quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Moonlight: Sob a Luz do Luar


Badalado drama Moonlight - Sob a Luz da Lua (Moonlight, EUA, 2016), de Barry Jenkins, baseado na peça In Moonlight Black Boys Look Blue, de Tarell McCraney e produzido pelo Brad Pittdeve causar frisson em quem curte temas relacionados com a diversidade sexual, mas gera certo constrangimento num espectador comum.

O filme dividido em três capítulos (i. Pequeno, ii. Chiron e iii. Preto) apresenta três momentos da vida de Chiron, um jovem negro morador de uma comunidade pobre de Miami. Desde o bullying sofrido na infância, passando pela crise de identidade da adolescência e a tentação do universo do crime e das drogas, sendo um estudo de personagem que narra a vida de um jovem afro-americano desde a infância até a vida adulta e a luta dele para encontrar seu lugar no mundo, similar ao apresentado por Richard Linklater em Boyhood: Da Infância à Juventude (Boyhood, 2014), mas sem a mesma consistência desta obra-prima.


Chiron (
Alex R. Hibbert (i), Ashton Sanders (ii) e Trevante Rhodes (iii)) trilha uma jornada de autoconhecimento enquanto tenta escapar do caminho fácil da criminalidade e do mundo das drogas de Miami. Ele não tem o afeto de sua mãe, encontrando amor em locais inesperados, como em Juan (Mahershala Ali), chefe do tráfico e sua esposa Teresa (a belíssima Janelle Monáe), ou em Kevin (Jaden Piner (i), Jharrel Jerome (ii) e Andre Holland(iii)), seu colega de infância.


Vendido como uma história atemporal de relações humanas e autoconhecimento, o drama apresenta um retrato da vida contemporânea de um afro-americano, propondo uma reflexão intensa e pessoal sobre identidade, família e amizade, uma produção independente, que não chega a ser inovadora, e está sendo mais comentada que o necessário. Algumas cenas são constrangedoras, uma na praia quando Kevin acaricia Chiron e a cena do restaurante também envolvendo os dois.

É bem verdade que as atuações estão boas, o elenco se mostra competente, a direção de Barry Jenkins é segura, mas eu não estava preparado para ver um 
O Segredo de Brokeback Mountain (Brokeback Mountain, 2005)Indicado a oito Oscar (Melhor Filme, Diretor (Barry Jenkins), Ator Coadjuvante (Mahershala Ali), Atriz Coadjuvante (Naomie Harris), Roteiro Adaptado, Fotografia, Edição e Trilha Sonora), deve ser laureado apenas com o de Ator Coadjuvante para Mahershala Ali. O longa venceu o Globo de Ouro 2017 de Melhor Filme de Drama.

Veja o trailer de Moonlight - Sob a Luz da Lua:

A Grande Muralha


Épico de ação A Grande Muralha (The Great Wall, China/EUA, 2016), de Zhang Yimou não impressiona o tanto que deveria, mas entrega um resultado honesto em sua proposta fílmica. Não podemos negar a influência da bilheteria chinesa nos cinemas, de modo que muitas produções já são realizadas pensando no mercado chinês. O filme é provavelmente a maior produção em todos os tempos filmada inteiramente na China, além de ser um dos mais caros filmes chineses já feitos. Um legítimo Blockbuster chinês.

O filme se passa no século XV, mostrando um grupo de soldados britânicos que está combatendo na China, e agindo como mercenários à procura do pó preto, a pólvora, quando se deparam com o início das construções da Grande Muralha. Aos poucos, eles percebem que o intuito não é apenas proteger a população do inimigo mongol e que a construção esconde na verdade um grande segredo.

Protagonizado por Matt Damon que tem o carisma necessário para uma produção deste porte e com direção de Zhan Yimou o mesmo de Herói (Hero, 2002) e O Clã das Adagas Voadoras (House of Flying Daggers, 2004), contando uma história de honra que se passa na estrutura mais icônica do mundo. Questões envolvendo sacrifício e a disciplina oriental também compõem o pano de fundo do longa, que indiretamente diz que um soldado ocidental sozinho é tão ou mais competente que um batalhão chinês.

O elenco conta com nomes como Jing Tian, Pedro Pascal, Willem Dafoe e Andy Lau, que não se destacam, mas cumprem seu papel. O filme conta com diversos efeitos, muitos deles em 3D, que embora não sejam necessários, dá certa profundidade em algumas cenas, especialmente quando flechas são lançadas nos inimigos, os monstros fantasiosos que tiram um pouco da realidade do longa.

Confira o trailer de A Grande Muralha:

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A Cura


Thriller A Cura (A Cure for Wellness, Alemanha/EUA, 2016), de Gore Verbinski vendido como uma fantasia misteriosa que acaba sendo um filme extremamente chato e entediante, demorando em sua metragem, nos deixando tão incomodados quando o personagem principal. 

O título original "uma cura para o bem-estar" soa prepotente. E o filme se perde em suas próprias ambições, ao apresentar um jovem e ambicioso executivLockhart (Dane DeHaan) é enviado para buscar o CEO de sua empresa em um "centro de bem-estar" idílico, mas misterioso, em um local remoto nos Alpes suíços. Ele logo suspeita que os tratamentos milagrosos do spa não são o que parecem. Quando ele começa a desvendar os segredos aterrorizantes do lugar, sua sanidade é testada e ele é diagnosticado com a mesma curiosa doença que mantém todos os convidados ali à espera da cura.

Veja o trailer de A Cura:

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

12 Anos de Sara Rodrigues


Hoje a sobrinha mais amada por esse tio bobo faz aniversário... Tio ama, educa, orienta e fica preocupado com os bodes que vão começar a espiar minha cabritinha... À noite, nos reunimos em família para estar celebrando essa data tão querida.

Que Deus conceda saúde, e muitas felicidades a vc Sarinha!!!

Velório e sepultamento de Graça Ellert Dal Castel


Na tarde deste 20 de fevereiro de 2017, estive no velório da amiga Graça Ellert Dal Castel, prestando consolo as suas filhas, familiares e amigos que estiveram ali para prestar uma última homenagem a Graça. O velório ocorreu na funerária Anjo da Guarda, ali na Jovita Feitosa e a família orientista esteve presente, como ficou demonstrado nas coroas de flores que embelezaram o local.

Graça me pareceu tão pequena dentro do caixão, que não ficarei com essa imagem dela, pois ela era gigante. Mulher batalhadora, de garra e vitoriosa, que nos deixou um belo exemplo de vida. A cerimônia teve início por volta das 15h, com lindos louvores sendo entoados e cantados. O amigo Marcos Galvão deu uma breve palavra após a leitura de um texto bíblico. O Pr. Pedro também esteve presente e conduziu um momento ressaltando o lado espiritual do momento de tristeza.

Por volta das 16:30h partimos em comboio até o cemitério Memorial Ternura, onde Graça foi sepultada no final de uma tarde nublada. "A tristeza é melhor do que o riso, porque o rosto triste melhora o coração." (Eclesiastes, 7:7) 
A família orientista, já se prontificou em fazer um treino solidário, para arrecadação/doação de valores às filhas da Graça. Peço a Deus que dê força às meninas nesse momento de luto.





Graça Ellert Dal Castel



Nesta manhã chuvosa de 20 de fevereiro de 2017, nossa amiga Graça Ellert Dal Castel nos deixou após lutar contra um câncer terminal. Perdemos uma guerreira, mas temos o exemplo de dedicação e luta. Tenho a convicção que ela marcou todos os prismas em sua existência e cruzou a linha de chegada vitoriosa. Certamente será premiada nos lares celestiais.


Ficarei com as lembranças de sua alegria nos treinos e nas provas que participamos, embora só tenhamos nos cruzados em alguns poucos momentos, eles foram sempre marcantes. Recentemente, estivemos na Copane, e tive inclusive o privilégio de fotografá-la no meio do percurso (foto acima)... Logo que comecei a prática esportiva da orientação, me recordo que a conheci, e ela lutava contra um câncer de mama, sendo que apesar de não competir, estava sempre nas provas, com sua animação e disposição em ajudar. Sempre muito acolhedora, tinha na alegria uma marca registrada.

Imagem retirada do Facebook de Amanda Ávila

Os céus de Fortaleza choram o falecimento da nossa amiga. Temos a certeza que o sol voltará a brilhar e nos iluminará como a Graça fazia com seu sorriso. Que Deus através do Espírito Santo esteja consolando suas filhas.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Reunião de planejamento 2017 CODL


Na noite deste 18 de fevereiro de 2017, nos reunimos no ap da Allana e do Daniel Scopel para tratarmos de assuntos relacionados ao Clube de Orientação Desporto e Lazer - CODL.

Debatemos a eleição de nossa diretoria, o regulamento das competições 2017, especialmente do Campeonato Cearense de Orientação, o CCO, o uniforme do clube e assuntos diversos relacionados a orientação no Ceará.

A reunião foi movida a pizzas vegetarianas (marguerita e quatro queijos), carne do sol e calabresa. A grande novidade da reunião, foi o convite que recebi para ser secretário do Clube! Claro que o convite foi prontamente aceito, para que possa retribuir aí clube o bem que ele tem feito por mim...

E já dei uma sugestão: aumentar a taxa de anuidade do clube, afinal o terceiro colocado do CCO 2016 não vai crescer se continuar com uma anuidade de apenas R$ 20,00 de seus filiados... Transparência, franqueza, diálogo e comprometimento são alguns dos valores que me guiarão nessa jornada. E você? Está esperando o quê para se filiar ao Clube de Orientação mais amado por este que vos convida? Faça parte você também dessa aventura que é praticar o esporte da família.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Resident Evil 6 – O Capítulo Final


Sexto filme da franquia de games da Capcom, que conseguiu certa popularidade nos cinemas, Resident Evil 6 – O Capítulo Final (Resident Evil – The Final Chapter, França/Alemanha/Canadá/Austrália, 2016), de Paul W.S. Anderson, tem um ritmo alucinante, um vilão caricato interpretado pelo ator , conhecido pelo seu papel em Game Of Thrones e efeitos que apesar de contribuir para história, não trazem nada de novo.

Apesar de ter sido anunciado como o capítulo que encerra a franquia, o filme deixa brecha para continuidade. Nele temos de volta Milla Jovovich, que sustenta a trama no papel que a consagrou junto ao público, e Ali Larter, que esteve no terceiro e no quarto (que contou com excelentes efeitos em 3D). Na trama, Alice (Milla Jovovich), sobrevivente do massacre zumbi, retorna para onde o pesadelo começou, Raccoon City, onde a Umbrella Corporation reúne suas forças para um ataque final contra os remanescentes do apocalipse. 

Assim, para vencer a dura batalha final e salvar a raça humana, a heroína recruta velhos e novos amigos que surgem do nada, nos fazendo se sentir literalmente num jogo de vídeo game, sendo que não somos os players, e convenhamos que ver Paul W.S. Anderson jogar não é muito convidativo. Mas o maior problema do filme é o ritmo acelerado, que apesar dos inúmeros sustos que propõe a plateia, não tem conteúdo suficiente para prender a atenção de quem está noutro ritmo. 

Assista ao trailer de Resident Evil 6 – O Capítulo Final:
https://www.youtube.com/shared?ci=ohgXqJI58yU

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Manchester à Beira-Mar


Indicado ao Oscar em seis categorias, drama Manchester à Beira-Mar (Manchester by the Sea, EUA, 2016), de Kenneth Lonergan é carregado de emoções e sentimentos e fez jus à expectativa criada em torno de seu lançamento. 

Nas cenas iniciais vemos Lee Chandler (Casey Affleck) vivendo literalmente na merda, ou pelo menos lidando diretamente com ela. Ele reside num quartinho apertado, tendo que limpar a neve quase que diariamente para entrar em seu aposento. Seu trabalho é de zelador de um condomínio com quatro prédios, tendo que lidar com as mais diversas situações envolvendo desentupimentos, vazamentos, encanamentos com defeitos e até com a paquera de alguns moradores.

Mas Lee é uma pessoa ranzinza, introspectiva e até certo ponto intolerante, pois não suporta sequer ser encarado em um bar.  Até que um dia ele se vê forçado a retornar para sua cidade natal tendo que ser o tutor de seu sobrinho adolescente após seu irmão Kyle Chandler falecer precocemente. Com isso, Lee precisa enfrentar as razões que o fizeram ir embora e deixar sua família para trás, anos antes. O mérito do filme é ir aos poucos, apresentando os flashbacks que nos fazem aprofundar na história de Lee e nos deixam claro qual o trauma que ele carrega consigo e que o fez inclusive se separar da esposa (Michelle Williams). Méritos para o excelente roteiro que é profundo e com as camadas sempre tiradas no momento certo. 

A montagem também é muito boa, conduzindo a história sem deixá-la cair no marasmo, sendo bastante objetiva. As descobertas nos fazem compreender o tamanho do desafio que foi para Lee ter que enfrentar seus traumas, voltando a sua cidade natal para sepultamento de seu irmão e tendo que lidar com o desafio imposto pelo defunto em seu testamento.

O filme tem momentos marcantes, especialmente as cenas onde o sobrinho tenta sem sucesso ter relações sexuais. Outra cena que destaco é quando tio e sobrinho estão no carro e afirmam que são cristãos... Além disso, o filme desperta alguns questionamentos, principalmente em como lidar com a situação de luto? Como reagir diante da perda de entes queridos? E como lidar com traumas? O filme não trás respostas, mas aponta caminhos e nos leva a refletir sobre a vida que segue, independente dos acontecimentos que estamos sujeitos a vivenciar.

Filme concorre a de Melhor Filme, Diretor (Kenneth Lonergan), Ator (Casey Affleck), Ator Coadjuvante (Lucas Hedges), Atriz Coadjuvante (Michelle Williams) e Roteiro Original. Deve ganhar melhor ator.

Assista ao trailer de Manchester à Beira-Mar:

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Redemoinho


Filme nacional Redemoinho (Brasil, 2016), de José Luiz Villamarim, que é típico cinema nacional que tanto gostaria que tivesse mais espaço de exibição, ao invés do predomínio das comédias "globochanchada".

Trata-se de um filme de diálogos, logo não é um filme popular e é perceptível a insatisfação do público ao surgirem os créditos na tela. O filme apresenta Luzimar (Irandhir Santos) e Gildo (Júlio Andrade) dois grandes amigos de infância, que se reencontram depois muitos anos afastados. Eles cresceram juntos em Cataguases, interior de Minas Gerais. Luzimar nunca saiu de sua cidade e trabalha numa fábrica de tecelagem. Gildo mudou-se para São Paulo onde acredita ter se tornado um homem mais bem sucedido. Na noite de Natal, Luzimar e Gildo se confrontam com o passado e, num intenso mergulho em suas memórias, partem para um arriscado acerto de contas.

O grande mérito do filme são seus efeitos sonoros, que se fazem presente o tempo inteiro, seja com as máquinas da tecelagem ou com o trem passando... E o mais interessante é que o filme mostra sempre a perspectiva de Luzimar, até mesmo quando este tira seu aparelho auditivo. A falta de uma conclusão óbvia pode até incomodar, mas na vida, nem tudo é justificável ou as explicações são plausíveis... Em determinado momento, ficamos ouvindo literalmente a discussão de dois bêbados...

Gostaria de ter visto o aprofundamento do debate entre a vida interiorana e a vida na capital. Destaque também para o talentoso elenco e para o trabalho de direção de Villamarim, que já era elogiado na TV e mostra aqui a que veio.

Confira o trailer de Redemoinho:

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