Mostrando postagens com marcador Disney Plus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Disney Plus. Mostrar todas as postagens

domingo, 23 de maio de 2021

Querida, Encolhi as Crianças



Comédia familiar Querida, Encolhi as Crianças (Honey, I Shrunk The Kids, 1989) é um filme da Disney que foi sucesso no começo dos anos 90. Repetido à exaustão na Sessão da Tarde, o longa marcou a infância de muitos. Com uma premissa simples, um pai cientista que reduz seus filhos ao tamanho de insetos, a obra de Joe Johnston surpreende positivamente.


A comédia gira ao redor de duas famílias vizinhas, os Szalinski e os Thompson, que não se dão muito bem. Enquanto os Szalinski estão lidando com o fato de a mãe ter brigado com o pai e ter ido passar uns dias na casa da avó, os Thompson estão se preparando para uma viagem de pesca. O filme logo evidencia a desatenção de Walter Szalinski com os filhos (Amy e Nick) e a falta de diálogo entre Russ Thompson e seu primogênito, Russ Jr.

O Sr. Szalinski é um cientista que está trabalhando na criação de uma máquina para encolher objetos; e, por uma série de fatores, seus filhos e os dois meninos Thompson são acidentalmente reduzidos a poucos milímetros. Sem conseguir enxergar as crianças, os dois casais de pais passam a buscar desesperadamente por seus filhos.


Os jovens, por sua vez, percebem-se encurralados no jardim, que, por conta da proporção, se parece com uma floresta. A caminhada de volta para a casa dos Szalinski torna-se uma grande aventura, com os insetos e pequenos animais como verdadeiros monstros a serem enfrentados. Durante o trajeto, eles sofrem com ataques de abelhas, com o esguicho de água, com o cortador de grama, tudo é tão gigantesco que até mesmo formigas passam a ser um perigo.


Ao longo do filme, a relação entre as famílias melhora, havendo a formação de um casal entre Amy e Russ Jr, inclusive. Esse é um dos problemas do roteiro, que é muito previsível. Desde o início, o espectador sabe que as brigas entre vizinhos serão resolvidas e que os dois únicos adolescentes formarão um par romântico. Ainda que não prejudique muito a diversão de quem assiste, isso torna a experiência um tanto quanto entediante.

Para estabelecer rápido quem são os personagens, o filme recorre a estereótipos. Temos o cientista atrapalhado e desatento, a adolescente popular, o menininho prodígio, o americano médio que valoriza muito os esportes, o jovem que não tem interesse por nada. Contudo, ao invés de criar um problema, o filme usa isso para criar seu humor típico dos anos oitenta, abusando de caricaturas e situações inusitadas. Isso, em conjunto com os diálogos, é o ápice do filme.

Nick Szalinski é disparado o melhor personagem, sendo irônico e perspicaz em todas as suas falas. A sua imagem de cientista mirim contrasta com a ingenuidade própria de quem está na primeira infância, proporcionando a melhor piada do longa, que ocorre numa conversa entre ele e Russ a respeito de respiração boca a boca (infelizmente parte da graça é perdida na tradução para o português).


A parte visual não se destaca nem atrapalha a história, os cenários foram todos construídos manualmente, por conta da época em que foi filmado. Os insetos e objetos de cena são físicos, não havendo uso de computação gráfica, o que pode causar estranhamento no espectador atual, tão acostumado com grandes produções tecnológicas. O único detalhe fora do lugar, que pode prejudicar a imersão, é uma cena de luta entre uma formiga e um escorpião, que é dimensionalmente impossível.

O ponto central do filme reside na metáfora de pais que não enxergam os filhos. Criticando aqueles casais que ignoram os problemas das crianças e também os que projetam desejos e expectativas próprios em cima delas, Querida, Encolhi as Crianças se mostra mais do que uma simples comédia com doses de aventura. Mesmo com problemas na narrativa e com personagens não muito complexos, seu humor e seus diálogos fazem com que valha a pena lhe (re)assistir.



Veja trailer de Querida, Encolhi as Crianças:


sábado, 24 de abril de 2021

WandaVision


 

Série WandaVision (2021) de Jac Schaeffer traz o universo cinematográfico da Marvel para as telinhas, iniciando a chamada fase 4 do UCM e surpreende especialmente nos episódios iniciais, ao homenagear séries de sitcom da TV da década de 50 até os dias atuais.

Após os eventos de "Vingadores: Endgame" (2019), Wanda Maximoff/Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) e Visão (Paul Bettany) se esforçam para levar uma vida normal no subúrbio e esconder seus poderes. Mas a dupla de super-heróis logo começa a suspeitar que nem tudo está tão certo assim. Eles se encontram, na verdade, dentro de uma constante sitcom, que vai desde a década de 50 até os dias de hoje. Conforme o tempo passa, Wanda e Visão perdem o controle da situação, sem saber mais o que é real e o que é ficção. Eles ficam presos em um eterno vai e vem: da Era de Ouro da TV nos EUA, com imagens em preto e branco, ao presente - e vice-versa.

Atuações incríveis, roteiro muito convincente e repleto de frases tão bem encaixadas que dão uma nova vida a todo rumo da história. Criativo e extremamente bem produzido, em todos os quesitos, figurinos, detalhes de cena, cortes de câmera até os efeitos visuais são um padrão além daquilo que se vê na maioria das séries.

Elisabeth Olsen e Paul Bethanny puderam, enfim, brilhar, mostrando não apenas todo o potencial de sua interpretação, como também dos personagens, que haviam sido explorados de forma bem periférica nos filmes dos Vingadores.

Acompanhe o trailer de :



quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Piores Filmes 2020: Cinema

 


Com a pandemia, diminuí consideravelmente a quantidade de filmes vistos no cinema. E no streaming, um filme ruim é bem mais fácil de abandonar. Ruim mesmo foi ficar seis meses longe da sala escura. Segue lista dos piores de 2020, visto no cinema:



Terror O Farol [The Lighthouse, Canadá, Estados Unidos, 2019], de Robert Eggers conta a história de dois guardas de farol em uma remota e misteriosa ilha da Nova Inglaterra na década de 1890. Achei o filme impactante em sua proposta de mostrar a falta de humanidade de dois seres humanos enlouquecidos ao viverem presos numa ilha. Não gostei e achei de extremo mau gosto.


Aventura Jumanji: Próxima Fase  [Jumanji - The Next Level, Estados Unidos, 2018], de Jake Kasdan dá continuidade a aventura juvenil Jumanji – Bem-vindo à Selva (Jumanji - Welcome To The Jungle, Estados Unidos, 2016), se mostrando um caça níquel, sem o saudosismo que anterior trouxe ao clássico Jumanji (1995) de Joe Johnston.



Blockbuster Aves de Rapina - Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa [Birds of Prey (And the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn), Estados Unidos, 2018], de Cathy Yan conta a história tortuosa contada pela própria Arlequina, personagem da DC Comics, bem do jeito dela. Infelizmente o filme está mais para Esquadrão Suicida (Suicid Squad, 2016) de David Ayer do que para Coringa (Joker, 2019). Mais um fracasso da DC.



Aventura juvenil Os Novos Mutantes [The New Mutants, 2020] de Josh Boone, não consegue emular a nostalgia que sentimos com os filmes dos X-Men e o vazio que eles deixaram após os pífios últimos filmes da franquia. Neste thriller de terror, não simpatizamos com nenhum dos jovens que lutam para entenderem seus superpoderes, e a história nos leva do nada a lugar nenhum.



Drama Mank (2020) de David Fincher acompanha a história tumultuosa do roteirista Herman J. Mankiewicz da obra-prima icônica de Orson Welles, Cidadão Kane (1941) e sua luta pelo crédito do script do grandioso longa. Tem toda aura de filme oscarizável, focado no público cinéfilo da velha guarda, mas ainda assim o longa não me agradou.


quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Revendo Avatar


Um dos filmes de maiores bilheterias nos cinemas, Avatar (2009) de James Cameron, tive a oportunidade de rever com meus filho primogênito esse épico de ficção científica, 11 anos depois e ele continua magnífico. O filme rendeu mais de 2 bilhões e 700 milhões de dólares, com a maior parte dos ingressos vendidos para sessões 3D, o que o levou a ganhar o título de filme mais rentável da história, que ele manteve por quase 10 anos, até ser ultrapassado por Vingadores: Ultimato (em valores não ajustados para inflação)

No exuberante mundo alienígena de Pandora vivem os Na'vi, seres que parecem ser primitivos, mas são altamente evoluídos. Como o ambiente do planeta é tóxico, foram criados os avatares, corpos biológicos controlados pela mente humana que se movimentam livremente em Pandora. Jake Sully (Sam Worthington), um ex-fuzileiro naval paralítico, volta a andar através de um avatar e se apaixona por uma Na'vi. Esta paixão leva Jake a lutar pela sobrevivência de Pandora. A trama é rasa, apresentando colonizadores malvados que ameaçam um povo que vive em comunhão com a natureza. A história se passa em torno da lua Pandora, que orbita um planeta gigantesco em um sistema solar distante. Pandora é muito rica no metal unobtanium, o que desperta a cobiça dos invasores humanos, que precisam lidar com a população local (os Na'vi).

Os primeiros contatos são feitos de forma pacífica, através de Avatares, em um projeto liderado pela Dra. Grace Augustine, vivida por Sigourney Weaver (em seu primeiro trabalho com Cameron desde Aliens), e o soldado Jake Sully recebe a missão de se infiltrar e interagir com os Na'Vi para descobrir maiores detalhes que poderão ser usados em uma possível invasão.

Vale destacar que Sully usa cadeira de rodas e tem uma experiência realmente profunda ao entrar em seu Avatar. Por conta de um romance com Neytiri (Zoe Saldana), ele passa a lutar do lado dos Na'vi. Se a história de uma espécie em total comunhão com a natureza sendo ameaçada por colonizadores cruéis com grande poderio bélico não é nada original, pelo menos ela é passada em um mundo incrível concebido por James Cameron, uma lua de um planeta gigante com florestas bioluminescentes e montanhas flutuantes.

A maior explicação para o seu impressionante sucesso financeiro se deve ao revolucionário uso de 3D no filme, que foi realmente o grande diferencial do filme, e que levou muita gente para as salas de cinema para conferir a tecnologia. Avatar deu início a uma hegemonia de cinemas 3D, que atualmente perdeu parte da sua força, mas continua sendo interessante para as salas de cinema, que conseguem cobrar mais pelos ingressos.

Incrível como o filme não ficou no imaginário popular. A falta de frases icônicas no roteiro é mesmo uma pena, basta lembrar de outros filmes clássicos de James Cameron, como Titanic e O Exterminador do Futuro 2.

Avatar foi indicado a 9 Oscars, incluindo melhor filme e melhor diretor para James Cameron, mas acabou levando só três, todos em categorias técnicas. O filme garantiu os Oscars de efeitos visuais e direção de arte, além de ter sido agraciado com a prestigiada estatueta de melhor fotografia.

Segue trailer de Avatar:



terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Free Solo


Documentário esportivo Free Solo (2018) de Elizabeth Chai Vasarhelyi e e Jimmy Chin apresenta a fantástica aventura inspiradora, emocionante e vertiginosa de Alex Honnold, renomado alpinista de 30 anos que sobe montanhas sem equipamentos de escalada. Vencedor do Oscar 2018 de Melhor documentário.

Na história acompanhamos o alpinista Alex Honnold na aparentemente insana aventura de escalar a montanha rochosa El Capitan sem equipamentos de segurança, em junho de 2017. O início nos apresenta Alex como uma celebridade, estampada em revistas e presente nos talk shows da televisão, para em seguida retirar as máscaras e analisar a pessoa por trás do mito.

Os diretores buscam na infância de Alex os motivos que o levam a ser uma pessoa que praticar um ato de clara vocação suicida. Por que Alex insiste em praticar o “free solo”, ou seja, a escalada sem cordas em locais cada vez mais perigosos? Aos poucos, somos revelados a personalidade de um jovem antissocial, que não foi muito amado pelos pais na infância e demonstra dificuldade em expressar carinho pela namorada.


O documentário tem grande impacto visual sem perder de vista tratar do psicológico do retratado, que claramente desafia a morte. Alex Honnold prova porque é o escalador solo mais bem-sucedido do mundo. Vemos a prepração mental e física para a ousada aventura de escalar o El Capitán, o paredão de 975 metros no Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia, sem cordas ou equipamento de proteção. Se ele conseguir, será o maior paredão que ele, ou outra pessoa, já escalou sem nenhum tipo de equipamento.

Alex não se torna um herói louco e destemido, e sim um alpinista que efetuou um planejamento cuidadoso, obsessivo, durante anos antes de efetuar a perigosa escalada. O “free solo” é visto como uma atividade profissional na qual os riscos são atenuados pelas habilidades desenvolvidas através de treinamentos intensivos.


Veja trailer de Free Solo:



segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

A Dama e o Vagabundo


Live action A Dama e o Vagabundo (2020) de Charlie Bean, baseado na história da revista Cosmopolitan de "Happy Dan, The Cynical Dog", de Ward Greene, atualiza a versão animada do clássico de 1955, que conta a história de amor entre a Dama, uma cocker spaniel mimada, e um vira-lata chamado Vagabundo, que salva a cadelinha do perigo de vagar sozinha perdida pelas ruas.

A qualidade técnica do filme surpreende quem o vê despretensiosamente pelo carisma da produção e a cativante história de amor dos cães. Atualiza a história para a nova geração e tem a cara do streaming. A refilmagem é uma produção mais singela e com orçamento menor do que as re-visitas aos clássicos destinados ao cinema. O que não compromete o resultado, uma vez que o diretor Charlie Bean não se mostra interessado em um uso excessivo de computação gráfica. Utiliza os efeitos visuais pontualmente e sempre em prol da narrativa, quando pode, coloca os verdadeiros astros em cena. O elenco canino.

As mudanças propostas são bem vindas, novas sequências são adicionadas e erros do passado são apagados, como por exemplo, a nova sequência dos gatos siameses da Tia Sarah (Yvette Nicole Brown), que corrige a representação racista e estereotipada de asiáticos. As novidades também são bem vindas, temos uma breve e linda sequência sobre o passado do Vira-lata, que diz muito sobre a sua maneira de ver a vida e melhora seu arco narrativo. Além disso, o filme apresenta um elenco diverso, com seu núcleo humano tendo um casal principal Querido Jim (Thomas Mann) e Querida (Kiersey Clemons) onde uma mulher negra é casada com um homem branco, algo que o racismo da época não permitiria e portanto um esforço importante e bem vindo da produção. Por mais que eles não se destaquem na trama, vale a intenção,

Dama (Tessa Thompson) é uma cocker spaniel de uma família rica, ela é o centro do universo para o casal. Com a chegada do bebê Dama sente perder importância e teme por seu lugar na família. Ela acaba conhecendo um vira-lata sem nome, malandro acostumado a viver nas ruas apelidado pelos amigos de Vagabundo (Justin Theroux). Após um incidente, Dama e o Vagabundo acabam passando um dia juntos e se conhecendo melhor. Assim como no original, a obra apresenta a vida confortável, pacata e segura da alta sociedade. As contrapondo com as dificuldades de quem precisa se valer da malandragem para sobreviver. A denúncia e crítica da diferença de classes sociais está presente e funciona. Ainda que o filme amenize todo o discurso e mensagem sobre a dicotomia de classes.

O vilão é dono da carrocinha (Adrian Martinez) que apesar de uma interpretação mais caricata e divertida é o vilão malvado tradicional que nutre um ódio sem explicação pelo Vagabundo. O destaque dos seres humanos é a dupla F. Murray Abraham e Arturo Castro. Eles são responsáveis por trazer na nova versão a cena mais icônica da animação, e são muito bem sucedidos. É perceptível o cuidado que a produção teve com essa sequência que funcionou tão bem quanto na original. É uma ótima performance da canção clássica “Bella Notte”, que por si só já vale o filme.

Veja o trailer de A Dama e o Vagabundo:



sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Soul

 


Animação da Pixar Soul (2020) de Pete Docter estreiou no Disney Plus, streaming da Disney, apresentando de forma criativa uma alternativa do pós vida e do pré vida, buscando ensinar a viver a melhor versão de nossa vida. Tal qual os recentes Dois Irmãos - Uma Jornada Fantástica (2019) de Dan Scanlon, Viva - A Vida é uma Festa (2017) de Lee Unkrich e Divertida Mente (2015) do mesmo diretor deste, que exploram emoções, luto, perdas e relacionamentos.

A animação Soul busca responder a duas perguntas: Você já se perguntou de onde vêm sua paixão, seus sonhos e seus interesses? e a outra é: O que é que faz de você... Você? Assim, a Pixar Animation Studios nos leva a uma jornada pelas ruas da cidade de Nova York e aos reinos cósmicos para descobrir respostas às perguntas mais importantes da vida.

Na trama do músico de jazz e professor de banda do ensino médio Joe, aborda questões existenciais de uma forma tão simples quanto complexa, trazendo reflexões na forma de pequenas criaturas adoráveis, do jeito que a Pixar tanto sabe fazer. Você tem realizado seus sonhos, ou vive ou apenas esperando por algo que nunca aconteceu? Nosso protagonista, morre no dia que está prestes a realizar seu grande sonho. Nesse sentido, chama atenção a trama da pequena 22, uma alma que nunca encontrou seu verdadeiro propósito e que, após vivenciar tantas reprovações, perdeu a vontade de começar uma vida na Terra.

Acompanhe o trailer de Soul:




Compartilhar