sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Alvin e os Esquilos - Na Estrada

Na noite desta sexta-feira, 18 de dezembro de 2015, fui com a família ver Alvin e os Esquilos – Na Estrada (Alvin And The Chipmunks: Road Chip, 2015) de Walt Becker, diretor de séries infantis e da comédia Motoqueiros Selvagens (Wild Hogs, 2007). Após três filmes bem-sucedidos na bilheteria, era de se esperar uma continuação da franquia que narra as aventuras do trio de esquilos Alvin, Simon e Theodore volta aos cinemas com mais confusões.


O filme começa com os esquilos Alvin, Simon e Theodore gravando um vídeo sobre uma festa surpresa para Dave (Jason Lee). É claro que o evento sai do controle, com muitos convidados, gerando inúmeras confusões. Irritado com o ocorrido, Dave avisa que viajará para Miami em breve e que deixará os jovens esquilos sob os cuidados de uma vizinha (Jennifer Coolidge). Acontece que os esquilos encontram em uma sacola um anel de noivado. Acreditando que Dave irá pedir a namorada Samantha (Kimberly Williams-Paisley) em casamento, Alvin e seus irmãos elaboram um plano para que o noivado não aconteça, já que acreditam que Dave possa abandoná-los. Quem irá ajudá-los nesta jornada é Miles (Josh Green), o filho de Samantha, que também não quer que eles se casem, pois possui traumas de abandono paterno, e não se dá bem com os esquilos.


Eles decidem tentar impedir o suposto pedido de noivado em Miami, para tanto, precisam atravessar o país numa viagem alucinante, ocasionando muita bagunça, como a liberação de animais num vôo, colocando os esquilos na mira do agente Suggs (Tony Hale) e inclusive na lista de impedidos de voar. Na viagem, Miles e os esquilos passam a se tolerar e começam a se aceitarem. A cena em que Miles fala sobre paternidade é comovente, pois sabemos que o abandono paterno é a realidade de muitas crianças. O tema adoção também é abordado na cena final, com Dave assumindo definitivamente o papel que já desempenhava na vida dos pequenos esquilos. Os clipes musicais com performances de sucessos da música pop estão novamente presentes. Os efeitos especiais estão cada vez mais bem realizado, e a interação com atores, por mais falsa que seja, acaba divertindo e animando o público alvo, as crianças.


Segue o trailer de Alvin e os Esquilos – Na Estrada:

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Pegando Fogo

Na noite deste 17 de dezembro de 2015, dis de estréia de Star Wars - O Despertar da Força, vi o drama Pegando Fogo (Burnt, 2015) de John Wells que sem ter a simpatia do público, tenta emocionar com a história de bastidores de um restaurante de elite, sobre a autoconfiança de um chefe de cozinha arrogante, que tem a obsessão de retomar a fama perdida

O filme começa apresentando Adam Jones (Bradley Cooper) pagando uma autopenitencia de abrir um milhão de ostras em Nova Orleans, após levar uma vida errante como chefe de cozinha na badalada Paris, o que acabou afetando a sua carreira promissora. Seu restaurante perdeu o prestígio entre os críticos e agora Adam tenta dar a volta por cima e retomar o estrelato. Ele já fora vencedor de duas estrelas Michelin, no entanto, seu envolvimento com álcool, drogas, bem como seu temperamento explosivo comprometeram sua carreira e fez com que sua carreira fosse ladeira abaixo.
Após o período de isolamento em Nova Orleans, ele parte para Londres disposto a recomeçar a carreira e conquistar a sonhada terceira estrela no badalado guia Michelin de restaurantes. Para recuperar sua própria cozinha e ganhar aquela tão sonhada terceira estrela Michelin, ele monta uma equipe dos sonhos com os melhores cozinheiros do ramo, entre eles a culinarista Helene (Sienna Miller), por quem se apaixona. Para tanto ele conta com a ajuda de Tony (Daniel Brühl), que gerencia um restaurante na capital britânica, e recruta uma equipe de velhos conhecidos.

Desde 2008 o longa tentava sair do papel. Talvez o roteiro sem um propósito claro, tenha servido para adiar a produção, que por mais bem realizada que seja, não leva a lugar algum, a não ser para mostrar a rotina de um chefe de cozinha, o que já foi muito mostrado no cinema. A tradução do filme, vende de forma errada o filme que trata basicamente de obsessão e autoconfiança, sendo que seria melhor aproveitado caso fosse uma comédia romântica.


Confira trailer de Pegando Fogo:

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Reencontro 2015 da turma da Sala 7

Na noite deste 16 de dezembro de 2015, os caçulas da tia Célia marcaram um reencontro no Villa Rios Pizzaria e Restô. É sempre bom poder rever pessoas que marcaram uma época de nossas vidas. Hoje não somos os mesmos de outrora, mas o que nos tornamos, certamente teve influência de cada pessoa que interagiu conosco. Alguns se tornaram grandes amigos, outros não passam de meros conhecidos, mas o amor sempre esteve envolvido, e sempre foi recíproco.
Entre nossas conversas, comemos casquinha de pizza de provolone e calabresa, escondidinho de carne do sol e pizza de frango. De bebida, foi servido suco de abacaxi com hortelã, suco de laranja e um bom vinho.
De lá, surgiu uma excelente ideia! A comemoração de aniversário de 50 anos da Tia Célia, com a inauguração de uma cristaleira, onde serão expostas a coleção de lembranças de viagens da Tia Célia. Algo que achei magnífico e me emocionei só de pensar na possibilidade... Uma dia também quero expor minha coleção de medalhas...
Por fim, a conclusão de que de fato precisamos nos reencontrar mais vezes. Ver os filhos uns dos outros, bater papo, jogar conversa fora... Quando estamos juntos, voltamos no tempo, nos sentimos mais jovem, e percebemos que todo o esforço da época da graduação valeram à pena...

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A Terra e a Sombra



Destaque no Festival de Cannes 2015, A Terra e a Sombra (La Tierra y la Sombra, 2015) de César Acevedo venceu o prêmio Câmera de Ouro, dedicado ao Melhor Filme de um Diretor Estreante e o Grande Prêmio da mostra Semana da Crítica apresentando imagens chocantes de pessoas que convivem com as queimadas na Colômbia e tantos outros lugares do mundo.
O longa-metragem acompanha uma família humilde, que vive em uma casa remota, próxima à plantação de cana de açúcar. É lá que Gerardo (Edison Raigosa), um homem com sérios problemas de saúde, mal consegue sair do quarto, tamanha sua fraqueza. Alfonso (Haimer Leal) um velho fazendeiro, volta para casa após 17 anos de ausência, devido à doença que seu filho sofre. A situação tem mobilizado toda a família, com a esposa dele e sua mãe trabalhando na plantação de cana de açúcar para conseguir o sustento financeiro necessário.
Mesmo com Gerardo (Edison Raigosa) praticamente trancafiado em casa, para que os problemas respiratórios não piorem ainda mais, permanece acamado, com todas as janelas da casa sempre fechadas para que não entre poeira, o que dá ao ambiente a sensação de claustrofobia e muita sombra. Ainda assim, ele não apresenta melhora no estado de saúde. Diante da situação, a família busca algum meio de interná-lo.


Chama atenção o fato do longa ter levado oito anos para ficar pronto. O filme apresenta uma cena de queimada, que é impactada pelo gigantismo alcançado, que inclusive foi bastante ensaiada, pois o orçamento só permitia um take.
O filme mostra o infortúnio e a precariedade da vida de parte da população colombiana, que trabalha nos canaviais, vivendo em condições precárias. O filme serve de denúncia contra os abusos sofridos pelos trabalhadores, no entanto este jamais é o foco da projeção, que tem maior interesse na ambientação do lugar, fazendo bom uso do posicionamento de câmeras, para mostrar autenticidade. O grande problema está no ritmo, um tanto quanto lento e enfadonho, tornando a projeção cansativa.


Segue trailer de A Terra e a Sombra:

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

No Coração do Mar em 3D IMAX



Baseado no livro In The Heart of the Sea: The Tragedy od the Whaleship Essex de Nathaniel Philbrick, que ganhou o Prêmio Nacional dos EUA como melhor livro de não ficção, em 2000, ao narrar a história clássica por trás de Moby Dick de Herman Melville, No Coração do Mar (In the Heart of the Sea, 2015) de Ron Howard relata os fatos reais sobre os 8 membros da tripulação que sobreviveu ao escapar do ataque da baleia, nos 90 dias que ficaram à deriva, apelando ao canibalismo para sobreviver.
Herman Melville (Ben Whishaw) está à procura de uma grande história para contar. Suas investigações o levam Tom Nickerson (Brendan Gleeson), último sobrevivente vivo, que por imposição de sua esposa, e por uns trocados, é obrigado a contar os verdadeiros fatos sobre o evento do barco baleeiro de New England (EUA) Essex, 30 anos depois do ocorrido, que ajudaram a trazer à tona a história de uma baleia de imenso tamanho e determinação, e um sentido de vingança quase humano.  
Owen Chase (Chris Hemsworth) sonha em ser capitão e tem o objetivo de superar a meta de coletar 2 mil barris de óleo de baleia, traçada por seu empregador. Então eles navegam por meses em busca de baleias, mas quando encontram se deparam com uma grande ameaça, uma gigantesca baleia branca que irá lutar por sua sobrevivência e acabará atacando o navio e sua tripulação. No entanto, os investidores impõem o jovem George Pollard (Benjamin Walker) como capitão do navio.
Quando o filme embarca na viagem, vemos o ponto de vista do marinheiro Tom Nickerson (Tom Holland) que tem admiração pelo imediato Chase e percebeu a difícil relação entre ele e o capitão. O filme mostra como o óleo de baleia era item essencial para a energia naquela época, sendo posteriormente substituído pelo petróleo. A questão ambiental e ética é mostrada de modo franco e sincero, sem tomar partido nem do ser humano, nem da natureza (baleia), afinal ambos são bons e maus.

No Coração do Mar revela as terríveis consequências do encontro dos homens com o a força animal, à medida que a tripulação sobrevivente do barco é levada aos seus limites e forçada a fazer o impensável para permanecer viva. Enfrentando tempestades, fome, pânico e desespero, os homens serão levados a questionar suas crenças mais profundas, do valor de suas vidas à moralidade de sua atividade, enquanto buscam orientação no mar aberto. É um bom entretenimento, com bastante informação relevante em tela.

O elenco conta ainda com Cillian Murphy como Matthew Joy, o segundo oficial. Destaque para a bela fotografia de Anthony Don Mantle, e para o designer de produção Mark Tildesley pelos efeitos práticos mostrados no filme e a reconstituição da época. Ressalto também o excelente trabalho da figurinista Julian Day que caprichou no visual dos atores, especialmente nas cenas em que eles enfrentam as intempéries do naufrágio. Apesar do fracasso nas bilheterias, merecia uma melhor sorte, mas é incrível como Ron Howard alterna produções bem vistas como Uma Mente Brilhante (A Beautiful Mind, 2002), Frost/Nixon (2008) e Rush – No Limite da Emoção (Rush , 2013) com outras que são desprezadas pelo grande público.


Segue o trailer de No Coração do Mar:

 

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