em armas e salvou a vida de muitos de seus compatriotas. Dois filmes em um. A primeira parte com uma bela história de amor dramática e a segunda com corpos voando pela tela, nos inserindo literalmente na batalha (venceu Oscar de Melhor mixagem de som e montagem). Emocionante ao extremo e com conteúdo cristão.

2. Manchester à Beira-Mar
O filme exala o cheiro de morte. Manchester à Beira-Mar (Manchester by the Sea, EUA, 2016), de Kenneth Lonergan é carregado de emoções e sentimentos abordando questões relevantes como luto e traumas. É daqueles que ficam na sua mente dias depois de ver o filme... Para quem é pai, o filme é de deixar engasgado. Casey Affleck ganhou o oscar de melhor ator pelo filme e Kenneth Lonergan venceu o melhor roteiro original. Altamente recomendado.

3. Logan
O melhor filme de heróis do ano, Logan (EUA, 2017), de James Mangold é interessante exatamente por não parecer com um típico filme de herói, gênero que está saturado. É um road movie no formato de um faroeste moderno, que sabe dosar violência, humor e melancolia, abordando temas relevantes como a paternidade, a velhice e a missão que temos nessa vida. A cena final leva às lágrimas facilmente qualquer fã dos X-Men. Patrick Stewart merece ser lembrado na temporada de premiação, embora ache improvável.

4. Capitão Fantástico
Capitão Fantástico (Capitain Fantastic, EUA, 2016), de Matt Ross quase não estreia em Fortaleza. Apesar de criticar o cristianismo, o filme me pegou especialmente pela relação de amor entre pai e filhos. O tema educação de filhos é abordado de maneira única, sendo obrigatório para pedagogos e educadores. Possui uma das melhores seleções musicais do ano, perdendo apenas para Em Ritmo de Fuga (Baby Driver, Reino Unido/EUA, 2017), de Edgar Wright, que merece citação honrosa, por estar fora desta lista por algum motivo que ainda não entendo.

5. O Dia do Atentado
O atentado terrorista ocorrido na maratona de Boston em 2013 são muito bem relatados nesse O Dia do Atentado (Patriots Day, Hong Kong/EUA, 2016), de Peter Berg. O filme exalta o amor como possibilidade para vencer o mal. Apesar de ser extremamente patriota, o filme tem múltiplas abordagens, não focando apenas no herói. Pra mim que já corri uma meia maratona, fiquei com vontade de algum dia correr a maratona de Boston. O final do filme é emocionante com cenas reais de sobreviventes concluindo a corrida.

6. Planeta dos Macacos: A Guerra
Épico Planeta dos Macacos - A Guerra (War for the Planet of the Apes, Estados Unidos, 2016) de Matt Reeves tem um roteiro consistente e diversas referências bíblicas, consagra Andy Serkis como o melhor ator de captura de movimentos. O filme emociona narrando a jornada dos primatas que valorizam a família e princípios de união. O filme transita bem em diversos gêneros logrando êxito pleno na ação, na comédia, e especialmente no drama.

7. Pedro Sob a Cama
Drama nacional Pedro Sob a Cama (Brasil, 2017) de Paulo Pons que teve premiere mundial no Cine Ceará (que ignorou o filme, sendo o único a não receber nenhuma premiação) apresenta uma cativante tragédia familiar. Gosto de filmes centrados em crianças, ainda mais num menino mudo, que quer simplesmente conhecer o pai, mas tem grandes dificuldades. O filme tem cenas marcantes que ficaram em mente. Tive o privilégio de ter meu post sobre o filme lido pelo diretor, com direito a feedback e tudo.


8. Bingo: O Rei das Manhãs
Indicado do Brasil a concorrer ao Oscar 2018, Bingo - O Rei Das Manhãs (Brasil, 2016) de Daniel Rezende é fabuloso ao retratar os anos 80, com a história de redenção de um dos intérpretes do palhaço Bozo (Arlindo Barreto) numa interpretação arrebatadora de Vladimir Brichta. O filme apresenta claramente como o mundo das drogas é capaz de destruir uma pessoa. É uma versão tupiniquim de O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street, 2013) de Martin Scorcese. Tem um plano sequência arrebatador.

9. Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros
Clássico Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros (Jurassic Park, EUA, 1993) de Steven Spielberg parece não envelhecer ao nos levar para o incrível Parque de Dinossauros. Toda a ambientação do filme continua se mostrando muito bem realizada, os efeitos visuais continuam críveis e são ainda capazes de assustar até mesmo crianças. Não parece ter sido lançado há 24 anos. Foi muito bom ter o privilégio de apresentar ele aos meus filhos na sala escura, ainda mais a do Cine São Luiz.

10. Mãe!
A obra-prima Mãe! (Mother!, Estados Unidos, 2017) de Darren Aronofsky é difícil de ser vista e compreendida, pois contém muitas camadas, sendo repleto de alegorias e metáforas numa história que prende a atenção e deixa muitos espectadores sem entender o que está sendo mostrado. Pra quem tem conhecimento do cristianismo, perceberá que o filme é um apologia bíblica. Foi um dos filmes que mais me deixou pensando sobre, outro foi o nacional Soundtrack (Soundtrack, Brasil, 2014), de 300ml.

11. Black Sabbath - The End Of The End
Virou moda lançar nos cinemas os shows, quando estes estão prestes a serem lançados no formato físico. É muito bom ver um show no cinema, especialmente pelo som. Nesse ano vi Rammstein Paris (Alemanha, 2016) de Jonas Åkerlund, o Sepultura Endurance (Sepultura - O Filme, Brasil, 2016) de Otavio Juliano, David Gilmour: Live At Pompeii (2017) de Gavin Elder e Pearl Jam Live at Wrigley Lets Play Two (EUA, 2017) de Danny Clinch, mas o melhor foi sem dúvidas Black Sabbath - The End Of The End (2017) de Dick Carruthers.

12. Lego Ninjago - O Filme
Animação Lego Ninjago - O Filme (Ninjago, Estados Unidos, 2016) de Charlie Bean, Paul Fisher e Bob Logan entretém com uma história simples, mas que cativa ao colocar o Jack Chan narrando uma aventura com brinquedos Lego para uma criança. Merece menção honrosa as animações Os Smurfs e a Vila Perdida (Smurfs – The Lost Village, EUA, 2017), de Kelly Asbury e My Little Pony - O Filme (My Little Pony - The Movie, Estados Unidos, 2016) de Jayson Thiessen, que também renderam boas sessões.

13. Entre Irmãs
O cangaço foi muito bem retratado no longa nacional Entre Irmãs (Brasil, 2017) de Breno Silveira, que sempre figura nas minhas listas de melhores do ano, vide Gonzaga - De Pai Pra Filho (Brasil, 2012), Era Uma Vez... (Brasil, 2008) e Dois Filhos de Francisco (Brasil, 2005). Questões familiares são sempre muito bem retratados por esse excelente diretor nacional. Destaco nesse filme a fotografia do sertão e participação da sempre linda Letícia Colin, numa cena exuberante!

14. Gabriel e a Montanha
Uma espécie de documentário, Gabriel e a Montanha (Brasil, 2017) de Fellipe Barbosa, o mesmo do excelente Casa Grande (2014), acompanha os últimos dias de Gabriel, um amigo de infância do diretor do filme que reconstruiu seus últimos dias de modo singular e verdadeiro. Me deu vontade de mochilar por aí conhecendo outros países... Menção honrosa para excelente O Filme da Minha Vida (Brasil, 2016) de Selton Mello, que também poderia figurar facilmente nessa lista.


15. Titanic
Outro clássico que revi no cinema foi Titanic (1997) de James Cameron, nas comemorações de 20 anos da rede UCI Cinemas. A montagem de cerca de 3 horas é muito boa, pois o filme mantém um ritmo excelente, que não deixa o longa cansativo. A trilha sonora é magnífica e os efeitos não parecem datados. O roteiro, as atuações, tudo no filme beira à perfeição. É incrível perceber que passados 20 anos, a relação do filme com o público parece inalterada. Já vi dezenas de vezes.

16. Uma Razão Para Viver
Outro drama baseado em fatos reais, e estrelado por Andrew Garfield em minha lista. Uma Razão Para Viver (Breathe, Reino Unido, 2017) de Andy Serkis é emocionante ao mostrar a história real de um homem resiliente, que inesperadamente ficou tetraplégico, vivendo paralisado ao ser vítima de poliomielite, sobreviveu literalmente com a força do amor e desempenhou um papel fundamental na criação de melhores condições de vida para as pessoas atingidas pela doença.

17. Extraordinário
Drama baseado no best-seller homônimo de R. J. Palacio, Extraordinário (Wonder, Estados Unidos, 2016) de Stephen Chbosky, o mesmo do excelente As Vantagens de Ser Invisível(2012), emociona e cativa com sua simplicidade em narrar uma bela história familiar, carregada de uma mensagem extremamente necessária para os dias atuais, sobre gentileza, respeito mútuo e o poder da família e dos amigos.

18. Fala Sério, Mãe!
Surpresa de fim de ano, a comédia dramática é uma adaptação da obra de Thalita Rebouças que surpreende pela relevância dos assuntos abordados e pela magnífica atuação de Ingrid Guimarães.

Mais algumas menções honrosas:

Este ano, tivemos Mulher-Maravilha (Wonder Woman, EUA, 2017), de Patty Jenkins agradando e muito a crítica e o público. O belo drama Um Instante de Amor (Mal de Pierres, França, 2016) de Nicole Garcia, as agradáveis comédias Uma Família de Dois (Demain tout commence, 2017) de Hugo Gélin e Como Se Tornar Um Conquistador (How to Be a Latin Lover, EUA, 2017), de Ken Marino, além do divertido Homem-Aranha: De Volta ao Lar (Spider-man - Homecoming, Estados Unidos, 2016), de Jon Watts.

Vi o surpreendente Uma Mulher Fantástica (Una Mujer Fantástica, Chile,  2017) de Sebastián Lelio, o interessante longa de ação Atômica (Atomic Blonde, Estados Unidos, 2016) de David Leitch, o melhor terror do ano It: A Coisa (It, Estados Unidos, 2016) de Andrés Muschietti, a bela comédia romântica Doentes de Amor (The big sick, Estados Unidos, 2017) de Michael Showalter, o drama romântico Depois Daquela Montanha (The Mountain Between Us, EUA, 2017) de Hany Abu-Assad, o fabuloso Terra Selvagem (Wind River, Reino Unido/Canadá /EUA, 2017), de Taylor Sheridan, e o divertido Liga da Justiça (Justice League, Estados Unidos, 2017) de Zack Snyder, além do empolgante musical O Rei do Show, que é sensacional!

O Pior do Cinema em 2017

Dentre a quase duas centenas de filmes de vi, alguns filmes não foram muito bons na minha visão.

Segue relação dos piores filmes visto no cinema, na sequência em que foram vistos:


1. Os Penetras 2 - Quem dá Mais?
A relação de filmes ruins começa com um detestável. Típica comédia globochanchada dessas que são feitas à toque de caixa e faturam muito na bilheteria com gente sem noção que populariza esse tipo de filme.


2. Max Steel
Inspirado no boneco da franquia da Mattel, o filme se perde num roteiro fraco que não sabe a história que quer contar. Apesar dos efeitos interessantes, é um filme fraco e desinteressante.


3. A Cura
Um instigante suspense, vai perdendo a força ao longo de sua duração, se mostrando chato e entediante.


4. A Lei da Noite
Fracasso dirigido por Ben Affleck, tenta ser uma espécie de noir ao estilo O Poderoso Chefão, mas fracassa ao não imprimir o frescor do gênero.


5. Rei Arthur - A Lenda da Espada
Guy Ritchie usa um tom fantasioso na fábula do Rei Arthur, querendo ser um O Senhor dos Anéis moderno, mas se perde entre ser épico, de fantasia, ou uma comédia de ação. Tem seus bons momentos...


6. Baywatch - S.O.S. Malibu
Tentativa de resgate da série de sucesso nos anos 90, é um filme tão idiota, que nem o carisma de Dwayne Johnson salva o tom pastelão que o filme transmite.


7. Transformers - O Último Cavaleiro
Porre anual (3 horas de robôs gigantes se degladiando) não tem pé, nem cabeça, é pedante, quase interminável e falha ao misturar as histórias dos robôs com lendas como Rei Arthur, Marlin e Lancelot.


8. Doidas e Santas
Sucesso no teatro, versão fílmica do livro homônimo de Martha Medeiros, poderia ser criativo ao abordar o tema divórcio, mas se prende num melodrama banal.


9. A Torre Negra
Adaptação da obra de Stephen King é desprovida de carisma e se perde nas passagens entre tempos diferentes, encontros intensos e confusões entre o real e o imaginário


10. Kingsman - O Círculo Dourado
Continuação do sucesso de 2014, derrapa numa sequência que é mais do mesmo, apesar das boas cenas de ação desenfreada.


11. Como Nossos Pais
Premiado em festivais, é uma obra extremamente feminista, que enfrenta os valores familiares tradicionais, ataca a fé cristã, acha que a maioria dos homens são iguais e não me desceu.


12. Tempestade - Planeta em Fúria
Mais um decepcionante filme catástrofe, com efeitos especiais muito fracos, e que foi uma decepção nas bilheterias.


13. Mark Felt – O Homem Que Derrubou a Casa Branca
É triste ver um filme do Liam Neeson nessa lista, mas não consegui sequer ver o filme todo, tão chato ele é, contando tudo, e ao mesmo tempo não contando nada.


14. Historietas Assombradas – O Filme
Filme de extremo mal gosto, voltado para o público infantil... Se nossas crianças já não são normais, um filme como este só contribui ainda mais para a loucura da humanidade.


15. A Noiva
Terror russo é tão absurdo, que se torna engraçado. Tem problemas de ritmo, de edição de som e especialmente de coerência. Uma perca de tempo...



16. Os Parças
Longa do cearense Halder Gomes é fraco em sua tentativa de emular os filmes dos Trapalhões, com muito humor físico em esquetes bobas, num fiapo de roteiro.



17. Jogos Mortais - Jigsaw
Oitavo filme da franquia tenta resgatar o sucesso dos primeiros filme da saga, mas vemos uma sucessão do que aconteceu de ruim nos últimos filmes, sem criatividade, sendo esquecível.


Retrospectiva 2017 - A Vida Voltando a Normalidade


Já virou tradição escrever neste blog um resumo do que vivi ao longo do ano. É uma excelente oportunidade para avaliar o que vivi, o que deu certo, os apredizados e as oportunidades de melhoria. Após viver o ano mais difícil da minha vida em 2016, fui resiliente e posso afirmar que o 2017 foi muito bom, com a vida voltando a normalidade.

Destaco em 2017 a alegria de voltar a possuir um cartão UCI Elite, que me proporcionou um recorde de filmes vistos no cinema. Foram 206 sessões na sala escura. Os melhores e piores filmes de 2017 na minha opinião, vocês podem ver nas postagens que farei e publicarei a seguir.

Retornei efetivamente ao mercado de trabalho, após quase 15 meses no subemprego, entrando no serviço público, primeiramente na Secretaria de Agricultura, Pesca e Aquicultura pelo Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec) e posteriormente na Secretaria das Cidades, pelo Instituto Agropolos.

Participei de provas de orientação no Rio Grande do Norte, na 3ª etapa do Cambor em Pipa e na Paraíba, onde participei da Copa Nordeste de Orientação (Copane). Na área esportiva, tive a alegria de ver o Fortaleza voltar a Série B e contratar para o ano do centenário o M1to Rogério Ceni como treinador.

Em janeiro, após uma virada de ano trabalhando e muito, declarando que Ele continua sendo bom e sendo Deus, estive na formatura de ensino médio do Saulo, no treino perfumado da Martins Presentes e completei um ano sem carteira assinada.

Fevereiro, mês de celebração de aniversário da Simone, da Sara Rodrigues e do João Lucas, onde celebramos numa festa carnavalesca. Trabalhei e participei do XI Encontro de Orientistas do Estado do Ceará, no Clube de Lazer Everardo de Pinho Vieira (Fundação Assefaz), onde recebi a premiação do ano 2016. Fiz a prova do concurso do Metrofor, e para Servidor Técnico-Administrativo da FUNECE (UECE). Fui enfim a um culto da IBC no ano e participei da reunião de planejamento do CODL. Lamentei  a perda da amiga Graça Ellert e estive em seu velório e sepultamento. O mês acabou com a cerimônia do Oscar que premiou Moonlight: Sob A Luz do Luar como melhor filme, apesar de anunciar La La Land - Cantando Estações como vencedor.

No mês de Março, trabalhei no carnaval, e fiz o cinefolia na quarta de cinzas. Participei da 1ª etapa do Sprint de Orientação, perdi peso tendo que literalmente apertar o cinto, estive com o grupo pequeno celebrando o casamento do Fabrício e da Jordana, e no treino solidário Amor e Graça. Fiz a prova do concurso da Cegás, celebramos os 18 anos da Júlia Marcelino e realizamos a eleição da diretoria do CODL num treino da Fazenda Soledad. Estive com a família no 1º aniversário do Bernardo e do Benício, e resgatando meu CNIS para me iludir num determinado processo seletivo que prefiro não mencionar. O mês terminou com a 1ª etapa do XIII Campeonato Cearense de Orientação, que recebeu o nome CCO Graça Ellert.

Abril é o mês de celebração de aniversário do Pedro Sahel, que fez 6 anos! Participei da importante prova do processo seletivo da Seapa/Centec, fiz minha carteira estudantil 2017, fui na Bienal Internacional do Livro 2017, ganhei a 2ª etapa do CCO, celebramos num maravilhoso encontro pós prova, estive com a família na celebração de aniversário do Robson na Barraca Saturno, na festinha de 2º aninho do Samuel, e do Pedro Lucas (as duas últimas realizadas no mesmo dia e horário). Também fiz a prova de professor substituto da Funece.

Em maio me despedi da Eurotec, empresa que sustentou minha família ao longo de 6 meses. Corri no 8º circuito de corridas da famácia Pague Menos, fiz prova do processo seletivo do Senar/CE, estive no seminário para casais da IBC com o tema Amor Provado, corri a 2ª etapa do Sprint de Orientação, apresentei a orientação para crianças no Dia Mundial da Orientação 2017, e estive com a família no seminário de comunicação não-violenta da IBC.

No mês de junho celebramos o 2º aninho do Luca Izahel, mas o mês começou com a celebração dos 10 Anos da Colação de grau da Turma UFC Contábeis 2007.1, teve a 2ª etapa do IV COLJ, a celebração do 2ª aniversário do Benjamin,  teve também as provas do concurso de Aquiraz que me impediu de participar da 3ª etapa do XIII CCO Graça Ellert. Pude participar com a esposa do EPL 2017, graças ao Josias e a Cristiane que ficaram com nossas crianças. Acompanhei novatos na 1ª pista do Circuito Piau de Orientação, celebramos o aniversário do Ewerton, do Fabrício, e ainda teve a mudança de faixa do Sahel no Karatê.

Julho foi marcado pelo Bazar que fizemos em prol do projeto Reconstrução, teve o tradicional arraial do milagreiro, o charraiá do Daniel, Vaninha e Ariel. Participei do 1º seminário de contabilidade rural durante a PEC Nordeste 2017, que me fez lamentar ter ficado em segundo lugar no processo seletivo do Senar/CE. Estive na apresentação do César Belieny no SAL, dediquei um fim de semana para o curso de produção de mapa no OCAD, estive com a família numa apresentação teatral no aGRaciados, e numa oficina de contação de histórias. Ajudei a esposa no Bazar aberto na praça do Bem, e estive numa reunião de diretoria do CODL. Um dos raros shows do ano, foi o Loop Session Friends no Rio Mar, onde Mauro Henrique, Eli Soares e Guilherme Sá dividiram o palco. Fui com a família para o Jogos de Praia Atos 2017 e fiz a prova do processo seletivo da SEAS.

No mês de agosto, teve o 27º Cine Ceará, que me proporcionou ver diversos filmes no Cine São Luiz, fiz o curso de mapeador com GPS, estive na Expopais da escola do Sahel, vi os super heróis no shopping Iguatemi, onde enfrentei um constrangimento. Celebramos o dia dos pais, fui aprovado no processo seletivo da Secretaria das Cidades, corri a 5ª etapa do CCO, depois de ter me ausentado da 4ª etapa, que me tirou da briga pelo título do campeonato. Vi com a família o show da turma do Bob Esponja no Iguatemi, corri a etapa Fortaleza do Cross Urbano e estive com a família na feijoada Golden do Lailton.

Setembro começou com a mudança da família Marcelino. Teve uma bela celebração dos meus 33 anos, com a família visitei o novo lar dos Marcelinos, visitei o Jockey Clube para colocação das etiquetas para a 6ª etapa do CCO, fui no jogo mata mata onde o Fortaleza venceu o Tupi/MG e deu um grande passo para o acesso, trabalhei na 6ª etapa do XII CCO/Graça Ellert. Celebramos os 48 anos do Josias, e estive na palestra sobre a Economia do Desenvolvimento Humano na Infância e da Adolescência.

Em outubro, vivi muitos acontecimentos. Fiz a prova do concurso de agente penintenciário, fui na semifinal do Campeonato Brasileiro Série C, estive com a família no casamento do João Paulo e da Juliana, no treino de orientação no Cumbuco, e tivemos a primeira reunião de GR na morada dos Marcelinos. No Cambor em Pipa, participei do percurso treino (com direito a arvorismo!), da prova Sprint, do percurso longo, do Pre-O e do percurso médio. Na semana seguinte, teve a 7ª e última etapa do XIII CCO Graça Ellert. Celebramos o aniversário do Marden, da Luana, e completei 10 anos de casado, celebrando no Encontro de Casais com Cristo da Comunidade do Amor.

No mês de novembro, começamos tirando fotos para a formatura do ABC do Sahel no parque Bisão, corri a 3ª etapa do Circuito Park Tour de Orientação, vi com a família o musical Cante! e o espetáculo de dança os Quatro elementos, celebramos o aniversário da Cristiane Silva, acompanhei meu filho na prova do processo seletivo dos Bombeiros, acampei com a família e desfrutei da 3ª etapa do IV Circuito de Orientação Lagoa do Jirau, conclui o curso de Cidadania Participativa, tivemos um maravilhoso GR sobre crianças em missão, e terminamos o mês celebrando os 36 anos da mulher que amo.

Dezembro foi um mês daqueles! Estive em minha segunda Copane, fui na pista treino, competição entre clubes, pista longa, pista Pre-O (onde tirei a segunda colocação no aberto) e pista média (ganhei a pista e fiquei em segundo lugar do nordeste). Conheci a Foz do Rio Camaratuba e a reserva indígena. Estive no show do Oficina G3 nos 14 anos do Sal Surfistas após perder o que seria o último shows deles antes da parada anunciada pela banda. Estive num café da manhã celebrando o aniversário do Fernando, Tivemos um GR sobre comunicação não violenta, fiz um passeio pela Barra da Cofeco, fomos ao chá revelação da Laís, filha do João e da Clara, e colaborei na campanha adote um vovô do Agropolos. Celebramos a formatura do Pedro Sahel numa linda festa no Golden Kids, ajudei e fui premiado no Encontro dos Orientistas do Ceará, na Festa de Encerramento Esportivo 2017, estive na confraternização da Secretaria das Cidades, e pipocando na Corrida Vida. Participamos da confraternização do projeto Muralha, tivemos na celebração de Natal da família, um dia de lazer na Assefaz e mais uma vez estivemos na virada na IBC.

Roda Gigante


Nada como terminar um ano cinematográfico com Roda Gigante (Wonder Wheel, Estados Unidos, 2017) de Woody Allen, que sempre me agrada com seu estilo de filme, com citação clara a peça Um Bonde Chamado Desejo de Blanche Dubois, com personagens neuróticos, e a musa da vez sendo Kate Winslet, além de um roteiro com insinuações da vontade de Allen vir filmar no Rio de Janeiro.

Na trama, conhecemos Ginny (Kate Winslet) a esposa de um operador de carrossel, Humpty (James Belushi), que trabalha em um parque na praia de Coney Island. Ela conhece Mickey, um salva-vidas que também trabalha na praia e acaba se apaixonando por ele. Quando uma filha de seu marido Carolina (Juno Temple) volta para casa e também se apaixona por Mickey (Justin Timberlake) a roda dos desejos começa a girar. Ginny é muito ciumenta e tem medo da velhice e é carregada de dramacidade e desilusão.

fotografia de Vittorio Storaro colabora para o parque de diversões da vida que é apresentado, com destaque para os giros da Roda Gigante de sentimentos, e as voltas do carrossel das emoções, lembrando que assim como os brinquedos, muitas vezes nossos sentimentos e emoções giram sem sairmos do lugar comum. Além disso, temos os constantes tiros de espingarda que ecoam o tempo todo na trama, sendo que o único alvo que é acertado é a plateia.

O filme é muito bem inserido na Coney Island, no Brooklyn dos anos 50. É incrível como a filmografia de Allen aborda os mesmos assuntos de diferentes formas. Acho isso magnífico do diretor e seus roteiros simples, mas ao mesmo tempo mirabolantes.

Segue trailer de Roda Gigante:

Revendo Os Parças


No fim da tarde deste 30 de dezembro de 2017, revi Os Parças (Brasil, 2017) de Halder Gomes, por insistência do meu primogênito em ver o filme, mesmo eu falando para ele que o filme era ruim. Meu caçula não prestou atenção ao longa, diferente do que ocorreu com o excelente Fala Sério, Mãe!

Segue clipe da música tema de Os Parças:


Revendo Fala Sério, Mãe!

Na maratona de fim de ano, revi com meus filhos o nacional Fala Sério, Mãe! (Brasil, 2016) de Pedro Vasconcelos adaptando a obra homônima de Thalita Rebouças. Achei interessante o filme ter prendido a atenção do Luca Izahel, meu garoto de 2 anos e meio, que assim como seu irmão de 6 anos e meio curtiram demais essa comédia dramática. Me emocionei novamente, percebi que o Fábio Júnior está sendo citado em dois filmes que estão em cartaz, neste e no Os Parças (Brasil, 2017) de Halder Gomes. Confira meus comentários nos links.

Segue clipe de Fala Sério, Mãe!:

Revendo Liga da Justiça


Neste último dia cinematográfico, revi com meus heróis o filme Liga da Justiça (Justice League, Estados Unidos, 2017) de Zack Snyder, com a colaboração de Joss Whedon no roteiro (e refilmagens de algumas cenas). Achei o filme novamente divertido, com algumas piadas bem colocadas, apesar de um vilão não tão assustador. Veja meus comentários no link acima.
Veja o trailer de Liga da Justiça:

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Jumanji – Bem-vindo à Selva


Aventura juvenil Jumanji – Bem-vindo à Selva (Jumanji - Welcome To The Jungle, Estados Unidos, 2016) de Jake Kasdan apresenta a divertida aventura de quatro adolescentes que acabam entrando involuntariamente dentro de um videogame cuja ação se passa em uma floresta. Nova abordagem do clássico Jumanji (1995) de Joe Johnston com Robin Williams, Kirsten Dunst e Bonnie Hunt no elenco é uma espécie de continuação indireta que cumpre bem seu papel.
O filme apresenta quatro adolescentes que se conhecem após sofrerem uma punição na escola em que estudam e se conhecem numa espécie de sala de detenção, algo bem Clube dos Cinco (The Breakfast Club, 1985) de John Hughes. Ao serem obrigados a arrumarem um depósito, eles encontram um jogo, escolhem seus avatares para o desafio, mas um evento inesperado faz com que sejam transportados para dentro do universo fictício, transformando-se nos personagens da aventura.

Cada jovem ganha o corpo e as habilidades dos avatares adultos escolhidos, sendo que as personalidades dos adolescentes permanecem as mesmas, rendendo situações hilárias ao contracenarem com personagens do jogo programados para sempre repetir as mesmas falas, além de cada um deles terem um perfil bem definido no jogo, o nerd, a tímida anti-social, a garota popular e o atleta. A inversão de papéis é muito divertida, especialmente da garota popular que vira um homem de meia-idade (Jack Black, sempre muito bom em seus papéis), o nerd se torna o homem forte e musculoso (Dwayne Johnson), o atleta vira um baixinho engraçado (Kevin Hart), a tímida vira a uma mulher fatal (Karen Gillan).

O elenco está muito bem, interpretando as personalidades juvenis. Jack Black é o melhor, roubando a cena em todas as suas falas. Johnson como um garoto inseguro também está muito bom, Kevin Hart não compromete como o fiel escudeiro e Karen Gillan está lindíssima como a mulher ruiva atraente, com poucas roupas na selva, em referência clara a Lara Croft, de Tomb Raider. O ponto fraco fica por conta dos vilões do jogo, que são bem caricatos, mas não atrapalham a experiência.

O filme além de homenagear o original, com uma 
abertura nos anos 90, resgatando o tabuleiro do mesmo lugar em que foi deixado no filme original, até vir aos dias atuais, aborda de forma indireta a mensagem sobre a necessidade de aceitar as diferenças e rever os próprios conceitos, muito válida para o público ao qual o filme se destina. Vale o ingresso.


Acompanhe o trailer de Jumanji – Bem-vindo à Selva:

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

O Rei do Show


Musical O Rei do Show (The Greatest Showman, Estados Unidos, 2016) de Michael Gracey em sua estreia cinematográfica, empolga com músicas bem escritas, números musicais bem ensaiados e uma história biográfica de P.T. Barnum que prende a atenção e possui coesão entre o que está sendo narrado e as apresentações musicais.

De origem humilde e desde a infância sonhando com um mundo mágico, P.T. Barnum (Hugh Jackman) desafia as barreiras sociais se casando com a filha do patrão do pai, Charity (Michelle Williams), e dá o pontapé inicial na realização de seu maior desejo abrindo uma espécie de museu de curiosidades. O empreendimento fracassa, mas ele logo vislumbra uma ousada saída: produzir um grande show estrelado por freaks, fraudes, bizarrices e rejeitados de todos os tipos.


P. T. Barnum, considerado um dos pais do circo moderno, foi um showman que tinha uma tendência natural de enganar seu público, como um mágico numa apresentação. Após perder seu pai e viver nas ruas, ele consegue se casar com a mulher que ele amava desde a infância e constituir família, ele decide montar um circo na esperança de ficar famoso. Durante a saga de Barnum, o filme aborda uma importante questão de sua vida, sua paixão cega pela cantora Jenny Lind (Rebecca Ferguson) que também possui números arrebatadores cantando solo.


O roteiro de roteiro de Jenny Bicks (Sex and the CityRio 2) e Bill Condon (ChicagoDreamgirls – Em Busca de um Sonho) destaca também o romance entre Anne Wheeler (Zendaya) e o nobre Phillip Carlyle (Zac Efron), eles tem uma cena linda ao som de Rewrite the Stars, abordando inclusive questões ligadas ao preconceito, mesmo com o filme sendo contado quase que como um conto ou uma fábula. Tudo embalado com canções bem pop, como a excelente This is Me, com a participação de quase todos os coadjuvantes, além das principais The Greatest Show que abre o filme e Never Enough, onde Rebecca Ferguson é dublada por uma cantora profissional, Loren Allred, que nos deixa de queixo caído. O filme chama a atenção ainda pelos questionamentos em relação ao que é arte, explícito nas cenas recorrentes do crítico James Gordon Bennett (Paul Sparks)

O potente e original musical celebra o nascimento do show business e o sentimento maravilhoso de quando sonhos se realizam. Inspirado pelo ambicioso e imaginativo P. T. Barnum, o filme conta a história do visionário que criou o hipnotizante espetáculo que se tornou uma sensação mundial. Michael Gracey uniu músicas de Benj Pasek e Justin Paul (vencedores do Oscar por La La Land). Sabe aqueles filmes cheios de frescor que deixam nossos olhos marejados diante de tudo que é mostrado, eis aqui um belo exemplar.


Segue trailer de O Rei do Show:

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