terça-feira, 14 de março de 2017

Personal Shopper


Vaiado em Cannes, suspense Personal Shopper (França/Alemanha, 2016), de Olivier Assayas, tem um bom trabalho de direção (vencedor do prêmio de direção no Festival de Cannes), especialmente na movimentação de câmera, Kristen Stewart comprovando ser uma atriz promissora carregando o filme nas costas, mas com uma temática espírita que não me causa interesse e acaba tornando o filme frustrante, exceto pelo fato que me fez sentir saudades de Christina Ricci e do saudoso Gasparzinho, o Fantasminha Camarada (Casper, 1995) de Brad Silberling e Phil Nibbelink quando das "aparições" durante o filme.

O filme apresenta Maureen (Kristen Stewart) uma jovem americana que mora em Paris, trabalhando como personal shopper de uma celebridade local e que tem capacidade de se comunicar com o mundo dos mortos. A moça dividia esse dom com seu irmão gêmeo, recém-falecido, mas que parece estar querendo enviar uma mensagem para o mundo dos vivos. No entanto o filme carece de uma história a ser contada. O roteiro se mostra sem propósito, na tentativa de se fazer um suspense/terror diferenciado.

Kristen Stewart está em 99% do filme, mas leva uma vida vazia e sem propósito, a começar pelo trabalho por ela desempenhado, que funciona indiretamente como uma crítica ao mundo capitalista que incentiva o consumo para preencher lacunas emocionais das vidas vazias das pessoas. Maureen interage mais com o celular trocando mensagens com um desconhecido, de modo que o espectador pouco se importa com a vida medíocre levada pela personagem. Não recomendo.

Acompanhe o trailer de Personal Shopper:


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