Animação Toy Story 5 [Toy Story 5, Estados Unidos] de Andrew Stanton, McKenna Harris, dá sequencia as aventuras de Buzz, Woody, Jessie e os demais brinquedos tradicionais quando eles são desafiados pela nova obsessão das crianças do século XXI: os dispositivos eletrônicos.
Os tempos mudam, mas os amigos são para sempre. O filme coloca a vaqueira Jessie como protagonista em uma batalha contra às tecnologias que estão tomando a atenção de Bonnie, a herdeira dos brinquedos de Andy.
Seus pais decidem comprar para ela, mesmo contrariados, um tablet chamado Lilypad (Greta Lee). Assim, ela poderá ter acesso aos jogos online que reúnem as meninas da sua aula de dança. Os brinquedos temem que a tecnologia digital os tenha deixado obsoletos.
O filme aborda então a disputa entre a permanência afetiva dos brinquedos e a sedução imediata dos dispositivos eletrônicos, mas em seu âmago vemos que os brinquedos não se importam apenas pelo tempo em que são usados, mas pelo vestígio afetivo que deixam na formação de uma criança.
É nesse contexto que uma importante figura retorna! Woody, mais velho, careca, barrigudo e experiente, vai tentar tudo que pode para ajudar todos a conseguirem lidar com essa nova realidade. Os brinquedos seguem uma jornada difícil de aprendizado que revela que a tecnologia e a tradição podem coexistir, mas também acendem um alerta sobre a quantidade de horas que uma criança passa em frente a telas, adaptação e a perda de afeto humano com a chegada do distanciamento causado pelo digital.
Eu e os meninos gostamos tanto dos brinquedos, que fizemos questão de levar eles ao cinema. Meu filho inclusive criou os bonecos do quinto filme, apenas com as imagens de divulgação do longa. Sou fã desde criança da franquia, e amava ver no VHS. Meus filhos tiveram chá de fraldas com tema Toy Story e a decoração do quarto deles também foi nessa temática.
Assim como tivemos Garfinho no filme anterior, a melhor novidade de Toy Story 5 ao lado de Lilypad (dublado pela Maisa) é Amigo Rolinho (dublado por Rafael Infante), um dispositivo tecnológico que ensina crianças a irem ao banheiro. Com seu estilo frenético e debochado, o personagem injeta uma energia caótica que funciona muito bem na narrativa e rende os momentos mais hilários da produção.
Por outro lado, os brinquedos clássicos, como Sr. Cabeça de Batata, Sr. Porcão, Slinky e Rex, têm pouco espaço e servem apenas como alívio cômico em cenas pontuais. Quem se destaca no fim das contas é a música da Taylor Swift nos créditos finais. Toy Story segue fazendo o que faz de melhor, tocando nossos corações com uma história que realmente tem algo a dizer.
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