quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
Estrelas Além do Tempo
Drama biográfico Estrelas Além do Tempo (Hidden Figures, EUA, 2016), de Theodore Melfi narra a incrível história de Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monae), três brilhantes mulheres afro-americanas que trabalharam na NASA e foram os cérebros por trás de uma das maiores operações da História: o lançamento em órbita do astronauta John Glenn, uma conquista fantástica que restaurou a confiança do país, mudou a Corrida Espacial e galvanizou o mundo.
Filme se passa em 1961, durante a Guerra Fria, quando Estados Unidos e União Soviética disputam a supremacia na corrida espacial ao mesmo tempo em que a sociedade norte-americana lida com uma profunda cisão racial, entre brancos e negros. Tal situação é refletida também na NASA, onde um grupo de funcionárias negras é obrigada a trabalhar a parte. O trio visionário atravessou todas as barreiras de gênero e raça para inspirar gerações para sonhar grande. Amigas de longa data, elas precisam provar sua competência dia após dia, além de lidar com o preconceito arraigado para que consigam ascender na hierarquia da NASA.
O roteiro de Alison Schroeder, Ted Melfi, Lori Lakin Hutcherson é leve, bem humorado e ágil ao apresentar a história das três mulheres de forma orgânica, mostrando a resistência de um pensamento racista, mas que precisa se render ao talento das excelentes pessoas que são expostas na trama. Méritos da montagem que consegue trafegar entre os diversos setores da Nasa onde as amigas trabalham e em nenhum momento perder o foco do filme. Destaco a cena em que as três personagens ficam felizes ao estarem sendo escoltadas por um policial em pleno estado de Vírginia e quando Katherine Johnson está correndo mais de 800 metros para chegar ao banheiro, pois no prédio em que trabalha não existe banheiro para pessoas “de cor”.
A emoção também se faz presente, especialmente na cena onde Mary Jackson está tentando ser a primeira negra a entrar em um colégio para brancos, e com isso tem que convencer o juiz a aceitar seu pedido. E o racismo é derrotado quando Dorothy Vaughn consegue se tornar supervisora e especialmente quando o personagem de Kevin Costner surge retirando a placa do banheiro de pessoas de cor, sendo extremamente simbólica pelo que representa.
A trilha sonora de Pharrell Williams, Benjamin Wallfisch e Hans Zimmer tornam o longa um feel good movie, podemos citar a bela canção Runnin que embala as idas de Katherine Johnson ao banheiro. Indicado ao Oscar de Melhor Filme, Atriz Coadjuvante (Octavia Spencer), e Roteiro Adaptado do livro Hidden Figures, de Margot Lee Shetterly.
Confira trailer de Estrelas Além do Tempo:
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
Animais Noturnos
Drama/thriller Animais Noturnos (Nocturnal Animals, EUA,
2016) de Tom Ford é pretensioso desde sua cena de abertura com mulheres gordas nuas dançando para a câmera como
se fossem líderes de torcida. Como um todo, se
mostra confuso e arrastado... Posso até dar um desconto,
devido ao cansaço, mas não entendi o propósito da estória baseada na obra Tony and Susan, de Austin Wright.
No enredo, conhecemos Susan
(Amy Adams lindíssima como sempre) uma negociante de arte que se sente cada vez
mais isolada do parceiro (Armie Hammer) que mesmo estando à bancarrota, ainda
realiza viagens desnecessárias apenas para estar com amantes.
Quando Susan recebe um
manuscrito de autoria de Edward (Jake Gylenhaal), seu primeiro marido ela passa
a desfrutar de sua solidão lendo o texto trágico do livro que acompanha o
personagem Tony Hastings, um homem que leva sua esposa (Isla Fisher) e filha
(Ellie Bamber) para tirar férias, mas o passeio toma um rumo violento ao cruzar
o caminho de uma gangue, numa tosca cena numa estrada escura.
A montagem do filme é
interessante, alternando entre a tensa leitura de Susan e seus pensamentos
sobre as razões de ter recebido o texto, fazendo com que ela descubra verdades
dolorosas sobre si mesma e relembre traumas de seu relacionamento fracassado. Não fez jus a expectativa criada em torno do filme.
Assista ao trailer de Animais Noturnos:
domingo, 5 de fevereiro de 2017
Babando a Ana Clara
Neste 5 de fevereiro de 2017, a Ana Clara do Júnior e da Bruna completou seu primeiro mês de vida e pela primeira vez tive a oportunidade de colocar ela em meus braços. Dá uma vontade de ter outro filho... Ah se eu tivesse condições financeiras...
Os Saltimbancos Trapalhões – Rumo a Hollywood
Musical adaptado da obra de Chico Buarque de Hollanda Os Saltimbancos Trapalhões – Rumo a Hollywood (Brasil, 2017), de João Daniel Tikhomiroff homenageia os clássicos filmes de Didi, Dedé, Mussum e Zacarias, especialmente Os Saltimbancos Trapalhões (1981) de J.B. Tnako que consta na lista da Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema) dos 100 Melhores Filmes Brasileiros, e emociona a quem se tornou cinéfilo devido os filmes da trupe Os Trapalhões.
O Grande Circo Sumatra está em meio a uma grande crise financeira desde a proibição de animais em espetáculos e Barão (Roberto Guilherme), dono do circo, acaba aceitando propostas indecorosas do prefeito da cidade e decide fazer leilões de gado, comícios e outros eventos políticos alternativos no circo. Com isso, Didi (Renato Aragão) e Karina (a lindíssima Letícia Colin), com os demais artistas do circo, estão infelizes com a situação e decidem montar um novo número e, assim, tentar atrair o público novamente.
O filme tem piadas infames com personagens como Vin Gasolina, em referência ao Vin Diesel e a sensacional sacada de colocar o Tom Hanks sendo interpretado pelo Dan Stulbach. Os fracos efeitos visuais são simples, mas cumprem seu papel. As cenas musicais dirigidas por Claudio Botelho e Charles Möeller estão bem coreografadas e deixam claro a fragilidade do roteiro, que hora pende para uma continuação, outras vezes para uma refilmagem, mas na real não passa de uma bela homenagem e uma oportunidade para novas gerações conhecerem um pouco do humor sutil e um tanto quanto ingênuo dos Trapalhões. Nostalgia pura na sala escura. Uma homenagem digna em vida aos comediantes Renato Aragão e Dedé Santana, que ainda conseguem brilhar nos cinemas e permanecerão para sempre na mente e nos corações dos fãs.
Veja o trailer de Os Saltimbancos Trapalhões – Rumo a Hollywood:
Concurso Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos – METROFOR
Neste 5 de fevereiro de 2017, fiz uma prova objetiva no concurso da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos – METROFOR. Consegui isenção por ser doador de sangue e fui lá na UECE fazer a prova...
Conforme gabarito divulgado, acertei 35 questões de 50... De Português, acertei 11 de 20. De Matemática, acertei 15 de 20 e na de Atualidades, acertei 9 de 10. Segue cópia do cartão de respostas neste link. Foi anulada a questão 18, então fiquei com 36 acertos, totalizando 72 pontos, o que me fez não ser eliminado, mas também não estar habilitado... Pelo que vi, os que passaram ficaram com 90 pontos...
Segue resultado do certame.
sábado, 4 de fevereiro de 2017
O Chamado 3
Terror O Chamado 3 (Rings, EUA, 2017), de F. Javier Gutiérrez traz Samara de volta aos cinemas, doze anos depois do segundo filme e fracassa na tentativa de dar um upgrade na saga para os dias atuais, escapando apenas a boa cena de abertura à bordo de um avião.
O enredo deste novo Chamado apresenta Julia (Matilda Anna Ingrid Lutz) que fica preocupada quando seu namorado, Holt (Alex Roe), e começa a explorar a lenda urbana sobre um vídeo misterioso. Lenda esta que diz que quem assiste morre depois de sete dias. Ela se sacrifica para salvar seu namorado e acaba fazendo uma descoberta terrível: há um "filme dentro do filme" que ninguém nunca viu antes.
O filme é arrastado, falta o senso de urgência. e não acrescenta muita coisa aos anteriores. Os sustos são fracos, os personagens caricatos. O roteiro é característico de um feito à seis mãos.
Veja o trailer de O Chamado 3:
XI Encontro de Orientistas do Estado do Ceará
Neste 4 de fevereiro de 2017, aconteceu no Clube de Lazer
Everardo de Pinho Vieira (Fundação Assefaz) o XI Encontro de Orientistas do
Estado do Ceará, onde foram premiados os campeões do ano de 2016 dos seguintes
campeonatos: Circuito Park Tour de Orientação, Circuito Orientação Lagoa do
Jirau e Campeonato Cearense de Orientação.
Tive o privilégio de fazer a articulação entre a Federação
Cearense de Orientação e a gerência do Clube para disponibilização do espaço
que agradou bastante aos orientistas e proporcionou uma boa arrecadação de
consumo de alimentos para o clube. Foi a maneira que encontrei para participar
do evento, senão acabaria perdendo a premiação... E no fim das contas, todos
ficaram satisfeitos!
Também tive o privilégio de arrumar o ambiente onde houve a
premiação, desde a colocação das mesas, como a disposição das cadeiras. Ao
longo da manhã e início da tarde, muitos orientistas iam chegando e desfrutando
da área de lazer do clube. Tive a honra de servir algumas mesas. Por volta das
14h iniciou-se a premiação com os campeões do Circuito Park Tour de Orientação
2016, onde fiquei em primeiro lugar na categoria H21B, com duas vitórias (Cidade
Fortal e UECE) e um segundo lugar (UFC).
Em seguida, foi a vez de serem premiados os campeões do Circuito
Orientação Lagoa do Jirau, onde fui o primeiro a subir no palco para receber o
troféu de campeão na categoria Dupla Familiar. Lamentei apenas o meu filho
Pedro Sahel não poder ter estado presente para receber o prêmio comigo. Foram
três provas e ganhamos todas as três!
Por fim, a premiação mais importante, do Campeonato Cearense
de Orientação. Na categoria H21B, fiquei em terceiro lugar, mas por força do
regulamento, acabei sendo premiado em segundo lugar com a medalha de prata.
Tive um ano vitorioso na orientação, apesar das derrotas em
outras áreas... E a tarde ainda reservou uma grata surpresa: O Clube de
Orientação Desporto e Lazer ficou em terceiro lugar entre clubes, deixando
definitivamente de ser um clubinho...
A Elba, do Rumba na Rota transmitiu o evento ao vivo no Facebook
e a Manu pode acompanhar a premiação dos
verdinhos.
Ainda tivemos a presença de espírito para fazermos essa linda foto
em homenagem a esta guerreira. Foi uma tarde maravilhosa!
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
A Qualquer Custo
Uma espécie de faroeste moderno, A Qualquer Custo (Hell or High Water, EUA, 2016), de David Mackenzie não diz a que veio, numa trama morna pelo interior do Texas, Estados Unidos que apresenta os irmãos Toby (Chris Pine) e Tanner (Ben Foster) que, pressionados pela proximidade da hipoteca da fazenda da família, resolvem assaltar bancos para obter a quantia necessária ao pagamento. Com um detalhe: eles apenas roubam agências do próprio banco que está cobrando a hipoteca. Só que, no caminho, eles precisam lidar com um delegado veterano (Jeff Bridges), que está prestes a se aposentar, mas fará de tudo para capturá-los... Algo um tanto quanto clichê...
Toby é um ex-presidiário e Tanner, um pai divorciado com dois filhos. Assim, o filme chama atenção para o aspecto social vivido por uma boa parte dos americanos interioranos, que costumam andar armados. Nada justifica o roubo, mas o roteiro mostra que os ladrões possuem uma justificativa moral para tais atos. E o confronto final com o policial perseguidor, parece que está colocando frente à frente gerações distintas, a do faroeste clássico e a do faroeste moderno, onde quem sai perdendo é o espectador.
Não merece ganhar nenhum prêmio no Oscar, apesar de ter sido indicado a Melhor Filme, Ator Coadjuvante (Jeff Bridges), Roteiro Original e Edição.
Veja o trailer de A Qualquer Custo:
Jackie
Drama Jackie (Chile/França/EUA, 2016), de Pablo Larraín, diretor chileno dos elogiados No (2012) e O Clube (2015) apresenta quatro dias da vida de Jacqueline Kennedy (Natalie Portman), quando inesperadamente ela fica viúva, e lida com o trauma do assassinato de seu marido, o então presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy. Ou seja, não se trata de uma biografia.
A atriz vencedora do Oscar por Cisne Negro (2011) de Darren Aronofsky (que é um dos produtores deste filme) faz aqui um excelente trabalho vocal para imitar a peculiar fala de Jackie, que foi a mais icônica ex-primeira-dama dos Estados Unidos e que ficou conhecida pelo resto do mundo. No entanto, apesar da boa atuação de Portman, o filme é enfadonho, um tanto quanto lento e o jeito de Jackie falar acaba incomodando ao longo da projeção, assim como seu gestual, uma vez que todo o foco do filme é para Portman.
Gostei da montagem que intercala inclusive algumas imagens documentais entrecortadas com as cenas filmadas, mas perdi o interesse pelo filme quando Jackie afirmou que fez do enterro do marido um espetáculo para que ela pudesse ser vista, a ponto de transformar toda a exposição que teve para transformar a história dos Kennedys numa verdadeira fábula. O roteiro de Noah Oppenheim dá a devida atenção para as relações de poder, a opinião pública, e inclusive para a reconstituição da época, mas não podemos esperar muito de quem tem no currículo filmes adolescentes da Série Divergente e Maze Runner.
Confira o trailer de Jackie:
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
Quatro Vidas de um Cachorro
É tradição os cinemas exibirem filmes sobre cachorros. E está constatado que é impossível não ser cativado pelos filmes dos melhores amigos do homem, o cão. A sétima arte já nos apresentou belos e emocionantes exemplares, como Marley e Eu (2008) de David Frankel e Sempre Ao Seu Lado (Hachiko: A Dog's Story, 2009) de Lasse Hallström, mesmo diretor desse Quatro Vidas de um Cachorro (A Dog’s Purpose, EUA, 2017), que adora fazer o público chorar no cinema.
No filme que assume já em seu poster que todo cachorro existe por uma razão, um cão morre e reencarna várias vezes na Terra. Embora encontre novas pessoas e viva muitas aventuras, ele mantém sempre o sonho de reencontrar o seu primeiro dono, Ethan (Bryce Gheisar), seu maior amigo e o grande amor de sua vida quando em 1961, o adotou e o batizou de Bailey. Esta relação toma a maior parte da trama, pois é a que realmente importa. A primeira vida, que foi rápida graças à carrocinha, e a terceira como uma pastor alemão policial só serviram para dar a experiência necessária para farejar seu dono, um já velho e ranzinza Ethan (Dennis Quaid) anos depois em sua quarta vida.
O filme propõe inclusive um debate filosófico ao questionar "Qual é o sentido da vida?" Essa pergunta é feita pelo próprio cachorro em voice off logo na primeira cena. Essa questão ronda a mente de muitos que levam uma vida sem sentido. Compartilho então o meu sentido de vida, que tem nome e sobrenome: Jesus Cristo. Foi ele quem criou a vida e veio ao mundo e viveu entre nós ao ponto de vencer a morte e nos dar a vida eterna. Somente conhecendo Jesus é possível saber o sentido da vida. Na bíblia, encontramos facilmente respostas para estas perguntas existenciais, tais como: Quem sou eu? De onde venho? O que estou fazendo aqui? Pra onde vou?
Voltando ao filme, que esteve envolvido numa polêmica de boicote por supostamente ter submetido os cães atores a maus tratos, mas repito o que costumo dizer, boicote, como os que cristãos costumam fazer, só servem pra divulgar ainda mais o filme. Aqui vemos o tema da reencarnação sendo tratado. Embora eu não acredite em reencarnação humana, muito menos numa reencarnação animal, o título brasileiro do filme só reforça essa visão espírita que nem é o foco central do filme. Não é de hoje que temos problema de tradução de título... O nome ideal, seria a tradução literal, O Propósito de Um Cão, que venderia muito melhor o tema central para os amantes de filmes caninos, que por sinal é baseado no homônimo best-seller A Dog’s Purpose de W. Bruce Cameron.
Destaco a trilha sonora de Rachel Portman, a mesma que fez a bela trilha de Um Dia (One Day, 2011) de Lone Scherfig, com algumas canções clichês como Hey! Baby de Bruce Channel, How Deep Is Your Love dos Bee Gees e outras que nos remetem a bons momentos e combinam com o clima agradável do filme que tem alguns problemas de roteiro, mas que não devem ser levados a sério pra quem quer relaxar vendo um típico filme sessão da tarde. Incomoda apenas a câmera no chão, dando ao espectador a visão do cachorro... Nunca tive vontade de ser um cachorro, apenas de possuir um, de modo que a perspectiva do cão não acrescenta muito a trama, que no fim das contas acaba cativando e emocionando sem o sentimentalismo barato, mas com um produto simples, transmitindo a mensagem do Carpe Diem, para aproveitarmos cada momento de nossa existência.
Assista ao trailer de Quatro Vidas de um Cachorro:
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
Max Steel
Aventura do brinquedo da Mattel, Max Steel (Reino Unido/EUA, 2016), de Stewart Hendler surpreende com bons efeitos, mas se perde num fio de roteiro sem pé e nem cabeça, se mostrando extremamente desinteressante.
Max McGrath (Ben Winchell) é um típico adolescente de 16 anos que, como todas as pessoas da sua idade, está passando por um período de descobertas. Entretanto, além das transformações naturais na vida do jovem, ele tem sofrido com a descoberta de incríveis poderes que ele descobre ter quando entra em contato com uma força extraterrestre e com o robô Steel.
Andy Garcia está ridículo numa espécie de vilão. Acho que nem o público alvo do filme se identifica com o longa, que apesar da curta duração, parece ter uma metragem bem maior do que seus 88 minutos.
Segue trailer de Max Steel:
Um ano sem trabalho com carteira assinada
Parece surreal, mas é a realidade. Nunca imaginei passar um ano sem emprego de carteira assinada. Foram 10 meses desempregado, até que Deus providenciou um sustento. Surgiu também um bico que tem ajudado a complementar a renda, que nunca foi tão escassa...
Sou grato a Deus pela saúde que tem concedido a mim e a família, pois viver em nosso país dependendo do Sistema Único de Saúde (SUS) é depender plenamente da misericórdia divina. Quando precisei de auxílio médico, fui muito bem atendido tanto em posto de saúde, quanto nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA). Minha vida de oração nunca foi tão intensa...
Fico imaginando se não tivesse estudos... Certamente a situação estaria pior, pois se emprego está difícil para quem tem duas formações (Ciências Contábeis e Administração Pública) e uma pós graduação (Gestão de RH), pra quem não tem qualificação a situação é ainda mais crítica...
No entanto tenho vivido na dependência plena de Deus, e isso tem fortalecido a minha fé. "Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação. (Habacuque 3:17,18)
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
Até o Último Homem
Não
sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra,
nem se cansa nem se fatiga? É inescrutável o seu entendimento. Dá força
ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os
jovens se cansarão e se fatigarão, e os moços certamente cairão; Mas os
que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias;
correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão. (Isaías 40:28-31)
Drama de guerra Até o Último Homem (Hawksaw Ridge, Austrália/EUA, 2016), de Mel Gibson,
é inspirado na história verídica do paramédico Desmond T. Doss (1919-2006), o
primeiro Opositor Consciente da história norte-americana a receber a Medalha
de Honra do Congresso.
No filme acompanhamos a jornada de um menino, que por
carregar traumas ligados à violência e obedecer aos mandamentos bíblicos, “não
matarás”, decide se alistar para a Segunda Guerra Mundial, mas se recusando a empunhar
uma arma no campo de batalha e matar pessoas.
Doss (Andrew Garfield) vive sua juventude
caipira no interior do Estado da Virgínia, escalando as montanhas de sua
cidade, caminhando pelos bosques e frequentando a Igreja Adventista do Sétimo
Dia. Até que um dia, ele ajuda a salvar a vida de um mecânico, utilizando seu
cinto como um torniquete para socorrer o ferido ao hospital. Nesse mesmo dia,
ele se apaixona por uma bela enfermeira chamada Dorothy Schutte (Teresa
Palmer), decidindo inclusive doar sangue só para estar próximo de sua paixão,
com quem ele inicia um belo e recatado relacionamento. Mesmo sendo religioso, e
tendo um ofício que o permitiria não se alistar, o rapaz decide se apresentar
ao alistamento depois do ataque a Pearl Harbor, como a maioria dos jovens de
sua época, mas se recusando a fazer o treinamento bélico devido a suas
convicções morais e espirituais.
Ele pretende então se tornar paramédico
do exército e ao invés tirar, ele pretende salvar vidas. Assim, Doss teve que
travar uma batalha pessoal para sustentar essa determinação de servir ao
exército sem pegar em armas. Assumir essa posição diante do batalhão, fez
com que ele fosse hostilizado, ridicularizado, surrado, humilhado e até levado
a corte marcial por seus comandantes superiores, o sargento Howell (Vince
Vaughn) e o capitão Glover (Sam Worthington), que veem a recusa do rapaz em
matar o inimigo como um ato de covardia.
O roteiro de Robert Schenkkan e Andrew
Knight denota em vários momentos a importância do ambiente familiar na formação
do caráter do personagem, especialmente nas conversas com sua mãe Bertha Doss
(Rachel Griffiths) e nos dramas de seu violento pai Tom Doss (Hugo Weaving),
um alcoólatra sobrevivente e traumatizado com os horrores da Primeira Guerra
Mundial, mas que teve a ousadia de ajudar o filho quando ele estava prestes a
ser condenado. Doss conseguiu a autorização para continuar servindo, e ao
chegar ao campo, na Batalha de Okinawa ele salva praticamente sozinho mais de
75 homens, fazendo de Doss um homem respeitado pela sua tropa, a ponto do
batalhão esperar Doss fazer uma oração para eles retornarem no campo de batalha.
A bíblia (Deus falando com o homem) está
presente em diversos momentos do filme, e não apenas na cena de abertura com o
texto de Isaías 40. Ela está presente no quadro da casa de Doss, quando ainda
menino ele observa a cena do primeiro assassinato (Caim e Abel). Foi uma bíblia
sagrada o presente que ele recebe de sua namorada antes de se alistar, além
disso ela foi sua companhia no alojamento (enquanto outros viam pornografia) e
até mesmo no campo de batalha, a palavra de Deus inspirada sempre o acompanhava.
Já a oração (o homem falando com Deus) também se faz presente, especialmente
nas cenas quando Doss está preso, sendo impedido de ir ao seu casamento e prestes
a ser julgado, e especialmente na cena de batalha, quando ele fica sozinho e mantém
um emocionante diálogo com Deus, que o capacita para salvar “só mais um”
companheiro de guerra, totalizando 75 salvos...
Mel Gibson se mostra em ótima forma, 10
anos depois do seu último filme, o brutal Apocalypto (2006),
com suas posições tradicionalistas, o diretor de A Paixão de
Cristo (2004) imprime
neste longa a força da fé, num roteiro com falas e cenas que remetem
literalmente a passagens bíblicas, como quando Doss lava os olhos de um soldado
ferido que julgava estar cego e lhe restitui a visão. O tom religioso do filme
reforça a contundente mensagem antibelicista.
Desmond T. Doss acabou sendo atingido por
uma granada, mas sobreviveu ao campo de batalha, sendo condecorado com duas
medalhas Bronze Stars e três Purple Hearts, além da Medalha de Honra do
Congresso. É incrível a humanidade e a humildade de Doss, que inclusive recusou
diversos convites de adaptação cinematográfica de sua história, alegando que os
verdadeiros heróis foram os que morreram em combate, tendo autorizado o
produtor Terry Benedict a fazer o documentário The Conscientious Objector , somente às vésperas de sua morte. Trechos dessas
entrevistas do documentário finalizam o filme emocionando a plateia.
Os aspectos técnicos do filme também
são muito bons, principalmente nas cenas de batalha, onde vemos um show da montagem,
e da edição e mixagem de som. Não à toa o filme foi indicado a seis categorias
no Oscar 2017, são elas: Melhor Filme, Diretor (Mel Gibson), Ator (Andrew
Garfield), Edição, Edição de Som e Mixagem de Som.
Confira o trailer de Até o Último Homem:
sábado, 28 de janeiro de 2017
Sábado, pizza e comunhão
Neste 28 de janeiro de 2017, após um longo dia de trabalho, decidi ir com a família no Luau da IBC que estava acontecendo aqui pertinho de casa na barraca Praia Brasil. Acontece que quando chegamos, o evento estava chegando ao fim... Matei a saudade de alguns irmãos da igreja que não consigo ir desde o ano passado, o Sahel viu o tio Vitor do GF azul e lhe expliquei o motivo da ausência do Sahel nos últimos domingos, quando fui abordado pela Julia Marcelino e por suas amigas... Tratei logo de oferecer carona, pois uma nuvem de chuva rondava o local e ainda lembro o que é ser adolescente e precisar de caronas... Liguei para a Cris e informei do favor que faria em troca de uma pizza (risos) e não é que colou! Fomos deixar as amigas dela e fui com a família desfrutar de uma sábado à noite com pizza e comunhão...
Treino perfumado da Martins Presentes
Na manhã deste 28 de janeiro de 2017, fui com a minha irmã no Shopping Iguatemi às 5h da manhã, participar do treino perfumado, patrocinado pela Martins Presentes e algumas assessorias, com café da manhã, massoterapia e sorteio de perfumes. Corremos 6 Km, saindo do shopping pela Av. Washington Soares até um pouco depois do Fórum e voltamos... Pena não termos ficado para o sorteio de perfumes, pois fomos trabalhar!!!
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
Fortaleza 0 x 0 Bahia - Copa do Nordeste 2017
Na noite deste 26 de janeiro de 2017, fui ao estádio Castelão com o Adriel ver a estreia do Fortaleza na Copa do Nordeste 2017 contra a equipe do Bahia.
O jogo deixou claro o quanto o time do Fortaleza é esforçado, mas limitado tecnicamente. Alguns jogadores como Juninho Potiguar e Alan Vieira não servem nem para ficar no banco. Vacaria é raçudo, mas talvez ele esteja no esporte errado... MMA faz mais seu estilo...
Os demais jogadores foram razoáveis. Gosto do Marcelo Boeck, especialmente sua lucidez na saída de bola. São raros os chutões... Gosto do futebol do Jeferson, embora talvez ele jogue melhor pelo meio. Curto o ritmo do Anderson Uchoa, Rodrigo Andrade é nosso melhor jogador tecnicamente e não é essas coisas...Mas é mais capitão que o Lúcio Flávio precisa de um reserva urgente... Gabriel continua arisco, mas precisa melhorar finalização. Foram de nossos atacantes as melhores chances da partida. O público foi pequeno, mas foi o suficiente para vaiar aqueles que não corresponderam.
Segue vídeo com os melhores lances da partida:
O jogo deixou claro o quanto o time do Fortaleza é esforçado, mas limitado tecnicamente. Alguns jogadores como Juninho Potiguar e Alan Vieira não servem nem para ficar no banco. Vacaria é raçudo, mas talvez ele esteja no esporte errado... MMA faz mais seu estilo...
Os demais jogadores foram razoáveis. Gosto do Marcelo Boeck, especialmente sua lucidez na saída de bola. São raros os chutões... Gosto do futebol do Jeferson, embora talvez ele jogue melhor pelo meio. Curto o ritmo do Anderson Uchoa, Rodrigo Andrade é nosso melhor jogador tecnicamente e não é essas coisas...Mas é mais capitão que o Lúcio Flávio precisa de um reserva urgente... Gabriel continua arisco, mas precisa melhorar finalização. Foram de nossos atacantes as melhores chances da partida. O público foi pequeno, mas foi o suficiente para vaiar aqueles que não corresponderam.
Segue vídeo com os melhores lances da partida:
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