quinta-feira, 27 de julho de 2017

Dunkirk


Drama de guerra histórico Dunkirk (Dunkirk, Estados Unidos, 2016), de Christopher Nolan apesar de usar de uma primorosa técnica de direção, montagem e de som, acaba deixando a desejar em seu roteiro. Não toma o posto de melhor filme de guerra do ano, que continua com Até o Último Homem (Hawksaw Ridge, Austrália/EUA, 2016), de Mel Gibson.


História baseada na Operação Dynamo, 
mais conhecida como a Evacuação de Dunquerque, planejada no início da Segunda Guerra Mundial na tentativa de evacuação de soldados aliados da Bélgica, do Império Britânico e da França, quando estes foram encurralados pelo exército alemão e precisaram ser resgatados durante uma feroz batalha na cidade portuária no Norte da França. Até civis foram convocados para ajudar no resgate de mais de 300 mil homens. Sob cobertura aérea e terrestre as tropas são lentamente evacuadas da praia num clima de tensão absoluto ao longo de todo o filme.


Tecnicamente o filme é muito bom. A cena inicial é de um vislumbre inimaginável e nos apresenta Tommy (Fionn Whitehead) e posteriormente um intrigante soldado francês (Damien Bonard). Eles tentam literalmente furar a fila para serem resgatados o quanto antes. Não entendi muito a função narrativa do 
personagem do Comandante Bolton (Kenneth Branagh). No núcleo do mar, o filme dedica um bom tempo de tela para o drama do personagem de Cilian Murphy, resgatado à deriva pelo barco de passeio do patriota Dawson (Mark Rylance) que atende ao chamado para ajudar a resgatar o exército de seu país. Neste núcleo, a subtrama envolvendo o garoto George (Barry Keoghan) parece fora de contexto, ao tentar incluir temas como o perdão, o rancor e até mesmo a vingança. Preciso registrar ainda o enorme desperdício de subutilizar o talento de Tom Hardy interpretando um heroico piloto (Farrier) que precisa destruir um avião inimigo ou ser destruído por ele, tendo que arriscar a própria sobrevivência, em função da falta de combustível. Destaca-se apenas a bela cena final do pouso na areia e captura de seu personagem (será que haverá continuação?).

Nolan é um baita diretor cinematográfico. Ele é admirado por se recusar a filmar com tecnologia digital, merece elogios por evitar o insuportável uso das três dimensões (3D), gosta de utilizar o quase extinto formato dos 70mm e se mostra contrário a exibições em telas pequenas, incluindo o lançamento de filmes diretamente em plataformas de streaming. Sou fã, não nego! Mas confesso que fiquei com um gosto
ácido de vinagre, no que poderia ser o melhor filme da carreira do diretor.

As tomadas de Dunkirk são de tirar o fôlego, especialmente com as câmeras IMAX. A montagem do australiano Lee Smith é digna de elogios, por ser criativa, mostrando três pontos de visão, sendo o que o filme tem de melhor, especialmente quando conseguimos perceber ao longo da projeção... O filme se apresenta em três núcleos: 1. O Molhe (deveria se chamar terra, ou píer e palco central das ações) que se passa ao longo de uma semana; 2 . O mar, ou especificamente um barco civil, que ocorre durante um dia e 3. O ar, que se passa ao longo de uma hora, mostrando o árduo trabalho dos pilotos da força aérea. O grande problema é que a trama demora em conectar os três diferentes espaços temporais.

A mixagem de som e os efeitos sonoros são fabulosos, capazes de te inserir na trama, a ponto de nos sentirmos literalmente na guerra. Provando que um bom filme, imerge muito mais que o fatídico uso de 3D. No entanto, apesar de todo apuro técnico, o roteiro do filme ficou aquém do desejado, com a montagem chamando mais atenção que a história em si. Queria que o Nolan tivesse me emocionado com uma história de guerra, e fiquei com uma enorme sensação de que faltou algo.


O filme poderia ter se aproveitado do caos que foi reservado a centenas de milhares de combatentes, mas Nolan optou por fazer todo um trabalho estético, mas com conteúdo limitado. Poderia ter aproveitado muito mais do elenco, do cenário montado, do realismo agudo, do palco bélico e ter apresentado uma história marcante. O filme despreza completamente o inimigo, não faz questão de deixar claro o que está em jogo neste confronto específico, tampouco qual foi o papel de Dunquerque dentro da Segunda Guerra. Ainda assim recomendado, porém sem tantas expectativas. 


Acompanhe o belo trailer de Dunkirk:




quarta-feira, 26 de julho de 2017

Loop Session Friends - Tour 2017


Na noite deste 26 de julho de 2017, estive no Teatro Rio Mar com o amigo Adriel Dantas, conferindo a apresentação de Eli Soares, Mauro Henrique (vocalista do Oficina G3) e Guilherme Sá (vocalista da banda Rosa de Saron) no Loop Session Friends - Tour 2017. Em 2016 adquiri ingresso do Mauro Loop Session, ainda com a participação de Leonardo Gonçalves, mas esqueci completamente do evento, lembrando apenas no dia seguinte... Nesse ano não me esqueci!



Produzido pela Toca Produções,  o projeto é regado de muita música cristã, com novas repaginações, basicamente usando os mesmos elementos do Mauro Loop Session, porém com uma diferença peculiar onde se tem a experiência de ouvir os três cantores dividindo suas respectivas canções, dentre outras… E também dividindo com o público suas experiências através de super bate papo descontraído no meio do show.


O show ficou com um set list incrível, embora como bem disse o Eli Soares, as músicas do Guilherme dêem literalmente uma caída no show... A mescla das vozes diferentes dos três cantores combinam e parece que estamos nos alimentando de algo em camadas. Especialmente nas canções em que os três cantam. A crítica ao evento são as quantidades de paradas que ocorrem entre uma canção e outra, com verdadeiros buracos que quebram o ritmo do show.

Set List do Show:

1. Eu Sei (DJ PV) - Mauro Henrique
2. Música em inglês não identificada (Estevão Queiroga) - Mauro Henrique
3. Tudo Que Eu Sou (Eli Soares) - Eli Soares e Mauro Henrique
4. Morada (Eli Soares) - Eli Soares e Mauro Henrique
5. Latitude, Longitude (Rosa de Saron) - Guilherme Sá e Mauro Henrique
6. Floresta de Bétulas (Guilherme Sá) - Guilherme Sá e Mauro Henrique
7. Un Peu D'Air (Guilherme Sá) - Guilherme Sá e Mauro Henrique
8. O Melhor Lugar do Mundo (Eli Soares) - Eli Soares

Três perguntas aos cantores...



9. Em Teus Braços (Laura Souguellis) - Mauro Henrique

Reflexão com Mauro Henrique, testemunhando sobre como foi descansar em Deus no processo de luta contra o câncer de sua primeira esposa Jacky.



10. Me Ajude a Melhorar (Eli Soares) - Mauro Henrique, Guilherme Sá e Eli Soares
11. O Sol da Meia Noite (Rosa de Saron) - Mauro Henrique, Guilherme Sá e Eli Soares
12. Incondicional (Oficina G3) - Mauro Henrique, Guilherme Sá e Eli Soares
13. Melhor (Mauro Henrique) - Mauro Henrique, Guilherme Sá e Eli Soares



Segue teaser do Loop Session Friends - Tour 2017:


Segue trecho de Em Teus Braços:

Segue clipe de Melhor com a participação de Eli Soares e Guilherme Sá:

Segue trechos da turnê 2017 em Maceió/AL:

Reunião Diretoria CODL

Neste 26 de julho de 2017, a diretoria do CODL esteve reunida para decidir algumas questões relacionadas ao Clube.

Abordamos assuntos relacionados a nossa ata da assembleia ordinária, que ainda está pendente de registro em cartório, falou-se sobre a oficina que haveria em prol do campeonato brasileiro universitário no Adhail Barreto, sobre o ônibus para o Cambor III, que será feito o pagamento via clube, e questões relacionadas a 6ª etapa CODL/Azimute, que deverá ter boletim publicado até 01/08, estando pendente o contrato com o Joquei Clube e a elaboração de um plano de divulgação da etapa.

Melhor (part. Guilherme Sá e Eli Soares)

Neste 26 de julho de 2017, me preparando para ir ao Loop Sessions Friend (Sim! Eu sou daqueles que se preparam psicologicamente pra ir a um show!) passei o dia ouvindo as canções do trio e me deparei com a linda canção abaixo, que certamente estará no set list do show. Confiram:



Segue Letra de Melhor:

A vida não sabe esperar
Passa depressa e ninguém vê
Gastamos tempo julgando
E alguém vai julgar você

Mas não importa o que vão falar
Nem o que vão pensar de você
Só continue andando com aquele que tudo vê

Só Deus que conhece
Só Deus que consegue
Saber de verdade quem é você

Na caminhada tem que entender
Que é o nosso olhar que tem que mudar
Ao renovar nossas mentes
Deus vemos em todos
Deus está em todo lugar

E não importa o que vão dizer
Nem o que vão pensar de você
Só continue olhando e acreditando
Que é Nele que somos (melhor)

A gente pode ser (melhor)
Deus faz a gente ser (melhor)
A gente pode ser
Se é Deus que faz, podemos ser (melhor)

A gente pode ser (melhor)
Deus faz a gente ser (melhor)
A gente pode ser
Se é Deus que faz, podemos ser

Na caminhada tem que entender
Que é o nosso olhar que tem que mudar
Ao renovar nossa mente
Deus vemos em todos
Deus está em todo lugar

E não importa o que vão dizer
Nem o que vão pensar de você
Só continue olhando além
E crendo que é Nele que somos (melhor)

A gente pode ser (melhor)
Deus faz a gente ser (melhor)
A gente pode ser
Se é Deus que faz, podemos ser (melhor)

A gente pode ser (melhor)
Deus faz a gente ser (melhor)
A gente pode ser
Se é Deus que faz, podemos ser

Deixe Ele trabalhar
Deus pode te mudar
Ele te deixará mais leve

terça-feira, 25 de julho de 2017

Paraíso - Hélvio Sodré (ft. Marcos Almeida)

Foi lançado hoje o vídeo com a canção Paraíso de Hélvio Sodré, que conta com a participação de Marcos Almeida. Fiquei curioso com a animação do clipe e por conhecer a qualidade das letras do Hélvio e me deparei com uma bela canção.

Confira o clipe e ouçam que bela letra:



Segue letra de Paraíso de Hélvio Sodré:
 
Por que será que o choro vem
Se o fardo é de algodão
Tudo vai passar

A esperança é o que convém
Pra acalentar coração
Não fique assim tão mal

Não dá pra comparar
A glória que virá

Saber que o paraíso há de ser mais tarde
Saber que a eternidade brilha pra nos conquistar
Saber que tudo isso vai ter fim mais tarde
Saber que a salvação em Cristo veio pra ficar

sábado, 22 de julho de 2017

Homem-Aranha: De Volta ao Lar em 2D


Na noite deste 22 de junho de 2017, revi com meu filho o longa Homem-Aranha: De Volta ao Lar (Spider-man - Homecoming, Estados Unidos, 2016), de Jon Watts em duas dimensões, que deixou claro como o 3D é desnecessário. Também ficou claro que o filme é um pouco cansativo para crianças menores de 10 anos.

O filme tem dois prólogos, um para o vilão mostrando o impacto dos eventos de Os Vingadores para a sociedade e outro para Tom Holland como um vlog do aranha do youtube, mostrando os eventos ocorridos em Capitão América - Guerra Civil, num suposto estágio com as empresas Stark. O jovem Peter ainda não é considerado um vingador e terá que se provar para alcançar o tão sonhado cargo. No filme, ele deixa de ser um garoto pra ser um herói a apesar da recuso do novo uniforme e de integrar a equipe dos vingadores, fica óbvio que isso acontecerá em Vingadores - Guerra Infinita.

Pude reparar em alguns ester eggs do novo filme do aracnídeo. A influência do homem de ferro é interessante, embora o uniforme evoluído do aranha denote que trata-se de um homem de ferro com teias. A questão do amigo da vizinhança, ganha contornos bem interessantes, com cenas inclusive do aranha ajudando uma velhinha a achegar ao seu destino...

Fica claro que a MJ provavelmente será o próximo interesse amoro do Peter Parker. O Ned (Jacob Batalon, que se mostrou ser um ator de excelente timing cômico) também é super interessante, e nos coloca na trama. Liz Allen (Laura Harrier) funciona muito bem como o par romântico do protagonista e o fato dela ser filha de alguém importante.

O Abutre tem o filme para si. Michael Keaton é um belo ator e pode se tornar um parceiro do Homem Aranha, sendo quem sabe um anti herói nos próximos filmes, vide a cena pós créditos. A cena do carro, onde o Peter descobre que o Abutre é o pai do interesse amoroso de Peter.

O filme tem muitas referências: Clube dos Cinco (toda a atmosfera colegial que o filme tenta passar), Te Pego Lá Fora (as cenas que mostram o relógio), Curtindo a Vida Adoidado (tem uma cena literal de Ferris Buller correndo pelo jardim), Batman - O Cavaleiros das Trevas (na cena em que o aranha muda a voz ao interrogar o personagem de Donald Glover) e até Ela (na cena em que ele está preso sozinho e conversa com o traje, apesar de não ter apelo romântico). 

Segue trailer de Homem-Aranha: De Volta ao Lar:

Detetives do Prédio Azul (D.P.A.) - O Filme

Aventura voltada para o público infanto-juvenil, Detetives do Prédio Azul (D.P.A.) - O Filme (Brasil, 2016), de André Pellenz sucesso na TV, com oito temporadas, 190 episódios, sendo exibida em três canais: Gloob, TV Brasil e TV Cultura. Agora nos cinemas, amplia ainda mais seu público, ganhando novos adeptos às histórias envolvendo mistério e bruxaria. O filme embora pareça um episódio longo do seriado, não ofende, mantém a essência e cumpre seu papel: o entretenimento. 

A série de televisão Detetives do Prédio Azul (2012-2016) foi a primeira produção original do canal por assinatura Gloob, destinado ao público infantil. Com uma audiência bem positiva, chegou a hora de o especial voar mais alto, com um longa-metragem para cinema, que pode introduzir esse universo a um novo público. Na trama do filme, os Detetives do Prédio Azul são confrontados com o maior caso de suas vidas: salvar o próprio edifício da destruição. Pippo (Pedro Henrique Motta), Sol (Letícia Braga) e Bento (Anderson Lima) se infiltram na festa de Dona Leocádia (Tamara Taxman), a terrível síndica que é, literalmente, uma bruxa para resolver o caso.


Lá eles presenciam um crime "mágico", que condena o Prédio Azul a uma demolição de emergência. Para completar, a única testemunha - o quadro falante da Vó Berta (Suely Franco) - desaparece, e Dona Leocádia é enfeitiçada para ficar boazinha. Para resolver esse caso, os detetives vão contar com a ajuda do porteiro Severino (Ronaldo Reis), que empresta sua Kombi azul novinha para ser a sede móvel de investigação. A aventura fica completa quando Tom (Caio Manhente), Mila (Letícia Pedro) e Capim (Cauê Campos), fundadores do clubinho original, são trazidos de volta ao Rio de Janeiro para ajudar no caso. Para quem acompanhou a série pela TV, o filme se mostra claramente como uma continuidade do que vem sendo contado, respeitando tanto a curiosidade, quanto o saudosismo e mostrando que fim levaram os personagens que deram início a esta trajetória.

A série protagonizada pelo clube de amigos especializados em desvendar mistérios, estreou em 2012 no Gloob e teve uma das maiores audiências do canal, tanto que recentemente passou a ter o dobro da duração. A série já conta oito temporadas, e teve inclusive boa acolhida da crítica - sendo eleita melhor série infantil na última edição do Prêmio da  Associação Paulista de Críticos de Arte - APCA. Para o filme, elenco e equipe foram mantidos, incluindo o diretor André Pellenz, de Minha Mãe É Uma Peça – O Filme. A Paris Entretenimento já provou que sabe fazer um sucesso infantil com Carrossel - O Filme e aqui repete a dose, num singelo filme juvenil, que sabe claramente quem é o seu público.


O roteiro de Flávia Lins e L.G. Bayão é consistente o suficiente ao propor motivações interessantes e convincentes para tudo que ocorre no filme. Por mais que as rachaduras do prédio azul seja claramente feita com adesivos, o filme faz bom uso dos efeitos especiais, tanto em cenas comuns como na aparição de uma simples caneta, ou a transformação dos suspeitos em bichos, como nas cenas mais elaboradas como no ataque dos livros raivosos na biblioteca, ou na poção de Theobaldo (Charles Myara). Percebi no longa algumas referências visuais do universo dos filmes de Harry Potter, que certamente deve ter inspirado esta obra. 

O filme conta com a parceria da Marinha do Brasil, que possibilitou inclusive a gravação de cenas com um submarino de verdade, tornando o imaginário infantil do que está sendo mostrado, funcionando bem dentro da dinâmica narrativa apresentada. O elenco que participa do filme também está bem, contando com grandes nomes como Mariana Ximenes (Bibi Capa Preta), Otávio Muller (Jaime Quadros), Ailton Graça (Temporão) e Maria Clara Gueiros (Bruxa Mari P.). Destaco também a boa utilização de figurino, especialmente na cena da festa dos bruxos e da trilha sonora que varia de Anitta a Psy, passando pela bela canção de abertura interpretada por Maria Gadu.

Acompanhe o trailer de Detetives do Prédio Azul:

Encantos Contação de Histórias no Iguatemi Fortaleza


Na tarde deste 22 de julho de 2017, estive com meus meninos no shopping Iguatemi Fortaleza conferindo a apresentação do grupo Encantos Contação de Histórias.

Teve muita histórias cantadas, com música bacana, fazendo a alegria de crianças e adultos que estiveram presentes. Teve A lenda do brilho da lua, O casamento da ratinha e outras histórias incríveis... Foi maravilhoso!


Bazar Aberto na Praça do Bem


Na tarde deste sábado, 22 de julho de 2017, estivemos no Bazar Aberto na Praça do Bem, vendendo peças que temos arrecadado em função do Projeto Reconstrução.

A Velane foi nos ajudar e as peças foram expostas e apuramos mais um pouco. Como diz o ditado, de grão em grão, vamos enchendo o papo...

Várias pessoas estavam expondo suas peças, então a arrecadação não foi das melhores, até porque o movimento foi relativamente pequeno.

Oficina de Contação de Histórias


Neste sábado, 22 de julho, estive na Livraria Leitura do Shopping RioMar com a família, para participar da oficina de interação de pais e filhos com contação de histórias organizada pelo Clube das Mamys. Contar boas histórias para as crianças estimula a criatividade e o interesse dos pequenos pela leitura, além de fortalecer o vínculo entre o adulto e a criança. 


O evento teve início por volta das 10h30 e contou com a participação da pedagoga Camila Quirino que repassou aos presentes, a possibilidade de transformar uma história em algo criativo e que chame atenção das crianças.



De início, ouvimos a bela história Severino Faz Chover de Ana Maria Machado com todo o talento de Camila, ao iniciar a história cantando uma canção preparativa, capaz de prender a atenção dos pequenos. Quanto a história, Severino morava numa terra muito seca, muito árida e por isso mesmo muito triste. Tudo lá estava murcho, menos a magia e a esperança de um garoto, que percebeu desde cedo que com disposição, união e boa vontade, o mundo pode se tornar muito melhor. Este texto de Ana Maria Machado é uma lição de confiança na capacidade que todos temos de resolver os problemas do dia-a-dia. Pois, através da arte, da criatividade, da magia e de muita brincadeira, Severino e seus amigos conseguiram o que parecia impossível: fazer chover!



Depois, tivemos uma leitura interativa do livro Gildo de Silvana Rando. Cada pessoa do grupo, leu uma parte do texto que apresentava Gildo, um elefantinho muito corajoso. Ele gosta de montanha-russa, de avião, de filme de terror e de cantar em público. Mas como quase todo mundo, existe uma coisa que o deixa apavorado... Sempre na noite anterior a alguma festinha de aniversário de um amigo, ele não consegue pregar os olhos, por que será? Do que Gildo tem medo? Todos participaram, cada um com sua entonação e a história foi lida.



Camila Quirino deu então algumas dicas e conselhos práticos, desde a preparação do ambiente, até a escolha de bons conteúdos, afinal livros é um alimento, e existe de todo preço e conteúdo. Indicou livros da Brinque-Book e em seguida colocou seus livros à disposição para leitura entre pais e filhos. Li para meus filhos O Urso Pulguento de Nick Bland que conta a história da relação de um urso e uma pulga. Parecia mais um dia comum: o céu estava azul e a grama verdinha, repleta de flores. Sentado em um tronco, o urso aproveitava para ler um livro, quando foi interrompido por uma forte coceira, provocada por uma pulga. Ela só queria dizer “oi” e mostrar que estava ali, mas acabou causando muita confusão! Será que esses dois inusitados personagens vão conseguir superar suas diferenças? 

Por fim, Camila ainda nos proporcionou mais duas leituras. Primeiro O Grúfalo de Julia Donaldson. Usando de astúcia e imaginação, apresenta um ratinho que vai criando um monstro terrível e assustador, o Grúfalo, e diverte-se espantando seus predadores. Mas qual não é o seu espanto ao ver sua imaginação personificada à sua frente. O Grúfalo, é uma divertida fábula sobre os poderes da nossa imaginação. As bonitas ilustrações, de Axel Scheffler, complementam a graça do texto e convidam a acompanharmos o ratinho em seu passeio pela floresta. 

Já O Filho do Grúfalo também de Julia Donaldson é uma espécie de continuação. Apesar das advertências do pai, o filho do Grúfalo sai sozinho pela floresta durante uma noite fria e escura. Seu propósito é encontrar o grande e feio Rato Mau. Mas será que esse tal de Rato Mau, devorador de grúfalos, existe mesmo? Afinal, o que é fantasia e o que é real quando podemos utilizar nossa perspicácia para sobreviver? A inteligência, utilizada como método de sobrevivência por um ratinho indefeso, fez surgir O Grúfalo. Agora, em O Filho do Grúfalo, a criatura inventada pelo pequeno roedor cria outra, num desdobramento criativo e surpreendente. Lembro de ter visto na Caixa Cultural o curta de animação O Regresso do Grúfalo, baseado neste excelente livro. 



Foi uma manhã maravilhosa!

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Como Se Tornar Um Conquistador


Comédia Como Se Tornar Um Conquistador (How to Be a Latin Lover, EUA, 2017), de Ken Marino conta com a participação de Eugenio Derbez, o responsável pelo encantador Não Aceitamos Devoluções (2013), filme mexicano que teve recentemente uma refilmagem francesa, o ótimo Uma Família de Dois (2017) e se mostra divertido em sua proposta cativante de apresentar a importância de um tio presente na vida de um sobrinho, lembrando inclusive a recente comédia nacional Um Tio Quase Perfeito (Brasil, 2016) de Pedro Antônio.


Este é o primeiro filme para cinema de Ken Marino, ator e diretor especializado em produções televisivas. Por mais que pelo trailer esse filme aparentasse ser uma comédia grosseira, ela é extremamente bem-vinda, e apesar da censura, ela se torna divertida para se ver até com as crianças.

Na trama, Máximo um gigolô sexy e sedutor que fez carreira seduzindo mulheres ricas e mais velhas (o mexicano Eugenio Derbez, em seu primeiro filme americano). Ele se torna um milionário, mas sem levantar um dedo, ao se casar com uma mulher rica e 25 anos depois ele é trocado por um homem muito mais jovem sendo despejado e forçado a voltar a morar com a distante irmã Sara (Salma Hayek) e seu jovem filho Hugo (Rafael Alejandro), um menino tímido e desajeitado que não sabe como lidar com as garotas. 

O filme rende boas risadas, especialmente nas situações do tio com o sobrinho. Enquanto Máximo se vê desesperado à procura de uma vida de luxo, funcionários e carros, traça um esquema para seduzir uma viúva bilionária, usando inclusive o sobrinho. Nessa transição, o filme expõe o verdadeiro valor da família, como o valor que realmente importam, estando muito acima do poder do charme. 

Assista ao hilário trailer de Como Se Tornar Um Conquistador:

Transformers – O Último Cavaleiro


Blockbuster Transformers – O Último Cavaleiro (Transformers – The Last Knight, EUA, 2017), de Michael Bay uma das franquias mais lucrativas da história, já com cinco filmes e US$ 3,7 bilhões arrecadados no mundo, infelizmente apresenta em seu novo filme mais do mesmo. O longa marca a despedida do produtor e criador Michael Bay da direção do universo Transformers, o que pode ter um apelo especial para os fãs, pois a história seria o ponto de partida de um novo universo de prequels, continuações e spinoffs, no modelo dos filmes de super-heróis. No entanto, o filme é pedante, quase interminável e falha ao misturar as histórias dos robôs com lendas como Rei Arthur, Marlin e Lancelot.


Com a bilheteria gigantesca obtida mundialmente com Transformers – A Era da Extinção (2014), espero que enfim o novo filme dos robôs fracasse em bilheteria, pois está se tornando uma missão impossível suportar quase três horas de robôs se digladiando com o volume no máximo e uma câmera que não para nunca, marca registrada do sempre empolgado Michael Bay. 
Na trama deste novo filme, o gigante Optimus Prime embarcou em uma das missões mais difíceis de sua vida: encontrar, no espaço sideral, os Quintessons, seres que possivelmente são os responsáveis pela criação da raça Transformers. O problema é que, enquanto isso, seus amigos estão precisando de muita ajuda na Terra, já que uma nova ameaça alienígena resolveu destruir toda a humanidade, que está em guerra com os Transformers, fazendo com que eles tenham que se esconder em meio ao ferro velho.

Cade Yeager (Mark Wahlberg) é um dos protetores dos Tranformers, liderando um núcleo de resistência. É lá que conhece Izabella (Isabela Moner), uma garota de 15 anos que luta para proteger um pequeno robô defeituoso (referência total a Star Wars). É muito estranho os robores atuando sem o líder  Optimus Prime, que viaja pelo universo rumo a Cybertron, seu planeta-natal, de forma a entender o porquê dele ter sido destruído. Só que, na Terra, Megatron se prepara para um novo retorno, mais uma vez disposto a tornar os Decepticons os novos soberanos do planeta. 

O filme tem várias batalhas, muitas delas desnecessárias. É difícil de compreender nomes como Anthony Hopkins, Nicola Peltz, Jack Reynor e Stanley Tucci (que interpretou Joshua Joyce no anterior e neste é o mago Merlin). envolvidos com uma bomba gigantesca dessa. Atores como Josh Duhamel e John Turturro retomam seus papeis nesse último filme, mesmo que por razões desconhecidas não tenham aparecido no antecessor, com algumas cenas que em nada se relacionam com o que está ocorrendo em tela.

Ao longo das quase três horas de duração, muita coisa é entregue pelo roteiro e em meio a tantos detalhes inseridos na história, não conseguimos conectar as cenas e acompanhar a história que está sendo mostrada, pois o desenvolvimento é um tanto quanto apressado e mal dá tempo de paramos pra respirar e compreender o que está acontecendo. A trilha sonora de Steve Jablonsky parece um disco arranhado de tanto tocar aquelas mesmas faixas que já ouvimos nos filmes anteriores, até enfim chegarmos na cena final, com a clássica narrativa de Optimus Prime. Mais uma coisa preocupa, a cena pós créditos... Pois pode ter outra bomba vindo por aí... Já não basta ver esses US$ 260 milhões de orçamento indo bilheteria abaixo...

Assista ao trailer de Transformers – O Último Cavaleiro: 



quinta-feira, 20 de julho de 2017

Apresentação Teatral no aGRaciados


Na noite deste 20 de julho de 2017, estive com a família participando do aGRaciados, o grupo de relacionamento que se reúne quinzenalmente na Aerolândia, recebendo dezenas de crianças.


Fomos convidados pela Cláudia, que nos propôs uma apresentação teatral. Então, bolamos um texto e cumprimos o solicitado apresentando uma peça que chamou a atenção das crianças.


Também ajudamos nos preparativos do lanche e durante o louvor.

Segue um esboço do que foi a peça teatral:


CENA 1 - INDIFERENÇA
Mãe irresponsável conversa com amigas ao celular e reclama que filho está prestes a chegar da escola.
Filho chega da escola dizendo que os colegas mangaram dele por ele ser o maior da sala e ainda não saber nem ler, mas mãe não liga, pois ainda nem fez o almoço...
Criança fica sozinha tentando fazer a tarefa e com fome.

CENA 2 – BULLYING
Criança faminta recebe o almoço, mas mãe fica zombando por ele não saber ler.
Menino pede ajuda da mãe, mas só recebe críticas.
Filho fica triste por não ter a atenção da mãe.

CENA 3 – AMIZADE
Criança vai à escola e na hora do recreio encontra um amigo brincando.
O amigo oferece os brinquedos e o convida para almoçar em sua casa.
Criança aceita e fala que sua mãe vai achar é bom ele demorar a chegar.

CENA 4 – OBEDIÊNCIA
Ao chegarem à casa do amigo, são bem recebidos pela mãe cuidadosa, que pergunta como foi na escola e já está com o almoço preparado.
A mãe coloca chocolates na mesa e avisa que as crianças só podem comer depois do almoço.
Quando a mãe sai, o menino quer pegar um chocolate escondido, mas o amigo fala que mesmo a mãe não vendo, Deus vê todas as coisas.

CENA 5 – ORAÇÃO
Mãe retorna com o almoço, e pergunta sobre a vida do menino.
O menino fala da dificuldade na escola, a mãe se oferece para ajudar ele a aprender a ler...

A peça termina com a mãe ensinando as crianças a orarem antes da refeição.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Frantz


Drama de época, Frantz (França/Alemanha, 2016), de François Ozon falado em francês e alemão, é baseado no filme Não Matarás (Broken Lullaby, EUA, 1932) de Ernst Lubitsch mostra com delicadeza uma surpreendente história de amor, em meio a tragédia e a dor da guerra, a um emaranhado de mentiras, abordando a questão do perdão, tudo isso com muitas surpresas e regado de emoções, muitas delas manipuladas pelo diretor.


Em uma pequena cidade alemã após a Primeira Guerra Mundial, a viúva Anna (Paula Beer) chora diariamente no túmulo de seu noivo Frantz, morto em uma batalha na França. Um dia, o jovem francês Adrien (Pierre Niney) um ex-combatente, porém pacifista, de 24 anos, que também coloca flores no túmulo. Sua presença, logo após a derrota alemã, inflama paixões, especialmente em Hoffmeister (Ernst Stötzner) pai de Frantz, que considera todo francês uma assassino de seu filho.  

Adrien se apresenta como amigo do falecido e acaba por fazer contato com a Anna e os sogros dela, que a consideram como filha, sendo que inclusive moram juntos. A principio imaginamos o relacionamento de Adrien e Frantz tenha sido homo afetivo, pois é isso que texto do filme deixa nas entrelinhas. No entanto, a verdade só é contada a Anna, que pra não magoar ainda mais os sogros, prefere esconder deles a verdade omitindo a informação e fantasiado uma pseudo verdade. A partir daí, é como se tivéssemos duas histórias acontecendo em paralelo e Anna transitando entre as duas linhas temporais, e de certa forma ganhando uma afeição por Adrien.

Por ser jovem, e ter outros pretendentes, o casal de idosos deseja que Anna se case com Adrien, desejo este relatado claramente por Magda (Marie Gruber). E mandam que ela vá a França atrás do rapaz, que não teve suas cartas respondidas, pois Anna ainda não o havia perdoado e mantinha a farsa diante dos sogros. Assim, a bela história de amor, é ofuscada pelos dissabores da vida. Seria possível uma jovem se apaixonar pelo assassino de seu noivo? Nas circunstâncias em que ocorreram as guerras, acredito que sim, por mais louco que isso possa parecer. Então por mais questionável que seja a atitude de Adrien, procurar a família daquele que ele tirou a vida, e pedir perdão é algo nobre demais para nossas mentes limitadas.

A fotografia do filme é predominantemente em preto e branco, mas repleta de beleza e melancolia. Ela se apresenta quando o filme expõe a realidade dos fatos, enquanto que aquilo que é fantasioso, é mostrado em nítidas cores, sendo um recurso deveras interessante, sutil e acaba fazendo parte da história em si. O ritmo lento não atrapalha, pelo contrário demonstra certa compaixão dos personagens. Participou do Festival de Veneza 2016 e do Festival de Sundance 2017. 


Veja o trailer de Frantz:


domingo, 16 de julho de 2017

Fortaleza 1 x 1 Remo - Série C 2017

Na noite deste domingo, 16 de julho de 2017, após dois dias de treinamento no OCAD no 23º Batalhão de Caçadores, fui no apartamento do Cilas para assistir da varanda a partida entre Fortaleza e Remo válido pela Série C 2017.

A visão era privilegiada: entardecer, torcida chegando em paz ao estádio... Os anfitriões providenciaram um farto lanche, tudo maravilhoso. Mas, eis que os times entram em campo, o jogo começa e o Remo vai pra cima, Boeck salva um gol em cima da linha, mas numa tabela com a maior facilidade do mundo, os atacantes do Remo entram na área do Fortaleza e abrem o placar aos 10 minutos da primeira etapa.

O time manteve a calma e foi pra cima, afinal a equipe do Remo é extremamente limitada. Então, aos 33 minutos, numa bola cruzada pelo Pablo, o estreante Paulo Sérgio cabeceia para as redes. No segundo tempo, o Fortaleza insistiu em virar o placar, mas as melhores chances foram do Remo. No final, o empate deu um ponto ao Fortaleza e devolveu a segunda colocação na tabela, com 15 pontos, empatado com Sampaio Correia, mas embolando o grupo que briga pelas quatro vagas.

Eu espero que o Fortaleza fique na terceira ou quarta colocação, para jogar a primeira partida do mata-mata em casa. Mas não quero ficar de fora como em 2013, que o time era o primeiro colocado e ao sofrer um gol de empate do Sampaio Correia na última rodada, ficou de fora na quinta colocação.

Segue melhores momentos do jogo:


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