Na noite desta quarta-feira, 18 de novembro de 2020, acompanhei a esposa Mari num procedimento de retirada de DIU e colocação de outro, no Hospital Maternidade da Hapvida.
Foi tudo bem. demorou um pouco... Mariana ficou logo grogue com a anestesia, mas rapidinho voltou a ficar "acesa" após o procedimento... Tá tudo em paz... O melhor foi o apoio da família Marcelino, que reside em frente ao Hospital Maternidade da Hapvida, e nos proporcionou um banho revigorador e um lauto jantar... Além do Marcelino UP móvel, que nos permitiu ir descansar na quietude de nosso lar...
Pra mim, não foi fácil ficar vendo dezenas de bebês passando, recebendo alta... coisas mais fofas... Deu vontade de pegar algum pra mim... Tentei fazer a Mari desistir da ideia de recolocar o DIU, mas ela estava disposta a impedir meu desejo de ter uma filha...
Documentário Sem Descanso (Brasil, 2018) de Bernard Attal é pertinente e tempestivo, afinal vidas negras importam. Somos apresentados a uma situação rotineira em nosso país, de jovens que desaparecem após serem abordados por policiais militares. Dados comprovam que a polícia brasileira é a mais violenta do mundo, deixando vítimas que são principalmente os jovens negros. Os casos raramente são investigados, e os parentes são deixados a viver na ignorância sobre o destino de seus filhos após um encontro com a polícia militar. Com uma história que nos prende do início ao fim, uma montagem correta e uma abordagem bem coerente, sem lados. O documentário tece a investigação do caso com um debate sobre as raízes históricas e sociais da brutalidade policial.
Geovane, um jovem morador da periferia suburbana de Salvador, Brasil, foi levado, em 2014, por uma viatura da Policia Militar em plena luz do dia. Felizmente, uma câmera de segurança registrou a abordagem policial. Depois de uma investigação conduzida pelo próprio pai e pelo jornal local, o corpo foi encontrado esquartejado e sete policiais foram indiciados, embora até hoje, os criminosos não tenham sido punidos. O pai de Geovane se recusou a descansar até descobrir o paradeiro do seu filho. A narrativa, de caráter investigativo, costura a trama e a procura das raízes históricas e sociológicas da violência policial.
A realidade e a crueza da situação é perturbadora. Ainda mais na sociedade que concorda que "bandido bom é bandido morto", e elege um miliciano para o cargo político mais importante do país. O filme emociona ao narrar a trajetória de um pai em busca de justiça pelo filho assassinado pela polícia. Apesar de todas as provas, vemos como o caso é tratado pela justiça que acaba sendo conivente com tais situações.
O filme traça um paralelo com o movimento Black Lives Matter, e inclusive a cobertura jornalística do caso ocorrido em Salvador, na Bahia, também venceu o Prêmio OAB de Jornalismo, foi revelada por uma série de reportagens do jornalista negro Bruno Wendel, do “Correio” e por investigações feitas pelo pai da vítima, seu Jurandy Silva. O vídeo com as imagens da abordagem, feitas por uma câmera de segurança de uma casa, surgiu apenas oito meses depois em razão da insistência do pai em desvendar o assassinato.
A narrativa do documentário, de caráter investigativo, costura a trama e a procura das raízes históricas e sociológicas da violência policial. A investigação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) aponta o envolvimento de 11 policiais na morte do rapaz, dentro de um quartel da polícia. Sabe-se que a violência policial no Brasil alcançou o nível de um verdadeiro genocídio contra a juventude negra das periferias das cidades. Ressalte-se que a culpa é da sociedade toda, não somente da polícia, mas também dos governantes, do judiciário e da população em geral que tolera tal violência.
Sem descanso já participou de 18 festivais em todo mundo. Além disso, foi vencedor de quatros prêmios: melhor documentário, no Black Montreal International Film Festival; melhor documentário, no Fenavid Santa Cruz da Bolívia; melhor longa, no Araial Cinefest; menção de excelência, no Impact Doc Awards.
Ação Os Novos Mutantes [The New Mutants, 2020] de Josh Boone, não consegue emular a nostalgia que sentimos com os filmes dos X-Men e o vazio que eles deixaram após os pífios últimos filmes da franquia. Neste thriller de terror, não simpatizamos com nenhum dos jovens que lutam para entenderem seus superpoderes, e a história nos leva do nada a lugar nenhum.
A trama acompanha um grupo de jovens mutantes está sendo mantido em um hospital isolado para monitoramento psiquiátrico. Quando ocorrências estranhas começam a acontecer, suas novas habilidades mutantes, e suas amizades, serão testadas enquanto eles lutam para tentar sobreviver.
Os cinco jovens mutantes (Maisie Williams, Blu Hunt, Anya Taylor-Joy, Charlie Heaton e Henry Zaga) descobrem o alcance de seus poderes e lidam com traumas do passado. No entanto, eles são mantidos presos contra a vontade em uma instituição controlada pela Dr. Cecilia Reyes (Alice Braga). Enquanto a médica promete controlar as habilidades do grupo, nada é o que parece.
Roteiro ruim, efeitos terríveis, não há nada que se aproveite.
Neste 15 de novembro, foi dia de escolher nossos representantes municipais. Meu voto para prefeito foi em Renato Roseno (50) e para vereadora, Adelita Monteiro (50000).
Roseno ficou em 6º colocado no pleito, que terá o segundo turno entre Sarto e Capetão. Já Adelita foi a quarta candidata mais votada no PSOL, sendo que só foram eleitas 2 vagas.
Na tarde deste 14 de novembro, nos reunimos no Lago Jacarey para celebrarmos o aniversário da Cristiane. Foi um momento precioso de comunhão, com direito a pizza e bolo surpresa!
Vejam algumas fotos, com destaque para a foto da Cris abraçada pelas crianças:
Terceira e derradeira versão de Apocalipse Now (1979) de Francis Ford Coppola, que foi um dos grandes marcos da história do cinema, e que em 2019 comemorou 40 anos da sua estreia no Festival de Cannes, onde venceu a Palma de Ouro. A nova edição foi acompanhada de perto pelo diretor, num trabalho que ele considera definitivo, feito pela primeira vez através do negativo original, dando ao filme uma qualidade de imagem e som muito superior à anterior.
A história se passa durante a Guerra do Vietnã, quando um jovem capitão americano Willard (Martin Sheen) recebe como missão procurar e assassinar um também americano, Coronel Kurtz (Marlon Brando), um desertor que se escondeu na selva e passou a comandar guerrilheiros no Camboja, onde é adorado como um semideus.
Trata-se basicamente de um filme contra a Guerra do Vietnã. O filme tinha um enorme desafio nas mãos apenas por sua temática, que trata das atrocidades cometidas pelo exército dos Estados Unidos no Vietnã, sendo que as filmagens começaram em 1976, apenas um ano após o fim da tão infame guerra
Coração das Trevas, conto de Joseph Conrad que serve como base para a trama, já havia tentado ser adaptado por Orson Welles (Cidadão Kane) sem sucesso. Acabou se tornando uma obra-prima sobre os horrores da guerra, e seus efeitos nos soldados. Contando com cenas primorosas ao som de The End dos The Doors e a Cavalgada das Valquírias de Wagner, além do cheiro de Napalm pela manhã...
Rever o clássico em 2020 se torna ainda mais visceral quando se entende seu verdadeiro custo. Em uma era pré-efeitos visuais de computador, a ambição de Coppola só podia ser realizada na prática. O diretor recebeu autorização do governo local para bombardear as florestas do país com napalm, líquido altamente inflamável cuja destruição massiva definiu a face da Guerra do Vietnã.
Após praticamente um ano de angústia, gasto irresponsável e insanidade, Francis Ford Coppola enfim concluiu Apocalypse Now. Naquele ponto o diretor não só havia apanhado da vida e de sua própria ambição, mas também da imprensa. Durante toda a novela de seu desenvolvimento catastrófico, a mídia cobriu cada erro e fracasso com afinco. Afinal, o longa era o mais caro da indústria até então, e facilmente podia virar o maior desastre da história do cinema. No entanto, o longa fez mais de US$150 milhões de bilheteria, foi fortemente elogiado pela crítica, venceu dois Oscars (Melhor Som e Melhor Fotografia), e é considerado uma das melhores obras que o cinema já proporcionou.
Na noite deste 12 de novembro, estivemos em família no Plus Buffet celebrando o primeiro aniversário do Saulo, filho do Diego e da Salene. A decoração com a Turma do Mickey estava linda, e eu estava vestido à caráter.
Chegamos cedo para aproveitarmos ao máximo a estrutura do local. Foram servidos deliciosos salgados, além de um jantar saboroso.
Brincamos bastante e fomos praticamente os últimos a deixarmos o local da festa. Desejamos muita saúde ao Saulo e que cresça com vigor!
Comédia dramática Tel Aviv em Chamas (2018) de Sameh Zoabi cativa com uma sátira da vida real, com um novo olhar ao conflito árabe-israelense, dentro de uma novela de espionagem que se passa antes da Guerra dos Seis Dias, aproveita situações reais do cotidiano, para compor a ficção novelesca e dentro da ficção apresentada.
A trama acompanha o palestino Salam (Kais Nashif), que trabalha como assistente de produção de uma popular novela árabe, produzida em Ramala “Tel Aviv em Chamas”. Todos os dias, para chegar ao estúdio de televisão, ele precisa passar pelo posto de controle israelense, na fronteira entre Israel e Palestina, onde trabalha o general comandante israelense Assi (Yaniv Biton), cuja esposa é muito fã da novela. Para impressioná-la, Assi acaba chantageando Salam para alterar o roteiro do programa, o que acaba garantindo ao jovem palestino uma inesperada promoção como roteirista. A carreira de Salam como escritor acaba decolando, mas seu maior desafio será como terminar a trama, pois o comandante e os investidores discordam de como a trama deve terminar, colocando Salam em uma posição difícil.
O grande acerto do filme, é focar no roteirista que não possui inspiração para criar situações que façam o público aficionado pela produção continuar acompanhando. Com bons ouvidos para ouvir conversas, ele até se esforça para tentar criar seu próprio roteiro, mas sempre acaba se apoiando nos pensamentos de outros. Do elenco coadjuvante, destaque para a atriz francesa, Tala (Lubna Azabal), e para o amor do passado, Mariam (Maisa Abd Elhadi). Em tempos de tanto ódio e intolerância, é bom ver um filme que provoca humor com uma situação que a priori é tensa politicamente.
Drama de suspense romântico Rebecca - A Mulher Inesquecível (2020) de Ben Wheatley é baseado no romance de 1938 do mesmo nome de Daphne du Maurier, refilmagem do clássico de 1940 de Alfred Hitchcock.
Na trama, uma jovem de origem humilde (Lily James) se casa com um rico nobre (Armie Hammer) e se muda para sua intimidadora mansão na costa da Inglaterra. Chegando lá, ela passa a viver às sombras da falecida Rebecca, a misteriosa esposa anterior de seu marido, descobrindo, aos poucos, misteriosos segredos sobre seu passado.
Gostei muito da primeira parte do filme, mas depois que ela se casa, o filme vai se tornando sombrio e perdendo o encanto e ficando incoerente entre o segundo e o terceiro ato..... Existe uma pressa do roteiro de desenrolar a narrativa, desde à apresentação da equipe que trabalha em Manderley até chegar à investigação da segunda Sra. de Winter sobre o que houve com Rebecca. A personagem de Lily James não só não possui um primeiro nome; ela percorre os corredores da mansão como se estivesse fugindo (e também indo atrás) de um fantasma que nunca conheceu, mas que possui força suficiente para assustá-la em vida. Este comportamento e o olhar do diretor para com a protagonista é interessente, mas vai se perdendo lentamente.
Na manhã deste 8 de novembro de 2020, após 10 meses da realização da última prova de orientação no Ceará (a 1ª etapa do CCO 2020), tivemos um treino excelente, com todo cuidado que os tempos atuais exigem, e o carinho de sempre da turma do Cofort, com direito a mimo e tudo...
A caminho do local de prova, paramos para um café da manhã em família. Assim, chegamos já bem alimentados ao local de prova, em Água Verde, Guaiúba/CE, na Fazenda do Cabo Tabosa.
Os protocolos e trâmites de segurança foram muito bem aplicados, a ideia de kit por drive thru foi excelente, o mapa ao estilo Rogaine foi bem desafiador, após a prova um delicioso banho no açude, e a cobradora do distanciamento social entre as pessoas cumpriu bem a tarefa não permitindo aglomerações no pós prova. Além disso, tivemos um sol encomendado pra cada participante.
A diferença do terreno entre a corrida no período chuvoso (início do ano) e do treino de ontem era enorme, proporcionando um certo grau de dificuldade ao treino.
Os meus filhos me acompanharam ao longo do percurso, então acabei fazendo uma pontuação pequena. Já o Sahel, foi o único na categoria Homens Infantil participando. Segue nosso tempo conforme apuração:
Os meninos foram guerreiros. Enfrentaram as dificuldades e perrengues e se superaram. Queriam sempre retornar para a partida, mas fui sempre conduzindo eles para novos desafios e mais prismas. Luca teve um arranhão ao transpor uma cerca, mas nada de mais grave. Tive o privilégio de ainda carregá-lo nos ombros em alguns trechos. Segue mais fotos, onde vemos a gente partindo para a aventura, e retornando para a chegada:
Espetáculo teatral A Lista (2020) de Guilherme Piva mostra que mesmo em tempos de pandemia, há espaço para delicadeza no convívio dos seres humanos. A peça, conta com uma parceria em cena de Lilia Cabral, que retorna aos palcos após 5 anos, e sua filha Giulia Bertolli.Na trama que de passa durante a quarentena, uma jovem chamada (Giulia Bertolli), se oferece para fazer as compras de supermercado para a vizinha (Lília Cabral), uma senhora solitária que vive em Copacabana. Mas o encontro das duas detona um turbilhão de sentimentos.
Lilia interpreta Laurita, uma viúva solitária, moradora de Copacabana, professora orgulhosa da rede estadual por 35 anos, que sofre com o isolamento durante a pandemia do novo coronavírus. Diante da idade avançada (grupo de risco), ela aceita a ajuda de Amanda, uma jovem cantora de ópera que enfrenta problemas familiares, passa a fazer as compras de mercado da vizinha mais velha.
Com a proximidade forçada, fica clara a lacuna geracional entre as duas: as confusões começam por conta de um maço de chicória, tomam uma proporção gigantesca e acabam transformando ambas. O texto do dramaturgo Gustavo Pinheiro, com referências atuais, ainda evoca a simpatia dos espectadores. Uma frase em especial do texto me chamou a atenção: “Todo teatro é uma sala de aula. E vice-versa”. Nada mais pertinente, para tantas casas com crianças, que viraram verdadeiras salas de aula. E não há nada como aprender diariamente com a vida, ela que tanto nos ensina.
Classificação etária indicativa: 12 anos Duração: 50’.
Veja o espetáculo A Lista, disponibilizado on-line, com transmissão direta do Teatro Claro RJ, sem a presença de plateia e com adoção de todas as medidas para prevenção à Covid-19: