quarta-feira, 8 de março de 2017

John Wick – Um Novo Dia Para Matar


Filme de ação John Wick – Um Novo Dia Para Matar (John Wick – Chapter 2, EUA, 2017), de Chad Stahelski é a continuação de De Volta ao Jogo (John Wick, 2014) de David Leitch e Chad Stahelski, que achei razoável, apesar das boas cenas de ação, mas com motivações banais. No entanto, foi suficiente para que o filme obtivesse verba para uma continuação. Neste gênero, gostei muito de O Protetor (The Equalizer, 2014) de Antoine Fuqua.
O filme começa com toda adrenalina, numa cena fantástica, com John Wick (Keanu Reeves) indo recuperar seu carro, e achando que enfim poderá se aposentar. Entretanto, a reaparição de Santino D'Antonio (Riccardo Scarmacio) atrapalha seus planos. Dono de uma promissória em nome de Wick, por ele usada para deixar o posto de assassino profissional da Alta Cúpula, Santino cobra a dívida existente e insiste para que ele mate sua própria irmã, Gianna (Claudia Gerini).

John Wick é forçado então a deixar novamente a aposentadoria por causa de uma promessa antiga e viaja então para Roma, com o objetivo de ajudar um velho amigo a derrubar uma organização secreta, perigosa e mortal de assassinos procurados em todo o mundo. Assim, o filme nos apresenta cenas antológicas de ação, uma delas no meio de um show, outra num museu com salas espelhadas, mas apesar do frescor das cenas, elas me parecem sem propósito, de modo que lamentei o fato de ter perdido a vitória antológica do Barcelona contra o PSG em detrimento desse filme.

Confira o trailer de John Wick – Um Novo Dia Para Matar:


segunda-feira, 6 de março de 2017

Aliados


Drama Aliados (Allied, Reino Unido/EUA, 2016), de Robert Zemeckis desperdiça o potencial de ser um novo Sr. e Sra Smith (2005) de Doug Liman, substituindo Jolie por Cottilard, sendo que não sei se o casal foi mal aproveitado, ou em que ponto o roteiro dSteven Knight se torna desinteressante a ponto de não nos interessarmos pelo que irá acontecer aos dois protagonistas.

O filme apresenta a história do oficial de inteligência Max Vatan (Brad Pitt) que  literalmente desce de paraquedas no deserto africano em 1942 para encontrar a agente da Resistência Francesa Marianne Beausejour (Marion Cotillard) em Casablanca, no Marrocos, quando participam juntos de uma missão perigosa na fronteira inimiga, disfarçados de marido e mulher, com o objetivo de eliminarem um embaixador nazista. Ao apresentar os costumes locais, como quando os maridos vão dormir no telhado após fazerem amor com suas esposas, lembrei-me da vitória do Raja Casablanca por 3 x 1 contra o Atlético-MG no mundial de clubes de 2013... Deve ter havido farra nas lajes lá pelo Marrocos...

Quando o casal volta para Londres, eles estão apaixonados e iniciam uma relação familiar que é ameaçada por circunstâncias extremas da Guerra. Inclusive o filme apresenta uma cena não convencional, da filha deles nascendo em meio aos bombardeios da guerra. Algo extremamente desnecessário. Os problemas começam quando surgem suspeitas sobre uma conexão entre Marianne e os alemães. 

Intrigado, Max decide investigar o passado da companheira e recebe a incumbência de ter ter que matar sua esposa e mão de sua filha, tendo que confrontar seus sentimentos com a razão do trabalho que ele desempenha. Aí vem o questionamento, você mataria alguém que você ama, para cumprir um dever, uma ordem dada por um superior?

Elogiar Zemericks é chover no molhado. Esse filme não está no rol de seus melhores (Trilogia De Volta Para o Futuro, Forrest Gump: O Contador de Histórias, O Náufrago, O Vôo, A Travessia), mas fica notório que ele tem total domínio do que é mostrado em tela, utilizando no piloto automático técnicas cinematográficas antigas, para imergir a plateia no longa. O prólogo do filme carregado de suspense é tenso e muito bom, as cenas de sexo do segundo ato são bem filmadas, mas no clímax, ou anticlímax (como queiram) o filme perde sua força, terminando de forma romântica. Aliados foi indicado ao Oscar 2017 de Melhor Figurino. Não venceu, mas fez por merecer essa lembrança.

Assista ao trailer de Aliados:



domingo, 5 de março de 2017

1ª etapa do VII Circuito ParkTour de Orientação


Na manhã deste chuvoso 5 de março de 2017, fui para a 1a. etapa do VII Circuito ParkTour de Orientação, que aconteceu no Regimento de Cavalaria.da PM do CE.  

Levei o filho primogênito para andar de cavalo e também aproveitei para curtir os equinos, foi um barato!



Pra resumir a prova, o Park Tour Jiralizou. A prova de apenas 2.300m, num mapa de 1:4.000 (cada centímetro correspondia a 40 metros) me deixou confuso em alguns momentos, atolado em outros, e até cercado de urtigas! 

Teve uma chuva forte durante a prova que deixou tudo ainda mais emocionante...



Mas para um bom orientista, quanto pior, melhor... Fiz a prova em 47 minutos e 13 segundos... Terminei em terceiro lugar... Dava pra ter ido melhor... 

Como são apenas três etapas, vamos tentar pódio nesse ano novamente... Não sei se consigo manter o título, mas vamos tentar!

Update:

Ao longo da semana, pensando na prova, e ainda no ritmo de carnaval, escrevi o Melô do Park Tour Jiralizado (Ao ritmo de Berimbau Metalizado, de Ivete Sangalo). Divulguei no grupo de whatsapp do Jirau e a Elba do Rumba na Rota fez gravou uma versão que ficou bem bacana e ligeirinha... Segue a letra:

Que esporte é esse mano?
Que o povo tá correndo?
Que vem de lá prá cá?
É um esporte diferente
Que alucina a gente
O prisma caçar...

É uma mistura espilicute
Tem bússola e azimute
Que não deixa ninguém parado
Todo mundo tá gostando
CBO vem melhorando
É o Park Tour Jiralizado...

Tá, tá, tá
Tá no mato e não na grama
Tá, tá, tá
Tá afundando o pé na lama
Tá, tá, tá
Tá todo mundo arrepiado
Curtindo o novo
Park Tour Jiralizado...(2x)

Autor: Ronald Nascimento

quinta-feira, 2 de março de 2017

Logan em IMAX


Brutal como o personagem sempre deveria ter sido, Logan (EUA, 2017), de James Mangold marca a despedida de Hugh Jackman do personagem que o consagrou nos cinemas, num road movie que parece um faroeste, e que sabe dosar o tom de violência, de humor, melancolia e de emoção ao abordar temas relevantes como a paternidade, a velhice e a missão que temos nessa vida. É um filme de HQ sem cara de filme baseado em herói de quadrinhos...

Em um futuro próximo (ano de 2029), um cansado Logan (Hugh Jackman) ganha a vida como motorista de Uber, dirigindo uma limousine de luxo, para conseguir arrecadar grana para cuidar do nonagenário e enfermo Professor Charles Xavier (Patrick Stewart) que luta contra o Alzheimer (a doença mais poderosa da mente, na mente mais poderosa do mundo) em um esconderijo na fronteira mexicana. É quando vemos Logan como filho, cuidando do idoso que lhe foi praticamente um pai adotivo. O salmista diz que "
Os anos de nossa vida chegam a setenta, ou a oitenta para os que têm mais vigor; entretanto, são anos difíceis e cheios de sofrimento, pois a vida passa depressa, e nós voamos!" Salmos 90:10


Acontece que as tentativas de Logan de se esconder do mundo e de seu legado de X-Men são interrompidas quando ele é encontrado por por Gabriela (Elizabeth Rodriguez), uma mexicana que precisa de sua ajuda. Não sabemos ao certo o que aconteceu com os mutantes, embora o filme cite alguns acontecimentos, que certamente aniquilaram muitos mutantes. O que sabemos é que eles são raros e agora geneticamente modificados, ou clonados.




Logan se mostra debilitado fisicamente pois seu poder de regeneração está diminuindo com o tempo. Além disso, ele está esgotado emocionalmente, tanto que se recusa a voltar à ativa, Até que é confrontado por um mercenário, Donald Pierce (Boyd Holbrook), que está interessado na menina Laura Kinney / X-23 (Dafne Keen), sob a guarda de Gabriela. que aos poucos vai construindo uma relação com o pai (porque não, se é o mesmo DNA) e assim passa a desenvolver um vínculo muito forte com Logan, com o temperamento que conhecemos, tendo que literalmente lidar com uma criança.


Há uma lembrança e inclusive uma citação direta ao clássico Os Brutos Também Amam (Shane, 1953) de George Stevens, que se assemelha e muito a proposta desse filme a nível de roteiro. Posso até estar exagerando, mas eu daria fácil uma indicação ao Hugh Jackman como melhor ator por esse filme, e principalmente lembraria de Patrick Stewart como ator coadjuvante. É aguardar o Oscar 2018 pra ver... São duas atuações muito boas, de quem conhece muito bem cada personagem.



O filme apresenta um futuro para os X-Men, deixando claro como a vida se renova e aquilo que um dia foi plantado, certamente será colhido. O legado do Professor Xavier permanece e a lição de que não precisamos pagar o mal que fizeram a nós, com mal. Como diria o apóstolo Paulo "Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bemRomanos 12:21". 

ALERTA DE SPOILERS!
O filme me fez chorar em duas cenas lindas. A primeira é a morte e sepultamento do Prof. Xavier... É de apertar o coração. A segunda quando os "novos mutantes" sepultam o Wolverine e a X-23 pega a cruz e a coloca no formato de um X. Simplesmente espetacular!

Segue trailer de Logan:

quarta-feira, 1 de março de 2017

Lego Batman - O Filme


Revi a animação Lego Batman - O Filme (The LEGO Batman Movie, Dinamarca/EUA, 2017), de Chris McKay que continua engraçadíssima numa revisita. Destaque para as canções do Batman nos momentos de luta, a narração do início e do fim do filme. O sarcasmo que está pulsante em toda a projeção e é o que dá ao filme uma liberdade nunca antes vista nos filmes do homem morcego, que embora não se leve à sério é de extrema competência.

Acompanhe o trailer de Lego Batman - O Filme:

Cinefolia 2017



Carnaval chegando ao fim e como de costume, reservo a quarta-feira de cinzas para ver filmes no cinema. Então, preparamos a pipoca e fomos ao UCI Cinemas do Shopping Iguatemi.


Esse ano, fui acompanhado do meu filho mais velho, ver três animações: A Bailarina, Bugigangue no Espaço e Lego Batman - O Filme.



Também iríamos ver a pré estreia de Logan, mas o Sahel pediu arrego e eu concedi, pois também estava cansado do meu Carnaval 2017 de muito trabalho... Pegamos o ônibus e o pequeno chegou em casa carregado... Afinal, filho de cinéfilo, cinéfilo é!

Bugigangue No Espaço


Animação brasileira Bugigangue No Espaço (Gadgetgang in Outerspace, EUA, 2016), de Ale McHaddo, criador das série Nilba e os Desastronautas e Osmar, a Primeira Fatia do Pão de Forma com uma proposta comum e repetitiva, acaba sendo dispensável, pois o que tem de mais interessante é a participação do Sr. Madruga numa cena e a caça por easter eggs ao longo da projeção.
Enquanto Gustavinho (voz de Danilo Gentili), Fefa (voz de Maisa Silva) e os demais integrantes do clube Bugigangue estão preocupados com os trabalhos da escola, nem imaginam que em um ponto distante da galáxia o vilão Gana Golber tomou o poder da Confederação dos Planetas, ameaçando a paz do universo. Expulsos da confederação, sete Invas, alienígenas atrapalhados e ingênuos, conseguem escapar ao cerco de Gana, mas na fuga sua nave é danificada e cai na Terra. Logo os Invas iniciam uma amizade com as crianças do clube, consertam a nave e embarcam juntos numa aventura intergaláctica para restaurar a paz do universo.

Além do Sr. Madruga, eu consegui ver o Super Mario, alguns personagens de Star Wars, citações O Guia do Mochileiro das Galáxias, uma piada envolvendo E.T. - O Extraterrestre, outra fazendo referência a O Senhor dos Anéis... Meu filho de seis anos, só pegou a referência do Mário e do E.T. Fica notória e gritante a diferença de qualidade com produções dos grandes estúdios.

Confira o trailer de Bugigangue No Espaço:


A Bailarina


Animação franco-canadense A Bailarina (Ballerina, França/Canadá, 2016), de Eric Summer e Éric Warin fala sobre a possibilidade de realização de sonhos e diverte adultos e crianças, apesar da dublagem tosca de Mel Maia para a personagem principal.
O filme se passa em Paris, no ano de 1869, quando uma sonhadora menina órfã Felicie (Mel Maia) que toma uma atitude arriscada para conseguir o que quer. Ela foge do orfanato onde vivia, para realizar o sonho de ser uma grande bailarina. Lá ela decide se passar por outra pessoa, e consegue uma vaga na Opera de Paris, onde vai aprontar muitas aventuras para realizar seu sonho de se tornar bailarina, ao conseguir o papel de Clara na ópera O Quebra-Nozes. 

É interessante conhecer uma Paris enquanto a torre Eiffel ainda está sendo construída, bem como a estátua da liberdade que posteriormente foi dada de presente a cidade de Nova York. Gostei muito do personagem inventor Victor, amigo de Félicie que constrói geringonças voadoras que lhe permitiram fugir do organato. Ele se torna uma espécie de ajudante de Gustave Eiffel.

Assista ao trailer de A Bailarina:

Carnaval 2017

Meu Carnaval não teve retiro (Retiro 2012) (Retiro 2013) (Retiro 2014), não teve reforma (Cinefolia 2011), não teve congresso (Transmissão 2016), teve muito foi trabalho!

Passei os dias da festa da carne prestando serviços no Centro de Lazer da Assefaz, trabalhando com minha irmã! Não faltou animação e disposição para trabalhar nos cinco dias de carnaval. Essa renda extra está salvando meu orçamento, embora mal tenha tempo para estar com a família e ver os meus filmes... Ainda reuni forças para assistir a cerimônia do Oscar 2017 no meio do feriado...

Beleza Oculta


Abordando o relevante tema da depressão, drama Beleza Oculta (Collateral Beauty, EUA, 2016), de David Frankel conta com um elenco excelente, em atuações abaixo da média garantindo o pagamento de suas contas numa história simples e aparentemente boba, que não impressiona, mas também não incomoda em sua tentativa de colocar lágrimas no rosto da plateia.
Após uma tragédia pessoal, Howard (Will Smith) um publicitário de sucesso perde sua filha de seis anos e entra em depressão. Seus amigos (Edward NortonKate Winslet e Michael Peña) contratam uma detetive, que logo descobre que ele passou a escrever cartas para a Morte, o Tempo e o Amor, deixando seus amigos e sócios preocupados, à ponto de contratarem atores de teatro para tornar o impossível realidade, fazendo com que essas três partes do universo respondam e interajam com Howard para tentar tirá-lo desse poço de sofrimento e isolamento, pois nem mesmo no grupo de passos conduzido por Madeleine (Naomie Harris) ele quer participar, ficando apenas de longe como observador

Então, a Morte (Helen Mirren), o Tempo (Jacob Latimore) e o Amor (Keira Knightley) tentam ensinar o valor da vida para o protagonista. É um filme mediano, que nunca quis ser ou parecer mais do que o que de fato ele é.

Veja o trailer de Beleza Oculta:

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

A Lei da Noite


Drama A Lei da Noite (Live by Night, EUA, 2016), de Ben Affleck é piegas e cansa em sua proposta de filme noir, sem o frescor do gênero de crime que já consagrou De PalmaCoppola e Scorsese, só para citar alguns. Baseado no no premiado romance Os Filhos da Noite de Dennis Lehane, que é o mesmo autor do livro que inspirou o primeiro longa de Ben Affleck o excelente Medo da Verdade (Gone Baby Gone, 2007).
O filme se passe em Boston, na turbulenta década de 1920, quando a proibição da Lei Seca americana não interrompeu o fluxo de bebidas em estabelecimentos ‘underground’ dirigidos por mafiosos de boa lábia. é aí que conhecemos Joe Coughlin (Ben Affleck), filho mais novo do Superintendente da Polícia de Boston, que há muito tempo deixou para trás sua rígida educação para sucumbir à adrenalina de ser um fora-da-lei. Ele vê a oportunidade de ganhar poder e dinheiro à disposição para qualquer homem com ambição e nervos suficientes para se envolver com o crime organizado.. 

Mas, mesmo entre criminosos há regras, e Joe desobedece a maior delas: trair duplamente um poderoso chefão da máfia, roubando seu dinheiro e sua mulher. O romance ardente termina em tragédia, e Joe começa a trilhar uma rota de vingança, em que ambição, romance e traição o levam do submundo de Boston para os degraus esfumaçados dos porões de contrabando de rum na cidade de Tampa. E o filme ainda se torna equivocado, ao colocar esse personagem como narrador da história.

O filme produzido por Leonardo DiCaprio é tão desinteressante, que nem os grandes nomes que compõem a equipe técnica tem um trabalho reconhecido. Dá vontade de deixar a sala escura no meio dos tiroteios à esmo que ocorrem ao longo da projeção, mas as balas que não acertam o personagem de Affleck eram capazes de pegar em mim se fosse descendo a escadaria da sala escura...

Segue trailer de A Lei da Noite:

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

2 aninhos do João Lucas


Na noite deste 27 de fevereiro de 2017, plena segunda-feira carnavalesca, estive com a família na celebração de aniversário de 2 anos do João Lucas, que foi um baile à fantasia de carnaval!

Os meninos foram vestidos de super herói, eu preferi ir fantasiado de Kaká, com meu manto tricolor...

Cheguei um pouco tarde em função de estar trabalhando, e apesar do cansaço, ainda vi meus meninos se divertindo com serpentinas, papel picado, espuma e muita animação. Teve salgados e doces deliciosos, sem falar do delicioso jantar que me deixou empanzinado!

Oscar 2017


Na noite deste 26 de fevereiro de 2017, domingo de carnaval, apesar do cansaço do trabalho extra que estou realizando aos fins de semana, me sentei com meus filhos para ver a cerimônia do Oscar 2017. Comemos pizza, depois eles dormiram e eu fiquei acompanhado de pipocas...


A cerimônia começou no maior alto astral, com Justin Timberlake cantando Can’t Stop the Feeling, canção indicada pela animação Trolls. Mahershala Ali ganhou o primeiro prêmio da noite, como Ator Coadjuvante em Moonlight: Sob a Luz do Luar. A partir daí, houve uma certa distribuição de prêmios, sobrando Oscars até para Esquadrão Suicida e Animais Fantásticos e Onde Habitam, para Cabelo e Maquiagem e Figurino respectivamente.

Houve uma bela apresentação da canção How Far I’ll Go da animação Moana: Um Mar de AventurasViola Davis foi premiada como Atriz Coadjuvante pelo seu papel em Um Limite Entre Nós e fez um dos mais belos discursos da noite. John Legend cantou uma versão condensada das canções Audition e City Of Stars, ambas de La La Land - Cantando Estações

Casey Affleck foi o melhor ator por Manchester à Beira-Mar. Damien Chazelle se tornou o mais jovem diretor laureado com um oscar por La La Land: Cantando Estações Emma Stone foi escolhida melhor atriz também por La La Land: Cantando Estações.

No entanto, a cerimônia ficará marcada pelo erro no envelope de melhor filme, anunciado por Warren Beatty e Faye Dunaway, que La La Land teria ganho, sendo que o vencedor foi Moonlight. Algo similar ao que aconteceu num recente Miss Universo. Fiquei chateado, pois achei Moonlight um filme constrangedor...

Veja a lista completa de vencedores do Oscar 2017 (em negrito):
Melhor FilmeA Chegada
Até o Último Homem
Estrelas Além do Tempo
Lion: Uma Jornada para Casa
Moonlight: Sob a Luz do Luar
Um Limite Entre Nós
A Qualquer Custo
La La Land: Cantando Estações
Manchester à Beira-Mar
Melhor Diretor
Denis Villeneuve – A Chegada
Mel Gibson – Até o Último Homem
Damien Chazelle – La La Land: Cantando Estações
Kenneth Lonergan – Manchester à Beira-Mar
Barry Jenkins – Moonlight: Sob a Luz do Luar
Melhor Atriz
Isabelle Huppert – Elle
Ruth Negga – Loving
Natalie Portman – Jackie
Emma Stone – La La Land: Cantando Estações
Meryl Streep – Florence: Quem é Essa Mulher?
Melhor Ator
Casey Affleck – Manchester à Beira-Mar
Andrew Garfield – Até o Último Homem
Ryan Gosling – La La Land: Cantando Estações
Viggo Mortensen – Capitão Fantástico
Denzel Washington – Um Limite Entre Nós
Melhor Ator Coadjuvante
Mahershala Ali – Moonlight: Sob a Luz do Luar
Jeff Bridges – A Qualquer Custo
Lucas Hedges – Manchester à Beira-Mar
Dev Patel – Lion: Uma Jornada para Casa
Michael Shannon – Animais Noturnos
Melhor Atriz Coadjuvante
Viola Davis – Um Limite Entre Nós
Naomie Haris – Moonlight: Sob a Luz do Luar
Nicole Kidman – Lion: Uma Jornada para Casa
Octavia Spencer – Estrelas Além do Tempo
Michelle Williams – Manchester à Beira-Mar
Melhor Roteiro Original
A Qualquer Custo
La La Land: Cantando Estações
O Lagosta
Manchester à Beira-Mar
Mulheres do Século 20
Melhor Roteiro Adaptado
A Chegada
Um Limite Entre Nós
Estrelas Além do Tempo
Lion: Uma Jornada para Casa
Moonlight: Sob a Luz do Luar
Melhor Canção Original“Audition (The Fools Who Dream)” – La La Land: Cantando Estações
“Can’t Stop the Feeling” – Trolls
“City of Stars” – La La Land: Cantando Estações
“The Empty Chair” – Jim: The James Foley Story
“How Far I’ll Go” – Moana: Um Mar de Aventuras
Melhor FotografiaA Chegada
La La Land: Cantando Estações
Lion: Uma Jornada para Casa
Moonlight: Sob a Luz do Luar
Silêncio
Melhor FigurinoAliados
Animais Fantásticos e Onde Habitam
Florence: Quem é Essa Mulher?
Jackie
La La Land: Cantanto Estações
Melhor Maquiagem e Cabelo
Um Homem Chamado Ove
Star Trek: Sem Fronteiras
Esquadrão Suicida
Melhor Mixagem de SomA Chegada
Até o Último Homem
La La Land: Cantando Estações
Rogue One: Uma História Star Wars
13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi
Melhor Edição de Som
A Chegada
Horizonte Profundo: Desastre no Golfo
Até o Último Homem
La La Land: Cantando Estações
Sully: O Herói do Rio Hudson
Melhores Efeitos VisuaisHorizonte Profundo: Desastre no Golfo
Doutor Estranho
Mogli – O Menino Lobo
Kubo e as Cordas Mágicas
Rogue One: Uma História Star Wars
Melhor Design de Produção
A Chegada
Animais Fantásticos e Onde Habitam
Ave César!
La La Land: Cantando Estações
Passageiros
Melhor Montagem
A Chegada
Até o Último Homem
A Qualquer Custo
La La Land: Cantando Estações
Moonlight: Sob a Luz do Luar
Melhor Trilha Sonora
Jackie
La La Land: Cantando Estações
Lion: Uma Jornada para Casa
Moonlight: Sob a Luz do Luar
Passageiros
Melhor Animação
Kubo e as Cordas Mágicas
Moana: Um Mar de Aventuras
Minha Vida de Abobrinha
A Tartaruga Vermelha
Zootopia: Essa Cidade é o Bicho
Melhor Documentário
Fogo no Mar
Eu Não Sou Seu Negro
Vida, Animada
O.J.: Made in America
A 13ª Emenda
Melhor Filme Estrangeiro
Terra de Minas (Dinamarca)
Um Homem Chamado Ove (Suécia)
O Apartamento (Irã)
Tanna (Austrália)
Toni Erdmann (Alemanha)
Melhor Curta-Metragem (Ficção)
Ennemis Intérieurs
La Femme et le TGV
Silent Nights
Sing
Timecode
Melhor Curta-metragem (Animação)
Blind Vaysha
Borrewed Time
Pear Cider and Cigarettes
Pearl
Piper
Melhor Curta-Metragem (Documentário)
Extremis
4.1 Miles
Joe’s Violin
Watani: My Homeland
The White Helmets 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Moonlight: Sob a Luz do Luar


Badalado drama Moonlight - Sob a Luz da Lua (Moonlight, EUA, 2016), de Barry Jenkins, baseado na peça In Moonlight Black Boys Look Blue, de Tarell McCraney e produzido pelo Brad Pittdeve causar frisson em quem curte temas relacionados com a diversidade sexual, mas gera certo constrangimento num espectador comum.
O filme dividido em três capítulos (i. Pequeno, ii. Chiron e iii. Preto) apresenta três momentos da vida de Chiron, um jovem negro morador de uma comunidade pobre de Miami. Desde o bullying sofrido na infância, passando pela crise de identidade da adolescência e a tentação do universo do crime e das drogas, sendo um estudo de personagem que narra a vida de um jovem afro-americano desde a infância até a vida adulta e a luta dele para encontrar seu lugar no mundo, similar ao apresentado por Richard Linklater em Boyhood: Da Infância à Juventude (Boyhood, 2014), mas sem a mesma consistência desta obra-prima.

Chiron (
Alex R. Hibbert (i), Ashton Sanders (ii) e Trevante Rhodes (iii)) trilha uma jornada de autoconhecimento enquanto tenta escapar do caminho fácil da criminalidade e do mundo das drogas de Miami. Ele não tem o afeto de sua mãe, encontrando amor em locais inesperados, como em Juan (Mahershala Ali), chefe do tráfico e sua esposa Teresa (a belíssima Janelle Monáe), ou em Kevin (Jaden Piner (i), Jharrel Jerome (ii) e Andre Holland(iii)), seu colega de infância.


Vendido como uma história atemporal de relações humanas e autoconhecimento, o drama apresenta um retrato da vida contemporânea de um afro-americano, propondo uma reflexão intensa e pessoal sobre identidade, família e amizade, uma produção independente, que não chega a ser inovadora, e está sendo mais comentada que o necessário. Algumas cenas são constrangedoras, uma na praia quando Kevin acaricia Chiron e a cena do restaurante também envolvendo os dois.

É bem verdade que as atuações estão boas, o elenco se mostra competente, a direção de Barry Jenkins é segura, mas eu não estava preparado para ver um 
O Segredo de Brokeback Mountain (Brokeback Mountain, 2005)Indicado a oito Oscar (Melhor Filme, Diretor (Barry Jenkins), Ator Coadjuvante (Mahershala Ali), Atriz Coadjuvante (Naomie Harris), Roteiro Adaptado, Fotografia, Edição e Trilha Sonora), deve ser laureado apenas com o de Ator Coadjuvante para Mahershala Ali. O longa venceu o Globo de Ouro 2017 de Melhor Filme de Drama.

Veja o trailer de Moonlight - Sob a Luz da Lua:

A Grande Muralha


Épico de ação A Grande Muralha (The Great Wall, China/EUA, 2016), de Zhang Yimou não impressiona o tanto que deveria, mas entrega um resultado honesto em sua proposta fílmica. Não podemos negar a influência da bilheteria chinesa nos cinemas, de modo que muitas produções já são realizadas pensando no mercado chinês. O filme é provavelmente a maior produção em todos os tempos filmada inteiramente na China, além de ser um dos mais caros filmes chineses já feitos. Um legítimo Blockbuster chinês.
O filme se passa no século XV, mostrando um grupo de soldados britânicos que está combatendo na China, e agindo como mercenários à procura do pó preto, a pólvora, quando se deparam com o início das construções da Grande Muralha. Aos poucos, eles percebem que o intuito não é apenas proteger a população do inimigo mongol e que a construção esconde na verdade um grande segredo.


Protagonizado por Matt Damon que tem o carisma necessário para uma produção deste porte e com direção de Zhan Yimou o mesmo de Herói (Hero, 2002) e O Clã das Adagas Voadoras (House of Flying Daggers, 2004), contando uma história de honra que se passa na estrutura mais icônica do mundo. Questões envolvendo sacrifício e a disciplina oriental também compõem o pano de fundo do longa, que indiretamente diz que um soldado ocidental sozinho é tão ou mais competente que um batalhão chinês.

O elenco conta com nomes como Jing Tian, Pedro Pascal, Willem Dafoe e Andy Lau, que não se destacam, mas cumprem seu papel. O filme conta com diversos efeitos, muitos deles em 3D, que embora não sejam necessários, dá certa profundidade em algumas cenas, especialmente quando flechas são lançadas nos inimigos, os monstros fantasiosos que tiram um pouco da realidade do longa.

Confira o trailer de A Grande Muralha:

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A Cura


Thriller A Cura (A Cure for Wellness, Alemanha/EUA, 2016), de Gore Verbinski vendido como uma fantasia misteriosa que acaba sendo um filme extremamente chato e entediante, demorando em sua metragem, nos deixando tão incomodados quando o personagem principal. 
O título original "uma cura para o bem-estar" soa prepotente. E o filme se perde em suas próprias ambições, ao apresentar um jovem e ambicioso executivLockhart (Dane DeHaan) é enviado para buscar o CEO de sua empresa em um "centro de bem-estar" idílico, mas misterioso, em um local remoto nos Alpes suíços. Ele logo suspeita que os tratamentos milagrosos do spa não são o que parecem. Quando ele começa a desvendar os segredos aterrorizantes do lugar, sua sanidade é testada e ele é diagnosticado com a mesma curiosa doença que mantém todos os convidados ali à espera da cura.

Veja o trailer de A Cura:

Compartilhar