Estou cumprindo aviso prévio no trabalho, então, aproveitei a disponibilidade para ajudar meu amigo Falcão em sua mudança para Tutóia/MA.
Tutoia é um município brasileiro do estado do Maranhão. Sua população estimada em 2010 pelo IBGE foi de 52.711 habitantes.
Localizada na microrregião do Baixo Parnaíba, composta por praias, mangues, dunas, lagos e rios.
Na quarta-feira, 13 de janeiro, cheguei a casa da família Falcão com meu primo Saulo, que foi me fazer companhia na viagem de volta. Enchemos o carro do Josias até não caber mais nada e fomos descansar para pegar a estrada na madrugada do dia 14. Foram 9 horas de viagem até chegarmos por volta de 12h à Tutóia.
Lá, procuramos casa para alugar, tivemos a ajuda do Naldo, que foi um contato que nos ajudou bastante em nossa tarefa, e pernoitamos num quarto de uma pousada em frente ao navio ancorado nos mares de Tutóia.
Compramos guaraná Jesus, afinal é o que o Maranhão tem de melhor e cedinho na sexta-feira 15 retornamos para Fortaleza. Tive que trazer a bike do Emerson de volta, pois na cidade não há estrutura de rodovias para pedal de alto nível, apenas muitas lombadas e buracos.
Estamos agora a 600Km de distância, aproximadamente o tamanho da saudade que sentimos da família Falcão.
No noite desta segunda-feira, 11 de janeiro de 2016, fui com a esposa e o caçula ver o drama cotado ao Oscar, Spotlight: Segredos Revelados (Spotlight, 2015) de Tom McCarthy apresenta como se deu a reportagem sobre os casos de assédio sexual
e pedofilia cometidos por padres contra crianças em Boston, que inclusive
rendeu aos jornalistas o Prêmio Pulitzer de serviço público em 2003.
O filme reconstrói a verdadeira e fascinante
história da investigação de grupo de jornalistas do editorial The Boston Globe, sobre pedofilia e abuso sexual
cometidos por padres contra crianças em Boston, com certa conivência da Igreja
Católica. A tragédia é mostrada de forma sóbria e guiada pelo
jornalismo investigativo, que expõe questões sérias a sociedade.
A publicação da matéria abalou
a cidade e causou uma crise em uma das instituições mais antigas e confiáveis
do mundo, a Igreja Católica. Quando o time de repórteres da tenaz equipe
Spotlight mergulha nas alegações de abuso cometidos por padres, a investigação
de um ano desvenda décadas de encobrimento nos mais altos níveis dos
estabelecimentos legais, religiosos e governamentais de Boston, desencadeando
uma onda de revelações ao redor do mundo.
O
roteiro de Spotlight é muito coeso e prende a atenção do espectador, que
acompanha todo o desenrolar da história, mesmo com uma montagem linear,
acompanhamos os acontecimentos sem nunca se desinteressar por tudo aquilo que
está sendo mostrado. Aos poucos, vamos ficando indignados com o que vemos em
tela, à medida que os fatos vão vindo à tona. Durante anos,
líderes religiosos ocultaram o caso transferindo os padres de região, ao invés
de puni-los pelo caso.
O elenco do filme está muito
bem em cena. Michael Rezendes (Mark Ruffalo), tem uma cena de tirar o fôlego. A
Sacha Pfeiffer (Rachel McAdams) está cativante e Matty Carroll (Brian d’Arcy
James) funciona às vezes como alívio cômico. Não bastasse esse trio de
excelentes atores, ainda temos o editor chefe, que também realiza trabalhos de
campo e faz o papel de cidadão local Walter Robinson (Michael Keaton). Filme foi
indicado ao Oscar 2016 de Melhor Filme, Diretor (Tom McCarthy),
Atriz Coadjuvante (Rachel McAdams), Ator Coadjuvante (Mark Ruffalo), Roteiro
Original e Montagem. Merece ser visto, especialmente pela leva de repórteres
que atuam de forma simplista em suas reportagens.
Na noite deste domingo, 10 de janeiro de 2016, após o GR realizar uma singela despedida para a família Falcão, eu e o Sahel estalamos involuntariamente o braço do Izahel. Ele chorou bastante e ficou com o braço imóvel.
Levamos ele imediatamente ao Uniclinic, fomos muito bem atendidos pelo médico plantonista, Dr. Aristides, que recomendou o raio x dos ombros e braços do Izahel. Tivemos alguma dificuldade, pois além das dores, a posição às vezes incomodava o bebê. Ainda bem que a tia da recepção ficou entretendo o Sahel.
Deu tudo normal e fomos liberados, com a informação de que aos poucos o braço recuperaria os movimentos. Acontece que a noite foi terrível! Izahel não conseguiu dormir, reclamou muito e o pior de tudo, o braço continuava flácido! Totalmente imóvel...
Ligamos para o médico, que nos deixou seu contato e o mesmo recomendou que voltássemos ao hospital para pegar outras guias de maiores exames, um ultrassom e uma eletroneuromiografia. No hospital nenhum desses exames eram realizados pelo nosso plano de saúde. O Eletro é difícil de ser realizado, especialmente em crianças. Fomos na Otoclínica nos informar sobre a realização dos exames e soubemos que lá faziam apenas o ultrassom... Foi quando Deus decidiu intervir.
Enquanto aguardávamos liberação e autorização de realização do exame, um anjo, que depois soubemos se chamava Narcélio, ofereceu o dedo para o Izahel segurar, e ele com o braço que até então estava imóvel, pega o dedo do enviado de Deus e começa a balançar. O menino ficou curado enquanto era abençoado pelo ilustre desconhecido.
Realizamos a ultrassom e foi constatado realmente que estava tudo normal. Mas o melhor foi vê-lo realizar o exame com os movimentos do braço plenamente recuperados. Agradecemos ao Narcélio, a equipe médica da Otoclínica que perceberam o milagre que ocorreu no local de trabalho deles, demos o retorno ao médico que nos atendeu (Dr. Aristides) e ficamos tranquilos pois não foi preciso fazer o outro exame. Glórias a Deus!
Na sexta-feira, 8 de janeiro de 2016, realizamos o primeiro GR do ano e que serviu para sabermos a definição da mudança do casal Emerson e Leydiane para Tutóia/MA.
Neste domingo, 10 de janeiro de 2016, fizemos uma singela despedida no Restaurante Mistura Paulista, haja visto que na semana seguinte, o casal já terá que providenciar a mudança e a Leydiane assumir o posto de serviço.
Após comermos pizza, ainda desfrutamos de uma sorvetada oferecida pela família Falcão. Sentiremos falta do casal em nossas reuniões, mas desejamos toda sorte de bênçãos nessa nova empreitada que Deus permitiu a esta família.
Na noite deste 7 de janeiro de 2016, fui com a família ver a nova animação da Disney/PixarO Bom Dinossauro (The
Good Dinosaur, 2015) de Peter Sohn, que em sua estreia na direção de
longa-metragem, consegue nos emocionar com uma história simples sobre a importância da família.
Uma informação relevante: Junto com as cópias de O Bom Dinossauro, está sendo
exibido o curta-metragem Os Heróis de Sanjay (Sanjay’s Super
Team, 2015) de Sanjay Patel, que mostra o próprio diretor de ascendência
indiana, ainda garoto, vivendo no mundo ocidental, se encantando com os heróis,
mas ao mesmo tempo tendo que manter os rituais tradicionais com seu pai.
Entediado com as meditações, o garoto acaba criando um mundo de fantasia no
qual imagina os deuses hindus como super-heróis. Bem interessante.
Voltando para O Bom Dinossauro,
o filme parte da premissa que o asteroide que colidiu com a Terra, extinguindo
os dinossauros, passou de raspão e os animais gigantes não teriam sido
extintos, convivendo normalmente como seres humanos, tendo inclusive que
trabalhar com a agricultura para subsistência. É quando conhecemos o casal de apatossauros,
que estão prestes a ter três filhotes, de personalidades completamente
diferentes.
Após viver uma tragédia pessoal, Arlo, um dinossauro adolescente com
seus medos e anseios se perde da família e precisa retornar ao lar. Para isso,
conta com a ajuda de um jovem menino humano, Spot, que também tem seus traumas.
Juntos eles enfrentam desafios para voltar para casa, num roteiro que remete a
clássicos Disneys como Bambi (1942) e O Rei Leão (The Lion King,
1994), no entanto, o foco da vez está na questão de aprender a vencer os medos,
afinal, além do medo, sempre existem coisas belas.
Peter
Sohn comandou o curta Parcialmente Nublado
(2009) e foi animador de Os Incríveis (The Incredibles, 2004)
e Ratatouille (Ratatouille,
2007) e também esteve na equipe de animação e dublagem de vários outros
projetos da Pixar. O roteirista Bob Peterson, seria o diretor, mas foi
substituído por Peter Sohn. Ele foi um dos responsáveis por Up:
Altas Aventuras (Up, 2009) e Procurando Nemo (Finding Nemo, 2003).
Uma curiosidade do personagem Arlo, é que ele apareceu como um
brinquedo num quarto de criança na animação Universidade Monstros (Monsters
University, 2013). A produção foi indicada ao Globo de Ouro 2016 de Melhor
Animação. No entanto, há quem defenda que Arlo estaria no slogan dos postos de
gasolina da Dinoco, nos filmes da franquia Toy Story (1995).
A dublagem está interessante, inclusive com a participação do trio de
humoristas paulistanos, Os Barbixas, Por fim, O Bom Dinossauro
apresenta o que existe de melhor qualidade técnica em termos de animação. Os
efeitos de água, chuva, plantas, são tão reais que fica difícil acreditar que
todas as imagens são digitais, especialmente as dos créditos finais.
Na tarde deste 6 de janeiro de 2015, finalmente consegui ver uma das lotadas sessões de Os Oito Odiados (The
Hateful Eight, 2015) de Quentin Tarantino, que com uma montagem simples, um excesso de diálogos e uma longa duração, pode até agradar
os fãs do cultuado diretor, mas possui cenas constrangedoras e está longe de
agradar o grande público.
O filme se passa durante uma nevasca, alguns anos após a Guerra Civil
americana, o carrasco John Ruth (Kurt Russell) que está transportando uma
prisioneira, a famosa Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh). Ruth espera trocar
Daisy por grande quantia de dinheiro. No caminho, os viajantes aceitam
transportar o um ex-soldado que se transformou em um caçador de recompensas
Marquis Warren (Samuel L. Jackson), que está de olho em outro tesouro, e o renegado
sulista que quer ser o novo xerife Chris Mannix (Walton Goggins), prestes a ser
empossado em Red Rock.
Como as condições climáticas pioram, eles buscam abrigo no Armazém da
Minnie (Dana Gourrier), onde quatro outros desconhecidos estão abrigados. Lá,
são recebidos por Bob (Demian Bichir), que está cuidado do estabelecimento
enquanto Minnie visita a mãe, Oswaldo Mobray (Tim Roth), o carrasco de Red
Rock, o caubói Joe Gage (Michael Madsen), e o Confederado General Sandy
Smithers (Bruce Dern). Conforme a tempestade de neve piora, os viajantes
descobrem que podem nunca chegarão à Red Rock, pois ao começarem a descobrir os
segredos sangrentos uns dos outros, o confronto entre eles se torna inevitável.
Oitavo filme do diretor Quentin Tarantino, que seria uma continuação
de Django Livre (Django, 2012), mas que com o vazamento de roteiro na internet
em janeiro de 2014, se tornou um filme em película de 70mm, mas que no Brasil
ganhou apenas cópias no formato tradicional e digital. A divisão desproporcional
em capítulos, torna o filme ainda mais tosco. A trilha sonora aparece apenas em momentos chave, não tendo grande
destaque. É a primeira vez que Morricone compõe uma trilha sonora para um filme
de Tarantino, embora algumas de suas músicas já tenham sido usadas em Bastardos
Inglórios (Inglourious Basterds, 2009) e Django Livre (Django, 2012). No Globo
de Ouro 2016 o longa foi indicado nas categorias Atriz Coadjuvante (Jennifer
Jason Leigh) e Roteiro. Não merece a lotação que as poucas sessões disponíveis
estão tendo.