segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Luciérnagas


Produção LGBT Luciérnagas [México, Grécia, EUA, República Dominicana, 2018] de Bani Khoshnoudi, é um drama sobre a sensação de não pertencimento, que utiliza-se de uma metáfora geográfica, para abordar a temática da orientação sexual. Não faz o meu tipo de filme, mas é digno por mostrar uma situação angustiante enfrentada por um homossexual.


A trama apresenta Ramin (Arash Marandi), um rapaz de 30 anos que sofria perseguição no Irã por ser gay e por isso deixou seu país de origem. Quando se escondeu em um barco cargueiro para fugir, não esperava que chegaria ao México, sua intenção era ir à Grécia, ou Turquia. Longe do que costumava conhecer, Ramin encontra uma nova maneira livre de viver, enquanto tenta se habituar a todas as coisas novas que lhe foram apresentadas.

O principal cenário do filme é a cidade portuária de Vera Cruz, que recebeu, no século passado, uma grande quantidade de imigrantes vindos do Líbano, da China, e de outros países latino-americanos, sem contar os milhares de refugiados da Guerra Civil Espanhola (1936-1939).

O nome da ficção mexicana não tem nada a ver com a homossexualidade, “Vagalumes”, em tradução literal, conta de forma contida, a história deste jovem iraniano que embarca clandestinamente em um navio cargueiro, tendo a Grécia (ou a Turquia) como destino. Mas não consegue visto de permanência no país europeu. Parte, então, em outro cargueiro, para o México, desembarcando no porto de Vera Cruz. Trabalha em ofícios pesados como a colheita de abacaxi ou a construção civil. Aos poucos, com refinada delicadeza, saberemos que ele é homossexual e deixou o companheiro no Irã. 

Hospedado numa pensão barata, Ramin fará amizade com a solar proprietária Léti (Edwarda Gurriola), que cuida do tio idoso (Elígio Meléndez). E se aproximará de um rapaz de muitas tatuagens, Guillermo (Luis Alberti), que sonha migrar para Los Angeles, na Califórnia. O namorado de Léti já consumou o sonho de muitos mexicanos (cruzar a fronteira).

A zona portuária de Vera Cruz é explorada em cores quentes pela bela fotografia do chileno Benjamín Echazaretta. Ele registra o trabalho diário das máquinas e trabalhadores do grande porto. Fica registrado também, a sensação de abandono e solidão que vem das edificações vistas em noites escuras. Parecem ruínas de uma cidade que conheceu, no passado, dias de glória e apogeu econômico. O fotógrafo filma corpos de forma epidérmica, destacando tatuagens e cicatrizes. As marcas nas costas de Ramin serão explicadas sem nenhum discurso verbal, só com o poder da sugestão visual.

O longa tem participado de vários festivais, muitos deles voltados para o público LGBTI, e tem sido bem-recebido. Até os pais da cineasta, de perfil conservador, aprovaram o que viram em um festival, em Los Angeles, por entender que o filme “poderá sensibilizar a comunidade iraniana que vive nos EUA”.

O elenco de “Vagalumes” é majoritariamente mexicano. O principal papel feminino coube à roliça Edwarda Gurrola, atriz desde a infância (atuou nas novelas “Carrossel” e “Vovô e Eu” e em “Star Wars – Episódio 5” e “Efeito Colateral”). Só dois personagens são iranianos: o protagonista interpretado por Arash Marandi, ator radicado na Alemanha, e o rapaz que dá rosto ao namorado iraiano (só o vemos em conversa via Skype). Para este pequeno papel, foi convocado um jovem que vive em Washington, nos EUA.

Segue trailer de Luciérnagas :

Vozes da Floresta


Na noite desse 2 de setembro, tive o privilégio de ver o documentário Vozes da Floresta [Brasil, 2019] de Betse de Paula, que mostra a luta de mulheres indígenas e quilombolas em defesa da Amazônia e da proteção ao meio ambiente, num momento em que as autoridades mais devastam nosso maior bem natural, sendo coniventes com a tragédia ambiental na floresta, graças ao desgoverno federal que não sabe, nem tem interesse de resolver o problema.


O documentário retrata a resistência das lideranças femininas nas áreas florestais, que lutam pela preservação do meio ambiente e a favor dos direitos das mulheres. Batalhando por melhores condições de vida em seus locais de nascença, quilombolas, indígenas, ribeirinhas e extrativistas se manifestam vigorosamente para salvar a floresta e o planeta.

Já na cena inicial, somos impactados com o potente discurso da advogada indígena Joênia Wapichana, defendendo, no Supremo Tribunal Federal, a demarcação da Reserva Raposa do Sol, defendendo o direito dos índios à terra enquanto denuncia os ataques sofridos por fazendeiros.

O documentário mostra tanto o cotidiano delas em suas associações, seja catando e quebrando coco de babaçu, palestrando sobre política para mulheres ou viajando à Brasília para protestar no Congressos e manifestações sociais, quanto as ameaças às quais estão sujeitas e cenas explícitas de violência, como o assassinato de indígenas por grileiros em Rondônia.

O filme nos aproxima dos povos das águas, os ribeirinhos, os quilombolas, os da periferia, da cultura e das tradições. São mulheres que enfrentam balas e arames para defender seu direito à terra e de proteger a natureza. Filmado ao longo de um ano e meio, e com cerca de 400 horas de material bruto, o documentário se mostrou bem atual e oportuno ao revelar a urgência dos incêndios que devastam a Amazônia.

Vozes da Floresta argumenta que todos os Governos, à direita e à esquerda do espectro político, falharam nas questões de política ambiental e proteção às comunidades originárias. A diferença é que o atual desgoverno é muito pior que o anterior nessa questão.

Veja trailer de Vozes da Floresta:

domingo, 1 de setembro de 2019

Série A 2019: Fortaleza 2 x 0 Goiás



Na tarde desse domingo, fui com o Adriel, a Rizolânia, a Mariana e o Izahel ver mais uma partida do Fortaleza pela Série A do Brasileirão 2019. 


Saímos cedo, mas fomos até o Beach Park buscar a Rizolânia, o que nos fez chegar praticamente na hora da partida, após pegarmos o trânsito da Paulino Rocha.



A partida foi movimentada. O Fortaleza fez um gol em cada tempo, com Quintero na etapa inicial e Oswaldo na complementar. Com o resultado, o Leão passou o Goiás na tabela.



No primeiro tempo, após uma arrancada de Felipe Pires, Yago Rocha fez falta e foi expulso, facilitando as ações do Tricolor de Aço, que a esta altura já estava à frente do placar.



Foi a primeira vitória de Zé Ricardo no comando técnico da equipe.


FICHA TÉCNICA

Local: Estádio Castelão (Fortaleza). Árbitro: Felipe Fernandes de Lima (MG). Assistentes: Felipe Alan Costa de Oliveira (MG) e Ricardo Junio de Souza (MG). Renda: R$ 320.755,00. Público pagante: 33.472. Expulsão: Yago Rocha(4/1) (G) 36’ do 1º tempo. Cartões amarelos: Quintero, Vásquez e Marlon (F); Geovane(4) (G). Gols: Quintero 24’ do 1º tempo. Osvaldo 13’ do 2º tempo.


Fortaleza: Felipe Alves, Tinga, Quintero, Jackson e Bruno Melo; Felipe, Gabriel Dias (Marlon), Vásquez (Osvaldo) e André Luis; Welington Paulista e Felipe Pires (Edinho). Técnico: Zé Ricardo.


Goiás: Tadeu(17), Yago Rocha(4), Fábio Sanches(5), Rafael Vaz(11) e Marcelo Hermes(4); Geovane(16) (Gilberto Júnior(2)), Yago Felipe(12), Jefferson(17) e Marlone(12) (Barcia(16)); Kayke(16) (Rafael Moura(6)/(31)) e Michael(17). Técnico: Ney Franco(4).

Veja os gols e melhores momentos da partida:

sábado, 31 de agosto de 2019

Canção Sem Nome


Drama peruano Canção Sem Nome [Canción Sin Nombre, 2019] de Melina León possui uma alta qualidade artística, para abordar um tema relevante que é a realidade social e política do Peru dos anos da guerrilha comandada por Sendero Luminoso, onde crianças ainda bebês recém nascidas eram roubadas de seus pais ao nascerem.


A chamada década perdida, ou década do horror. Os anos 1980, início dos 1990, são relembrados pela cineasta Melina León com imagens documentais, evocações dos anos em que um professor de Filosofia, Abimael Guzmán, assumiu o comando da guerrilha de orientação marxista-leninista-maoista. Para batizar seu grupo insurgente, escolheu um nome poético (Caminho Luminoso). Com base em Ayacucho, na região andina, Guzmán, conhecido também como Presidente Gonzalo, liderou a guerra de guerrilhas até ser preso, em 1992, quando Alberto Fujimori governava o Peru.



O filme foi selecionado pela Quinzena de Realizadores de Cannes. Embora não seja um épico histórico, ele constitui-se como um drama íntimo, de base documental. Sua protagonista, Georgina (Pamela Mendoza) interpreta uma jovem vendedora ambulante de origem indígena, migrante que deixara sua Ayacucho natal, para viver na periferia de Lima. Grávida, ela procura uma clínica para ter seu bebê. Nasce uma menina, que desaparece do berçário da “falsa” clínica que ela recorreu ao serviço na hora do parto. Desesperada, Georgina sai em busca da filha. Bate em muitas portas, em vão. Até que encontra um jornalista, Pedro Campos (Tommy Párragas), empenhado, apesar de todos os riscos, em denunciar desaparecimento de crianças, muitas vezes usadas por traficantes de órgãos.

Aos poucos, eles descobrem que o local serve como disfarce para um esquema de tráfico de bebês. O projeto é certamente muito ambicioso ao embarcar no suspense policial apenas para desprezar as regras do gênero rumo ao final, encaminhando a trama para rumos sombrios. A fotografia em preto e branco corrobora para o clima subversivo criado. Pamela Mendoza, atriz não profissional, se sai muito bem no papel. Filme interessantíssimo, de um cinema nem tão acessível, o peruano.

Segue trailer de Canção Sem Nome:

   
   
    Canção Sem Nome
   
    Canção Sem Nome Trailer Original
 

Maria do Caritó


Na noite desse 31 de agosto de 2019, fui ao Cine Ceará e conferi a Premiere de Maria do Caritó [Brasil, 2019] de João Paulo Jabour. Antes da exibição do filme, a atriz Lilia Cabral foi homenageada recebendo das mãos do ator José Loreto, o Troféu Eusélio Oliveira.





Em sua fala, Lilia Cabral relatou no palco do Cine São Luiz, que fizera menos filmes do que gostaria, e que estava ali, muito feliz e agradecida, por receber troféu por sua trajetória artística. Por fim, alfinetou que: “os governos passam e a cultura fica”.


A comédia dirigida pelo estreante João Paulo Jabour e realizado a partir de peça teatral que o pernambucano Newton Moreno escreveu especialmente para Lilia Cabral, e que ficou cinco anos em cartaz, tamanho o sucesso alcançado, tem humor ingênuo e inofensivo, mas que acaba nos levando a comparar com a situação política que vivemos, onde os cristãos se envolvem com a política, unidos com a bancada da bala para atender interesses escusos.


Cansada da vida solitária que leva, Maria (Lilia Cabral) sonha em encontrar um verdadeiro amor. Prometida pelo pai para ser entregue virgem a São Djalminha, um santo de quem ninguém nunca ouviu falar, só mesmo um milagre poderia ajudar. A única certeza que Maria tem é que, custe o que custar, ela precisa desencalhar e sair de uma vez desse Caritó.


O filme apesar de ser uma comédia de formato televisivo, daqueles que deve ser exibido no formato de minisérie na TV, mas destaca-se pelo ótimo elenco, pela fotografia com belas imagens externas, de pastagens, igrejas e, em especial, de uma linda ponte ali do interior de Minas Gerais. O roteiro tem alguns achados de Newton Moreno, como a canção “hino da solteirona virgem” que é muito divertida. Então, sem apelações escatológicas, com boa trilha sonora e um delicado final libertário, é capaz de agradar até as feministas de plantão.

Segue trailer de Maria do Caritó:



Grupo Encantos encanta com a Turma do Chaves no Shopping Del Paseo


Na tarde desse 31 de março, estive com a família no Shopping Del Paseo, para conferir o espetáculo Lá Vem o Chaves com o Grupo Encantos.


A peça vai conta com números musicais ao vivo e fantoches, que narram a história do Chaves e as peraltices da turma mais divertida da TV.

Segue algumas fotos:









sexta-feira, 30 de agosto de 2019

A Vida Invisível


Drama A Vida Invisível [Brasil, 2019] de Karim Aïnouz, inspirado no livro A Vida Invisível de Eurídice Gusmão de Martha Batalha e apresenta a vida de duas jovens irmãs que foram separadas pelo destino e viveram na esperança do reencontro.

A Vida Invisível se passa no Rio de Janeiro, década de 1940. Eurídice (Carol Duarte) é uma jovem de 18 anos, talentosa, mas bastante introvertida. Guida (Julia Stockler) é sua irmã mais velha, e o oposto de seu temperamento em relação ao convívio social. Ambas vivem em um rígido regime patriarcal, e conservador, o que faz com que elas trilhem caminhos distintos: Guida decide fugir de casa com o namorado, enquanto Eurídice se esforça para se tornar uma musicista, ao mesmo tempo em que precisa lidar com as responsabilidades da vida adulta e um casamento sem amor com Antenor (Gregório Duvivier).

Cada uma tem um sonho: Eurídice quer se tornar uma renomada pianista e outra encontrar o amor verdadeiro. Porém, por conta do pai, elas são forçadas a viver uma sem a outra. Separadas, elas tomarão controle de seu destino ao mesmo tempo que nunca abrem mão da esperança de serem reunidas. Para suprir a carência que uma sente da outra, acabam preenchendo com coisas fúteis esse vazio gerado pela ausência fraterna.

É a história destas duas mulheres, duas irmãs, tentando lutar contra as forças sociais que insistem em frustrá-las. Invisíveis em uma sociedade paternalista e conservadora, elas se desdobram para seguir em frente. O ritmo do filme pode parecer até um pouco lento, como a vida de fato é em determinados momentos. Mas como está estampado no poster, se trata de um melodrama tropical.

O elenco conta com Carol Duarte, Julia Stockler, Gregorio Duvivier, Bárbara Santos, Flavia Gusmão e Fernanda Montenegro como atriz convidada. A Vida Invisível deu a Aïnouz o prêmio da mostra Um Certo Olhar, principal mostra paralela a Cannes. O longa também será exibido no Festival de Toronto.

Veja o trailer de A Vida Invisível:

A Máscara da Igualdade


Curta metragem A Máscara da Igualdade [Brasil, 2019] de Telmo Carvalho aborda o tema da igualdade de gêneros de forma simples e direta.

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O Projeto de conclusão da oficina de cinema do projeto Enel Compartilha Animação, o curta de 3 minutos foi produzido na técnica 2D, sob orientação do cineasta e professor Telmo Carvalho. Após a exibição, os jovens receberão o certificado de conclusão do curso realizado na Casa Amarela Eusélio Oliveira.

O roteiro foi uma criação conjunta dos alunos, que se dividiram depois em equipes para as atividades de cenaristas, animadores, clean up (limpeza do traço) e coloristas. “Os desenhos foram feitos da forma tradicional utilizando a mesa de luz, fotografados na truca com uma câmera digital, que é uma mesa onde se filma o desenho, e depois coloridos digitalmente utilizando computadores”, explica Telmo Carvalho.


O filme conta a história de Bárbara, uma mulher que está procurando emprego e vai até uma fábrica de caixas. Lá, mesmo sendo capacitada, não fica com a vaga por ser mulher. Ela, então, tem uma ideia: coloca uma máscara de homem. Assim, consegue o emprego e acaba revolucionando a fábrica de caixas.

A primeira etapa do projeto aconteceu em junho deste ano, quando 100 estudantes de cinco escolas públicas de Fortaleza participaram das oficinas de cinema de animação realizadas em cada instituição, com aulas teóricas e práticas. Dos 100, 11 foram selecionados para a segunda etapa, que aconteceu em julho na Casa Amarela Eusélio Oliveira, onde tiveram acesso a equipamentos e programas de computador utilizados em grandes estúdios. Com isso, eles deram vida ao curta desta edição.

O Enel Compartilha Animação tem como objetivo introduzir, por meio de aulas teóricas e práticas, a linguagem do audiovisual à rotina de jovens estudantes e faz parte da rede de ações de responsabilidade social desenvolvida pela Enel, que já beneficiou mais de 2 mil crianças de escolas públicas de Fortaleza e outras cidades do interior do estado, ao longo desses mais de dez anos. O projeto é realizado pela Associação Cultural Cine Ceará e o Instituto ÁguaBoa Cultural, em parceria com a Casa Amarela Eusélio Oliveira, da Universidade Federal do Ceará (UFC), viabilizado pelo Mecenato Estadual do Ceará e conta com apoio do Governo do Estado do Ceará através da Secretaria de Cultura (Secult).

Abertura 29º Cine Ceará


Na noite deste 30 de agosto de 2019, estive na solenidade de Abertura do 29º Cine Ceará - Festival Ibero-americano de Cinema, num auditório lotado. A fila se formou cedo na praça do ferreira e conheço pessoas que tinham credenciais, mas não conseguiram adentrar ao recinto.

Cine Ceará teve abertura no último dia 30

Karim Ainouz, o homenageado da noite entrou e já foi aplaudido pelo público. Diversas autoridades estiveram presentes. O governador Camilo Santana, o Secretário da Cultura Fabiano Piúba, o ex-candidato a presidência Ciro Gomes, mas foi quando o ex-candidato Fernando Haddad adentrou que o público reagiu com gritos de Lula Livre!



Fabiano Piúba fez um belo discurso de abertura sobre "adiarmos o fim do mundo", que aqueles que elegeram a educação, a cultura e o meio ambiente como inimigos tentam realizar. Na fala do Governador Camilo Santana, cumprimentou o público, as autoridades e quando Fernando Haddad foi citado novamente foi ovacionado pelo público. Citou importantes prêmios conquistados pelos filmes cearenses, recentemente Pacarrete ganhou Gramado e A Vida Invisível será o representante brasileiro no luta pela vaga no Oscar de Melhor Filme Estrangeiro 2020. Citou investimentos na cultura, na contramão do desinvestimento Federal. Terminou anunciando convocação dos concursados na Secult.

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O protocolo foi quebrado e Karim Ainouz já recebeu presentes e homenagens. Em seguida houve protestos contra o novo reitor da Universidade Federal do Ceará. Os gritos eram: Fora interventor e o ministro ditador.


Foi exibido o curta A Máscara da Igualdade, do Projeto Compartilha Animação, seguido da entrega dos Certificados aos Alunos do Projeto Compartilha Animação. A temática abordada foi a questão da igualdade de gêneros.

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Fernanda Montenegro foi então convidada ao palco para entregar o troféu Eusélio Oliveira ao cineasta Karim Ainouz. O discurso de Fernanda foi um dos pontos altos da noite. No formato de uma carta, ela afirmou que na arte, o país vai dar certo. Fernanda também leu a carta que Karim a escreveu a convidando para participar de A Vida Invisível.

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Karim então convidou o elenco do filme para subir no palco e falou um pouco sobre o filme que ganhou o prêmio da mostra Um Certo Olhar, principal mostra paralela a Cannes. Em seu discurso Karim defendeu a Ancine dos ataques que a instituição tem sofrido no atual desgoverno.No final da exibição, teve o projeto música na praça, com o cantor Marcos Lessa (CE). Foi uma noite memorável.

Bacurau


Nacional Bacurau [Bacurau, Brasil, 2018], de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, é um filme resistência diante do desgoverno que temos vivido em nosso país. Com nítidas inspirações na filmografia de Glauber Rocha, Tarantino e John Carpenter, vemos uma fantástica história que mistura western, ficção científica e distopia, sendo uma alegoria política perfeita.

A trama fictícia se passa num futuro próximo, em Bacurau, um pequeno povoado do sertão brasileiro, dá adeus a Dona Carmelita, mulher forte e querida, falecida aos 94 anos. Dias depois, os moradores de Bacurau percebem que a comunidade não consta mais nos mapas. Quando uma série de assassinatos inexplicáveis começam a acontecer, os moradores da cidade tentam reagir. Mas como se defender de um inimigo desconhecido e implacável?

Em paralelo à chegada da personagem Teresa (Bárbara Colen) à cidade de Bacurau, a tempo do funeral de uma matriarca local, é sugerida ainda uma grande transformação externa no restante das regiões brasileiras. Em Bacurau, vemos um Nordeste futurista, onde a exploração das relações desiguais de poder entre metrópole e colônia fica nítida, através da introdução de um grupo de estrangeiros que passam a caçar os habitantes locais de forma basicamente arbitrária.

Laureado recentemente com o Prêmio do Júri em Cannes, o filme tem feito bonito em festivais e atraído o público desde a sua estreia.

Segue trailer de Bacurau:

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

The Cure - Anniversary 1978-2018 Live in Hyde Park London



Turnê The Cure - Anniversary 1978-2018 Live in Hyde Park London de Tim Pope, apresenta o show em comemoração aos 40 anos da banda, consolidando-os como uma das principais bandas de rock da história da música.



The Cure, subiu ao palco em uma noite perfeita de julho 2018 no Hyde Park, em Londres, para apresentar um conjunto de músicas que celebram quatro décadas de criação de músicas.O filme, “Anniversary 1978-2018”, dirigido pelo colaborador de longa data Tim Pope, os capta em glorioso 4K. O mix de áudio 5.1 de Robert Smith e Paul Corkett complementa e completa essa experiência cinematográfica fabulosamente imersiva. De Lovesong a Lullaby, de Boys Don't Cry a Burn, de Fascination Street a Friday I'm In Love, Robert Smith e sua extraordinária banda - Simon Gallup, Jason Cooper, Roger O'Donnell e Reeves Gabrels - nos levam em um viagem mágica no tempo.

O show recebeu aplausos da crítica, incluindo cinco estrelas do The Independent, chamando-o de "um conjunto perfeito". A Rolling Stone disse que havia um “poder único na apresentação ao vivo do The Cure”, enquanto a NME o chamou de “épico” e o The Metro premiou quatro estrelas dizendo que o show era um “testemunho de quão icônica a música do The Cure é que os detentores de ingressos cobriam tudo gerações ”.

Veja trailer de The Cure - Anniversary 1978-2018 Live in Hyde Park London:


Veja trecho de Lullaby:


terça-feira, 27 de agosto de 2019

Revendo It: A Coisa


Revi o terror It: A Coisa [It, Estados Unidos, 2017] de Andrés Muschietti, longa baseado no best-seller homônimo de Stephen King, uma das obras mais populares do autor, que tem aterrorizado leitores há várias décadas, numa sessão especial, preparatória para a sequencia que estreia no próximo dia 05 de setembro. Ao final dos créditos, ainda vimos alguns minutos do capítulo dois.


A trama se passa em Derry, uma pacata cidade que foi aterrorizada 30 anos atrás por um ser conhecido como “A Coisa”. Suas vítimas eram crianças, sendo que se apresentava na maioria das vezes como o palhaço Pennywise. Com esta forma ele reaparece, 30 anos depois. Sete pessoas atacadas pela criatura juraram combatê-la caso surgisse outra vez, porém este juramento pode custar suas vidas.

Quando crianças começam a desaparecer misteriosamente na pequena cidade de Derry, no estado de Maine, um grupo de jovens é obrigado a enfrentar seus maiores medos ao desafiar um palhaço maligno chamado Pennywise, que há séculos deixa um rastro de morte e violência.

Bill Skarsgård interpreta com maestria e de forma assustadora, como o principal vilão da história, o palhaço Pennywise. No conjunto de talentosos jovens atores do longa estão Jaeden Lieberher, Jeremy Ray Taylor, Sophia Lillis, Finn Wolfhard, Wyatt Oleff, Chosen Jacobs, Jack Dylan Grazer, e Nicholas Hamilton. Todo o elenco infantil está muito bem em cena.

O roteiro adaptado por Chase Palmer & Cary Fukunaga e Gary Dauberman é meticuloso e detalhista. Rever o filme, fez com que a expectativa para ver aquela turma na forma adulta só aumentou revendo o filme.

Acompanhe o trailer de It: A Coisa:

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Palestra sobre doação de sangue na SIPAT 2019


A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), gestão 2018/2019, do Instituto Agropolos do Ceará (IACe) iniciou, na manhã de hoje (26/08), a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (Sipat) com ação no IACe, que contou com a participação da diretora administrativo-financeira Delanny Pinheiro, e na Secretaria da Infraestrutura, respectivamente.

Estive lá ouvindo sobre a importância de doar sangue e como já sou doador, me voluntariei a participar da comitiva que irá ao Hemoce doar sangue. Ainda ganhei brindes no sorteio!

domingo, 25 de agosto de 2019

CCO 2019 - 5ª Etapa - Paripueira - Beberibe/CE


Neste domingo, 25 de agosto, Dia do Soldado, acordei cedo com o meu filho, com a mente voltada para a competição em Beberibe, esperamos o Geilson e fomos para a área de concentração da prova que valia pela 5ª Etapa do Campeonato Cearense de Orientação (CCO). A viagem de pouco mais de 100Km foi até rápida, a recepção e a acolhida de sempre, com a alegria de rever os amigos da família Orientista.


Nem deu tempo de conversar um pouco e lá está o locutor chamando para a Abertura do evento, que contou com homenagem ao Duque de Caxias emocionou e, por um momento, nos transportou ao passado tão distante, quando os nossos heróis lutavam pela consolidação do território brasileiro, na Guerra do Paraguai.


Após o hasteamento das bandeiras, lá fomos nós para a largada. Tudo organizado: chamada silenciosa, limpar/checar, sinalética, mapas e o triângulo de partida. Agora é por conta de cada um.
Percursos difíceis, terreno pesado e trilhas que confundiam. Na chegada, água, frutas e leitura do Sicard: sucesso – percurso foi validado com o OK.


Novo momento para concluir aquela conversa e seguir para fila da merecida feijoada - uma delícia,. É a compensação do esforço. Volta para casa reconfortante e, ainda no caminho, recebemos a publicação dos resultados. Que eficiência! Obrigado aos organizadores do Coqueiro, Jirau e de Mulungu. Sahel foi acompanhado pelo Jansen e eu fiquei em segundo lugar na categoria Homens Master Bravo, o que certamente me concederá um lugar no pódio na festa de premiação do final do ano.



sábado, 24 de agosto de 2019

MÚSICA NA PRAÇA no 29° CINE CEARÁ

Marcos Lessa, Aldo Sena, As Tropicanas e DJs entre os sons da Música na Praça do 29° CINE CEARÁ

Os shows vão acontecer na Praça do Ferreira todas as noites do Festival, após as exibições dos filmes no Cineteatro São Luiz. O acesso é gratuito.

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Marcos Lessa faz show na noite de abertura na Praça do Ferreira

Quem disse que Cine Ceará é só cinema? Se a sétima arte tem trilha sonora, tem música também no Festival Ibero-americano de Cinema. Diariamente, de 30 de agosto a 6 de setembro, quando acontece o 29º Cine Ceará, após as exibições no Cineteatro São Luiz, a Praça do Ferreira vira palco da festa do cinema com shows a partir das 23 horas. Antes disso, às 18h, começa no local a feira de gastronomia com foodtrucks.

Quem abre a programação de shows é Marcos Lessa. Uma das mais aplaudidas vozes da nova cena brasileira, o cantor e compositor cearense sobe ao palco do Festival e apresenta seu mais esmerado e aguardado trabalho. Produzido por Roberto Menescal, "Deslizando na Canção", lançado pela gravadora Biscoito Fino, traz inéditas de Menescal e parceiros, canções de Evaldo Gouveia, Paulo César Pinheiro, Abel Silva, Fausto Nilo, Cazuza, João Donato e participações de Jorge Vercillo e Marcos Valle.

No sábado, dia 31, a atração do Cine Ceará na Praça do Ferreira é a Superbanda, com sua farofa musical, convocando o público a vir junto numa viagem sonora cheia de diversidade pelos maiores ritmos do Brasil e do mundo, do axé ao rock, do pagode ao forró, sertanejo ao funk.

Os badalados DJs Priscila Delgado, Serginho Gouveia e Estácio Facó fazem a festa, no domingo, na segunda e na terça-feira, respectivamente, para não deixar a peteca cair! Na quarta-feira, dia 4, o show é da banda As Tropicanas, que surgiu no pré-Carnaval de 2016, com uma vontade genuína: bailar! Movida pelo desejo de um Carnaval latino, Lorena Nunes convidou o músico e produtor Claudio Mendes para uma aventura caliente. O resultado foi uma banda com três vocais femininos, três “morenas tropicanas” em um baile completo e quente. Assim, formou-se o trio de Lorena Nunes com a cantora Di Ferreira e a personagem Pepita York interpretada por Jeff Pereira.

Nos dois últimos dias o som não vai ser pouca coisa não! Na quinta-feira, 5, Pedro Falcão e a Sertônica sobem ao palco com o show “SertônicoTropical” de expressão musical dançante influenciada pelo rock, psicodelia, ritmos afro-latinos e brasileiros, concebendo em sua essência uma apresentação de caráter híbrido. E para não deixar ninguém esquecer tão cedo a alegria no encerramento do 29º Cine Ceará, que venha o senhor Aldo Sena com a banda top cearense Os Transacionais.

Aldo Sena é um ícone da guitarrada. Lançou seu álbum de estreia em 1982 e, de lá para cá, consolidou-se como o “Rei da Guitarrada”, divulgando sua música pelos quatro cantos do Brasil e outros países. Já o grupo Os Transacionais surge com uma proposta de resgatar o melhor da música brasileira produzida nas décadas de 60 e 70, indo do Iê Iê Iê ao rock psicodélico, passeando pelo samba-rock e o carimbó, unindo a descontração do afoxé e o frevo.

“Aldo & Os Transaldos” trata-se de uma parceria entre Aldo Sena e Os Transacionais, com sua Música Retrô Brasileira, com o objetivo fortalecer, criar e divulgar a musicalidade tradicional do Norte do Brasil. O show “Guitarrada Retrô Brasileira” está alicerçado nos ritmos latinos e da região norte tais como: a lambada, o carimbó, a cúmbia, o merengue e as guitarradas que nos fizeram dançar nas últimas quatro décadas, tudo isso sem deixar prestar sua homenagem aos 80 anos de Pinduca e os 20 anos de saudade de Alípio Martins.

Tá bom pra vocês? Mas tem mais! Nas noites de abertura e encerramento, por volta das 19h, a Pifarada Urbana vai para a fila do cinema O grupo apresenta a cultura popular dos tocadores de pífano remanescentes do centro urbano de Fortaleza, que vêm resistindo e preservando a memória musical desta impecável manifestação popular nascida nos rincões do nordeste brasileiro. Apresentando um repertório curado ao ponto das canções do agreste nordestino, o coletivo evoca toadas kariris, kilombos, cocos, baiões entre outros ritmos, valorizados assim uma performance que mergulha no universo da cultura do pífano somado a elementos da urbanidade com o tradicional e original timbre das Bandas Cabaçais.

29º Cine Ceará
O 29º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, acontece de 30 de agosto a 6 de setembro em Fortaleza. É uma realização da Secretaria Especial da Cultura – Governo Federal, Associação Cultural Cine Ceará e Bucanero Filmes, com apoio do Governo do Estado do Ceará por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (SIEC), Secretaria Estadual da Cultura, e da Prefeitura de Fortaleza através da Secultfor. Conta com patrocínio de empresas públicas e privadas, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, através da SP Combustíveis, M. Dias Branco, Cagece, Banco do Nordeste, Café Santa Clara, Nacional Gás, Cegás, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e Agência Nacional de Cinema (ANCINE). A promoção é da Universidade Federal do Ceará, através da Casa Amarela Eusélio Oliveira. Agradecimentos: Enel.

SERVIÇO:

Música na Praça no 29° Cine Ceará
 - Festival Ibero-americano de Cinema - De 30 de agosto a 6 de setembro de 2019, a partir das 23 horas na Praça do Ferreira, Centro - Fortaleza. Gratuito.

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