terça-feira, 18 de junho de 2019

Filhas do Sol


Drama Filhas do Sol [Les Filles du Soleil, França, Bélgica, Geórgia, Suíça, 2018], de Eva Husson é um belíssimo manifesto feminista, de uma jornalista que acompanhou durante três dias, um grupo de guerreiras do Curdistão, que pegaram em armas contra os grupos que sequestraram, estupraram e venderam mais de sete mil mulheres na região de guerra, em países como Turquia, Irã, Síria e Iraque. O empoderamento feminino nunca esteve tão em alta.


A trama companha Bahar (Golshifteh Farahani) uma advogada que estudou na França, e comanda o batalhão das Filhas do Sol, formado por ex-prisioneiras e escravas sexuais. Esse batalhão composto apenas por mulheres curdas atua ofensivamente na guerra do país. Ela e as suas soldadas estão prestes a entrar na cidade de Gordyene, local onde Bahar foi capturada uma vez no passado. Mathilde (Emmanuelle Bercot) é uma jornalista francesa que está acompanhando o batalhão durante o ataque. O encontro entre as duas mulheres, dentro do cenário caótico que as cercam, irá mudar a vida de ambas permanentemente. Apesar das diferenças culturais, Mathilde e Bahar têm muitas coisas em comum, como o medo, a saudade da família, uma profunda melancolia, causada por tudo o que presenciaram na guerra.

Os curdos são um povo sem Estado, formado por aproximadamente 25 milhões de pessoas e aspira à sua independência política e territorial. A principal religião são muçulmanos sunitas. O conflito armado que está ocorrendo desde 2012 na Síria por parte da população curda desse país contra o governo de Bashar al-Assad e contra grupos jihadistas que atuam no seu território, no contexto da Guerra Civil Síria.

O filme tem um ritmo interessante, cria um clima de tensão absurdo e apesar dos acontecimentos acontecerem apenas em três dias, temos flashbacks que complementam a história, alguns excessivamente longos, mas todos necessários para contextualizar os acontecimentos narrados pelo longa selecionado para competir no Festival de Cannes 2018. Assim, ver o grupo de guerreiras em ação é tão interessante quanto saber as histórias que levaram aquelas mulheres até aquele estágio.

O pano de fundo para “Filhas do Sol” é o massacre de Sinjar, ocorrido em 2014, no qual o Estado Islâmico praticou um genocídio contra os yazidi, uma minoria religiosa monoteísta. O monte Sinjar, no nordeste do Iraque, foi o local escolhido pelo Estado Istâmico (EI) para começar o massacre. Em 3 de agosto de 2014, o EI cercou a área de Sinjar, mantendo os yazidi sem comida ou água durante dias. Mulheres foram separadas dos filhos. Mulheres foram vendidas como escravas sexuais, inclusive, meninas. Estima-se que 5 mil pessoas foram executadas durante o massacre

A diretora fez um belo trabalho, ao dar close nessas mulheres que mostram uma força sobrenatural. O que elas tem o comum? São mães, que tiveram seus filhos mortos ou sequestrados. A coragem que fazem elas não temer o combate, diz respeito a seus filhos desaparecidos, mortos ou distantes. Bahar parte numa missão suicida, à procura de seu filho numa escola da região, sendo treinado para atuar com armas. Numa das cenas mais fortes do filme, vemos outra combatente que estava prestes a dar à luz, tendo que cruzar uma fronteira durante uma fuga. Algo espetacular e altamente crível. De acordo com a diretora, a inspiração para “Filhas do Sol” surgiu a partir de uma situação real em sua família: o avô dela participou da Guerra Civil Espanhola. Ver a guerra com o olhar feminino, nos leva às lágrimas diversas vezes.

As atrizes dão um show à parte. Muito seguras e determinadas encarnam as personagens de modo verossímil, especialmente na solidariedade feminina em meio às adversidades. O filme se torna universal, ao não se deter no conflito curdo, suas origens sociais, religiosas e políticas, mas nas mulheres estrategistas, habilidosas, e com muita coragem para enfrentarem seus desafios. Na cena final, ouvimos a leitura solene da reportagem de Mathilde, e o público saúda com um caloroso aplauso ao final da sessão.

Veja trailer de Filhas do Sol:

sábado, 15 de junho de 2019

Aladdin


Live action Aladdin [Estados Unidos, 2017], de Guy Ritchie mantém a essência do clássico animado homônimo (1992) de Ron Clements e John Musker e consegue atualizar o musical com músicas bem encaixadas na história e homenageando o antecessor. O elenco se destaca, assim como a bela fotografia dessa história de amor atemporal.

Na trama, Aladdin (Mena Massoud) é um jovem ladrão que vive de pequenos roubos em Agrabah. Um dia, ele ajuda uma jovem a recuperar um valioso bracelete, sem saber que ela na verdade é a princesa Jasmine (Naomi Scott). Aladdin logo fica interessado nela, que diz ser a criada da princesa. Ao visitá-la em pleno palácio e descobrir sua identidade, ele é capturado por Jafar (Marwan Kenzari), o grão-vizir do sultanato, que deseja que ele recupere uma lâmpada mágica, onde habita um gênio (Will Smith) capaz de conceder três desejos ao seu dono.


O jovem humilde pega a lâmpada mágica, com um gênio que pode lhe conceder três desejos. Interessado em conquistar a moça por quem se apaixonou, ele não sabe que a jovem é uma princesa que está prestes a se noivar. Com a ajuda do gênio, ele tenta se passar por um príncipe para conquistar o amor da moça e a confiança do sudão, pai da princesa.

As manobras de câmeras características de Guy Ritchie estão presentes, e não comprometem, pelo contrário, dá uma certa fluidez aos acontecimentos. Por mais que as refilmagens estejam em voga, é interessante ver mais uma personagem feminina forte, com Jasmine recebendo um tratamento que prioriza a sua competência política, de uma líder para um povo, com o intuito de ajudar os outros.

As cenas musicais não se destacam o quanto deveriam, talvez pelo uso recorrente da computação gráfica, que embora seja de qualidade, destoa um pouco do restante do filme. O gênio, que era o melhor do filme original, é reconstruído de uma interessante, não diria melhor ou pior do que ficou em nosso imaginário, mas é sempre bom apresentar personagens que marcaram nossa infância, para uma nova geração, além de é claro, incentivar os pequenos a verem a obra original.

Segue trailer de Aladdin:

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Lançamento do Cambor 2020


Foi numa noite chuvosa, que a Federação Cearense de Orientação apresentou o Boletim 1 do Cambor 2020, que marcou o lançamento do evento que ocorrerá no Trairi de 29 de abril a 3 de maio de 2020.

Por mais que a chuva tenha impedido muitos atletas de estarem presentes, aqueles que se disponibilizaram puderam se inteirar um pouco mais de tudo que já tem sido feito, como tem sido o mapeamento das áreas e tivemos com o Souto, diretor executivo do evento, uma aula de cultura ao enaltecer o nosso escritor José de Alencar com sua obra Iracema, cuja personagem central do romance do mesmo nome, sem dúvida, foi a primeira “Orientista” do Ceará.

A expectativa é que recebamos mais de 1.000 atletas de todo o país e até do exterior. Por fim, tivemos ainda o brado que os índios davam antigamente: POCEMA! Vamos à luta...

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Série A 2019: Fortaleza 2 x 1 Cruzeiro

Na noite desse 12 de junho, dia dos namorados, o Fortaleza se reencontrou com seu torcedor, após 4 jogos fora de casa, medindo forças contra o Cruzeiro. Logo nos minutos iniciais da partida, fizemos o primeiro com com Andre Luis desviando de cabeça um cruzamento de Carlinhos.

O time jogava bem, mas tomou o gol de empate, em novo vacilo de Nathan na marcação. Deixou Sassá dominar, virar e ainda desviou o chute, tirando a possibilidade de defesa do Felipe Alves.

O árbitro Héber Roberto Lopes quis então protagonizar o jogo. Deixou de expulsar Léo numa jogada criminosa, não fez uso do VAR e irritou bastante a torcida leonina. No fim do primeiro tempo, Juninho cruzou uma bola na medida para novamente Andre Luis escorar para as redes do goleiro Fábio.

No segundo tempo, o Fortaleza voltou com o mesmo ímpeto de buscar o gol. Marcinho partia pra cima de Dedé, levava falta dura, mas o árbitro dava apenas amarelo. Num desses lances, Nathan foi reclamar e levou cartão bobo. Em seguida, matou um contra ataque e acabou sendo expulso.

Ganhar do Cruzeiro foi fácil, da arbitragem foi difícil. Mas conquistamos três pontos que nos livraram da zona de rebaixamento na parada da Copa América. Fortaleza volta a jogar dia 13 de julho, contra o Avaí na Arena Castelão.

Veja os melhores momentos da partida:

terça-feira, 11 de junho de 2019

Amor à Segunda Vista


Comédia romântica Amor à Segunda Vista [Mon Inconnue, França, Bélgica, 2019], de Hugo Gélin (o mesmo de Uma Família de Dois, versão francesa do excelente Não Aceitamos Devoluções, do espanhol Eugenio Derbez). Aqui vemos o uso de uma fantasia crível, para abordar um tema relevante em muitos relacionamentos, que é o esfriamento da relação com o passar do tempo. E se tivéssemos que reconquistar a pessoa que amamos? Filme perfeito para se ver às vésperas do dia dos namorados.


Na trama, da noite para o dia, Raphaël (François Civil) acorda em um universo paralelo onde ele nunca conheceu Olivia (Joséphine Japy), mulher da sua vida. Como ele vai fazer para reconquistar sua mulher, que se tornou uma perfeita desconhecida? Agora ele precisa reconquistar a sua esposa, mesmo sendo um completo estranho para ela. Enquanto Raphael tenta entender exatamente o que aconteceu, ele corre contra o tempo para não perdê-la.

Logo no início do filme, vemos que estamos diante de uma obra visivelmente bem trabalhada. O apuro técnico das cenas do livro que Raphaël está escrevendo, são magníficas. Em seguida, vemos o que demoraria um filme inteiro para se desenvolver, ser resumido em poucos minutos, numa impressionante passagem de tempo, mostrando desde quando o casal se conheceu, até 10 anos depois, quando ele se torna um escritor famoso e ela uma professora de piano.

O filme se torna então muito altruísta ao inverter os papéis e colocar o homem que outrora era o rico e famoso, no lugar de um simples professor de literatura e a mulher, que outrora era a professora, virou a estrela famosa. Assim o roteiro propõe um mergulho na ficção científica, para alimentar a história romântica. Em tempos de Vingadores Ultimato, não se faz necessário ficar dando explicações quânticas sobre viagens no tempo, nem sobre a possibilidade de múltiplas existências simultâneas...

Assim, a história do filme é bem agradável de ser acompanhada. Apesar do final previsível, o que importa é que vivemos tempos onde homens e mulheres estão no mesmo patamar em todas as relações. E quem não gosta de ser constantemente reconquistado? Recomendado.

Acompanhe o trailer de Amor à Segunda Vista:

segunda-feira, 10 de junho de 2019

4 Anos do Luca Izahel


Neste 10 de junho, celebramos duas vezes o aniversário de 4 anos do Luca. Na escola, com seus amiguinhos e professoras e na tia Lourdinha, com alguns familiares e irmãs em Cristo.


Na escola utilizamos o tema PJ Mask. E o Luca estava todo contente pois ganhou a fantasia da avó Sâmia e se vestiu à caráter.


O pai era tão bobo e feliz animando a festa, que mais parecia um palhaço.


As tias Edinir e Eliete ajudaram na decoração e para distribuir os alimentos às crianças.


Servimos deliciosos salgadinhos da Penetutti, com pipocas e sucos. Além do bolo que a tia Bruna Praciano fez de presente.


O Luca era só alegria diante de sua primeira festa na escola.


E do irmão que foi lá ajudar e dar uma moral.


Todas as crianças ganharam máscaras dos personagens Lagartixo, Menino Gato e Corujita.


Foi uma tarde de muita alegria. A avó compareceu com a Jossana, mas chegaram no fim da festa.


Segue registros em vídeo:






Plantando palavras, colheremos poesias


Na vida, colhemos aquilo que plantamos. É o que diz a lei da semeadura, que cada pessoa colhe o que planta. Esse ensinamento é bíblico inclusive. Em outras palavras, nossas ações têm consequências, sejam elas boas ou más. Vivemos tempos onde muitas pessoas tem plantado intolerância e ódio. Com meus filhos tenho tentado fazer diferente, pois acredito que a empatia e o amor são sentimentos mais nobres e que hão de prevalecer.

Esses dias, tenho ajudado meu filho a preparar uma apresentação para a feira cultural de sua escola, com o objetivo de incentivar o mundo da leitura as crianças. Com o tema: Plante Essa Ideia!, logo me veio à mente o livro de Socorro Aciolli, Plantou Palavra, Colheu Poesia (2014), e tratei logo de reler essa magnífica história aos meus pequenos.

O livro conta a história de Francisco, um garoto nordestino que, em meio às dificuldades da vida no sertão de Assaré, conhece a poesia. Esse encontro o deixa intrigado: como as palavras podem criar coisas tão bonitas? Como o vocabulário de todos os dias pode ser transformado em algo tão mágico? Francisco achava que poesia brotava da terra, e começou a plantar palavras. As palavras no solo não germinaram, mas Francisco encontrou terra fértil no coração de Luzia, uma garota que ele conheceu na biblioteca da escola. Conclui-se que o melhor lugar para se plantar palavras é no coração. A obra é indicada para leitura compartilhada, ou seja, adultos lendo com crianças.

É tempo de lançarmos sementes! Falemos então de coisas positivas, conversemos mais uns com os outros, pois a palavra proferida por nossos lábios, nunca volta vazia, já dizia o profeta Isaías. As palavras tem poder, assim como uma pequena semente que se transforma nunca grande árvore frondosa, nossas palavras podem nos render excelentes frutos que irão saciar nossa fome, ou uma boa sombra para descansarmos da lida, ou até uma simples paisagem para admirarmos com nossos olhos. Elas são obras da criação! Como já escrevia Patativa do Assaré: 

"Meus versos é como semente,
Que nasce arriba do chão;
Não tenho estudo nem arte,
A minha rima faz parte
Das obras da criação"

Pensemos nisso e sejamos agricultores de palavras. Se plantarmos palavras, certamente colheremos poesias.

P.S.: O texto foi publicado na Edição 100 do Agroexpresso, folhetim do Instituto Agropolos do Ceará.


domingo, 9 de junho de 2019

Eu Amo Fortaleza


Eu amo minha cidade, especialmente por ela ser um almejado destino turístico de muitos brasileiros e estrangeiros. Nesses dias temos recebido a visita da Jossana, que veio de Itaipuaçu no Rio de Janeiro participar de um congresso em terras alencarinas e aproveitou para conhecer um pouco de nossa cidade.

Segue algumas fotos:



sábado, 8 de junho de 2019

Há 4 anos, nascia Luca Izahel


Foi numa noite de 8 de junho, que veio ao mundo meu segundo filho, Luca Izahel. Veio encher nossa família com alegria, nos ensinar a termos paciência e nos dar muito amor.

Hoje, mais do que recordar, é tempo de celebrar pela saúde, inteligência e cuidado que Deus tem proporcionado ao meu caçula. Como dizemos, nasceu em tempos de vacas magras, de golpe político e recessão econômica. Teve o pai desempregado como babá desde os 6 meses até seus 2 anos de idade. Foi difícil, mas só consegui superar porque tinha o sorriso desse menino a me inspirar a seguir em frente sem desistir.

Filho, saiba que amo você, desejei tê-lo em meu colo e compartilhar cada momento precioso ao seu lado. Você é especial. Acredite sempre em você.

Duas loucas num shopping


Aniversário do Luca, Jossana visitando Fortaleza, o que fazer num sábado à noite? Ir ao Shopping! Aí me deparo com a esposa saindo do carro, carregando plástico bolha pra ficar estourando... Diz ela que ela pra aliviar o stress. Eu mereço.


As crianças ficaram na Brinquedoteka (um ambiente bem legal com brinquedos da minha época em formato gigante), eu fui passear com a D.Sâmia, a Sara e a Jossana, teve um lance engraçado na compra de papel higiênico, etc e tal, quando vamos embora, me deparo com a outra louca que convivo diariamente: Niedja! Passeando com Laurinha pelo shopping, com a sua peculiar simpatia... Eu mereço, duas loucas num shopping!


Preparando apresentação da Feira Cultural do Sahel


Na tarde deste sábado, 8 de junho de 2019, fomos para a casa do João Pedro, elaborar o cartaz da apresentação da Feira Cultural do Sahel.


Inspirados na obra Plantou Palavra, Colheu Poesia, de Socorro Aciolli, as crianças pintaram uma árvore e recortaram e plantaram palavras, pois como diz o livro, se plantarmos palavras no coração, certamente colheremos poesias!

As crianças ensaiaram também um pouco de como será a apresentação deles no sábado que vem!


Esboço da arte, antes da preparação pelas crianças.

Feira Cultural Educação Infantil 2019



Na manhã deste 8 de junho, estive com a família na Feira Cultural da Educação Infantil 2019 da Escola Creche Castelinho Vermelho.


Izahel ficou encabulado. Era sua primeira apresentação para o público. Ficou só pedindo a vó e ao pai para falar no lugar dele...


Mas ele ficou lá com a turminha, depois visitou os colegas das outras turmas, foi uma manhã bem divertida. Ainda bem que o pai dele não é um palhaço.


quinta-feira, 6 de junho de 2019

Eu Acredito

 

Drama cristão Eu Acredito [I believe, Estados Unidos, 2018], de Juergen Peretzki, Stacey Peretzki apresenta a fé no olhar de um garoto de 9 anos, mas filme patina num roteiro frágil e previsível, que não emociona ou reafirma nossa fé. O problema do filme não é seu conteúdo, mas sua narrativa.


A trama conta a história de Brian (Rowan Smyth), um menino de 9 anos de idade, que tem um encontro sobrenatural com Deus, uma experiência que o leva a uma aventura para descobrir as crenças dos cristãos. Um dia, ao voltar da escola, o menino passa em frente a uma igreja e se depara com uma mensagem sobre o poder do amor de Deus. Intrigado, ele começa a pesquisar sobre o Cristianismo, contra a vontade dos pais ateus, e desenvolve uma relação com o pastor da igreja.

A situação começa a se complicar quando a fé de Brian passa a produzir milagres e os acontecimentos geram repercussão nos noticiários da cidade, enquanto a população local tenta entender a relação entre os acontecimentos e o garoto. Seus pais não estão muito felizes com isso, especialmente seu pai, um apresentador de TV ateu. Felizmente, Brian encontra aliados no pastor de uma igreja local e em um fuzileiro naval dos EUA ferido. A fé pura e inocente de Brian produz milagres extraordinários que rapidamente se tornam notícia na cidade.

Logo nas primeiras cenas, já fica claro que estamos diante de um filme fraco. Vemos cenas mostrando nuvens em time-lapse (imagens aceleradas) preenchendo a tela, enquanto ouvimos uma narração de trechos bíblicos, remetendo aos filmes da década de 90. As motivações do filme não são bem desenvolvidas, algumas cenas chegam a ser constrangedoras de tão mal realizadas. Eu acredito num aleijado voltar a andar, mas ver sua perna crescendo novamente de uma hora pra outra não foi crível.


Veja trailer de Eu Acredito:

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Dias Vazios


Drama existencial Dias Vazios [Brasil, 2018] estreia de Robney Bruno Almeida, é uma livre adaptação do romance “Hoje Está Um Dia Morto” de André de Leones. A trama aborda os dias vazios de nossos jovens do ensino médio, que sem perspectivas se entregam aos prazeres do sexo e das drogas na juventude, destruindo o futuro promissor de muitos deles.


O casal Jean (Vinícius Queiroz) e Fabiana (Nayara Tavares), um casal de namorados, cursam o último ano do ensino médio num colégio católico em uma pequena cidade do interior. Ele é um jovem revoltado, que não suporta a cidade onde vive. Ela vive contestando a freira (Carla Ribas) que coordena a escola em que estuda Ambos vivem o típico dilema de deixar a cidade em busca de um novo destino ou ficar e continuar a história dos seus pais. Após passarem o dia juntos, Jean toma uma decisão inesperada e Fabiana desaparece.


Dois anos após o desaparecimento do casal, outro aluno da mesma escola decide escrever um livro sobre o assunto. Trata-se de Daniel (Arthur Ávila) também pessimista, que conversa apenas com a namorada, Alanis (Natália Dantas). Obcecado pela história de Jean e Fabiana, Daniel busca por pistas sobre o que aconteceu com eles, de forma que possa concluir seu livro. Para eles essa busca se transforma numa chance de reinventar suas vidas.

A passagem de tempo do filme não fica muito clara no decorrer da trama e a separação dos capítulos não ajuda muito. Mas fica nítido de como é importante compreender o passado, para podermos traçar novos caminhos em nosso futuro. Daniel se torna escritor, graças a sua curiosidade aliada ao talento nato. Ao investigar a vida de Jean e Fabiana, ele decidiu não trilhar o mesmo caminho, embora tenha vivenciado muitas situações semelhantes as vividas pelo outro casal (mesma escola, situações semelhantes como a da rifa, mesma lanchonete, etc)

A limitação de espaço do filme, torna ele um pouco inflexível. Estamos sempre presos em sala de aula, ou no colégio, o no máximo nas ruas da pequena cidadezinha de Silvânia, interior de Goiás. Por mais que isso denote a noção de impossibilidade de deslocamento e a ausência de perspectiva sobre o futuro, nós que fomos criados numa metrópole, estranhamos o ostracismo vivido por aqueles jovens, muito bem representada pela fotografia opaca do longa.

Veja o trailer de Dias Vazios:

Cine Ceará bate recorde de inscritos pelo quarto ano consecutivo


O 29° Cine Ceará- Festival Ibero-americano de Cinema, que acontecerá de 31 de agosto a 07 de setembro de 2019 no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, bateu recorde de inscritos para a Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem, pelo quarto ano consecutivo.
Nesta edição, o festival recebeu 1.271 inscrições de filmes de 12 países (México, Argentina, El Salvador, Venezuela, Chile, Peru, Espanha, Portugal, Cuba, Colômbia, Bolívia e Brasil). Deste total, 286 inscritos foram para a Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem. Resultado que correspondeu às expectativas em comparação as edições anteriores. Já a Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem bateu recorde com 985 inscrições realizadas por representantes do Distrito Federal e de 25 estados, sendo 102 produções cearenses.
Edições anteriores
Em 2018, o Festival recebeu 1.222 filmes de 18 países, dos quais, 286 inscritos para a Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem e 936 para a Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem. Em 2017, foram 1.113 filmes de 17 países, sendo 260 longas e 853 curtas. Em 2016 o festival recebeu 966 inscrições de 16 países, dos quais, 254 longas e 712 curtas.
Além das mostras competitivas, o festival traz mostras paralelas, exibições especiais, debates, oficinas e a forte presença de profissionais das mais diversas áreas do audiovisual, em especial do cinema local, nacional e internacional. Anualmente o Festival leva ao público cearense uma parcela significativa da produção ibero-americana, promove a divulgação de novos talentos do audiovisual e proporciona um rico intercâmbio entre cineastas e estudantes de diferentes culturas.
O 29º Cine Ceará é uma promoção da Universidade Federal do Ceará, através da Casa Amarela Eusélio Oliveira, com apoio do Governo do Estado do Ceará por meio da Secretaria da Cultura, da Prefeitura de Fortaleza através da Secultfor e do Ministério da Cidadania – Secretaria Especial da Cultura. A realização é da Associação Cultural Cine Ceará e da Bucanero Filmes e conta com patrocínio de empresas públicas e privadas, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, através da SP Combustíveis, M. Dias Branco e Café Santa Clara. Conta ainda com o patrocínio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (SIEC), pelo Mecenato Estadual do Ceará. Agradecimentos: Enel.
SERVIÇO
29° Cine Ceará - Festival Ibero-americano de Cinema - De 31 de agosto a 07 de setembro deste ano em Fortaleza, Ceará. Informações: www.cineceara.com. E-mail: contatos@cineceara.com. Tel: (85)3055-3465 e 3261-0646.
Fonte: Assessoria de Imprensa

domingo, 2 de junho de 2019

CCO 2019 - 3ª Etapa - Aquiraz Riviera - Aquiraz/CE


Na manhã deste 2 de junho de 2019, a família orientista esteve celebrando o aniversário de 100 anos do Colégio Militar de Fortaleza, com uma prova inesquecível no Complexo Aquiraz Riviera, homenageando esse secular Estabelecimento de Ensino.


Após a execução do Pavilhão Nacional, e um necessário briefing de segurança, os atletas se dirigiram para a partida e pudemos desfrutar de tão bela estrutura para a prática de nosso esporte.


Como foi maravilhoso correr em tão belas paisagens. Já havia feito uma prova do Circuito Fases da Lua no local, mas correr durante o dia também foi prazeroso.


No final, dei o melhor de mim, mas fiquei em segundo colocado, dentre os mais de 20 inscritos em minha categoria: HMasB. Fiz a prova em 1h05min, 44 segundos depois do melhor tempo.


O Clube de Orientação Desporto e Lazer, esteve representado com 24 atletas, que deram o seu melhor nos percursos e alcançaram bons resultados. Destaque para a Alice Sousa de Aquino (campeã Damas Infantil N) e Antonio Carlos (campeão na Homens Veterano B).


Fiz uma corrida bem segura. Meus treinos físicos de corrida me permitiram ir até o fim num bom ritmo. Não há toa, proticamente liderei a prova até o prisma 10, sendo ultrapassado como de costume, apenas nos prismas finais.


Segue mapa HMasB:

Segue mapa HN1:

Segue resultado HMasB:


Segue resultado HN1:

Segue tabela de resultados:

Segue mais fotos:















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