sexta-feira, 21 de julho de 2017

Como Se Tornar Um Conquistador


Comédia Como Se Tornar Um Conquistador (How to Be a Latin Lover, EUA, 2017), de Ken Marino conta com a participação de Eugenio Derbez, o responsável pelo encantador Não Aceitamos Devoluções (2013), filme mexicano que teve recentemente uma refilmagem francesa, o ótimo Uma Família de Dois (2017) e se mostra divertido em sua proposta cativante de apresentar a importância de um tio presente na vida de um sobrinho, lembrando inclusive a recente comédia nacional Um Tio Quase Perfeito (Brasil, 2016) de Pedro Antônio.


Este é o primeiro filme para cinema de Ken Marino, ator e diretor especializado em produções televisivas. Por mais que pelo trailer esse filme aparentasse ser uma comédia grosseira, ela é extremamente bem-vinda, e apesar da censura, ela se torna divertida para se ver até com as crianças.

Na trama, Máximo um gigolô sexy e sedutor que fez carreira seduzindo mulheres ricas e mais velhas (o mexicano Eugenio Derbez, em seu primeiro filme americano). Ele se torna um milionário, mas sem levantar um dedo, ao se casar com uma mulher rica e 25 anos depois ele é trocado por um homem muito mais jovem sendo despejado e forçado a voltar a morar com a distante irmã Sara (Salma Hayek) e seu jovem filho Hugo (Rafael Alejandro), um menino tímido e desajeitado que não sabe como lidar com as garotas. 

O filme rende boas risadas, especialmente nas situações do tio com o sobrinho. Enquanto Máximo se vê desesperado à procura de uma vida de luxo, funcionários e carros, traça um esquema para seduzir uma viúva bilionária, usando inclusive o sobrinhoNessa transição, o filme expõe o verdadeiro valor da família, como o valor que realmente importam, estando muito acima do poder do charme. 

Assista ao hilário trailer de Como Se Tornar Um Conquistador:

Transformers – O Último Cavaleiro


Blockbuster Transformers – O Último Cavaleiro (Transformers – The Last Knight, EUA, 2017), de Michael Bay uma das franquias mais lucrativas da história, já com cinco filmes e US$ 3,7 bilhões arrecadados no mundo, infelizmente apresenta em seu novo filme mais do mesmo. O longa marca a despedida do produtor e criador Michael Bay da direção do universo Transformers, o que pode ter um apelo especial para os fãs, pois a história seria o ponto de partida de um novo universo de prequels, continuações e spinoffs, no modelo dos filmes de super-heróis. No entanto, o filme é pedante, quase interminável e falha ao misturar as histórias dos robôs com lendas como Rei Arthur, Marlin e Lancelot.


Com a bilheteria gigantesca obtida mundialmente com Transformers – A Era da Extinção (2014), espero que enfim o novo filme dos robôs fracasse em bilheteria, pois está se tornando uma missão impossível suportar quase três horas de robôs se digladiando com o volume no máximo e uma câmera que não para nunca, marca registrada do sempre empolgado Michael Bay. 
Na trama deste novo filme, o gigante Optimus Prime embarcou em uma das missões mais difíceis de sua vida: encontrar, no espaço sideral, os Quintessons, seres que possivelmente são os responsáveis pela criação da raça Transformers. O problema é que, enquanto isso, seus amigos estão precisando de muita ajuda na Terra, já que uma nova ameaça alienígena resolveu destruir toda a humanidade, que está em guerra com os Transformers, fazendo com que eles tenham que se esconder em meio ao ferro velho.

Cade Yeager (Mark Wahlberg) é um dos protetores dos Tranformers, liderando um núcleo de resistência. É lá que conhece Izabella (Isabela Moner), uma garota de 15 anos que luta para proteger um pequeno robô defeituoso (referência total a Star Wars). É muito estranho os robores atuando sem o líder  Optimus Prime, que viaja pelo universo rumo a Cybertron, seu planeta-natal, de forma a entender o porquê dele ter sido destruído. Só que, na Terra, Megatron se prepara para um novo retorno, mais uma vez disposto a tornar os Decepticons os novos soberanos do planeta. 

O filme tem várias batalhas, muitas delas desnecessárias. É difícil de compreender nomes como Anthony Hopkins, Nicola Peltz, Jack Reynor e Stanley Tucci (que interpretou Joshua Joyce no anterior e neste é o mago Merlin). envolvidos com uma bomba gigantesca dessa. Atores como Josh Duhamel e John Turturro retomam seus papeis nesse último filme, mesmo que por razões desconhecidas não tenham aparecido no antecessor, com algumas cenas que em nada se relacionam com o que está ocorrendo em tela.

Ao longo das quase três horas de duração, muita coisa é entregue pelo roteiro e em meio a tantos detalhes inseridos na história, não conseguimos conectar as cenas e acompanhar a história que está sendo mostrada, pois o desenvolvimento é um tanto quanto apressado e mal dá tempo de paramos pra respirar e compreender o que está acontecendo. A trilha sonora de Steve Jablonsky parece um disco arranhado de tanto tocar aquelas mesmas faixas que já ouvimos nos filmes anteriores, até enfim chegarmos na cena final, com a clássica narrativa de Optimus Prime. Mais uma coisa preocupa, a cena pós créditos... Pois pode ter outra bomba vindo por aí... Já não basta ver esses US$ 260 milhões de orçamento indo bilheteria abaixo...

Assista ao trailer de Transformers – O Último Cavaleiro: 



quinta-feira, 20 de julho de 2017

Apresentação Teatral no aGRaciados


Na noite deste 20 de julho de 2017, estive com a família participando do aGRaciados, o grupo de relacionamento que se reúne quinzenalmente na Aerolândia, recebendo dezenas de crianças.


Fomos convidados pela Cláudia, que nos propôs uma apresentação teatral. Então, bolamos um texto e cumprimos o solicitado apresentando uma peça que chamou a atenção das crianças.


Também ajudamos nos preparativos do lanche e durante o louvor.

Segue um esboço do que foi a peça teatral:


CENA 1 - INDIFERENÇA
Mãe irresponsável conversa com amigas ao celular e reclama que filho está prestes a chegar da escola.
Filho chega da escola dizendo que os colegas mangaram dele por ele ser o maior da sala e ainda não saber nem ler, mas mãe não liga, pois ainda nem fez o almoço...
Criança fica sozinha tentando fazer a tarefa e com fome.

CENA 2 – BULLYING
Criança faminta recebe o almoço, mas mãe fica zombando por ele não saber ler.
Menino pede ajuda da mãe, mas só recebe críticas.
Filho fica triste por não ter a atenção da mãe.

CENA 3 – AMIZADE
Criança vai à escola e na hora do recreio encontra um amigo brincando.
O amigo oferece os brinquedos e o convida para almoçar em sua casa.
Criança aceita e fala que sua mãe vai achar é bom ele demorar a chegar.

CENA 4 – OBEDIÊNCIA
Ao chegarem à casa do amigo, são bem recebidos pela mãe cuidadosa, que pergunta como foi na escola e já está com o almoço preparado.
A mãe coloca chocolates na mesa e avisa que as crianças só podem comer depois do almoço.
Quando a mãe sai, o menino quer pegar um chocolate escondido, mas o amigo fala que mesmo a mãe não vendo, Deus vê todas as coisas.

CENA 5 – ORAÇÃO
Mãe retorna com o almoço, e pergunta sobre a vida do menino.
O menino fala da dificuldade na escola, a mãe se oferece para ajudar ele a aprender a ler...

A peça termina com a mãe ensinando as crianças a orarem antes da refeição.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Frantz


Drama de época, Frantz (França/Alemanha, 2016), de François Ozon falado em francês e alemão, é baseado no filme Não Matarás (Broken Lullaby, EUA, 1932) de Ernst Lubitsch mostra com delicadeza uma surpreendente história de amor, em meio a tragédia e a dor da guerra, a um emaranhado de mentiras, abordando a questão do perdão, tudo isso com muitas surpresas e regado de emoções, muitas delas manipuladas pelo diretor.


Em uma pequena cidade alemã após a Primeira Guerra Mundial, a viúva Anna (Paula Beer) chora diariamente no túmulo de seu noivo Frantz, morto em uma batalha na França. Um dia, o jovem francês Adrien (Pierre Niney) um ex-combatente, porém pacifista, de 24 anos, que também coloca flores no túmulo. Sua presença, logo após a derrota alemã, inflama paixões, especialmente em Hoffmeister (Ernst Stötzner) pai de Frantz, que considera todo francês uma assassino de seu filho.  

Adrien se apresenta como amigo do falecido e acaba por fazer contato com a Anna e os sogros dela, que a consideram como filha, sendo que inclusive moram juntos. A principio imaginamos o relacionamento de Adrien e Frantz tenha sido homo afetivo, pois é isso que texto do filme deixa nas entrelinhas. No entanto, a verdade só é contada a Anna, que pra não magoar ainda mais os sogros, prefere esconder deles a verdade omitindo a informação e fantasiado uma pseudo verdade. A partir daí, é como se tivéssemos duas histórias acontecendo em paralelo e Anna transitando entre as duas linhas temporais, e de certa forma ganhando uma afeição por Adrien.

Por ser jovem, e ter outros pretendentes, o casal de idosos deseja que Anna se case com Adrien, desejo este relatado claramente por Magda (Marie Gruber). E mandam que ela vá a França atrás do rapaz, que não teve suas cartas respondidas, pois Anna ainda não o havia perdoado e mantinha a farsa diante dos sogros. Assim, a bela história de amor, é ofuscada pelos dissabores da vida. Seria possível uma jovem se apaixonar pelo assassino de seu noivo? Nas circunstâncias em que ocorreram as guerras, acredito que sim, por mais louco que isso possa parecer. Então por mais questionável que seja a atitude de Adrien, procurar a família daquele que ele tirou a vida, e pedir perdão é algo nobre demais para nossas mentes limitadas.

A fotografia do filme é predominantemente em preto e branco, mas repleta de beleza e melancolia. Ela se apresenta quando o filme expõe a realidade dos fatos, enquanto que aquilo que é fantasioso, é mostrado em nítidas cores, sendo um recurso deveras interessante, sutil e acaba fazendo parte da história em si. O ritmo lento não atrapalha, pelo contrário demonstra certa compaixão dos personagens. Participou do Festival de Veneza 2016 e do Festival de Sundance 2017. 


Veja o trailer de Frantz:


domingo, 16 de julho de 2017

Fortaleza 1 x 1 Remo - Série C 2017

Na noite deste domingo, 16 de julho de 2017, após dois dias de treinamento no OCAD no 23º Batalhão de Caçadores, fui no apartamento do Cilas para assistir da varanda a partida entre Fortaleza e Remo válido pela Série C 2017.

A visão era privilegiada: entardecer, torcida chegando em paz ao estádio... Os anfitriões providenciaram um farto lanche, tudo maravilhoso. Mas, eis que os times entram em campo, o jogo começa e o Remo vai pra cima, Boeck salva um gol em cima da linha, mas numa tabela com a maior facilidade do mundo, os atacantes do Remo entram na área do Fortaleza e abrem o placar aos 10 minutos da primeira etapa.

O time manteve a calma e foi pra cima, afinal a equipe do Remo é extremamente limitada. Então, aos 33 minutos, numa bola cruzada pelo Pablo, o estreante Paulo Sérgio cabeceia para as redes. No segundo tempo, o Fortaleza insistiu em virar o placar, mas as melhores chances foram do Remo. No final, o empate deu um ponto ao Fortaleza e devolveu a segunda colocação na tabela, com 15 pontos, empatado com Sampaio Correia, mas embolando o grupo que briga pelas quatro vagas.

Eu espero que o Fortaleza fique na terceira ou quarta colocação, para jogar a primeira partida do mata-mata em casa. Mas não quero ficar de fora como em 2013, que o time era o primeiro colocado e ao sofrer um gol de empate do Sampaio Correia na última rodada, ficou de fora na quinta colocação.

Segue melhores momentos do jogo:


Curso Produção de Mapa de Orientação com OCAD


No fim de semana de 15 e 16 de julho de 2017, das 8h às 17h, estive no 23º Batalhão de Caçadores, participando do Curso de OCAD oferecido pela Fecori (Federação Cearense de Orientação). Foi oferecido almoço e lanche, nos intervalos (15 minutos), dentro de cada turno, permitindo que ao longo do fim de semana, recebêssemos instruções do Jayckson Saraiva Amorim.


A Fecori destacou ao longo do curso, o espírito voluntário e o desprendimento dos atletas que aceitaram sacrificar horas de descanso e lazer em prol desta comunidade desportiva. Será um prazer estar à disposição para mapear áreas que venham a proporcionar a prática dessa atividade esportiva. Tenho recebido orientações básicas à distância do mapeador Marcelo Aquino, de modo que já venho utilizando a ferramenta e tentando mapear uma praça aqui de Fortaleza (a Estrigas e Nice, ao lado do Rio Mar, no Papicu), visando realizar algum trabalho voltado para o público infantil, ou quem sabe até o Circuito de Praças de Fortaleza, conforme ideia surgida durante o curso.
O OCAD é um programa (software) voltado para produção simplificada de mapa. Ele permite a manipulação de um conjunto de símbolos, permitindo inclusive utilizar mapas base do Google Earth para confecção de um mapa de área. No entanto, OCAD é muito mais do que apenas um programa para desenho de mapas. Com acesso à base vetorial dados espaciais, é possível importá-lo e atribuir símbolos ou assinaturas para ele, que possa organizar de acordo com os próprios conceitos individuais. 


É possível melhorar mapas com objetos adicionais, sendo preciso fazer registros no terreno com um dispositivo GPS e em seguida importá-los no mapa. Se for necessário, o programa permite editar objetos mapa utilizando as funções de modo que satisfaçam as mais altas exigências cartográficas. Finalmente, é possível exportar o mapa como um arquivo PDF e enviá-lo para o processo de montagem de percurso e de impressão. A turma foi excelente e o aprendizado foi deveras oportuno. Espero em breve estar proporcionando algum mapa que seja útil para a prática de orientação.

sábado, 15 de julho de 2017

Revendo Meu Malvado Favorito 3


Na noite deste 15 de julho de 2017, após um dia no curso de OCAD e longe dos meus filhos, fui ao Shopping Parangaba com meus garotos, enquanto a mãe deles ia para uma reunião de clube da Luluzinha e acabamos então revendo a animação Meu Malvado Favorito 3.


Destaco nesse post a importância que o filme dá para o amor fraternal (amor entre irmãos). No livro de Hebreus, capítulo 13, a bíblia fala que o amor fraternal deve permanecer. Infelizmente, vemos muitos seres humanos esquecendo-se da fraternidade. Esse é um valor que quero transmitir para meus herdeiros. No filme, vemos isto tanto no amor que as meninas (Margot, Edith e Agnes) sentem umas pelas outras, como na relação que o filme propõe entre Gru e Dru. Apesar das diferenças, podemos e devemos amar o próximo. #FicaDica

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Carros 3


Animação da Disney/Pixar Carros 3 (Cars 3, Estados Unidos, 2017), de Brian Fee, continuação de Carros (2006) que ignora em seu roteiro o fraco Carros 2 (2011) e consegue emocionar com uma história de passagem de bastão bastante eficiente, embora demasiadamente saudosista, especialmente quanto ao mentor do protagonista Relâmpago McQueen, o Doc Hudson.

Os filmes anteriores não faturaram o bastante, ainda assim a marca é um prato cheio para a venda de carrinhos de brinquedo, sendo uma mina de ouro de John Lasseter, o CEO da Pixar Animation Studios e chefe da Disney Animation, detentora. O trailer, já dava indícios de que este filme seria mais moderno. Para a direção deste terceiro Carros foi chamado um artista de storyboard dos dois primeiros filmes, Brian Fee, que demonstrou muito carinho e respeito especialmente com o primeiro filme.


Na trama, durante mais uma disputa eletrizante nas pistas, agora piloto veterano e quase lendário Relâmpago McQueen precisa lidar com a nova geração de pilotos high tech incrivelmente rápidos, como o novo rival, Jackson Storm. Numa disputa entre os dois, McQueen se vê obrigado a forçar o carro e um dos pneus estoura em alta velocidade, fazendo com que ele perdesse o controle e capotasse várias vezes, e fosse repentinamente afastado do esporte que tanto ama. Depois de quase ter partido dessa para melhor, o vermelhinho vai ter sua vida alterada para sempre. O acidente foi tão grave que, com os estragos, McQueen cogita ter que se aposentar de vez. 

No processo de treinamento para retornar à ativa, conhece uma jovem treinadora, Cruz Ramirez (dublada em português pela atriz Giovanna Ewbank)Com o seu plano para vencer, mais a inspiração do Fabuloso Doc Hudson e alguns acontecimentos inesperado
s, eles partem para a maior aventura de suas vidas. O teste final do campeão será na maior prova da Copa Pistão! Personagens como Mate e Sally retornam, mas sem o devido destaque... Talvez pelo fracasso do segundo filme. A trilha sonora e o visual são muito bons, assim como no primeiro filme. Em alguns momentos, esquecemos que estamos diante de uma animação. 

Rubens Barrichello dubla o personagem Cal Weathers, corredor da equipe Dinoco. O youtuber Rezendeevil dubla Brick Yardley, corredor veterano e amigo de Relâmpago McQueen. A youtuber Nah Cardoso dubla a repórter esportiva Shannon Spokes. a dublagem conta também comparticipações de Fernanda Gentil dublando Natália Certeza, uma comentarista de automobilismo que conhece muito sobre estatísticas de corridas e performance dos carros e os narradores da ESPN Everaldo Marques e Rômulo Mendonça nas vozes dos personagens que narram as corridas no filme. Destaco a participação de Silvio Luis na dublagem de uma corrida diferente, no treinamento do McQueen.

A Pixar tem selo de qualidade artística e potência de bilheteria, ocupando inclusive quatro posições no top 10 das mais bem-sucedidas animações de todos os tempos. A série Carros tem um público-alvo bem focado, que são as crianças pequenas e percebe-se que a curva da franquia no país é ascendente e o protagonista é um personagem muito querido dos fãs, o carro de corrida Relâmpago McQueen.

Veja o trailer de Carros 3:




Curta-metragem: Lou

Curta da Pixar Animation Studios Lou (2017) de Dave Mullins, exibido antes de Carros 3, é cativante e extremamente educativo ao abordar a questão do bullying, ao mostrar uma criatura formada a partir de um moletom e de duas bolas de baseball, além de outros objetos guardados na caixa de achados e perdidos de uma escola de educação infantil. 

A criatura intitulada Lou, tem como rotina vigiar as crianças em uma creche, e recolher os itens esquecidos na hora do recreio. Certo dia, um menino começa a tomar os pertences de outras crianças e guardar em sua mochila. Lou vê aquilo e parte em defesa das crianças, lutando para tomar para si a posse dos objetos. Durante a "briga", Lou percebe que o menino na verdade é JJ, e que consta nos achados e perdidos um cachorrinho pertencente a JJ, que lhe fora tomado por uma criança maior, quando ele ainda era pequeno. No final, o curta transmite a lição de que praticar bullying é errado e o vemos a devolução dos objetos aos verdadeiros donos, deixando todas as crianças felizes. O filme reforça também a ideia de partilha e do brincar junto, uma vez que nossas crianças estão cada vez mais entregues aos eletrônicos. 


Veja o trailer do curta Lou:

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Soundtrack

Drama Soundtrack (Soundtrack, Brasil, 2014), de 300ml, autores do curta Tarantino’s Mind (2006) é mais que um filme diferente, é uma experiência cinematográfica que propõe uma aproximação entre arte, ciência e religião. Trata-se de um filme brasileiro cuja história se passa no Polo Norte, expondo o retrato da solidão em que vivem alguns profissionais isolados, tais quais astronautas que orbitam no espaço. 

O fotógrafo Cris (Selton Mello) viaja para uma estação de pesquisa polar decidido a 
se isolar e tirar selfies que capturem as sensações causadas por uma série de músicas pré-selecionadas e então realizar uma exposição de arte. No local, ele conhece o botânico brasileiro Cao (Seu Jorge), o especialista britânico em aquecimento global Mark (Ralph Ineson), o biólogo chinês Huang (Thomas Chaanhing) e o pesquisador dinamarquês Rafnar (Lukas Loughran). Os cinco precisam conviver juntos e descobrem diferentes perspectivas sobre a vida e a arte.


O filme recheado de melancolia expõe a realidade  ao colocar no mesmo espaço, um britânico, um chines, um dinamarques e dois brasileiros, que se vêem forçados à convivência durante a execução de suas atividades. A ambientação do filme é interessante, mérito da dupla brasileira 300ml que se sai bem na tarefa de mexer com o público. O lugar acaba então sendo um personagem em si, pois muito do que é retratado, só ocorre em função das longas distâncias, do isolamento, do frio, e dos tons de cinza da amplidão do gelo em relação aos contêineres onde dormem os personagens.

O filme tem cenas memoráveis, como o debate sobre o sentido do sucesso, do reconhecimento e do crédito. O cientista faz parte de um projeto cujos resultados só serão conhecidos em 90 anos, o que deixa Cris intrigado, pois ele se vê movido por um senso de urgência sem vaidade, que fica conceituado no próprio conceito de seu projeto, que possui ambições financeiras de 4.000% de lucro, afinal “o mercado de arte é o mais lucrativo do mundo”.

Temos também a cena em que vemos o texto de Gênesis lido pelo astronauta da Apollo 8 em órbita, em plena noite de Natal de 1968, que é arrebatadora. Num momento de alívio cômico, vemos os isolados disputando um campeonato de pega peixe (o brinquedo clássico) numa cena cativante. 

Assim como a ideia do projeto do Cris é proporcionar ao público uma futura exposição que proporcione o contato direto com sua experiência interior, o longa tenta proporcionar ao espectador uma experiência de imersão na paisagem gélida e devastada em que vivem os quatro cientistas.

Selton Mello demonstra todo seu talento ao interpretar um Cris que chega num ambiente diferente, passa a interagir com os demais e modifica cada um dos quais se relaciona com a sua forma de ver o mundo e com as músicas que seleciona para o grupo ouvir, algumas delas, não são apresentadas ao público, dando uma sensação de ausência enorme durante a projeção. Assim, a trilha sonora não é tão orgânica quanto deveria. Apesar disso, o filme é mais de Mark, devido a forte atuação de Ralph Ineson que apesar de sua aparente brutalidade, explicada pela frustração de passar as festas natalinas longe de sua família, ele aborda questões ligadas à espiritualidade e ao sentido da vida na visão de um cientista, que são dignas de aplausos.

A dúvida se o projeto de Cris era algo simplório ou genial, fica exposta com notícias mundiais sobre a exposição da obra do artista desaparecido no pólo norte, reforçando a ideia de que a arte hoje só é valorizada se conquistar a mídia e aumentar assim seu valor de mercado, onde a qualidade geralmente é desprezada pelo público, que prefere ver obras que não os façam pensar.

Veja trailer de Soundtrack:

terça-feira, 11 de julho de 2017

Os Pobres Diabos

Drama cearense Os Pobres Diabos (Brasil, 2013) de Rosemberg Cariry narra a rotina de um circo itinerante, chegando a Aracati e armando o picadeiro, enfrentando todas as dificuldades, servindo de alegoria para o fazer cinema no Brasil ao ser uma crítica velada ao sistema e a ausência de público para prestigiar os filmes nacionais.

O filme de Rosemberg Cariry teve sua primeira exibição no Cine Ceará em 2013, e demorou quatro anos para entrar em cartaz em circuito comercial . Com inspiração nas lembranças dos circos itinerantes do próprio cineasta, funciona como uma espécie de desabafo do próprio Cariry com a difícil distribuição dos filmes locais. Trata-se de um de seus trabalhos mais bem produzidos, com um capricho visual louvável, assim como um trabalho de som digno de elogios. 


Na trama, o Gran Circo Teatro Americano está na cidade de Aracati montando uma divertida peça sobre uma crise no infernoEnquanto isso, nos bastidores, amores e tragédias movimentam a vida dos artistas. Com uma trama rocambolesca e inspirada na literatura de cordel, a atração dentro do Circo mostra a chegada do bandido Lamparino ao inferno e como Lúcifer participa do capitalismo internacional. 


Na cena inicial, vemos a trupe pela estrada: ônibus, carros com reboques e caminhão seguindo em procissão levando as cargas à procura de um novo espaço para armar literalmente o circo. Eles param num grande descampado um tanto quanto distante da cidade, mas Arnaldo (Everaldo Pontes), o líder da trupe, decide que eles farão uma temporada láAo fundo, tudo o que se vê é um parque eólico com seus cataventos gigantes. A chegada do circo não chama atenção, tal qual quando um bom filme nacional entra em cartaz... Caracterizando que o fato de que ninguém está esperando a trupe, indica a inerente falta de público (Vi o filme numa sala de cinema de shopping, com apenas 5 pessoas na plateia!), mas a mensagem que o filme prega é a de que o espetáculo não pode parar, apesar das cinzas do incêndio de altas proporções em diversos níveis no picadeiro chamado Brasil.

Ausência de público para artistas independentes significa carência de verbas, e o filme mostra como os artistas são realmente pessoas com poucos recursos, que dividem seus alimentos, seja partilhando diariamente uma tapioca, o ovo cozido da galinha caipira, e sobrevivendo à base de leite de cabra e praticamente “vendendo o almoço para pagar o jantar”. Apesar de serem todos necessitados, vemos uma cena representativa da última ceia, onde denota a hierarquização da equipe do Gran Circo Teatro Americano.


As atuações dos atores estão muito boas, em especial nas questões mais clichês, do palhaço "ladrão de mulher" até a senhora que faz churrasquinho de gato (levou gato, ganha entrada gratuita), passando pelo leão falso e o mestre de cerimônias encantado por Tarzan, "o homem mais forte do mundo". Silvia Buarque, Chico Diaz e Gero Camilo se destacam por serem os nomes mais conhecidos. Na produção, temos Barbara Cariry e o filho de Rosemberg Petrus Cariry ajudou na montagem. Filme participou da competição oficial do festival de Brasília em 2013.

Confira trailer de Os Pobres Diabos:

segunda-feira, 10 de julho de 2017

César Belieny no Sal Surfistas


Neste 10 de julho de 2017, estive com a família em mais um Sal surfistas, no anfiteatro da Av. Beira-Mar, que dessa vez contou com a presença de César Belieny, músico, compositor e intérprete que ontem, 09/07, esteve ministrando o louvor na IBC.

Não conhecia o Cesinha. Embora ele já tenha composto canções que já foram gravadas até pela Maria Rita. Ele veio a Fortaleza para divulgar seu trabalho na ExpoEvangélica e aproveitou para passar um tempo em terras alencarinas. Nesta noite, ele abriu a programação do Sal cantando Anjos (Pra Quem Tem Fé) de O Rappa, que percebe-se claramente pela sua voz e estilo que é uma banda que esteve presente em sua formação musical.

Por fazer parte da Vineyard no Rio de Janeiro, ele cantou as canções Me Derramar e Reina Em Mim. Em seguida, apresentou suas canções Falar de Amor e Visão Mundial, que estão presentes no álbum Convergência 2, que aproveitei para adquirir. Após uma breve explanação da palavra pelo Yohan, iniciando a série Na Reserva, César Belieny ainda ministrou Quebrantado e Senhor Te Quero.

Segue trecho de Anjos (Pra Quem Tem Fé):

sábado, 8 de julho de 2017

PEC Nordeste 2017


Estou descobrindo o agronegócio. Primeiro, me candidatei a uma vaga no Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) - Administração Ceará e fiquei em segundo lugar para o cargo de Analista Administrativo/Financeiro. Estudei muito sobre o tema e estou sendo cativado pelo setor.



Aliado a isso, iniciei minhas atividades na Secretaria de Agricultura, Pesca e Aquicultura do Estado do Ceará (Seapa), que me permitiu por exemplo, participar da PEC Nordeste 2017. Assim, neste sábado, 8 de julho de 2017, estive no Centro de Eventos do Ceará como expositor no stand da Seapa, apresentando as ações do governo do Estado do Ceará nestas áreas, recebendo produtores e visitantes.



Segue algumas imagens registradas no evento:







sexta-feira, 7 de julho de 2017

1º Seminário de Contabilidade Rural


Ao longo deste 7 de julho de 2017, estive participando do 1º Seminário de Contabilidade Rural, dentro da programação do PEC Nordeste 2017, organizado com excelência pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - (SENAR-CE), em parceria com o Conselho Regional de Contabilidade do Ceará (CRC-CE), e conta com o apoio da Receita Federal, do INSS, da Caixa Econômica e do Ministério do Trabalho.


O evento contou com a presença do presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (FAEC), Flavio Viriato de Saboya Neto, do superintendente do Senar-CE, Paulo Helder de Alencar Braga, da presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Ceará (CRC-CE), Clara Germana Rocha, do diretor da divisão de arrecadação e cobrança da 3ª região fiscal da Receita Federal, Alexandre Vasconcelos e o superintendente do Senar da Paraíba, Sérgio Gouveia.


Destaca-se o trabalho da Francisca Ivonisa Holanda de Oliveira, gestora do Núcleo de Arrecadação do SENAR-CE que com seu empenho e dedicação proporcionou com que o evento fosse um sucesso tanto de presença de público, quanto de conteúdo, aproximando os profissionais, o mercado e as entidades.

O Seminário reuniu entre outros profissionais, contadores e colaboradores das administrações municipais cearenses, uma vez que muitos municípios têm habilitado em chamadas públicas produtores rurais, pessoas físicas para aquisição de produção no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e Programa de Aquisição de Alimentos PAA e outros programas, mas precisam de orientação e informações para lidar com diversos procedimentos importantes.

Assim, após uma apresentação das ações do Senar-Ce, pelo diretor técnico do Senar-CE, Eduardo Queiroz de Miranda, a programação do I Seminário de Contabilidade Rural abordou temas como: Custeio e benefícios previdenciários e a contribuição do SENAR, numa excelente palestra ministrada pelo Gilson Fernando Ferreira de Menezes, professor universitário, auditor fiscal da Receita Federal aposentado e consultor de empresas. O evento dedicou um tempo para abordar questões de benefícios previdenciários, com o Antonio Francismar Lucena, gerente executivo do INSS em Fortaleza. 

Após o intervalo do saboroso almoço que estava incluído na programação, ocorreu um Painel sobre o eSocial/EFD-Reinf, com  representantes das entidades gestoras – Receita Federal, INSS, Caixa Econômica e Ministério do Trabalho e o evento encerrou com uma brilhante explanação sobre contabilidade rural, com o palestrante Marciel Augusto Lima, professor de pós graduação e consultor Contábil e Tributário de Goiás. Foi muito engradecedor participar deste evento.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Homem-Aranha: De Volta ao Lar


Blockbuster Homem-Aranha: De Volta ao Lar (Spider-man - Homecoming, Estados Unidos, 2016), de Jon Watts é um reboot do filme do amigo da vizinhança de 2002, que já havia fracassado em 2012, por não trazer o personagem aliado ao Universo Marvel, mas apenas no afã de arrecadar bilhões para os cofres dos detentores dos direitos econômicos do aracnídeo. Apesar de ser um pouco longo, o filme cumpre o que se propõe, entregando um aranha divertido na sua adolescência, descobrindo seus poderes, enfrentando um vilão com as motivações bem exposta e que nos remete ao vencedor do Oscar 2015 Birdman (Birdman or The Unexpected Virtue of Ignorance, 2014) de Alejandro González Iñárritu, pelo excelente trabalho de Michael Keaton.



Desde o primeiro filme, de 2002, a franquia já vendeu mais de 30 milhões de ingressos no Brasil. Foram três filmes da primeira leva e depois houve um reboot em 2012, com outros dois títulos. No mundo foram quase US$ 4 bilhões arrecadados. Retomada da franquia de um dos super-heróis mais queridos da Marvel. Sai Andrew Garfield (31 anos no último filme) e entra Tom Holland (21), para aumentar a identificação com o público mais jovem. Reforçando a convergência entre os heróis da Marvel, que agora inclui até troca de personagens entre estúdios diferentes, o novo Homem-Aranha já apareceu em Capitão América – Guerra Civil, da Disney. Neste novo filme, ele recebe a visita do Homem de Ferro, Tony Stark e conta com um vilão muito bem explanado, o Abutre, interpretado pele sempre excelente Michael Keaton.



Depois de atuar ao lado dos Vingadores, vemos aqui o jovem Peter Parker (Tom Holland) voltar para casa e para a sua vida, já não mais tão normal. Lutando diariamente contra pequenos crimes nas redondezas, ele pensa ter encontrado a missão de sua vida quando o terrível vilão Abutre (Michael Keaton) surge amedrontando a cidade, com armas feitas com os restos da batalha alienígena de Nova Iorque, mostrada no primeiro Vingadores. O Abutre era o responsável pela empresa de recolhimento do lixo, que investiu em equipamentos para limpar a cidade dos destroços, mas que foi impedido quando o governo assumiu a função. O problema é que a tarefa do aranha não é tão fácil como ele imaginava, ainda mais quando ele perde a roupa dada pelo Stark 
(Robert Downey Jr., com suas sempre excelentes aparições) e passa a atuar novamente com uma roupa comum, conseguindo então impedir um roubo de armas de uma aeronave do Stark e fazendo por merecer receber o uniforme novamente.

O elo de ligação entre a realidade vivida por Parker e o "estágio" nas empresas Stark é  Happy Hogan (Jon Favreau) que embora seja um coadjuvante, consegue um pouco mais de espaço aqui. Por mais que faça falta uma explanação sobre o Tio Ben, e o interesse romântico de Peter não seja uma Mary Jane ou Gwen Stacy, ela está bem colocada no filme, como filha do vilão. Algo que só é revelado pelo roteiro num momento conveniente. O ponto alto do filme é a pegada cômica, com um humor leve e divertido, capaz que colocar o sorriso na plateia. Nesse sentido, Tom Holland merece os elogios que tem recebido da crítica, assim como a ótima atuação do amigo de Parker e alívio cômico Ned (Jacob Batalon) um nerd declarado que causa muita identificação com o público. Destaco também as aparições do Capitão América, inclusive na cena pós-créditos, que por mais simples que seja, faz valer o esforço de quem fica até o fim da sessão. 

Segue trailer de Homem-Aranha: De Volta ao Lar:


Compartilhar