sábado, 30 de dezembro de 2017

O Melhor do Cinema em 2017


No ano de 2017, bati meu recorde de sessões de cinema: 206. Vi muitos filmes bons, alguns nem tanto, muitas vezes sofri com o cansaço, mas mantive uma média semanal altíssima. Destaco os meses de agosto (27 filmes), setembro (24 filmes) e novembro (25 filmes). Destaco a marcante presença do cinema nacional com quatro filmes na lista, e dois clássicos que foram revisitados na tela escura. Vamos aos 18 melhores filmes que vi sala escura, na sequência de exibição.

1. Até o Último Homem

Drama de guerra Até o Último Homem (Hawksaw Ridge, Austrália/EUA, 2016), de Mel Gibson, que conta a história real do paramédico Desmond T. Doss, que foi à guerra, com a condição de não pegar em armas e salvou a vida de muitos de seus compatriotas. Dois filmes em um. A primeira parte com uma bela história de amor dramática e a segunda com corpos voando pela tela, nos inserindo literalmente na batalha (venceu Oscar de Melhor mixagem de som e montagem). Emocionante ao extremo e com conteúdo cristão.

2. Manchester à Beira-Mar
O filme exala o cheiro de morte. Manchester à Beira-Mar (Manchester by the Sea, EUA, 2016), de Kenneth Lonergan é carregado de emoções e sentimentos abordando questões relevantes como luto e traumas. É daqueles que ficam na sua mente dias depois de ver o filme... Para quem é pai, o filme é de deixar engasgado. Casey Affleck ganhou o oscar de melhor ator pelo filme e Kenneth Lonergan venceu o melhor roteiro original. Altamente recomendado.

3. Logan
O melhor filme de heróis do ano, Logan (EUA, 2017), de James Mangold é interessante exatamente por não parecer com um típico filme de herói, gênero que está saturado. É um road movie no formato de um faroeste moderno, que sabe dosar violência, humor e melancolia, abordando temas relevantes como a paternidade, a velhice e a missão que temos nessa vida. A cena final leva às lágrimas facilmente qualquer fã dos X-Men. Patrick Stewart merece ser lembrado na temporada de premiação, embora ache improvável.

4. Capitão Fantástico
Capitão Fantástico (Capitain Fantastic, EUA, 2016), de Matt Ross quase não estreia em Fortaleza. Apesar de criticar o cristianismo, o filme me pegou especialmente pela relação de amor entre pai e filhos. O tema educação de filhos é abordado de maneira única, sendo obrigatório para pedagogos e educadores. Possui uma das melhores seleções musicais do ano, perdendo apenas para Em Ritmo de Fuga (Baby Driver, Reino Unido/EUA, 2017), de Edgar Wright, que merece citação honrosa, por estar fora desta lista por algum motivo que ainda não entendo.

5. O Dia do Atentado
O atentado terrorista ocorrido na maratona de Boston em 2013 são muito bem relatados nesse O Dia do Atentado (Patriots Day, Hong Kong/EUA, 2016), de Peter Berg. O filme exalta o amor como possibilidade para vencer o mal. Apesar de ser extremamente patriota, o filme tem múltiplas abordagens, não focando apenas no herói. Pra mim que já corri uma meia maratona, fiquei com vontade de algum dia correr a maratona de Boston. O final do filme é emocionante com cenas reais de sobreviventes concluindo a corrida.

6. Planeta dos Macacos: A Guerra
Épico Planeta dos Macacos - A Guerra (War for the Planet of the Apes, Estados Unidos, 2016) de Matt Reeves tem um roteiro consistente e diversas referências bíblicas, consagra Andy Serkis como o melhor ator de captura de movimentos. O filme emociona narrando a jornada dos primatas que valorizam a família e princípios de união. O filme transita bem em diversos gêneros logrando êxito pleno na ação, na comédia, e especialmente no drama.

7. Pedro Sob a Cama
Drama nacional Pedro Sob a Cama (Brasil, 2017) de Paulo Pons que teve premiere mundial no Cine Ceará (que ignorou o filme, sendo o único a não receber nenhuma premiação) apresenta uma cativante tragédia familiar. Gosto de filmes centrados em crianças, ainda mais num menino mudo, que quer simplesmente conhecer o pai, mas tem grandes dificuldades. O filme tem cenas marcantes que ficaram em mente. Tive o privilégio de ter meu post sobre o filme lido pelo diretor, com direito a feedback e tudo.


8. Bingo: O Rei das Manhãs
Indicado do Brasil a concorrer ao Oscar 2018, Bingo - O Rei Das Manhãs (Brasil, 2016) de Daniel Rezende é fabuloso ao retratar os anos 80, com a história de redenção de um dos intérpretes do palhaço Bozo (Arlindo Barreto) numa interpretação arrebatadora de Vladimir Brichta. O filme apresenta claramente como o mundo das drogas é capaz de destruir uma pessoa. É uma versão tupiniquim de O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street, 2013) de Martin Scorcese. Tem um plano sequência arrebatador.

9. Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros
Clássico Jurassic Park: O Parque dos Dinossauros (Jurassic Park, EUA, 1993) de Steven Spielberg parece não envelhecer ao nos levar para o incrível Parque de Dinossauros. Toda a ambientação do filme continua se mostrando muito bem realizada, os efeitos visuais continuam críveis e são ainda capazes de assustar até mesmo crianças. Não parece ter sido lançado há 24 anos. Foi muito bom ter o privilégio de apresentar ele aos meus filhos na sala escura, ainda mais a do Cine São Luiz.

10. Mãe!
A obra-prima Mãe! (Mother!, Estados Unidos, 2017) de Darren Aronofsky é difícil de ser vista e compreendida, pois contém muitas camadas, sendo repleto de alegorias e metáforas numa história que prende a atenção e deixa muitos espectadores sem entender o que está sendo mostrado. Pra quem tem conhecimento do cristianismo, perceberá que o filme é um apologia bíblica. Foi um dos filmes que mais me deixou pensando sobre, outro foi o nacional Soundtrack (Soundtrack, Brasil, 2014), de 300ml.

11. Black Sabbath - The End Of The End
Virou moda lançar nos cinemas os shows, quando estes estão prestes a serem lançados no formato físico. É muito bom ver um show no cinema, especialmente pelo som. Nesse ano vi Rammstein Paris (Alemanha, 2016) de Jonas Åkerlund, o Sepultura Endurance (Sepultura - O Filme, Brasil, 2016) de Otavio Juliano, David Gilmour: Live At Pompeii (2017) de Gavin Elder e Pearl Jam Live at Wrigley Lets Play Two (EUA, 2017) de Danny Clinch, mas o melhor foi sem dúvidas Black Sabbath - The End Of The End (2017) de Dick Carruthers.

12. Lego Ninjago - O Filme
Animação Lego Ninjago - O Filme (Ninjago, Estados Unidos, 2016) de Charlie Bean, Paul Fisher e Bob Logan entretém com uma história simples, mas que cativa ao colocar o Jack Chan narrando uma aventura com brinquedos Lego para uma criança. Merece menção honrosa as animações Os Smurfs e a Vila Perdida (Smurfs – The Lost Village, EUA, 2017), de Kelly Asbury e My Little Pony - O Filme (My Little Pony - The Movie, Estados Unidos, 2016) de Jayson Thiessen, que também renderam boas sessões.

13. Entre Irmãs
O cangaço foi muito bem retratado no longa nacional Entre Irmãs (Brasil, 2017) de Breno Silveira, que sempre figura nas minhas listas de melhores do ano, vide Gonzaga - De Pai Pra Filho (Brasil, 2012), Era Uma Vez... (Brasil, 2008) e Dois Filhos de Francisco (Brasil, 2005). Questões familiares são sempre muito bem retratados por esse excelente diretor nacional. Destaco nesse filme a fotografia do sertão e participação da sempre linda Letícia Colin, numa cena exuberante!

14. Gabriel e a Montanha
Uma espécie de documentário, Gabriel e a Montanha (Brasil, 2017) de Fellipe Barbosa, o mesmo do excelente Casa Grande (2014), acompanha os últimos dias de Gabriel, um amigo de infância do diretor do filme que reconstruiu seus últimos dias de modo singular e verdadeiro. Me deu vontade de mochilar por aí conhecendo outros países... Menção honrosa para excelente O Filme da Minha Vida (Brasil, 2016) de Selton Mello, que também poderia figurar facilmente nessa lista.


15. Titanic
Outro clássico que revi no cinema foi Titanic (1997) de James Cameron, nas comemorações de 20 anos da rede UCI Cinemas. A montagem de cerca de 3 horas é muito boa, pois o filme mantém um ritmo excelente, que não deixa o longa cansativo. A trilha sonora é magnífica e os efeitos não parecem datados. O roteiro, as atuações, tudo no filme beira à perfeição. É incrível perceber que passados 20 anos, a relação do filme com o público parece inalterada. Já vi dezenas de vezes.

16. Uma Razão Para Viver
Outro drama baseado em fatos reais, e estrelado por Andrew Garfield em minha lista. Uma Razão Para Viver (Breathe, Reino Unido, 2017) de Andy Serkis é emocionante ao mostrar a história real de um homem resiliente, que inesperadamente ficou tetraplégico, vivendo paralisado ao ser vítima de poliomielite, sobreviveu literalmente com a força do amor e desempenhou um papel fundamental na criação de melhores condições de vida para as pessoas atingidas pela doença.

17. Extraordinário
Drama baseado no best-seller homônimo de R. J. Palacio, Extraordinário (Wonder, Estados Unidos, 2016) de Stephen Chbosky, o mesmo do excelente As Vantagens de Ser Invisível(2012), emociona e cativa com sua simplicidade em narrar uma bela história familiar, carregada de uma mensagem extremamente necessária para os dias atuais, sobre gentileza, respeito mútuo e o poder da família e dos amigos.

18. Fala Sério, Mãe!
Surpresa de fim de ano, a comédia dramática é uma adaptação da obra de Thalita Rebouças que surpreende pela relevância dos assuntos abordados e pela magnífica atuação de Ingrid Guimarães.

Mais algumas menções honrosas:

Este ano, tivemos Mulher-Maravilha (Wonder Woman, EUA, 2017), de Patty Jenkins agradando e muito a crítica e o público. O belo drama Um Instante de Amor (Mal de Pierres, França, 2016) de Nicole Garcia, as agradáveis comédias Uma Família de Dois (Demain tout commence, 2017) de Hugo Gélin e Como Se Tornar Um Conquistador (How to Be a Latin Lover, EUA, 2017), de Ken Marino, além do divertido Homem-Aranha: De Volta ao Lar (Spider-man - Homecoming, Estados Unidos, 2016), de Jon Watts.

Vi o surpreendente Uma Mulher Fantástica (Una Mujer Fantástica, Chile,  2017) de Sebastián Lelio, o interessante longa de ação Atômica (Atomic Blonde, Estados Unidos, 2016) de David Leitch, o melhor terror do ano It: A Coisa (It, Estados Unidos, 2016) de Andrés Muschietti, a bela comédia romântica Doentes de Amor (The big sick, Estados Unidos, 2017) de Michael Showalter, o drama romântico Depois Daquela Montanha (The Mountain Between Us, EUA, 2017) de Hany Abu-Assad, o fabuloso Terra Selvagem (Wind River, Reino Unido/Canadá /EUA, 2017), de Taylor Sheridan, e o divertido Liga da Justiça (Justice League, Estados Unidos, 2017) de Zack Snyder, além do empolgante musical O Rei do Show, que é sensacional!

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