Na noite deste 19 de maio de 2015, conheci o belíssimo Parque Shopping Maceió e fiquei encantado com o complexo do Cinesytem Cinemas Maceió. Aproveitei a oportunidade para ver de O Franco-Atirador (Gunman, 2015) de Pierre Morel, adaptação do romance policial The Prone Gunman, de Jean-Patrick Manchette.
Depois de uma longa carreira como matador de aluguel na África, Martin Terrier
(Sean Penn) pretende se aposentar e passar o resto da vida ao lado de
sua amada Sean (Jasmine Trinca). Mas a organização para qual trabalha, chefiada pelo inescrupuloso Felix (Javier Bardem), não admite a sua decisão e interessado na mulher de Terrier, o força a fazer mais um serviço e sumir do mapa. Ele recebe a missão de assassinar um importante político, e se
vê obrigado a deixar o continente e se afastar de seu grande amor.
Anos depois, ele descobre que foi traído por pessoas de
sua confiança, Martin começa então uma viagem por toda Europa para acertar as
contas com cada homem que tentou trapaceá-lo e expor todos os segredos da organização para qual ele trabalhou.
Sean Penn é um excelente ator dramático, mas não funcionou num filme de ação. Com uma trama bem comum, acabamos não simpatizando com os personagens e sem se importar com o que vai lhe acontecer. Dispensável.
Na noite desta segunda-feira, 18 de maio de 2015, após um longo dia de viagem e trabalho, fui descansar na sala de cinema do Kinoplex Maceió, do Shopping Iguatemi Maceió, vendo o drama cômico nacional Entre Abelhas (2014) de Ian SBF.
O filme apresenta Bruno (Fábio Porchat), um editor de imagens recém-separado da mulher
(Giovanna Lancellotti), que de repente começa a deixar de ver as pessoas. Ele tropeça
no ar, esbarra no que não vê, até perceber que as pessoas ao seu redor
estão ficando invisíveis. Com a ajuda da mãe (Irene Ravache) e do melhor
amigo (Marcos Veras), ele tentará descobrir o que se passa em sua vida.
Apesar do início do filme escrachado, a turma do Porta dos Fundos tende para o lado dramático. De fato há uma teoria de que as abelhas estão sumindo no mundo, então com essemote, o filme trás uma certa dose de humanidade que é bem explorada, e com uma equipe técnica que dá conta do recado.
Companhia de Artes Nissi e 4U Films apresentam Metanoia
(2013) de Miguel Nagle, filme premiado no Festival Nacional de Cinema Cristão
2014 que chega às salas de cinema de todo o país abordando o tema das drogas de
maneira sincera e verdadeira, apontando uma esperança para quem lida com esse
tipo de situação.
Eduardo (Caique Oliveira) cresceu no Jardim Ângela,
periferia de São Paulo e recebeu uma boa educação de sua genitora, Solange (Einat
Falbel). No entanto, por influencias de amigos, conhece o universo das drogas e
se torna usuário de crack. Ele demonstra imaturidade e de certa forma
acomodado, apesar da ausência da figura parterna.
Já adulto, Eduardo passa a trabalhar como
entregador de pizza, mas após um acidente com a moto emprestada de seu vizinho,
ele deixa o serviço e passa o tempo todo ao lado de um amigo rico Jeff (Caio
Blat) que lhe ajuda a sanar umas dívidas e o introduz para drogas ainda mais
pesadas, inclusive a pedra, que como dito no filme, passa a chamá-lo pelo nome.
Rapidamente, Eduardo se vê dependente do crack,
vendendo seus pertences e lidando com o traficante Pequeno (Thogun Teixeira).
Assaltos passam a ser realizados para sustentar o vício. Eduardo sai de casa e
passa a viver nas ruas, representando um desafio para sua mãe que tenta de
todas as formas ajudar o filho a se livrar da dependência química, inclusive o
mantendo preso dentro de casa. O filme expõe a cruel luta contra o vício e as consequências
devastadoras que quase sempre depende da intervenção divina para que um viciado
abandone a nóia.
Apesar de ser declaradamente cristão, o filme não é
essencialmente religiosa, aliás, ela é extremamente verdadeira e capaz de
dialogar com inúmeras pessoas que são dependentes ou co-dependentes. Parte das
filmagens foram realizadas na região da Cracolândia em São Paulo, onde milhares
de viciados vão à procura de satisfazer seus anseios.
As atuações estão muito boas, mas merece destaque a
cena entre Cadu (Silvio Guindane) e Clara (Solange Couto), que encenam um
encontro emocionante entre um filho viciado em crack e sua mãe no dia do
aniversário dele. Fotografia, direção de arte e figurinos também merecem
elogios. Ver os créditos subindo ao som de Até que a casa esteja cheia de
Rodolfo Abrantes provoca uma sensação arrebatadora. Altamente edificante.
Na noite do dia 14 de maio de 2015, fui no UCI Cinemas com o Márcio do Callango Nerd ver o Blockbuster Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road,
2015) de George Miller.
Quarto filme da franquia Mad Max, de George Miller, criador do gênero pós-apocalíptico, Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road,
2015) mergulha na loucura do ser humano de modo crível e visceral, com
fabulosas cenas de ação e muito bom uso das três dimensões. Uma ópera de
entretenimento com conteúdo
O filme acontece numa paisagem desértica
e pós-apocalíptica, onde a humanidade luta para sobreviver. Uma dessas
pessoas é Max (Tom Hardy), um homem durão e de poucas palavras que está
em busca de paz de espírito por estar assombrado por seu turbulento
passado, Max acredita que a melhor maneira de sobreviver é vagar
sozinho. Entretanto, ele é capturado para ser um doador de sangue para
uma espécie de exército que domina o que resta de água no planeta.
Quando tenta fugir, ele é capturado e
acaba cruzando com um grupo de garotas, lideradas pela imperatriz
Furiosa (Charlize Theron), uma mulher também em fuga, porém equipada com
um War Rig (carro de guerra), que acredita poder sobreviver ao cruzar o
deserto de volta para sua terra natal. Eles estão fugindo de uma
cidadela tiranizada por Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne), que convoca
todas as suas gangues e persegue os rebeldes impiedosamente na estrada,
oferecendo um verdadeiro espetáculo visual ao longo de 2h de projeção. É
complicado descrever em palavras o que vemos projetado na tela grande,
tamanha a imersão que o filme proporciona. Você só consegue respirar
normalmente quando o filme termina.
Este é o quarto filme da franquia e se ambienta pouco tempo depois de Mad Max Além da Cúpula do Trovão (Mad Max Beyond Thunderdome,
1985). O elenco principal está muito bom, embora a beleza de Charlize
Theron (mesmo sem cabelos, sem um braço e suja de graxa) ofusque um
pouco o talento de Tom Hardy. Destaque também para a excelente
participação de Nicholas Hoult no papel de Nux, que é extremamente
importante para a trama. Do elenco original, registra-se a volta o ator
Hugh Keays-Byrne, que interpretou o vilão Toecutter em Mad Max (Mad Max, 1979).
A trilha sonora de John Powell é insana,
e muito bem colocada no filme com um guerreiro cuja arma é uma guitarra
elétrica que solta fogo, num carro que possui um paredão! Isso sem
falar no grupo de percussão que dita o ritmo da perseguição contínua. Mad Max: Estrada da Fúria
justifica cada centavo dos US$ 100 milhões gastos, pois 80% dos efeitos
vistos no filme são efeitos práticos, com dublês, maquiagem e cenários.
Se tiver oportunidade, veja em IMAX e dessa vez, contrariando meus
princípios, recomenda-se o 3D para a sensação ser ainda mais
espetacular.
FICHA TÉCNICA
Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road)
Estreia: 14/05/2015
Gênero: Ação Duração: 120 min.
Origem: Estados Unidos, Austrália
Direção: George Miller
Roteiro: Brendan McCarthy, George Miller, Nick Lathouris
Continuação da comédia para terceira idade O Exótico Hotel Marigold (The Best Exotic Marigold Hotel,
2011), de John Madden, que agradou bastante o público há quatro anos, o
novo filme mostra a expansão do hotel e a criação de uma segunda
unidade, com mais candidatos a hóspedes num elenco estelar que se
diverte em cena.
Após 8 meses de funcionamento do Exótico
Hotel Marigold, o jovem empresário Sonny Kapoor (Dev Patel) está
expandindo os negócios e vai aos EUA pedir um empréstimo ao dono de uma
famosa rede de hotéis (David Strathairm), sem falar que ele também ainda
tem que se preocupar com seu casamento com Sunaina (Tina Desai). O
Hotel Marigold está praticamente lotado o tempo todo, então o jovem
empreendedor precisa encontrar outra propriedade para receber novos
hóspedes.
Evelyn (Judi Dench) está mais
independente profissionalmente e tem dificuldades em dar o primeiro
passo na direção de Douglas (Bill Nighy), que sofre do mesmo problema; o
mulherengo Norman (Ronald Pickup), em uma relação monogâmica com Carol
(Diana Hardcastle), desconfia que ela o esteja traindo; Madge (Celia
Imrie) não sabe quem escolher entre os dois ricaços para quem dá corda; e
Muriel (Maggie Smith) está mais ranzinza e determinada do que nunca na
codireção do exótico hotel.
Há dois novos hóspedes, Lavinia Beech
(Tamsin Greig) e Guy Chambers (Richard Gere). Sonny desconfia que
Chambers seja um dos olheiros da rede de hotel para quem pediu
empréstimo, ao mesmo tempo em que o americano se encanta pela mãe do
indiano (Lillete Dubey). Com um vasto elenco e um grande número de
situações, às vezes o filme tende para se tornar uma novela mexicana
indiana. No entanto o resultado ainda é positivo, devido o carisma dos
personagens e o tom divertido do longa que cativa a plateia. Destaque
também para as cenas musicais que lembram um pouco Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire, 2008), de Danny Boyle.
O primeiro filme faturou cerca de US$
135 milhões nas bilheterias mundiais, apesar do orçamento de US$ 10
milhões. Estreou com sucesso no Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia,
com US$ 9,6 milhões, superando o anterior nesses três mercados
estrangeiros, levando a crer que vá repetir ou até superar o sucesso do
anterior, podendo até se tornar uma franquia para garantir a
aposentadoria de atores da melhor idade.
FICHA TÉCNICA O Exótico Hotel Marigold 2 (The Second Best Exotic Marigold Hotel) Estreia: 07/05/2015 Gênero: Comédia, Drama Duração: 124 min. Origem: Estados Unidos, Reino Unido Direção: John Madden Roteiro: Ol Parker Distribuidor: Fox Filme do Brasil Classificação: 10 anos Ano: 2015
Na noite deste 12 de maio de 2015, fiz uma sessão dupla, começando com o primeiro filme de guerra produzido pelo Brasil, retratando a participação dos soldados brasileiros na Segunda Guerra Mundial, A Estrada 47 (2013),
de Vicente Ferraz, consegue ser convincente ao apresentar cenas
memoráveis, num filme de qualidade técnica (especialmente fotografia e
sonoplastia) que não deixa a desejar a nenhum filme deste gênero e que
ainda aborda com muita humanidade os dramas dos pracinhas.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o
Brasil era aliado dos Estados Unidos, Inglaterra e França. Na época,
foram encaminhados mais de 25 mil soldados da FEB (Força Expedicionária
Brasileira) para combater os inimigos, representados pelo Eixo:
Alemanha, Itália e Japão. Quase todos os soldados eram de origem pobre
e, em sua maioria, despreparados para o combate. Conhecidos como
pracinhas, eles tiveram que aprender na prática a lutar pela
sobrevivência.
Depois de sofrerem um ataque de pânico
coletivo, no sopé do Monte Castelo, os soldados Guimarães (Daniel de
Oliveira), Tenente (Julio Andrade), Piauí (Francisco Gaspar, que rouba
todas as suas cenas) e Laurindo (Thogun Teixeira) tentam descer a
montanha, mas acabam se perdendo uns dos outros. Quando conseguem se
reencontrar, precisam decidir se retornam para o batalhão, correndo o
risco de enfrentar a Corte Marcial por abandono de posto, ou voltam para
a posição da noite anterior e se arriscam a enfrentar um ataque
surpresa do inimigo. É quando conhecem o jornalista Rui (Ivo Canelas),
que conta sobre um campo minado ativo e eles acham ser essa a chance de
se redimirem da mancada que cometeram, mas muita coisa ainda está por
acontecer e a guerra está longe de acabar.
O filme é uma co-produção entre Brasil,
Itália e Portugal, e embora narre uma história de ficção, é baseada em
fatos reais, foi rodado em locações da região de Friuli-Venezia Giulia,
na Itália. Venceu o prêmio de Melhor Filme no Festival de Gramado 2014 e
no Festival Iberoamericano Cine Ceará 2014, além do Prêmio de Melhor
Montagem no Festival do Rio de 2013. Teve orçamento de R$ 9 milhões,
sendo que o Brasil entrou com 60%, já Itália (Vedeoro) e Portugal
(Stopline) entraram com os 40% restantes. Merece ser visto.
FICHA TÉCNICA A Estrada 47 Estreia: 07/05/2015 Gênero: Drama Duração: 107 min. Origem: Itália, Brasil, Portugal Direção: Vicente Ferraz Roteiro: Vicente Ferraz Distribuidor: Europa Filmes Classificação: 12 anos Ano: 2013
Neste sábado, 9 de maio de 2015, participei de mais um memorável sábado da liderança na Igreja Batista Central, onde pudemos vivenciar
o MAPA de forma prática e sensorial. Fomos divididos
em 4 equipes e desafiados a cumprir dinâmicas relacionadas ao MAPA,
participando um circuito composto por quatro estações, correspondente a
sigla do nosso método de aprendizagem.
O
MAPA é uma metodologia simples que aplicada à vida de cada discípulo o
ajudará a aprender de Deus na sua rotina diária. Ele é um estilo de
vida, que estimula a responsabilidade pessoal e a aprendizagem
relacional. As quatro etapas que formam a palavra MAPA são: Meditar, Abrir, Planejar e Avaliar.
A constante e diligente Meditação na Palavra de Deus, seguida da Abertura que partilha o aprendizado com um parceiro de prestação de contas ou Grupo de Relacionamento, propicia um Planejamento que
declina quais ações precisam ser tomadas para melhor se conformar à
imagem de Cristo, por fim, e para completar o círculo, o discípulo
procura o parceiro de prestação de contas para intencionalmente se
submeter a uma Avaliação do
plano estabelecido. Quando cada discípulo aplica o MAPA à sua vida, ele
é desafiado na prática diária da presença de Deus e no engajamento
constante com a missão.
As
4 etapas do MAPA ajudam a responder duas perguntas cruciais do processo
de aprendizagem. Quando o discípulo pratica o MEDITAR e o ABRIR ele
responde a pergunta: O que Deus está me dizendo? E na prática do PLANEJAR e AVALIAR ele responde a pergunta: O que vou fazer a respeito? O
MAPA sempre leva em conta a responsabilidade pessoal (MEDITAR e
PLANEJAR) e a aprendizagem relacional (ABRIR e AVALIAR) do discípulo.
REFLEXÃO
O
primeiro desafio para todos nós, discípulos de Cristo é abandonarmos o
ensino bíblico centrado na codependência do sacerdote para aquele
construído através da autonomia interdependente. Entendendo que a função
pastoral é equipar os santos, é preciso que cada discípulo assuma sua
responsabilidade em seu crescimento pessoal. A metodologia do MAPA – (1) Meditar; (2) Abrir; (3) Planejar e (4) Avaliar
– inverte o processo de aprendizagem impessoal e vertical para uma
aprendizagem pessoal e relacional. Somos sujeitos ativos no processo de
nosso crescimento espiritual!
O segundo desafio é sairmos do isolamento. A aprendizagem da vida cristã é relacional. Quando nos dispomos a aprender mais de Deus de forma relacional, tornamo-nos agentes cooperadores do Reino de Deus. Desta forma encontramos a maior razão de nossa existência: Viver para a glória de Deus.
Na noite deste 5 de maio de 2015, fui com meu filho Pedro Sahel ver Vingadores 2: Era de Ultron em IMAX 3D Dublado.
Já comentei sobre o filme aqui. No entanto, gostaria de tecer alguns comentários quanto a dublagem espetacular do filme.
Sou crítico quanto a filmes dublados, prefiro ver as obras com o áudio original. No entanto, reconheço que o público que tem ido ao cinema, especialmente o adolescente que não gosta de ler, prefere ver filmes dublados. Como são eles que lotam as salas dos Multiplex de cinema, nada mais justo que as redes preferirem agradá-los. No entanto, alguns casos está raro de se encontrar uma sessão legendada...
No entanto, reconheço que o trabalho de dublagem de Os Vingadores 2 ficou exemplar, à ponto de eu ter gostado mais do filme nessa segunda assistida, ao lado do meu garoto, um menino de 4 anos, que ainda não sabe ler...
Segue trailer Dublado de Vingadores 2: Era de Ultron:
Segue lista dos excelentes profissionais que dublaram este filme. Aplausos para vocês meus caros.
Márcio Dondi- James Spader (Ultron)
Marco Ribeiro - Robert Downey Jr. (Tony Stark/ Homem de Ferro)
Clécio Souto - Chris Evans (Steve Rogers/ Capitão América)
Alexandre Moreno - Mark Ruffalo (Bruce Banner/ Hulk)
Mauro Horta - Chris Hemsworth (Thor)
Fernanda Baronne - Scarlett Johansson (Natasha Romanoff/ Viúva Negra)
Marcelo Garcia - Jeremy Renner (Clint Barton/ Gavião Arqueiro)
Márcia Coutinho - Cobie Smulders (Agente Maria Hill)
Eduardo Borgerth - Paul Bettany (Jarvis - voz)
Jorge Lucas - Don Cheadle (James Rhodes/ Máquina de Combate)
Peterson Adriano - Aaron Taylor-Johnson (Pietro Maximoff/ Mercúrio)
Luisa Palomanes - Elizabeth Olsen (Wanda Maximoff/ Feiticeira Escarlate)
Márcio Simões - Samuel L. Jackson (Nick Fury):
Júlio Chaves - Josh Brolin [ Thanos - voz ]
Ettore Zuim - Thomas Kretschmann (Barão Wolfgang Von Strucker)
Na noite deste 4 de maio de 2015, fui com a esposa ver o romance adaptado da obra The Longest Ride,
de Nicholas Sparks, surpreende ao transmitir a mensagem que a vida pode
sim ser uma obra de arte. O diretor George Tillman Jr., de Homens de Honra (Men of Honor, 2000), peca em alguns momentos, mas entrega uma obra coesa.
Com o modesto orçamento de US$ 12
milhões, a produção começou antes mesmo do lançamento do livro, que foi
adquirido pela Fox por US$ 5 milhões. Na história, acompanhamos a
mocinha Sophia Danko (Britt Robertson) que se apaixona pelo cowboy Luke Collins (Scott Eastwood), ao mergulhar num estilo de vida do interior com a qual não estava acostumada.
Após um jantar romântico, a história dos
dois se cruza com a de um idoso de 91 anos, Ira Levinson (Alan Alda),
que está com a saúde debilitada devido a um acidente de carro. Ira vive
sozinho no mundo, não conseguiu ter filhos em virtude de um acidente
ocorrido na guerra, mas ele relembra sua história de amor, através das
cartas escritas. Ele luta para manter a consciência e passa a ver sua
amada esposa Ruth (Oona Chaplin), que faleceu há 9 anos. O filme mostra
vários flashbacks, onde o jovem Ira Levinson (Jack Huston) relembra momentos de seu relacionamento com o grande amor da sua vida.
Quem já conhece as obras de Nicholas
Sparks (este é seu 10º romance adaptado) já está familiarizado com sua
fórmula mágica: um casal se conhece, se apaixona, acontece algum
imprevisto, eles se separam depois alguém morre e, ou um deles lamenta
não ter vivido junto ao amado, ou desfrutam da companhia um do outro. É
incrível que mesmo sendo extremamente clichê, as histórias de Sparks são
bem interessantes.
O elenco está bem, destaque para beleza
estonteante de Britt Robertson, que guarda certa semelhança com Jennifer
Lawrence, mostra carisma e já vinha se destacando na série Under The Dome.
Já Scott Eastwood, filho do cineasta Clint Eastwood, com quem trabalhou
em alguns de seus recentes filmes, se mostra seguro no papel de galã,
além de trazer à memória o lado físico herdado de seu pai. Oona Chaplin,
neta do Charles Chaplin, é outra que traz o talento em seu DNA, embora
ela não tenha oportunidade de se destacar aqui. O ator brasileiro Tiago
Riani também participa do filme, interpretando Luiz, um amigo de Luke. A
dublagem embora não seja perfeita, não compromete, a fotografia da
Carolina do Norte, nos EUA está exuberante, e a trilha sonora musical é
perfeita. O filme é um pouco longo e se arrasta em determinados
momentos. Alguns cortes fariam bem a trama, que é a maior dos filmes
adaptados de obras do Sparks, com 2h e 18 min.
FICHA TÉCNICA Uma Longa Jornada (The Longest Ride) Estreia: 30/04/2015 Gênero: Drama, Romance Duração: 128 min. Origem: Estados Unidos Direção: George Tillman Jr. Roteiro: Craig Bolotin Distribuidor: Fox Film do Brasil Classificação: 12 anos Ano: 2015
Neste 3 de maio de 2015, fui com o Adriel para a Arena Castelão ver o Fortaleza se sagrar campeão sobre o maior rival.
De excluído do campeonato ao título de campeão estadual 2015. Vencer um time melhor qualificado que o seu, engrandece ainda mais a conquista.
Comparar a festa das torcidas nas arquibancadas nem tem mais graça. A torcida tricolor sempre fez e sempre fará a melhor festa.
Que jogo emocionante! O que falar do golaço do Daniel Sobralense? Estava impedido? Melhor ainda, coisas do futebol. Tomar a virada de um time com um jogador a menos dói, mas mostra a incompetência de quem tem um goleiro como Deola. Mas mostra também a garra do adversário, que repito, tinha melhor time, não a toa foi campeão do Nordeste invicto.
Foi muito bom colocar o pirulito do penta na boca do adversário... Leão teve a hombridade de realizar uma jogada ensaiada aos 47 minutos do segundo tempo, enquanto a torcida alvinegra já comemorava o título. Inesquecível. Jogo para ser lembrado pelo resto da vida. Lamentável apenas as cenas dos baderneiros invadindo o campo. Parabéns Fortaleza. Que título!
Na noite deste 28 de abril de 2015, fui conferir o filme de Dan Fogelman, roteirista de animação (Carros, Bolt – Supercão, Enrolados) que assina também os excelentes roteiros de Amor a Toda Prova, de John Requa e Glenn Picarra, e Última Viagem a Vegas, de Jon Turteltaub, apresenta outra obra carismática em Não Olhe Para Trás (Danny Collins, 2015), que foi inspirada em uma história real e é embalada por músicas de John Lennon.
Danny Collins (Al Pacino) é um astro do
rock que não vive seus melhores dias, vivendo há mais de 30 anos sem
compor uma música sequer, apenas reprisando os seus maiores sucessos e
demonstrando estar cansado da rotina de drogas e excessos. Até que no
seu aniversário, recebe de presente do seu empresário (Christopher
Plummer): uma carta escrita para ele por John Lennon e Yoko Ono, em
1971, e que jamais tinha lido. A mensagem inspiradora o motiva a
embarcar em uma jornada para reencontrar o seu filho biológico (Bobby
Cannavale), que ele nunca conheceu.
Após cancelamento da agenda de shows,
Danny Collins se muda para um hotel em Nova Jersey, decide voltar a
compor, abandona as drogas e tenta se reconciliar com o filho. O filme,
que tem inspirações de um caso real, encontra uma força da trilha sonora
que conta com canções do ex-Beatle John Lennon. Collins flerta o tempo
todo com a gerente de hotel Mary Sinclair (Annette Bening). As cenas
entre os dois, quando muitas coisas sobre o músico é revelada, são muito
bem realizadas. Jennifer Garner também está no competente elenco,
fazendo a orgulhosa nora de Collins. Al Pacino está muito bem como
protagonista.
Excelente estreia de Dan Fogelman na
direção, que já vinha demonstrando ser um excelente roteirista, e aqui
conduz um drama com muito bom humor, num filme que tinha tudo para ser
clichê, mas que simplesmente funciona ao redimir uma estrela de rock.
FICHA TÉCNICA Não Olhe Para Trás (Danny Collins) Estreia: 16/04/2015 Gênero: Comédia Duração: 103 min. Origem: Estados Unidos Direção: Dan Fogelman Roteiro: Dan Fogelman Distribuidor: Imagem Filmes Classificação: 14 anos Ano: 2015
Na noite do dia 27 de abril de 2015, após um longo dia de trabalho no Crato, fui com o Luiz Carlos ao Cariri Garden jantar e ver o filme Casa Grande (2014),
de Fellipe Barbosa, no Orient Cinemas. A cena inicial do filme, com uma câmera estática na frente de uma mansão,
enquanto os créditos iniciais são exibidos, já deixa claro que estamos
diante de uma obra cinematográfica diferente. É cinema nacional de alta
qualidade, digno de ser apreciado pelo grande público, por seu conteúdo
atual e com um humor digno de aplausos.
No longa, conhecemos Jean (Thales
Cavalcanti), um adolescente da alta sociedade que busca escapar da
superproteção dos pais, que estão falindo, situação que os faz demitir
empregados enquanto que Jean tem que confrontar as contradições da casa
grande, nome inspirado na obra de Gilberto Freyre, Casa Grande e Senzala
(1933) por abordar com maestria a questão da crise financeira e a
diferença entre classes. Os coadjuvantes estão muito bem em cena,
especialmente a empregada Rita (Clarissa Pinheiro) e a namorada de Jean,
Luiza (Amanda Amaya).
Suzana Pires e Marcello Novaes
interpretam com muito carisma e veracidade os pais de Jean, membros da
alta burguesia carioca e que levam uma vida bastante confortável. Aos
poucos vemos o processo de falência evoluindo, com a câmera sempre bem
posicionada mostrando a evolução da derrocada da família. Eles, os pais,
são superprotetores e não comentam com os filhos sobre os problemas
financeiros enfrentados. Para se manter, o casal corta despesas e Jean,
que só se preocupava com garotas e vestibular, começa a enfrentar a
realidade, tendo por exemplo que ir pra escola de ônibus quando seu
motorista particular é demitido.
O roteirista e diretor Fellipe Barbosa
se baseou na própria história de vida para escrever a trama, sendo bem
crível e palpável aquilo que está sendo mostrado em tela, especialmente
em virtude da atual crise enfrentada por nosso país. A questão das cotas
para negros também é muito abordada no filme, com interessantes
diálogos sobre o tema. Algumas das cenas foram filmadas na escola
particular São Bento, no Rio de Janeiro, famosa por só aceitar meninos. O
diretor Fellipe Barbosa estudou lá. O elenco jovem foi escolhido no
colégio, incluindo o protagonista. Alunos e professores da instituição
interpretaram a si mesmos na produção. Excelente filme de estreia,
apresentando um talento que se for bem lapidado certamente será em breve
um dos grandes diretores de cinema do país.
O filme integrou a programação do
Festival de Cinema de Roterdã, na Holanda, em 2014, foi exibido no
Festival do Rio de 2014 e no Festival de Paulínia 2014, onde ganhou os
seguintes prêmios: Melhor roteiro, melhor ator coadjuvante para Marcello
Novaes, melhor atriz coadjuvante para Clarissa Pinheiro e o prêmio
Especial do Júri para o diretor Fellipe Barbosa. Já no Festival de
Palmares, em Toulouse, ganhou 3 prêmios: Prêmio de público, prêmio de
crítica internacional (FIPRESCI) e prêmio de crítica francesa.
FICHA TÉCNICA Casa Grande Estreia: 16/04/2015 Gênero: Drama Duração: 114 min. Origem: Brasil Direção: Fellipe Barbosa Roteiro: Fellipe Barbosa Distribuidor: Imovision Classificação: 14 anos Ano: 2014
Na noite deste 22 de abril de 2015, fui com o Márcio do Callango Nerd, ver a pré estreia do Blockbuster Vingadores 2: Era de Ultron (Avangers: Age of Ultron,
2015), de Joss Whedon, é excessivamente longo e acaba não empolgando
como seu antecessor, apesar de algumas lutas grandiosas, tiradas cômicas
entre os heróis, um vilão assustador (mas não tão carismático quanto o
anterior) e até mesmo o confronto entre alguns dos heróis.
A Marvel começa a apresentar sinais de saturação com Vingadores 2: Era de Ultron, sequência do maior filme de super-heróis de todos os tempos, o blockbusterOs Vingadores (The Avangers, 2012), que foi visto nos cinemas por mais de 10 milhões de brasileiros, alcançando a terceira maior bilheteria da história.
A história se inicia numa cena de
batalha eletrizante, com a trupe tentando invadir a sede da Hidra,
liderada pelo Barão Von Strucker (Thomas Kretschmann) e que mantém os
gêmeos Pietro e Wanda Maximoff, respectivamente Feiticeira Escarlate e
Mercúrio (Elizabeth Olsen e Aaron Taylor-Johnson). Após o serviço bem
sucedido, Tony Stark (Robert Downey Jr.) tenta reiniciar um programa de
manutenção de paz, mas deixa o sistema operacional Jarvis (voz de Paul
Bettany) tomando de conta enquanto vai para uma festinha com a turma.
As coisas não saem como planejado, o que
e acaba ocasionando o surgimento do vilão Ultron (voz aterrorizante de
James Spader), um sistema de inteligência artificial que ameaça
diretamente o Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Capitão América (Chris
Evans), Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Viúva Negra
(Scarlett Johansson) e o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), que terão
novamente que salvar o planeta desta ameaça.
Os heróis contam com a ajuda de Nick
Fury (Samuel L. Jackson), da agente Maria Hill (Cobie Smulders) e
posteriormente do Visão (Paul Bettany). O filme conta ainda com
personagens que estavam restritos aos filmes solos dos heróis, como o
Máquina de Combate (Don Cheadle), o Falcão (Anthony Mackie), e Heimdall
(Idris Elba). Apesar de todo esse elenco, os personagens de Pepper Potts
(Gwyneth Paltrow) e Loki (Tom Hiddleston) fazem falta. Thor divide com o
Homem de Ferro a função de alívio cômico, proporcionando os melhores
momentos de humor.
Todos os heróis têm a sua cota de
participação, mas merece destaque o Gavião Arqueiro, que de coadjuvante
dispensável, se torna figura relevante, ao mostrar a humanidade dos
heróis, convidando todos para irem a sua casa e conhecerem sua família,
num momento em que o grupo estava meio que dividido. Outro ponto alto do
filme acontece na luta entre Hulk e o Homem de Ferro, com uma armadura
apropriada (a Hulkbuster).
No entanto, o filme parece se arrastar
entre uma cena e outra de luta. A morte de Mercúrio não me agradou e sua
participação com o poder da super velocidade nem se compara a do mesmo
personagem em X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido (X-Men: Days of Future Past,
2014). O enredo não flui naturalmente e o filme frustra também ao não
apresentar uma cena pós-créditos, apenas uma durante os créditos, onde
surge o vilão Thanos numa participação dispensável. O 3D mais uma vez é
utilizado apenas como opção comercial, para garantir mais renda com os
ingressos com preços mais caros. Não há nenhuma cena em que a
profundidade funcione. Deve agradar aos fãs menos exigentes…
FICHA TÉCNICA Vingadores: Era de Ultron (Avangers: Age of Ultron) Estreia: 23/04/2015 Gênero: Aventura, Ação, Fantasia, Ficção Científica Duração: 142 min. Origem: Estados Unidos Direção: Joss Whedon Roteiro: Joss Whedon Distribuidor: Walt Disney Pictures Classificação: 10 anos Ano: 2015