segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
16 anos do Instituto Agropolos do Ceará
Neste 15 de janeiro, os colaboradores do Instituto Agropolos do Ceará (IACe) comemoraram os 16 anos de existência da entidade, na sede do instituto.
Teve almoço, bolo e o tradicional parabéns, a presidenta Ana Teresa de Carvalho e o secretário Dedé Teixeira ofereceram o primeiro pedaço de bolo a todos os colaboradores representados por Gilber Lopes, funcionário mais antigo da casa.
Tudo estava uma delícia! E a minha cara não me deixa mentir... Desejo um futuro próspero ao instituto, que ele se firme aliado a política de governo de nosso Estado.
sábado, 13 de janeiro de 2018
Aniversário de 1 aninho da Ana Clara
Na noite deste sábado, 13 de janeiro de 2018, estivemos celebrando o 1º aniversário da Ana Clara, filha do Júnior e da Bruna.
Foi uma linda festa, com o tema chuva de amor! Algo bem inovador e desafiador.
A Mariana se vestiu de boneca e fez algumas brincadeiras, além disso, ajudamos nos serviços diversos de modo a contribuir para a linda comemoração. Foi uma noite inesquecível.
AGO 2018 da Fecori
Na tarde deste sábado ensolarado, estive na Assembleia Geral Ordinária da Fecori, onde foi realizado o planejamento para 2018 da entidade, com o objetivo de criar mais facilidades para o esporte. Foi apresentada uma retrospectiva 2017, destacando as principais realizações e as ações que ainda não foram concluídas.
Todas as contas da FECORI do ano de 2017 foram aprovadas, baseadas no parecer favorável do Conselho Fiscal, assim como o regulamento do Campeonato Cearense de Orientação (CCO) 2018.
O Regimento de Taxas foi mantido com os valores de 2017, acrescendo apenas da Taxa da Anuidade da CBO, que será paga de forma parcelada nas inscrições de cada etapa. Uma outra novidade será a possibilidade de pagamento com cartão de crédito, seja da inscrição individual, seja do pacote de todo Campeonato.
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
O Destino de Uma Nação
Drama O Destino de Uma Nação (Darkest Hour, Reino Unido, 2017) de Joe Wright, acompanha momentos marcantes e tensos do primeiro ministro britânico Winston Churchil e é um complemento interessante para o filme Dunkirk (Dunkirk, Estados Unidos, 2016), de Christopher Nolan. Com uma atuação soberba de Gary Oldman, o filme tem cenas marcantes e poderosas.
Com a Grã-Bretanha à beira de perder a guerra para a Alemanha, Winston Churchill (Gary Oldman) está prestes a encarar um de seus maiores desafios: tomar posse do cargo de Primeiro Mnistro. Após montar sua equipe de governo, ele sofre pressão para fazer um acordo de paz com a Alemanha nazista de Hitler para estabelecer o estado como parte do território do Terceiro Reich, mas resiste à pressão contando com o apoio do recatado Rei George VI (Ben Mendelsohn) e da população (apoio esse obtido através de uma enquete rápida num vagão do metrô, numa cena marcante e quase que inacreditável).
Joe Wright passeia com sua câmera em excelentes takes, destaque para cenas que mostram a visão de Churchill pela janela do carro e os planos sequencia que terminam numa tomada aérea. O recorte de roteiro da vida do político, também é um trunfo do roteirista Anthony McCarten, pra apronfundar bem o episódio em questão, sem precisar narrar do nascimento a morte de Winston. Assim, ganha espaço os coadjuvantes, como a esposa Clementine Chirchill (Kristin Scott Thomas) e a assistente de datilografia Elisabeth Layton (Lily James).
A direção de fotografia Bruno Delbonnel também entrega um excelente resultado, especialmente nos ambientes sombris que envolviam as decisões políticas que determinam o futuro de uma nação. No entanto, o maior mérito do filme, é a atuação esplendorosa do comissário Gordon da trilogia Batman - O Cavaleiro das Trevas, quase irreconhecível atrás da maquiagem e de próteses. Merece ser apreciado. Maior problema é só a vontade de rever Dunkirk (Dunkirk, Estados Unidos, 2016), de Christopher Nolan.
Assista ao trailer de O Destino de Uma Nação:
Era Uma Vez de Kell Smith
Uma das canções mais lindas que ouvi nos últimos dias chama-se Era Uma Vez e é cantada por uma ilustre desconhecida chamada Kell Smith. Em tempos onde a música do ano é a do Pablo Vittar, nada como ouvir boa música para limpar os tímpanos.
Segue clipe de Era Uma Vez de Kell Smith:
Segue clipe de Era Uma Vez de Kell Smith:
domingo, 7 de janeiro de 2018
Série Resoluções 2018: Eu Resolvo Andar Com Deus
Na tarde noite desse 7 de janeiro de 2018, estive com a família em mais um culto da IBC, nossa amada igreja, que celebrou inclusive os 40 anos de casados do Pr. Armando com a Heloisa.
Nos louvores tivemos Casa do Palavra antiga, Está Escrito da Comunidade Evangélica Internacional da Zona Sul, Andar com Deus do Kléber Lucas, Meu Universo do PG e Em Tua Presença da Nívea Soares
Vimos então um vídeo sobre a Série Resoluções 2018 com o bom humor do Wladson Sidney. Tivemos então um momento de ofertas com o Pr.. Jose Edson, e tivemos a leitura de Apocalipse 1:5 que diz "e de Jesus Cristo, que é a testemunha fiel, o primogênito dentre os mortos e o soberano dos reis da terra. Ele nos ama e nos libertou dos nossos pecados por meio do seu sangue," e Apocalipse 5:12 "e cantavam em alta voz: “Digno é o Cordeiro que foi morto de receber poder, riqueza, sabedoria, força, honra, glória e louvor!”.
Ouvimos então Não Posso Te Deixar de Kleber Lucas
Quando o Pr. Armando subiu ao púlpito, foi surpreendido com uma homenagem aos 40 anos de casado com a Heloísa, com exibição de um vídeo narrando a história deles e outro com depoimento de familiares.
Na homilia foi dito que o ano não será novo se não houver mudança de hábito. A neurociência prova que alguns problemas cerebrais não podem ser tratados com remédios, mas com mudanças de hábitos. Foi mostrado uma imagem de Scanner cerebral, apresentando um cérebro intacto, um cérebro afetado por adicto em drogas, e cérebro de quem é viciado em pornografia. Foi dito que cérebros afetados levam 7 anos para se recompor. Neuroplastia.
A cura para o que acontece em nossas vidas nem sempre estão em remédios (nunca se viu numa capital tantas farmácias...), mas a cura vem, quando há mudanças de hábitos. "Aquele que furtava... Não furte mais...Aquele que mentia... Não minta mais..." O remédio nas sinapses cerebrais, é capaz de dar uma aliviada, mas a restauração só vem com a mudança de hábito.
Romanos 12:1-2 diz: "Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus."
Deus quer mudar nosso caráter, transformar os maus hábitos em bons hábitos. Nós nascemos de novo para se relacionar com o rei e não para servir a ministérios. João 17:21 e 23 afirma: "para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste.
Deus quer mudar nosso caráter, transformar os maus hábitos em bons hábitos. Nós nascemos de novo para se relacionar com o rei e não para servir a ministérios. João 17:21 e 23 afirma: "para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste.
Issa não significa fazer coisas uns para os outros, mas viver um Relacionamento com Deus. João 17:3."Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste."
Gênesis, 17:1. Quando Abrão estava com noventa e nove anos de idade o Senhor lhe apareceu e disse: “Eu sou o Deus todo-poderoso; ande segundo a minha vontade e seja íntegro.
Gênesis, 22:7. Isaque disse a seu pai Abraão: “Meu pai!” “Sim, meu filho”, respondeu Abraão. Isaque perguntou: “As brasas e a lenha estão aqui, mas onde está o cordeiro para o holocausto?”
Jeová Nissi, Shalom, Rafa, Roi. Conhecendo e experimentando a essência de Deus. O Senhor nos ama tanto, que é capaz de não responder nossa oração.
Hebreus, 12:6. pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho”.
Andar com Deus inclui perdas, experiências amargas, momentos difíceis.
João, 14:21. Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele”.
Jesus não aponta o caminho, não dá instruções sobre o caminho, não pede pra vc estudar o caminho. Ele é o caminho. E o bom é andar com Ele. Viver um dia de cada vez. Noé andou com Deus, mesmo sem saber sobre a chuva que viria construiu a arca. Abraão foi chamado pra outra nação? Qual Deus não revelou, mas prometeu estar com ele. Moisés foi chamado pra liderar o povo. Jesus disse aos discípulos, segue-me.
Mateus, 28:10. Então Jesus lhes disse: “Não tenham medo. Vão dizer a meus irmãos que se dirijam para a Galiléia; lá eles me verão”.
Mateus, 28:18. Então, Jesus aproximou-se deles e disse: “Foi-me dada toda a autoridade nos céus e na terra.
Mateus, 28:18. Então, Jesus aproximou-se deles e disse: “Foi-me dada toda a autoridade nos céus e na terra.
Devemos ser exemplos para nossos filhos, de que andamos com Jesus. Devemos ser servos e deixar Deus nos moldar. O que nos impede de andar com Deus? A pressa e a incredulidade. Não paramos para ouvir Deus e perceber Ele em todas as circunstâncias.
Segue mensagem em vídeo:
Aniversário 6 Anos do João Arthur
Neste 7 de janeiro de 2018, fui com a família para o aniversário do João Arthur, e do Antonhy. A festa que tinha como tema super heróis, foi realizada lá em Urucubuca e contou com banho de piscina e almoço.
O João é um sobrinho querido e um milagre divino, pois enquanto os médicos lhe deram meses de vida, ele já celebra seu 6º ano conosco, sendo muito amado e cuidado.
sábado, 6 de janeiro de 2018
O Touro Ferdinando
Animação da Blue Sky Studios O Touro Ferdinando (Ferdinand The Bull, Estados Unidos, 2017) de Carlos Saldanha é baseado em uma clássica história infantil A História de Ferdinando (The Story of Ferdinand, 1936), de Munro Leaf e Robert Lawson, que foi adaptada em 1938 pela Disney com um premiado curta de Dick Rickard, se tornando uma fábula conhecida por várias gerações. Aqui, acompanhamos uma história sobre a tolerância, aceitação das diferenças e o quanto é normal você ser incomum.
Ferdinando é um touro com um temperamento calmo e tranquilo, bem diferente dos outros de sua espécie, que adoram impressionar numa boa briga. Ferdinando gosta de flores e prefere sentar-se embaixo de uma árvore e relaxar ao invés de correr por aí bufando e batendo cabeça com os outros. A medida que vai crescendo, naturalmente ele se torna forte e grande, mas mantém o mesmo pensamento e temperamento. Até que vão até sua fazenda para escolher mais animal para touradas em Madri, e Ferdinando é selecionado acidentalmente.
Ambientado na Espanha, a história original sobre um touro que se recusava a participar das touradas e preferia ficar à sombra das árvores admirando suas flores preferidas, que fora lançada um pouco depois do início da Guerra Civil espanhola, com uma mensagem pacifista não foi muito bem digerida pelo ditador Francisco Franco e suas forças fascistas, que proibiram a circulação da obra. Adolf Hitler, na Alemanha, fez a mesma coisa.
Assim como no original, aqui conhecemos Ferdinando ainda nos primeiros dias, sendo que rapidamente ele se torna um touro gigante, mas com um grande coração. Depois de ser confundido com um animal perigoso, ele é capturado e arrancado de sua casa. Determinado a voltar para sua família, ele se une a uma equipe desajustada na aventura final. Também situado na Espanha, Ferdinando prova que você não podemos julgar ninguém pela sua aparência. A história é bonita, o filme tem uma bela canção Home de Nick Jonas, indicada ao Globo de Ouro de melhor canção.
O filme dos anos 30 é muito fiel à narrativa original, mas deixa uma porta aberta ao preconceito, ao levantar suspeitas sobre a masculinidade do animal. Nessa animação não fica essa percepção equivocada. No entanto, achei o filme um pouco cansativo e longo demais, com cenas claramente voltadas para entreter o público infantil, com o uso dos coadjuvantes. No fim das contas vale mais para apresentar ao público a versão original.
Veja o curta Ferdinando, O Touro de 1938:
Acompanhem o trailer de O Touro Ferdinando:
Reunião Diretoria CODL 2018
Na tarde desse 6 de janeiro de 2018, a diretoria do CODL esteve reunida no shopping Parangaba para debater sobre assuntos relacionados ao clube, como anuidade 2018, indicações e demais decisões administrativas relativas ao nosso clube de orientação.
Estiveram presentes a Manu, a Clara, a Dhebora, o Alberto e este que vos escreve, que levou consigo dois futuros diretores.
Viva - A Vida é Uma Festa
Animação Viva - A Vida é Uma Festa (Coco, Estados Unidos, 2015) de Lee Unkrich, que convenhamos, tem melhor nome na versão traduzida que no original, algo raro de acontecer, embora o melhor nome para a animação fosse "O Dia dos Mortos", pois o filme tem inspiração neste tradicional feriado mexicano, que se tornou um evento cultural, com a conhecida qualidade técnica, excelentes canções, poesia e uma história de valores familiares que nos emociona e nos inspira a sempre lembrarmos dos nossos entes queridos.
No filme, conhecemos Miguel (voz de Arthur Salerno na versão tupiniquim), um menino que ama sua família, mas sonha em se tornar um grande músico como seu ídolo, Ernesto de la Cruz (voz de Nando Pradho). No entanto, a estrutura matriarcal da família de sapateiros, fez com que a música fosse banida devido a um trauma: o tataravô abandonou a esposa e os filhos pequenos para seguir a carreira de artista, com isso a dor familiar foi desviada do homem para o a sua paixão, no caso, a arte.
Desesperado para provar o seu talento, Miguel se vê no deslumbrante e pitoresco Mundo dos Mortos seguindo uma misteriosa sequência de eventos. Ao longo do caminho ele conhece o trapaceiro encantador Hector (voz de Leandro Luna), e juntos eles partem em uma jornada extraordinária para descobrir a verdade por trás da história da família de Miguel. Interessante a Pixar animar esqueletos com roupas e maquiagem e dar vida a uma espécie de limbo. Assim, a fotografia, o figurino, a edição de som, a montagem, a direção de arte, tudo é muito bem realizado.
Com a narrativa focada no
folclore mexicano, em uma temática que pode
parecer sombria para
crianças pequenas, mas a Pixar mais uma vez consegue emocionar o público que está acostumado com a excelência em suas produções. Vemos apenas um flerte com a espiritualidade, sendo laico, ou seja, nem religioso, tão pouco excessivamente cultural. Prova disso são piadas que são feitas, como a que envolve a famosa pintora mexicana Frida Kahlo e o fato de não haver céu ou inferno na trama. Eu particularmente não gosto da ideia de dialogar com os mortos, mas não tem como não se render a beleza para qual o filme se propõe, que é trazer à memória nossos antepassados.
A bíblia fala que há um “Deus zeloso, que castigo os filhos pelos pecados de seus pais até a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam”. Então, muitas das coisas que vivemos hoje, tem relação estrita com o que foi vivido por nossos antepassados, seja por fatores genéticos, os espirituais. O livro do Eclesiastes em seu nono capítulo, verso cinco diz que: “Os viventes estão cônscios de que morrerão; os mortos, porém, não estão cônscios de absolutamente nada.”
Na animação os mortos fazem uma espécie de viagem anual ao mundo dos vivos, para receberem oferendas de seus familiares. No entanto, o maior problema que eles enfrentam, é a morte eterna ocasionada pelo esquecimento. O que me preocupa no filme, é o interesse que ele provoca nas crianças, de por exemplo conhecerem um cemitério. Deuteronômio 18:11 nos diz que quem "consulta os mortos" é abominação ao Senhor. Só não curti a ideia de utilizar animais como uma espécie de guia espiritual. Eles são quase que uns pokemons na trama e poderiam ser facilmente descartados, utilizando o cachorro Dante mais como um mero curioso que acompanha Miguel em suas aventuras. Outro grande destaque do longa animado são as músicas, especialmente a canção-tema Lembre de Mim que tem uma letra linda e é daquelas que grudam na mente, exaltando o amor presente no afeto, nas memórias, nas lembranças.
Veja trailer de Viva - A Vida é Uma Festa:
Filhos no ambiente de trabalho
Na manhã deste sábado, 6 de janeiro de 2018, tive a oportunidade de levar meus filhos para conhecerem meu ambiente de trabalho. Como havia passado a semana longe deles, propus na hora que fui convocado para o serviço extra...
Foi uma manhã produtiva, com a ajuda dos meus herdeiros, que ficaram comportados, lancharam na mesa da coordenadora e fizeram a festa vendo vídeos no youtube.
Considero importante desde cedo as crianças saberem o valor de um trabalho, especialmente depois do pai deles ter enfrentado o desemprego por um longo período...
sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
GR Resoluções 2018
Na noite desta sexta, 5 de janeiro de 2018, realizamos nossa primeira reunião de Grupo de Relacionamento, no São João do Tauape, tratando acerca das Resoluções para o ano de 2018.
Cada um fez a sua resolução e sorteou um cobrador de contas, que auxiliará nas resoluções estabelecidas. Foi muito bom partilhar sonhos, estabelecer metas, prioridades e planejar o ano que se inicia, que certamente será uma benção, se Deus assim permitir.
quinta-feira, 4 de janeiro de 2018
The Square - A Arte da Discórdia
Comédia dramática The Square - A Arte da Discórdia (The Square, Suécia, Alemanha, França, 2017) de Ruben Östlund propõe uma salutar discussão sobre a arte contemporânea e os limites do que seja politicamente correto, confrontando a elite misantrópica européia. Acaba sendo um filme estranho e com problemas narrativos, mas não é esses balaios todos.
A trama acompanha um gerente de museu em Estocolmo, que está usando de todas as armas possíveis para promover o sucesso de uma nova instalação e decide contratar uma empresa de relações públicas para fazer barulho em torno do assunto na mídia em geral. Porém, isso acaba gerando consequências infelizes e um grande embaraço, especialmente após ter seu celular roubado, fazendo com que ele perca o controle de seu trabalho, de sua vida, e acabe provocando situações drásticas capazes de colocar em jogo os seus próprios princípios.
O que chama atenção, é fato do filme ser sarcástico em relação ao que é considerado arte, seja pelo ridículo de certas exposições ou pela arrogância de quem se considera apreciador das artes. O longa começa numa entrevista bizarra do X-Royal Museum Christian (Claes Bang), e vai desencadeando em situações em que vemos arte na simplicidade de um assalto, em detrimento daquilo que é considerado arte pela sociedade. Ao longo do filme, somos constantemente confrontados com situações incômodas, como a do garoto que grita sem parar na porta de Christian, o espectador com síndrome de Tourette que fica berrando palavrões durante uma entrevista, e uma discussão em torno de uma camisinha usada por Christian e pela repórter neurótica Anne (Elisabeth Moss).
No entanto, a cena que mais incomoda e mexe nos brios do espectador, é a que estampa o poster do filme, estrelada pelo homem-macaco Oleg (Terry Notary), que é exposto em vídeo no museu, mas que surge como grande atração de um jantar de ricaços colaboradores do museu. O que de início soa engraçado, se torna uma ameaça. Lembrou um pouco o Edson quebra coco, que faz exposições de rua em Fortaleza, quebrando coco de várias formas bizarras... Guardada as devidas proporções, ela se assemelha ao episódio que houve no Museu de Arte Moderna (MAM), no Ibirapuera , Zona Sul de São Paulo, e gerou polêmica nas redes sociais, com a performace do homem nu, que interagiu com uma criança.
Por fim, o que dizer do vídeo sem noção da criança explodindo? Não gostei da narrativa, das cenas teatralizadas, sendo um filme puramente provocativo, embora instigante. Vencedor da Palma de Ouro no 70º Festival de Cannes, em maio de 2017, é um dos 9 pré indicados ao Oscar 2018 de Filme Estrangeiro, representando a Suécia.
Veja trailer de The Square - A Arte da Discórdia:
quarta-feira, 3 de janeiro de 2018
Corpo e Alma
Ambientada de forma cirúrgica em um matadouro, tragicomédia romântica Corpo e Alma (A Teströl és Lélekröl, Hungria, 2017) de Ildikó Enyedi apresenta duas pessoas introvertidas que descobrem dividir o mesmo sonho todas as noites e intrigados, incrédulos e assustados, tentam recriar o que acontece durante a noite quando estão acordados. Altamente divertido e criativo, é o representante Húngaro na briga pela indicação ao Oscar 2018 de filme estrangeiro, e com a exclusão de Bingo - O Rei das Manhãs (Brasil, 2017) de Daniel Rezende do páreo, por enquanto este é meu favorito.
Com uma trama peculiar que apresenta dois colegas de trabalho em um matadouro (que rende cenas chocantes, inclusive uma decapitação!). Endre (Morcsányi Géza) é o chefe, diretor financeiro e Mária (Alexandra Borbély), uma analista de qualidade recém ingressa na empresa, após empregada anterior ter entrado de licença maternidade. Ambos são tímidos, retraídos e carregam seus traumas. Endre já sofreu com a perda de um grande amor e evita se machucar novamente, sendo que agora mora sozinho e possui um dos braços paralisados por uma demência, enquanto que Mária é um tanto quanto metódica, seguindo fielmente as regras (rebaixa a classificação das carnes por conta de dois milímetros a mais de gordura), e não interage com os demais funcionários, sendo quase uma robô. Ela tem uma memória incrível, mas não consegue interagir com ninguém, e sabe muito pouco sobre sentimentos e seu próprio corpo, chegando a ser acompanhada há muitos anos por um terapeuta infantil. Ou seja, ambos possuem suas deficiências, ele mais física, ela mais emocional. Suas interações ocorrem a maior parte das vezes na hora do almoço, no restaurante do abatedouro de gado.
Acidentalmente, após um incidente com um produto químico utilizado para estimular o cruzamento animal, eles acabam descobrindo que sonham as mesmas coisas durante o sono, quando são um casal de cervos numa floresta. Algumas cenas são hilárias, especialmente aquelas envolvendo a psicóloga (que parece demais com a Jennifer Lawrence) e é a chamada para auxiliar a empresa num inventário psicológico dos funcionários, após recomendação da polícia, para descobrir quem furtara uma droga do estoque da empresa. Aos poucos, eles decidem tornar os sonhos realidade, apesar das dificuldades no mundo real, pois eles se desejam, mas só conseguem se comunicar através do sonho que compartilham. O filme vai cativando aos poucos, sendo demasiadamente interessante acompanhar essa singular relação.
O trabalho de direção é primoroso, especialmente nos detalhes, naquilo que é implícito, no que não é dito, mas construído apenas com as imagens e a atuação dos atores principais. O ritmo do filme é desacelerado, mas ele consegue prender a atenção enquanto vamos percebendo os detalhes dos fatos que estão sendo mostrado pelo roteiro. A montagem que intercala as cenas do sonho é digna de elogios. O contraste do ambiente do matadouro, para o ambiente idílico do sonho é extremamente necessário. Questões de afeto e delicadeza e de violência e brutalidade se alternam a ponto de culminar numa bela cena, onde acompanhamos uma tentativa de suicídio sendo interrompida pelo poder do amor existente num simples contato telefônico. Na ligação, as palavras de Endre repletas de paixão, enquanto vemos o sangue jorrando das veias de Mária é um paralelo incrível de como o amor é o antídoto para as dores da vida.
Há ainda espaço para personagens secundários, como o diretor de RH Jenö (Zoltán Schneider) e o recém contratado Sándor (Ervin Nagy), ambom bem machistas e com comentários que são típicos num ambiente corporativo. A trilha sonora é muito boa e tem uma cena muito engraçada, que também é marcante, na qual a canção What He Wrote de Laura Marling que se destaca e tem uma letra combina perfeitamente com o sentimento que o filme quer transmitir. A fotografia do longa também é esplendorosa, nos diversos ambientes que o filme aborda.
Veja e ouça What He Wrote de Laura Marling:
Vencedor do Urso de Ouro de melhor filme no Festival Internacional de Cinema de Berlim, o filme é uma poesia linda acerca do dom supremo do amor, numa história pra lá de inusitada, mas que certamente ficará na memória dos que tiverem o privilégio de acompanhar essa trama.
Jovem Mulher
Comédia dramática Jovem Mulher (Jeune Femme, França, 2017) de Léonor Serraille premiada em Cannes com o câmera de Ouro (melhor primeiro filme), apresenta a saga de uma mulher abandonada por seu grande amor, numa metrópole como Paris. Gosto de filmes que abordam feminismo, sem serem feministas abordando temas importantes como casamento, questões de gênero, aborto, entre outros.
A trama acompanha Paula (Laetitia Dosch) uma jovem mulher de olhos bicolores, que decidiu seguir seu companheiro até Paris. Na cidade luz, ela acaba sendo deixada por ele após 10 anos de relacionamento. O filme inicia com ela tendo uma crise de nervos dentro de um hospital. Ela decide permanecer na até então desconhecida cidade e se deixar ser engolida por ela, aproveitando tudo que lhe for possível.
Sem dinheiro, dona apenas de um gato e com todas as portas batendo na sua cara, sem ter onde morar, ela procura por abrigo e posteriormente por emprego. Apesar de tudo o que passa a viver, ela não é uma mulher melancólica e nostálgica, pelo contrário, é daquelas que vai à luta e conquista. Diante de sua solidão e encontros fugazes acaba fazendo ela repensar as certezas que possuía, numa jornada para redescobrir a integridade de sua alma e sua independência.
Destaque para atuação da atriz Laetitia Dosch. que nos apresenta uma mulher imprevisível, impetuosa e de coração aberto. O filme tem seu primeiro ato e metade do segundo muito focado em Paula. O filme ganha quando a câmera deixa um pouco a personagem principal e investe em personagens menos egocêntricos, como o segurança de shopping Ousmane (Souleymane Seye Ndiaye) e a "colega de infância" Yuki (Léonie Simaga).
O longa participou da mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes 2017. No evento, faturou o prêmio Câmera de Ouro. Recebou outros prêmios no Bratislava International Film Festival, Champs-Élysées Film Festival, Deauville Film Festival, na Janela Internacional de Cinema do Recife, entre outros eventos realizados em 2017.
Confira o trailer de :
Celebrando aniversário da Rayanne
Na tarde desta quarta-feira ensolarada, fui com a Priscila comprar um bolo, refri e vela para celebrarmos o aniversário da Rayanne, que ocorreu durante o período de recesso. Como ela é muito querida por todos, não podíamos deixar de celebrar. Desejo muita saúde, paz e felicidades!
terça-feira, 2 de janeiro de 2018
A Origem do Dragão
Ação de artes marciais A Origem do Dragão (Birth Of The Dragon, Estados Unidos, China, 2016) de George Nolfi apresenta a história de Bruce Lee, célebre lutador de artes marciais, um fenômeno cultural nas décadas de 60 e 70, e até hoje é um nome conhecido por todos os fãs da sétima arte. Aqui ele enfrenta um rival, que é mais admirável do que a lenda. O filme surpreende por mostrar a história de Lee antes dele se tornar um ídolo, enquanto era iniciante no cinema americano e levava a vida treinando homens brancos nas artes marciais, com seus defeitos, imaturidade e orgulho, e como o embate com o mestre Kung Fu mudou seu estilo de luta e filosofia de vida. Apesar disso, a obra deixa a desejar como entretenimento.
O filme acompanha a trajetória de Bruce Lee (Philip Ng), lendário lutador de artes marciais, e seu rival, o mestre de Kung Fu Wong Jack Man (Yu Xia), tentam resolver suas divergências em uma luta sem regras. O combate entre os dois se tornará o mais importante e emblemático duelo da carreira do futuro grande lutador e ator de cinema, um marco fundamental em sua trajetória.
Jack Man foi aos Estados Unidos pelo fato de não concordar com o fato de Lee estar passando seus ensinamentos para pessoas não orientais. No entanto, com toda humildade que lhe é pculiar, ele leva a vida lavando pratos num dos restaurantes da colônia oriental americana, que escraviza mulheres que vem tentar a sorte na América, e que cobra valores altos para os comerciantes da região. Depois do fatídico encontro, os dois mestres se unem para lutar contra o poderio da máfia chinesa em Chinatown, São Francisco.
O interessante do longa é mostrar como os princípios filosóficos das artes marciais, são tão ou mais importantes que a simples luta física. O foco do filme está mais em um dos alunos de Bruce Lee, que se torna seguidor dos ensinamentos de Wong Jack Man, por perceber que este segundo tem métodos mais interessantes. Filmes facilmente esquecível...
Veja trailer de A Origem do Dragão:
segunda-feira, 1 de janeiro de 2018
Festa da Virada 2018 na IBC
Na noite deste 31 de janeiro de 2017, estivemos na festa da Virada da IBC, junto com os irmãos de grupo de relacionamento.
Levamos creme de galinha, mas o junta panela teve salgados, chester, pernil, arroz, saladas, salpicão e estava tudo uma delícia!
Nesse ano, a igreja não estava hiperlotada, de modo que foi mais tranquilo e agradável realizar o junta panela, acompanhar a programação que incluiu uma encenação teatral pra lá de cômica, ouvimos uma bela seleção de louvores e a tradicional palavra do Pr. Armando antes da virada e um momento de oração. Foi uma bênção!
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