domingo, 12 de novembro de 2017

Dona Flor e Seus Dois Maridos


Comédia nacional Dona Flor e Seus Dois Maridos (Brasil, 2016) de Pedro Vasconcelos, diretor de telenovela da Rede Globo não é uma refilmagem da versão de Bruno Barreto, estrelada por Sônia Braga e José Wilker, mas uma nova adaptação do romance de Jorge Amado (publicado originalmente em 1966) com uma suavização de temas como violência doméstica, estando mais próxima da montagem teatral de 2008 do que do longa de 1976.

No filme, Flor (Juliana Paes) é uma mulher que perde o marido mulherengo malandro e depravado Vadinho (Marcelo Faria) morre em uma farra de Carnaval. Posteriormente Flor se casa com outro homem, o metódico farmacêutico Teodoro (Leandro Hassum). Ao perceber a diferença entre seus maridos, o fantasma do ex aparece nu para lhe fazer companhia e bagunçar um pouco a vida dela, suscitando o debate feminista da tensão entre o desejo sexual e questões de moralidade sob o olhar da sociedade predominantemente machista.

Vadinho é bonito e apaixonado, mas não oferece muito a Flor, pois ela precisa sustentar a família sendo uma sedutora professora de culinária em Salvador, enquanto que o violento marido aposta em jogos de azar a maior parte do dinheiro. Após a morte de Vadinho, ela se casa com o médico Teodoro Madureira, que é o oposto de Vadinho, sendo gentil, cuidadoso, mas ruim de cama.

Destaca-se no filme a atuação de Juliana Paes, uma escolha correta de casting para apresentar as novas gerações a personagem de um dos filmes mais vistos no cinema brasileiro Dona Flor e Seus Dois Maridos (Brasil, 1976) de Bruno Barreto,

Veja o trailer de Dona Flor e Seus Dois Maridos:

sábado, 11 de novembro de 2017

O Estado das Coisas


Drama O Estado das Coisas (Brad's Status, Estados Unidos, 2017) de Mike White aborda de forma ousada se a felicidade vêm através de riqueza, poder, festas ou do aconchego da vida familiar. É fato que as redes sociais podem trazer problemas mentais para aqueles que super dimensionam uma simples postagem numa rede social. O filmes estimula a valorizarmos nossa vida e não dar tanta importância a vida dos outros, pois cada um carrega consigo seus problemas, não sendo necessário carregarmos uma cruz maior que a nossa.

Para Brad (Ben Stiller) a vida dos amigos parece muito melhor que a sua, apesar de possuir uma carreira lucrativa e uma vida familiar feliz, não considera isso o bastante. Ás vésperas do filho ir para faculdade, ele está obcecado em ser o mais bem-sucedido entre os seus ex-colegas de escola, mas, seja pelas redes sociais, pela tv ou até nas revistas todos parecem estar muito melhor que ele. Surgem então os questionamentos, onde ele errou nas escolhas? Por que a grama dos amigos é sempre mais verde? Comparar estilos de vida, não é uma forma saudável de se viver.

Assim o filme acompanha com constante uso de narração em off, alguns dias do protagonista Brad, que é casado com uma mulher compreensiva chamada Melanie (Jenna Fischer), e é pai de um garoto cordial, sensível e brilhante Troy (Austin Abrams). O filme inicia numa noite de insônia, às vésperas de uma importante viagem com o filho adolescente, numa excursão pelas universidades da Costa Oeste, para explorar as chances do rapaz, um gênio na música, em eventuais campis como Harvard, Yale e Tufts, onde Brad estudou. A cena em que ele tenta trocar as passagens aéreas para a área executiva é ótima! Destaca-se então a bela atuação de Ben Stiller.

A princípio, a prioridade de Troy é Harvard, mas ele erra a data da entrevista de admissão e acaba desperdiçando a oportunidade. O pai faz então um lobby para conseguir um novo agendamento para o filho, mas tem que ligar para um amigo, que há tempos não mantém contato. Assim, o filme aborda questões relacionadas a status social, como riqueza e fama e como isso influencia no estilo de vida. Em determinado momento, o filho diz ao pai que o mesmo deveria se importar com quem ele pensa que é, e não com o que os outros pensam a respeito dele, ou ao menos a opinião de quem verdadeiramente importa, como a opinião de seu filho. Tem uma cena cativante do pai com o filho no quarto do hotel, quando ambos são felizes simplesmente fazendo cócegas um no outro. Não podemos anular nossas conquistas, através de um sentimento tão mesquinho quanto a inveja.

Há muitos textos bíblicos que nos aconselham a não sermos invejosos, justamente por ser este um sentimento mau, egoísta e extremamente ligado a cobiça. O apóstolo Tiago fala sobre as guerras que acontecem, dizendo que elas são o resultado de um coração invejoso. Em Tiago 3 lemos que a inveja traz confusão e toda espécie de coisas ruins, e é exatamente isso que o filme nos mostra. Podemos citar personagens na bíblia que tiveram problemas relacionados a este sentimento, como Raquel que por não poder ter filhos, culpava Jacó (afinal a culpa sempre é do outro!), José chegou a ser vendido pelos irmãos invejosos, e Davi tanto foi invejado por Saul, a ponto de ser perseguido por este, como invejou a mulher de Urias, Bate-Seba chegando a ser o responsável pelo assassinato deste.


Ainda que seja um sentimento ruim e difícil de dominar, infelizmente habita dentro de cada um de nós e nos cabe dominá-lo, como qualquer outro sentimento. Entretanto, é sempre bom lembrarmos das palavras do apóstolo Paulo em Filipenses 2: “considerando os outros superiores a si mesmo.” Quando consideramos os outros, deixamos de pensar só em nós, temos menos inveja e somos duplamente abençoados. Destaca-se então o mérito do diretor e roteirista Mike White em explorar muito bem o equilíbrio entre a profundidade dramática da narrativa e a leve comicidade de ver a crise de um homem de meia idade.

Brad percebe o equívoco que cometeu, durante um reencontro com um velho amigo (Michael Sheen), quando ele se vê forçado a ignorar seu sentimento de inferioridade e rever seus conceitos. Assim, o longa acaba sendo um melancólico filme de auto ajuda, apesar de seu final anti clímax. A trilha sonora do longa é delicada e junto com uma montagem bem realizada, repleta de flashbacks e com cenas de sonhos do protagonista, que consegue envolver o público com a história, causando vários momentos de identificação, sendo capaz tanto de emocionar, como de plantar uma mensagem para reflexão.

Confira o emocionante trailer de O Estado das Coisas:

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Terra Selvagem


Com um filme que marca a estreia na direção do roteirista dos ótimos Sicario – Terra de Ninguém (2015) e A Qualquer Custo (2016), Terra Selvagem (Wind River, Reino Unido/Canadá/EUA, 2017), de Taylor Sheridan, acompanhamos uma saga de uma investigação que relembra o drama do saudoso Fargo (1996) de Joel Coen, mas sem o humor negro.

O filme inspirado em fatos reais nos apresenta a Cory (Jeremy Renner), um caçador de coiotes e predadores traumatizado pela morte da filha adolescente que encontra o cadáver congelado de Natalie (Kelsey Asbille), uma jovem local, com sinais de estupro e espancamento num local ermo, na reserva indígena de Wind River, no Estado de Wyoming. Cory decide então iniciar uma investigação sobre o crime. Ao lado dele está uma agente novata do FBI (Elizabeth Olsen) que desconhece a região e conta com a ajuda de Cory após ter sido deslocada para investigar o caso apenas por estar próxima do local do crime. Ambos são aconselhados também pelo xerife Ben (Graham Greene), numa região onde literalmente a bandeira america é hasteada de cabeça para baixo.

O filme em determinados lembra um faroeste ao explorar não apenas o crime e a investigação, mas também questões filosóficas, relacionadas ao ser humano, ao ambiente que ele está inserido, a questões institivas e os motivos e razões que nos levam a termos determinadas atitudes, abordando as motivações psicológicas dos personagens. Em determinada cena vemos como os nativos lidam com a dizimação de sua cultura, ao vermos um indígena com o rosto pintado em uma espécie de máscara da morte, confessando não ter conhecimentos plenos de seus ancestrais.

A conclusão do filme denuncia a enorme quantidade de inocentes que morrem e se tornam meras estatísticas em regiões onde a lei parece não existir. Vencedor do prêmio de melhor diretor da Mostra Um Certo Olhar (2017), uma premiação paralela dentro da programação do Festival de Cannes. É provável que o longa esteja em algumas categorias no próximo Oscar, especialmente pela revelação de Taylor Sheridan na direção, pela bela fotografia que apresenta, uma direção de arte consistente além de uma trilha sonora correta que se destaca. Jeremy Renner entrega talvez seu melhor papel no cinema.


Veja trailer de Terra Selvagem:
 

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Cante! O Musical e Quatro Elementos no Teatro Via Sul



Na noite deste 8 de novembro de 2017, fui com a família assistir o espetáculo Cante! O Musical e Quatro Estações no Teatro Via Sul. Produzido pelo Centro de Artes do Colégio Batista, o espetáculo já é tradição na minha agenda anual, prestigiando especialmente a Júlia Marcelino, ex-aluna do colégio e hoje estudante de dança.
Neste ano, para o primeiro ato, optaram por uma adaptação da animação Sing: Quem Canta Seus Males Espanta (Sing, 2016) de Garth Jennings da Illumination (empresa de animação do estúdio Universal). O espetáculo amplia um problema já existente no roteiro do filme, que é o fato do foco da história ser em Buster, colocando de lado as histórias de superação dos demais personagens envolvidos no concurso.



A história  apresenta um empolgado coala chamado Buster que decide criar uma competição de canto para aumentar os rendimentos de seu antigo teatro. A disputa movimenta o mundo animal e promove a revelação de diversos talentos da cidade, todos de olho nos 15 minutos de fama e no robusto premio de US$ 100 mil dólares.

A adaptação para o musical foi realizada a contento, ainda mais por conter vários números musicais, mas para quem não viu o filme, muita coisa fica sem a devida explicação. O figurino de alguns personagens não estavam adequado, mas como são estudantes que se dedicam ao processo, podemos relevar.

O segundo ato, demonstrou um profissionalismo fenomenal com uma apresentação muito técnica dos Quatro Elementos (Terra, Ar, Fogo e Água), utilizando de maneira muito coerente o figurino e a iluminação, além dos movimentos, deixando bem claro o que estava sendo apresentado.


terça-feira, 7 de novembro de 2017

Pearl Jam Live at Wrigley Lets Play Two


Musical Pearl Jam Live at Wrigley Lets Play Two (EUA, 2017) de Danny Clinch acompanha a performance legendária do Pearl Jam no Wrigley Field durante a histórica temporada do Chicago Cubs em 2016. Por ser tricolor (azul, vermelho e branco) a empatia com o time foi imediata.

Chicago é a cidade natal de Eddie Vedder, assim o Pearl Jam desenvolveu com a cidade, os Chicago Cubs e o Wrigley Field um relacionamento inigualável no mundo dos esportes e da música. Assim, os shows históricos da banda no estádio de beisebol Wrigley Field, em Chicago, nos Estados Unidos acaba sendo um interessante registro ao acompanhar a trajetória do time, que é bem mais interessante que a apresentação em si.

O fotógrafo Danny Clinch foi o responsável por filmar as performances, que aconteceram em 20 e 22 de agosto do ano passado. Nas ocasiões, a banda apresentou músicas de toda a carreira, desde integrantes de Ten (1991) até de Lightning Bolt (2013). O setlist dos shows também contou com algumas faixas que não estão em nenhum dos LPs do Pearl Jam, como “Black Red Yellow”, “Crazy Mary”, uma cover de “I Got a Feeling”, dos Beatles, e “All the Way”, escrita por Eddie Vedder para o time Chicago Cubs, após pedido do jogador Ernie Banks, em apoio à equipe, que tentava ganhar a Words Series pela primeira vez desde 1908. O vocalista Vedder é torcedor de longa data do Chicago Cubs e essa relação está bem clara no documentário.

Depois de duas World Series em 1907 e 1908, iniciou a maior seca de títulos de uma equipe esportiva norte-americana na história, durando mais de um século antes do tricampeonato em 2016. Durante o período, os Cubs continuaram a ser uma equipe popular, recebendo o apelido Loveable Losers (adoráveis perdedores). Mas, na madrugada do dia 3 de novembro de 2016, em um jogo que começou no dia 2 de novembro e ultrapassou a meia noite, o Chicago Cubs deu um fim à "maldição" ao vencer a World Series depois de estar perdendo a série final por 3 jogos a 1 contra o Cleveland Indians. No derradeiro jogo sete a equipe do Cubs venceu pelo placar de 8 a 7 definido na 10ª entrada

Tracklist de Let's Play Two

1- "Low Light"
2- "Better Man"
3- "Elderly Woman Behind The Counter In A Small Town"
4- "Last Exit"
5- "Lightning Bolt"
6- "Black Red Yellow"
7- "Black"
8- "Corduroy"
9- "Given To Fly"
10- "Jeremy"
11- "Inside Job"
12- "Go"
13- "Crazy Mary"
14- "Release"
15- "Alive"
16- "All The Way"
17- "I’ve Got A Feeling"

Confira o trailer de Pearl Jam Live at Wrigley Lets Play Two:

A Noiva


Horror russo A Noiva (Nevesta, Rússia, 2017) de Svyatoslav Podgayevskiy chega a ser cômico em determinados momentos, de tão absurdo que é. Mas é curioso ver o segundo filme vindo da Rússia a despontar nos cinemas, o primeiro foi o também fraco Os Guardiões (Zashchitniki, Rússia, 2016) de Sarik Andreasyan.

Nastya (Victoria Agalakova) é uma jovem universitária que viaja com seu noivo Vanya (Vyacheslav Chepurchenko) para a casa da família dele. Logo após chegar, ela percebe que a visita pode ter sido um erro terrível. Rodeada por pessoas estranhas, ela passa a ter visões horríveis à medida que a família do seu futuro esposo a prepara para uma tradicional cerimônia de casamento eslava. No bizarro local, a matriarca é Liza (Aleksandra Rebenok), irmã de Vanya, e mãe de um casal de crianças.

O filme tem problemas de ritmo, de edição de som e especialmente de coerência. A premissa de que almas são amaldiçoadas quando os mortos são fotografados é interessante, no entanto, o roteirista não se dá ao trabalho de adereçar a origem de tal lenda, de onde ela surgiu e por que, ou sequer apresentar os pormenores do que acontece com quem sofre tal maldição. Regras precisam ser especificadas, ainda mais se quiserem ser quebradas. A impressão que o filme passa é que os detalhes foram sendo criados no improviso, resultando em fatos desconexos e sem sentido.

Os personagens são mal construídos, a ponto de não termos qualquer empatia com os mesmos. Assim, o filme não assusta e o terror é tão mal construído que provoca algumas gargalhadas. Por mais que a parte técnica seja até competente, a direção não é segura e as soluções são bizarras, do tipo, não posso possuir você, pois você não é mais virgem...

Segue trailer de A Noiva:

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Pokémon O Filme: Eu Escolho Você!


Animação japonesa Pokémon O Filme: Eu Escolho Você! (Gekijouban Poketto Monsutâ: Kimi ni Kimeta!, Japão, 2017) de Kunihiko Yuyama teve exibição especial nos cinemas, em comemoração ao aniversário de 20 anos do primeiro episódio de Pokémon.

Na trama da animação, Ash Ketchum (Sarah Natochenny) acaba de completar 10 anos de idade. Isso significa que ele está pronto para se tornar um treinador de Pokémon. Ash sonha muito sobre as aventuras que ele experimentará depois de ganhar seu primeiro Pokémon do Professor Oak. Ao receber seu primeiro Pokémon, o Pikachu (Ikue Ôtani), ele inicia um relacionamento com aquele que também será seu melhor amigo. Juntos, eles embarcam em uma jornada repleta de aventuras em busca do lendário Pokémon Ho-Oh.

Nunca fui fã da série que iniciou nos anos 1990, quando eu tinha meus 13 anos, mas foi interessante ver com meus filhos esses personagens que marcaram uma época e que até hoje mantém muitos admiradores.Por ser um resumo do seriado, o filme tem seus problemas, mas a nostalgia toma conta da sala escura ao recontar uma história já conhecida e a experiência acaba agradando a todos.

O filme ensina a fazermos boas ações e a termos um coração puro, não deixando ser influenciado pelo mal. O longa traz algumas cenas marcantes como a que Ash solta seu Butterfree e a cena onde ele resgata seu Charmander na chuva. No início o filme repete o começo dos episódios do Anime, mas aqui a trama principal é focada na pena Arco-íris que Ash recebe ao ver pela primeira vez Ho-oh sobrevoando Kanto ,e assim ele parte com seus dois novos amigos (que tem as mesmas características dos outros protagonistas que ajudam Ash em sua jornada no Anime) em busca de resolver o mistério por trás da pena e assim conseguir uma batalha contra Ho-oh

Segue o trailer de Pokémon O Filme: Eu Escolho Você!:
 

domingo, 5 de novembro de 2017

Além da Morte


Suspense Além da Morte (Flatliners, Estados Unidos, 2016) de Niels Arden Oplev é um remake de Linha Mortal, (Flatliners, 1990) de Joel Schumacher, que tinha Kiefer Sutherland, Julia Roberts, Kevin Bacon, William Baldwin e Oliver Platt no elenco. O atual conta com Ellen Page, Diego Luna e James Norton, Nina Dobrev, e ainda uma participação de Kiefer Sutherland (Jack Bauer) dando uma de Dr. House, com bengala e tudo! O filme poderia ser uma continuação, mas não é. No entanto, eu gosto da mensagem que o filme transmite, de que através do perdão e da confissão de pecados, podemos nos libertar de demônios que nos atormentam.


O filme tem um ritmo adequado e consegue prender a plateia na história que está sendo contada. Na trama, Courtney (Ellen Page) é uma estudante de medicina que resolve testar os limites entre a vida e a morte. Sua motivação é descobrir como o cérebro se comporta no exato momento em que deixa de viver – mais uma diferença entre os filmes, já que no original o propósito era mais voltado a certa espiritualidade e o além vida era o enigma a ser desvendado. Para o experimento, no qual ela mesma será a cobaia, a jovem recruta quatro colegas, para trazê-la de volta à vida. Depois de concluída, um a um eles decidem se tornar alvo da experiência. O problema é que ao retornarem, algo começa a persegui-los.

A experiência deixa os jovens não apenas com a “maldição”, mas eles adquirem ou aperfeiçoam habilidades adormecidas ou ativadas em seu subconsciente, como mais inteligência, memória, vigor físico e inclusive novos talentos, como tocar piano. Assim, o filme faz um contraponto com o mundo das drogas, que fazem os jovens se sentirem pessoas melhores quando estão ingerindo a substância proibida, mas que depois cobram um preço caro por isso. O elenco está bem, a direção do sueco Oplev é segura, a montagem é dinâmica, os efeitos são corretos, e o filme cumpre o papel de entreter. 

Confira trailer de Além da Morte:

3a. Etapa - VII Circuito ParkTour de Orientação


Na manhã deste 5 de novembro de 2017, participei da 3a. Etapa - VII Circuito ParkTour de Orientação, numa bela prova organizada pelo Clube de Orientação Fortaleza (Cofort) realizada no Aquartelamento Geneneral Tiburcio, ficando em 2º lugar na categoria Homens Adulto Bravo, e provavelmente com o troféu de campeão do VII Circuito ParkTour de Orientação.

Apesar dos poucos atletas inscritos, tivemos participações inclusive de atletas de outros países, que tornaram a prova ainda mais interessante. Auxiliei a Manu a levar as crianças do projeto da Escola de Aprendizes de Marinheiro do Ceará, proporcionando uma manhã bem interessante para eles. O circuito da prova foi desafiador. Fiz o percurso em 15 minutos, mantendo bem a técnica e com quase nenhum erro.

Segue algumas fotos:






Segue vídeo com a largada de alguns atletas:

Segue vídeo com a chegada de alguns atletas:



sábado, 4 de novembro de 2017

Fotos para formatura do ABC


Na tarde deste sábado, 4 de novembro de 2017, fomos ao Parque Bisão tirar fotos para a festa de formatura do ABC da escola do Sahel.

Era notória a alegria estampada no rosto do Sahel em alcançar essa conquista ao lado de seus colegas de turma. Foram vários cliques.

Registro desde já o agradecimento as professoras Penellopy e Karinini pelo empenho na alfabetização do pequeno, bem como toda atenção dada pelos responsáveis pela escola, na pessoa da Lívia e da Tera.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Gabriel e a Montanha


Emocionante drama nacional Gabriel e a Montanha (Brasil, 2017) de Fellipe Barbosa, o mesmo do excelente Casa Grande (2014), apresenta uma reconstrução dos últimos 70 dias de Gabriel Buchmann, jovem aventureiro encontrado morto no Malawi em 2009. Cheio de planos, ao se preparar para a vida acadêmica na Universidade da Califórnia, onde o economista carioca faria um doutorado, decide ir para a Ásia e para a África, passando por mais de 30 países com o intuito de estudar a pobreza, coletar dados para políticas públicas para países em desenvolvimento e conhecer lugares como o Monte Mulanje, um dos mais altos do Malawi.

Gabriel Buchmann (João Pedro Zappa) tinha um grande sonho: conhecer a África. Entretanto, mais do que visitar seus pontos turísticos ele desejava conhecer como era o estilo de vida do africano, sem se passar por turista, mas literalmente vivenciando a realidade africana. Involuntariamente, acabou encerrando sua viagem neste mundo justamente no continente, após se envolver com vários habitantes locais e inclusive receber a visita da namorada, Cristina (Caroline Abras), que mora no Brasil.
Este conteúdo foi produzido pelo Sistema Jornal do Commercio de Comunicação. Para compartilhar, use o link http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cultura/cinema/noticia/2017/11/06/filme-gabriel-e-a-montanha-emociona-com-historia-real-sobre-encontros-314602.php

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Quando Gabriel já estava prestes a retornar ao Brasil, decide alcançar o topo do monte Mulanje, consegue seu objetivo, sem guia, sendo negligente de tal modo que acaba sendo vítima de hiportemia, é encontrado morto aos pés da montanha por dois agricultores locais. Com excessão do casal principal, a maioria dos demais atores interpretam a si próprio no filme. O grande acerto do filme, é apresentar as virtudes e os defeitos do personagens. Seu comportamento egoísta e até mesmo machista, o tornam ainda mais real.

A montagem linear do filme dividido em capítulos, facilita a compreensão da trajetória de Gabriel por Quênia, Tanzânia, Zâmbia e Malawi. Assim, o longa se assemelha a um documentário, transitando o tempo todo entre o que foi realidade e que é ficção, sendo bastante sensível e comovente, além de extremamente verossímil. O foco está na relação entre o protagonista e a população local, porém evidenciando as diferenças culturais e o ambiente mais humilde que muitos deles. Premiado no Festival de Cannes, como Revelação na Semana da Crítica, o filme é realizado em memória de Gabriel, pelo seu amigo de infância e diretor Fellipe Barbosa.


Veja o trailer de Gabriel e a Montanha:
 

Historietas Assombradas - O Filme


Animação nacional Historietas Assombradas - O Filme (Brasil, 2017) de Victor-Hugo Borges que estreou em pleno Dia de Finados brinca com histórias macabras, mas é voltado para o público infantil. Não tem como gostar de um filme que mostra escancaradamente para os pequenos que existe um inimigo que quer roubar a juventude deles. Essa mensagem por mais verdadeira que seja, é equivocada, podendo deixar traumas nos pequenos que sejam fracos espiritualmente ou não relevem que se trata de um filme. Merece o pequeno público que tinha na sessão, e o fato de muitos não verem a sessão até o final.

Na trama, Pepe é um menino de 12 anos que mora com sua avó, uma bruxa-empresária. Após descobrir que é adotado e que seus pais estão vivos, ele decide partir em uma aventura para encontrá-los, mas acaba atraindo a atenção de Edmundo, um vilão bio-mecânico que precisa da energia de crianças para se tornar imortal. Edmundo rapta a avó de Pepe, forçando ele e seus amigos a resgatá-la, enquanto precisam solucionar o desaparecimento do seus pais.

O Filme remonta o passado de Pepe, mostra a relação do protagonista com seus pais verdadeiros, que foram obrigados a abandonar o garoto, fazendo com que ele passasse a ser criado pela Vó, algo que evitou que Pepe fosse utilizado num macabro ritual.

Anos depois, o único ser que restou da investida contra Pepe e seus pais volta a buscar o garoto, mas acaba pegando por engano a Vó e dividindo Guto e Gastón (garotos diferentes que partilham o mesmo corpo), raptando o primeiro. Pepe com ajuda de sua amiga Marilu e Gaston partem atrás dos capturados e ainda fazem com que o protagonista alimente a esperança de encontrar seus verdadeiros pais. Eles partem nessa busca, como uma típica aventura infantil passando por uma série de dificuldades até chegarem ao covil de seu inimigo.


Historietas Assombradas para Crianças Malcriadas surgiu como uma série animada no canal fechado Cartoon Network, alcançando logo a fama e o sucesso entre o público infantil, com traços extremamente cartunesco, algo diferente e inovador, mas que tem um conteúdo que não acho recomendável.


Segue trailer de Historietas Assombradas - O Filme:
 

Revendo As Aventuras do Capitão Cueca - O Filme


Revi a animação da Dreamworks As Aventuras do Capitão Cueca - O Filme (Captain Underpants: The First Epic Movie, Estados Unidos, 2016) de David Soren, dessa vez por completo, uma vez que na primeira assistida tivemos problemas na sala de projeção.

Baseado na série de livros dedicado ao público infantil, criado pelo escritor estadunidense Dav Pilkey. conta a história de dois meninos brincalhões extremamente imaginativos chamados George Beard e Harold Hutchins, que hipnotizam seu diretor e o fazem pensar que é um super-herói incrivelmente entusiasmado, chamado Capitão Cueca.

Os meninos são melhores amigos e passam os seus dias criando histórias em quadradinhos numa casa na árvore e a sonhar com as pegadinhas que vão pregar, o que os fazem serem visitas constantes na sala do diretor. Um dia, acidentalmente hipnotizam o diretor da escola, levando-o a acreditar que ele é o Capitão Cueca, um super-herói completamente tolo cujo traje consiste em roupa interior e uma capa. Como se isso não fosse mau o suficiente, o novo professor da escola deles é um cientista maluco que caiu em desgraça e está disposto a vingar-se na escola. George, Harold e Capitão Cueca devem unir-se para acabar com seus planos malignos.

O filme falha em sua resolução, mas a premissa da amizade que não pode ser separada é cativante. O politicamente incorreto está entrando em extinção, de modo que não se pode mais fazer piadas em sala de aula, nem criar apelidos, muito menos se divertir na companhia dos amigos. Nossas crianças precisam de senso de humor e estamos tirando isso delas ao formar crianças mecanizadas, isso sim é um problema. O ritmo acelerado do filme atrapalha, fazendo-o parecer histérico em determinados momentos.

Veja o trailer de As Aventuras do Capitão Cueca - O Filme:


quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Depois Daquela Montanha


Drama Depois Daquela Montanha (The Mountain Between Us, EUA, 2017) de Hany Abu-Assad, o palestino responsável por Paradise Now (2005), em sua segunda incursão pelo cinema americano, realiza a adaptação do romance de Charles Martin sobre uma cativante história de sobrevivência.

Alex (Kate Winslet), é uma jornalista que está retornando de uma missão para seu casamento, e Ben (Idris Elba), um doutor voltando de uma conferência médica, iriam pegar o mesmo avião, mas o vôo é cancelado e os dois estranhos decidem fretar um jatinho. Durante a viagem o piloto (Beau Bridges – irmão de Jeff Bridges ) sofre um ataque cardíaco e o avião cai em uma região montanhosa coberta por neve. O piloto não fizera plano de vôo e não conseguiu contato de emergência,de modo que o homem, a mulher e o cachorro labrador do piloto ficam isolados e precisam lutar para sobreviver.

Na busca pela sobrevivência, um se apoia no outro e um romance natural começa a ganhar força enquanto eles tentam sobreviver, feridos e perdidos. Os atores estão soberbos, de modo que entregam seu talento de forma natural e orgânica. É sempre bom ver um filme que não seja enlatado para agradar o público adolescente (os que sustentam a maior fatia da bilheteria). A cena dentro do avião é muito bem filmada, mas o que se destaca é a gélida fotografia e os interessantes diálogos do roteiro de J. Mills Goodloe e Chris Weitz.

O final por mais piegas que pareça, nos enche de alegria, pois assim como um se apaixonou pelo outro ao viverem em circunstâncias tão limítrofes, a plateia também cria uma empatia pelo casal e vê-los separados não seria algo digno para o que fora mostrado no filme. Muito bom filme, recomendo.

Assista ao trailer de Depois Daquela Montanha:

 

Big Pai, Big Filho


Animação belga Big Pai, Big Filho (The Son of Bigfoot, Bélgica, 2016) de Ben Stassen e Jérémie Degruson, os mesmos responsáveis por (A Mansão Mágica, 2013), apresenta a história de Adam, o filho do Pé Grande, um adolescente solitário dotado de superpoderes (pés e cabelos que crescem rapidamente), que decide sair em busca de seu pai que se afastou da família para protegê-la. Com uma dublagem excelente, bons efeitos de computação gráfica e um roteiro consistente, o filme diverte na medida certa.

Adam é um adolescente criado apenas por sua mãe Shelly, que é vítima de bullying na escola, e ao descobrir que seu pai está vivo, parte numa missão épica e ousada para tentar descobrir um mistério por trás de seu pai, que está sumido há muito tempo. Até que então ele descobre que seu pai não é ninguém mais, ninguém menos do que o lendário Pé Grande, personagem da famosa lenda que já rendeu tantas histórias na literatura mundial. Para preservar sua própria vida e as daqueles que ama – no caso a esposa e seu filho – teve que abandoná-los para refugiar-se no meio da mata, longe dos olhos de quem pretendia capturá-lo para servir de cobaia para experiências de uma corporação da indústria farmacêutica que quer fazer experimentos científicos com seu corpo.

Ao longo da aventura, o jovem Adam descobre ter outras peculiaridades incríveis como a capacidade de entender os animais, audição aguçada e até mesmo um tipo de poder curativo. O filme conta ainda com coadjuvantes interessantes, como o urso Wilbor, o casal de guaxinins Trapo e Tina, um esquilo e até mesmo um pica-pau Steve que ajudam Adam a enfrentar o vilão do filme, Wallace Eastman, é um prepotente empresário inescrupuloso, dono empresa HairCo, que visa descobrir uma fórmula que dê um fim permanente à calvície. Para isso, realiza diversos experimentos e ignora qualquer limite de ética (detalhe para piadas envolvendo estagiários, e uso de animais em experimentos científicos). Destaque para a ótima trilha sonora do grupo Puggy. Ideal para ver com a criançada.


Veja trailer de Big Pai, Big Filho:
 

Missão Cegonha


Animação Missão Cegonha (Richard The Stork, Alemanha, Bélgica, Luxemburgo, Noruega, Estados Unidos, 2017) de Toby Genkel, Reza Memari apresenta uma cativante história de um pardal que pensa ser cegonha e parte em busca de sua família que migrou para África, tendo que cruzar toda Europa num road movie pelos ares. É uma espécie do clássico O Patinho Feio de Hans Christian Andersen numa nova roupagem.

Apesar de todos acharem que ele é um pardal, Richard agarra-se à convicção de que é na verdade uma cegonha por ser um órfão adotado por uma família de cegonhas. Para mostrar a todos que está certo, ele toma uma atitude ousada: decide partir em uma longa jornada de inverno para a África, para completar um rito de passagem e enfim se tornar uma cegonha de respeito.

O filme é repleto de ensinamentos sobre força de vontade e determinação, mas o filme derrapa nos efeitos simplórios da animação, que não confere a realidade necessária e já apresentada pelos grandes estúdios. O filme foi exibido no 67º Festival Internacional de Cinema de Berlim. Destaco as hilárias cenas dos pombos conectados, que fazem sentido e transmitem a ideia de que viver a vida real é melhor que permanecer on line numa realidade virtual.

Acompanhe o trailer de Missão Cegonha:
 

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Mark Felt - O Homem Que Derrubou a Casa Branca


Drama biográfico Mark Felt - O Homem Que Derrubou a Casa Branca (Mark Felt, Estados Unidos, 2017) de Pete Landesmam retrata a trajetória de vida de Mark Felt, vice-presidente do FBI que, de maneira secreta e usando o nome fictício de "Garganta Profunda", que foi informante dos jornalistas Bob Woodward e Carl Bernstein, contribuindo assim para o desfecho do famoso escândalo de Watergate, responsável por conseguir a renúncia do então presidente Richard Nixon.

Repleto de diálogos que tornam a história cansativa num ritmo enfadonho. É muito jornalismo e pouco cinema, diferente do que vimos no excelente Spotlight: Segredos Revelados (Spotlight, 2015) de Tom McCarthy. Segundo o filme, a principal motivação do agente Mark Felt (Liam Neeson) que ajudou a demolir o governo do presidente americano Richard Nixon foi o fato dele ter sido preterido na substituição de Edgar Hoover no comando do FBI, após o seu falecimento em 1972. Na época, Nixon escolheu Pat Gray, por ele ser de fora, e assim poder ser manipulado pelo então presidente.

O roteiro é inspirado no livro “A G-man’s life”, escrito pelo advogado John D. O’Connor e por Felt, que estava com 91 anos e já sofria de demência, o que sugere certa falta de precisão sobre os fatos. Seria mais interessante um filme sobre o golpe que destituiu o governo Dilma, colocando o poder nas mãos da raposa chamada Michel Temer.

Confira o trailer de Mark Felt - O Homem Que Derrubou a Casa Branca:


De Volta para Casa


Comédia romântica De Volta para Casa (Home Again, Estados Unidos, 2017) de Hallie Meyers-Shyer, filha de Nancy Meyers, a diretora de Um Senhor Estagiário (The Intern, 2015) e Alguém tem que Ceder (Something's Gotta Give, 2003), mostra o que aprendeu com a mãe ao apresentar um roteiro simples e criativo falando sobre amor, amizade e família, num inusitado relacionamento de uma mulher de 40 com um garoto de 20 e poucos anos, numa Los Angeles repleta de pessoas que buscam conquistas no universo da sétima arte.

Na trama, recém-separada do marido, Alice Kinney (Reese Witherspoon) é uma arquiteta, divorciada, que decide recomeçar a sua vida mudando-se para sua cidade natal, Los Angeles, com suas duas filhas. Ela é filha de um grande cineasta da década de 1970, desses revolucionários, que ajudaram a moldar um cinema mais artístico e autoral, um Coppola ou Scorsese da vida. A ligação com o pai se estende até depois da morte do diretor, já que a protagonista mora na grande casa aonde cresceu, especialmente nas comemorações de seu aniversário.

Então, durante a comemoração noturna do seu aniversário de 40 anos, Alice conhece três aspirantes a cineastas que precisam de um lugar para morar, o charmoso diretor iniciante Harry (Pico Alexander), o irmão e ator Teddy (Nat Wolff) e o roteirista George (Jon Rudnitsky) novaiorquinos, que estão à procura de espaço na indústria cinematográfica, após o relativo sucesso de um curta metragem. Ela deixa os rapazes permanecerem em seu quarto de hóspede temporariamente, mas o acordo gera situações inesperadas, com a realização das tarefas do dia a dia da família.

Apaixonada, com a vida repleta de jovialidade, Alice descobre um novo amor e precisa assumir seu interesse amoroso quando seu marido Austen (Michael Sheen) reaparece. Sabe aquelas boas comédias pra se ver sem compromisso, que te enchem de bons sentimentos e te faz acreditar mais na vida? É um filme honesto de uma diretora estreante que demonstra um futuro promissor na carreira. Pra não dizer que foram só flores, senti falta de uma trilha sonora mais marcante, o que não impede de saborear essa bela surpresa.

Confira o trailer de De Volta para Casa:
 

domingo, 29 de outubro de 2017

10 anos de casado!

Neste 28 de outubro, celebro 10 anos casado com a minha esposa Mariana Gomes. Já temos 17 anos de relacionamento, sendo 10 após o enlace matrimonial. Os frutos desse relacionamento, Pedro Sahel e Luca Izahel que são os melhores presentes que poderíamos receber.

Celebramos essa data especial no 43º Encontro de Casais com Cristo (ECC) da Igreja Batista Comunidade do Amor, onde fomos presenteados pelo casal amado Bruno Couto e Débora Marques. Após a primeira noite do encontro, já aproveitei para fazer um jantar à dois com a amada.

Não posso falar muito sobre o encontro, pois um dos requisitos do programa é o segredo em torno da programação, então não poderei relatar em detalhes a programação, como costumo fazer aqui no Blog, mas deixarei algumas pistas, de modo que fique o registro do que vivenciei esses dias.

Segue clipe de Eles Se Amam do Vocal Livre, belo vídeo que mostra uma bela cerimônia de casamento:

O encontro é bastante animado, e "recheado" de atrações para o casal. Ao longo do fim de semana, ouvimos alguns relevantes testemunhos de casais, que servem de inspiração para caminhada cristã e para o fortalecimento conjugal.

Por ser em três dias seguidos, de modo quase ininterrupto, o encontro é uma preciosa oportunidade de pausar a rotina diária para, juntos, compartilhar novas ideias e experiências que ajudam a reformular conceitos e reescrever valores que podem mudar a história de quem participa.

Toda programação é muito bem pensada e várias pessoas se dedicam para que tudo transcorra da melhor maneira. Se um dia alguém lhe convidar para fazer ECC, não titubeie e aceite. Será certamente um marco na sua vida.

A programação é bem descontraída, agradável e de linguagem acessível a todos os públicos. Existem vários níveis de relacionamentos, desde os mais fragilizados pelas intempéries da vida, aos mais sólidos. No entanto, a benção é para todos. E o mais interessante, é que nunca sabemos o que virá a seguir...

Segue trailer de À Prova de Fogo (Fireproof, 2008) de de Alex Kendrick:


Todos os temas são apresentados por pessoas habilitadas, mas também por casais que vivenciaram e superaram experiências que certamente refletem a realidade de muitos dos participantes. O ECC é um espaço que permite também a construção de novos relacionamentos entre casais, através dos vários momentos em que poderão compartilhar vivências em Pequenos Grupos. Fizemos parte do PG Branco.


Segue alguns dos temas abordados:
  1. Amor Comportamental
  2. Diálogo com os Filhos
  3. Harmonia Conjugal
  4. Reconciliação
  5. Oração e Fé
  6. Plano de Deus
  7. Espiritualidade / Confissão
  8. Cristão no Mundo de Hoje
Na cerimônia de encerramento, ainda tivemos a oportunidade de renovar os votos de nosso casamento. Nós tínhamos o sonho de celebrar nossos 10 anos de casados na igreja, com renovação de votos, com nossos amigos e familiares... Nossos planos não deram certo, mas Deus conhece e sonda nossos corações e realizou nosso desejo.

Tivemos nossa sonhada festa ampliada, com cerca de 500 convidados, bolo, almoço, jantar, garçons, presentes... Durou um fim de semana inteiro... Mais do que podíamos imaginar. Deus é fiel. As Bodas de Zinco foram devidamente celebradas. Fico muito agradecido a todos os envolvidos, especialmente ao Bruno Couto e a Débora Marques (futuros sogro e sogra de um dos meus filhos...) pela bela demonstração de amor para conosco.

Segue mais algumas fotos:




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