quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Piores Filmes 2020: Cinema

 


Com a pandemia, diminuí consideravelmente a quantidade de filmes vistos no cinema. E no streaming, um filme ruim é bem mais fácil de abandonar. Ruim mesmo foi ficar seis meses longe da sala escura. Segue lista dos piores de 2020, visto no cinema:



Terror O Farol [The Lighthouse, Canadá, Estados Unidos, 2019], de Robert Eggers conta a história de dois guardas de farol em uma remota e misteriosa ilha da Nova Inglaterra na década de 1890. Achei o filme impactante em sua proposta de mostrar a falta de humanidade de dois seres humanos enlouquecidos ao viverem presos numa ilha. Não gostei e achei de extremo mau gosto.


Aventura Jumanji: Próxima Fase  [Jumanji - The Next Level, Estados Unidos, 2018], de Jake Kasdan dá continuidade a aventura juvenil Jumanji – Bem-vindo à Selva (Jumanji - Welcome To The Jungle, Estados Unidos, 2016), se mostrando um caça níquel, sem o saudosismo que anterior trouxe ao clássico Jumanji (1995) de Joe Johnston.



Blockbuster Aves de Rapina - Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa [Birds of Prey (And the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn), Estados Unidos, 2018], de Cathy Yan conta a história tortuosa contada pela própria Arlequina, personagem da DC Comics, bem do jeito dela. Infelizmente o filme está mais para Esquadrão Suicida (Suicid Squad, 2016) de David Ayer do que para Coringa (Joker, 2019). Mais um fracasso da DC.



Aventura juvenil Os Novos Mutantes [The New Mutants, 2020] de Josh Boone, não consegue emular a nostalgia que sentimos com os filmes dos X-Men e o vazio que eles deixaram após os pífios últimos filmes da franquia. Neste thriller de terror, não simpatizamos com nenhum dos jovens que lutam para entenderem seus superpoderes, e a história nos leva do nada a lugar nenhum.



Drama Mank (2020) de David Fincher acompanha a história tumultuosa do roteirista Herman J. Mankiewicz da obra-prima icônica de Orson Welles, Cidadão Kane (1941) e sua luta pelo crédito do script do grandioso longa. Tem toda aura de filme oscarizável, focado no público cinéfilo da velha guarda, mas ainda assim o longa não me agradou.


Melhores Filmes 2020: Cinema e Streamings


O ano de 2020 foi atípico para todos. Para o cinema em especial, foi um ano difícil, catastrófico, com as salas fechadas por mais de 5 meses (de abril a agosto), em virtude da pandemia.

Isso fez com que o mercado cinematográfico tivesse que se adaptar, e os streamings tiveram um crescimento fora do comum, com as famílias em casa, tendo como opção uma variedade de filmes. Eu sou cinéfilo, mas tive que me render aos poderes da Netflix, Amazon Prime e até Disney Plus agora no fim do ano.

Em 2020 vi apenas 53 filmes no cinema. Número mais baixo, ao longo dos 15 anos que registro minhas sessões cinematográficas. Até então, 2011, ano do nascimento do meu filho, era o ano que havia visto menos filmes: 56. 

Em compensação, vi 94 filmes e/ou séries nos streamings. compartilho aqui com vocês o que vi de melhor. Segue relação, na ordem que vi:

Cinema


Drama O Preço da Verdade - Dark Waters [Dark Waters, Estados Unidos, 2019], de Todd Haynes, é relevante ao apresentar a saga de um advogado para descobrir um sombrio segredo escondido por uma das maiores empresas do mundo e levar justiça a uma comunidade perigosamente exposta por décadas a produtos químicos mortais.


Animação da Pixar Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica, [Onward, Estados Unidos, 2019], de Dan Scanlonapresenta dois irmãos elfos adolescentes que embarcam em uma missão extraordinária para passar um dia com o pai.



Drama Fuga de Pretória (Escape From Pretória, 2020) de Francis Annan, narra a incrível história de dois homens brancos sul-africanos que foram presos por terrorismo em razão do seu envolvimento em operações secretas contra o Apartheid e que conseguiram fugir de uma prisão na África do Sul, usando a inteligência.


Documentário Sem Descanso (Brasil, 2018) de Bernard Attal é pertinente e tempestivo, afinal vidas negras importam. Somos apresentados a uma situação rotineira em nosso país, de jovens que desaparecem após serem abordados por policiais militares.


Comédia familiar 10 Horas Para o Natal [10 horas para o natal, Brasil, 2018], de Cris D’Amato, tem uma história cativante, sendo uma fábula natalina propícia para o período das festas de fim de ano. De forma leve e dinâmica, a história mostra como o espírito natalino é capaz de estreitar laços e reconectar pessoas

Streamings - Filmes


Drama turco Milagre na Cela 7 (7 Kogustaki Mucize, 2019) de Mehmet Ada Öztekin emociona com a comovente história de amor entre um pai e uma filha. Impossível conter as lágrimas.


Nacional cristão Quando o Sol se Põe (2020) de Fabio Fariasurpreende pela abordagem natural no que diz respeito aos dogmas religiosos ao apresentar um grupo de jovens, que está afim de participar do festival musical da faculdade. Com bons pontos de reflexão sobre os desafios da vida, a importância da união e da amizade para encarar o dia a dia, do quanto a fé impulsiona as pessoas mesmo nos momentos mais obscuros e a importância de colocarmos verdade e todo o nosso coração nas coisas que fazemos, pois quando vem do coração, é sincero.


Documentário Magos do Cubo (The Speed Cubers, 2020) de Sue Kim mostra a vida e a rotina de dois campeões de speedcubimg Max Park e Feliks Zemdegs. Consegue inclusive emocionar com sua simplicidade, ao mostrar o lado autista de Max Park e como a rivalidade foi bem utilizada por ambos.


Documentário O Dilema das Redes  (The Social Dilemma, 2020) de Jeff Orlowski, mostra como as redes sociais exercem influência em nossas vidas, e os danos que elas causam no ser humano. Me fez desativar boa parte das notificações que recebo em meu smartphone.


Drama Os Sete de Chicago (The Trial of the Chicago 7, 2020) de Aaron Sorkin é altamente pertinente, ao apresentar o que houve no julgamento dos eventos que ocorreram em 1968 em Chicago, nos eventos políticos norte americanos. É fato, que os protestos democráticos moldam a História, tanto que este julgamento se tornou célebre pelo fato da injustiça reinar. Por mais que o filme aborde temas pesados, o filme é leve! Certamente estaria no meu TOP 3 do ano.


Curta metragem Se Algo Acontecer... Te Amo (If Anything Happens I Love You) de Michael Govier e Will McCormack cativa ao apresentar uma melancólica história sentimental de uma família e chama atenção por ter recebido destaque na plataforma de streaming. É basicamente uma animação para adultos.

Drama Era Uma Vez Um Sonho (Hillbilly Elegy, 2020) de Ron Howard, baseado no best-seller número 1 do New York Times escrito por J.D. Vance, retrata uma jornada de sobrevivência e triunfo ao acompanhar a história de uma família ao longo de três gerações. O filme me pegou num momento sentimental forte e me fez chorar copiosamente. Certamente foi o que mais me marcou em 2020.


Comédia nacional Tudo Bem No Natal Que Vem (Brasil, 2020) de Roberto Santucci se inspira no clássico Feitiço do Tempo (1993) de Harold Ramis para emocionar o público com uma fábula natalina e o talento cômico de Leandro Hassum acordando diariamente no Natal. Divertido e supreendentemente emocionante.


Documentário Emicida: AmarElo - É Tudo Pra Ontem (Brasil, 2020) de Fred Ouro Preto conta com animações, entrevistas e cenas de bastidores do show do rapper Emicida no Theatro Municipal de São Paulo em 2019 como espinha dorsal, explora a produção do projeto de estúdio AmarElo e, ao mesmo tempo, a história da cultura negra brasileira nos últimos 100 anos. É um suprasumo de talento esse rapper.


Drama A Voz Suprema do Blues (Ma Rainey’s Black Bottom, 2020) de George C. Wolfe é baseado na peça de 1984, vencedora do prêmio Pulitzer August Wilson, e além de ter uma última participação de Chadwick Boseman, conta com mais um show de Viola Davis. Filme bem teatral, com roteiro repleto de falas eloquentes.


Animação Soul (2020) de Pete Docter estreiou no Disney Plus, streaming da Disney, apresentando de forma criativa uma alternativa do pós vida e do pré vida, buscando ensinar a viver a melhor versão de nossa vida. É Pixar sendo Pixar. Merecia ser visto na sala de cinema.


Drama O Som do Silêncio (The Sound Of Metal, 2020) de Darius Marder não é um filme clássico de superação, mas mostra a importância de aceitar a si mesmo ao narrar a história de um baterista que começa a perder a audição. O filme ensina uma lição gigante sobre o querer e o poder em casos onde as pessoas não detém controle do que pode ser feito, ou curado

Streamings - Série ou Minisérie


Documentário esportivo Arremesso Final (The Last Dance, 2020) de Jason Hehir, acompanha a temporada de 1997-98 dos Bulls do início ao fim, além de cobrir o restante da notável carreira de Michael Jordan. Conheça a lenda desde quando ele era uma estrela emergente até se tornar uma força de marketing mundial. Dá uma nostalgia dos bons tempos que acompanhava partidas de basquete da NBA.


Documentário esportivo Sunderland Até Morrer (Sunderland 'Til I Die) era pra apresentar o retorno do time da Ingleterra a Premiere Ligue, mas mostra é a queda do time para a Série C do país. Impossível um torcedor do Fortaleza não se identificar com a amarga decaída do time. A segunda temporada, acompanha o time empatando demais e fazendo com que não consiga retornar a Série B, amargando mais um ano de Série C, chamada de League One. 


Suspense de ficção científica Noite Adentro (Into the Night, 2020) de Jason George, baseado na graphic novel lThe Old Axolotl de Jacek Dukaj É a primeira série belga da Netflix e nos apresenta 12 estranhos que entram no mesmo avião, onde a única coisa que tinham em comum era o destino do voo. A série mostra a jornada desse grupo que foge do sol após um evento solar repentino. Sem destino certo, eles mergulham Noite Adentro. De tirar o fôlego.


Famosíssima La Casa de Papel apresenta um grupo de ladrões tentando assaltar a Casa da Moeda da Espanha, nas duas primeiras temporadas e o Banco da Espanha nas terceiras e quartas temporadas. Simplesmente fenomenal. Ação, aventura, drama, suspense e muito amor envolvido. Me fez maratonar como se não houvesse amanhã.


Coleção de curtas Feito em Casa dirigido por cineastas aclamados de várias partes do mundo, foram realizados durante o período de isolamento social em 2020 em vários cantos do mundo, servem de registro histórico desse momento que a humanidade está enfrentando.


Épico O Último Reino (The Last Kingdom) apresenta em suas 4 temporadas disponíveis na Netflix a adaptação das Crônicas Saxônicas de Bernard Cornwell. É o que temos de melhor num mundo pós Game Of Thrones. Destaque para a construção cinematográfica, contendo personagens interessantes e muitas vezes complexos, além de respeito às origens literárias e históricas. Originalmente, a série foi produzida pela BBC America e coproduzida pela Netflix. A partir da terceira temporada, a Netflix passou a produzi-la de forma completa, tornando-se oficialmente uma série original da plataforma.


Ficção científica Away (2020) de Andrew Hinderaker, emociona à cada episódio, com muita humanidade ao retratar a ida de uma missão espacial a Marte, numa jornada épica de amor e sacrifício. Inspirada num artigo do jornalista Chris Jones para a revista Esquire sobre a rotina da astronauta Scott Kelly.



Drama O Gambito da Rainha (The Queen's Gambit, 2020) baseada na obra de Walter Tevis, usa o xadrez e a competição entre enxadristas de vários países, para apresentar uma história fantástica de uma menina adotada que superou o vício no alcoolismo e em calmantes e venceu no esporte. Talvez tenha sido a melhor minisérie de 2020.


Drama Inacreditável (Unbelievable, 2019) é relevante ao apresentar situações de abuso sexual em mulheres, sendo investigados por duas policiais. Baseada em fatos reais, conta a história de uma adolescente que retira uma queixa de estupro e é acusada, processada e condenada por fazer uma falsa denúncia de estupro. Anos depois, duas investigadoras seguem evidências que podem, finalmente, revelar a verdade.



Musical Voices Of Fire: Novas Vozes do Gospel (2020) reúne o Bispo Ezekiel Williams, tio do cantor Pharrell Williams e uma equipe de líderes gospel enquanto viajam para a cidade natal de Pharrell, Hampton Roads, Virginia na busca de encontrar um coral com vozes inesquecíveis para fazerem parte de um coral gospel inspirador e multicultural.


Documentário esportivo Tudo ou Nada: Tottenham Hotspur. Temporada 1 mostra como foi a temporada 2019/2020 do clube inglês, vice campeão da Champions League 2018/2019 e que começou mal a temporada, fazendo com que Daniel Levy decidisse demitir Mauricio Pochettino e contratar José Mourinho.

Aniversário do Calebe


Na noite deste 31 de dezembro, estivemos na casa dos pais da Leydianne, celebrando o aniversário de 1 ano do Calebe, filho do Falcão e da Leydianne, que vieram de São Luiz passar a virada por aqui em Fortaleza e aproveitaram a oportunidade.




O Show de Truman - O Show da Vida


Drama O Show de Truman (The Truman Show, 1998) de Peter Weir chamou a atenção do meu filho, e vimos nesse final de ano a historia do Big Brother, onde um humano seria controlado pelos roteiristas de um programa de TV. Nos faz pensar quantas vezes deixamos de viver nossa própria vida, para vivermos escravizados por regras morais, religiosas, familiares...

Na trama conhecemos Truman Burbank (Jim Carrey) é um pacato vendedor de seguros que leva um vida simples com sua esposa Meryl Burbank (Laura Linney). Porém algumas coisas ao seu redor fazem com que ele passe a estranhar sua cidade, seus supostos amigos e até sua mulher. o filme mostra basicamente a vida deste homem que não sabe que está vivendo numa realidade simulada por um programa da televisão, transmitido 24 horas por dia para bilhões de pessoas ao redor do mundo. Truman começa a suspeitar de tudo o que ocorre ao seu redor, e embarca em uma busca para descobrir a verdade sobre sua vida. Após conhecer a misteriosa Lauren (Natascha McElhone), ele fica intrigado e acaba descobrindo que toda sua vida foi monitorada por câmeras e transmitida em rede nacional.


No Oscar 1999, The Truman Show foi indicado em três categorias, mas não venceu nenhuma. Peter Weir recebeu uma indicação para "Melhor Diretor", enquanto Ed Harris foi indicado para "Melhor Ator Coadjuvante" e Andrew Niccol para "Melhor Roteiro Original". Muitos acreditaram que Jim Carrey iria receber uma indicação a Melhor Ator, porém isso não ocorreu. Em contraste, o filme foi um sucesso no Globo de Ouro. Carrey ("Melhor Ator de Drama"), Harris ("Melhor Ator Coadjuvante") e Burkhard Dallwitz e Philip Glass ("Melhor Trilha Sonora Original") venceram em suas respectivas categorias.

Acompanhe o trailer de O Show de Truman:




Tudo ou Nada: Tottenham Hotspur. Temporada 1


Terminei o ano de 2020 assistindo a série documental da Amazon Prime, Tudo ou Nada: Tottenham Hotspur. Temporada 1, que mostra como foi a temporada 2019/2020 do clube inglês, vice campeão da Champions League 2018/2019 e que começou mal a temporada, fazendo com que Daniel Levy decidisse demitir Mauricio Pochettino e contratar José Mourinho.

A série me prendeu de uma forma, que me fez maratonar por horas a fio. Saber da chegada da pandemia, tornou o enredo ainda mais dramático, do que ver o time que bateu na trave, não ter a motivação necessária na temporada seguinte e ainda ter que enfrentar sérios problemas com lesões de seus atletas.

Veja o trailer de Tudo ou Nada: Tottenham Hotspur. Temporada 1:



quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Revendo Forrest Gump


Vi com meu filho de 9 anos, o clássico Forrest Gump - O Contador de Histórias (1994) de Robert Zemeckis, inspirada no livro homônimo Forrest Gump, de Winston Groom, lançado em 1986, que se tornou um grande sucesso de crítica e alcançou diversos prêmios.

Mesmo com o raciocínio lento, Forrest Gump (Tom Hanks) nunca se sentiu desfavorecido. Graças ao apoio da mãe, ele teve uma vida normal. Seja no campo de futebol como um astro do esporte, lutando no Vietnã ou como capitão de um barco de pesca de camarão, Forrest inspira a todos com seu otimismo. Mas a pessoa que Forrest mais ama pode ser a mais difícil de salvar: seu amor de infância, a doce e perturbada Jenny.

A narrativa se passa nos EUA e conta sobre a vida de Forrest Gump desde sua infância até a fase adulta. Forrest é um menino que apresenta um modo diferente de enxergar o mundo e relacionar-se com as pessoas. Por conta disso, todos o apontam como um "idiota". Apesar disso, ele sempre se considerou esperto e capaz, pois sua mãe o educou para ter autoconfiança e nunca deixar que os outros o convencessem de que ele era um inútil.

Assim, o garoto cresce cultivando seu "bom coração" e ingenuidade, e acaba envolvendo-se involuntariamente em momentos marcantes da história dos EUA. Uma personagem importante também é Jenny, seu grande amor. A jovem, que o conheceu ainda criança, teve uma infância complicada, o que se reflete em sua vida.

A trama se inicia com a imagem de uma pena branca sendo levada pelo vento e delicadamente pousando aos pés de Forrest, que está sentado no banco de uma praça. Aqui podemos interpretar essa pena como um símbolo da vida do próprio personagem, que se deixa levar pelas circunstâncias, sendo conduzido apenas por seu desejo de fazer o bem.

O homem tem nas mãos uma caixa de chocolates e oferece um bombom a cada desconhecido que se senta ao seu lado, inciando então uma conversa a fim de relatar uma passagem de sua vida. Nesse primeiro momento é quando ele cita uma frase de sua mãe que será lembrada em outras ocasiões: "A vida é como uma caixa de bombons, você nunca sabe o que vai encontrar." Com esse pensamento, podemos deduzir que muitos fatos surpreendentes virão.

Dessa forma, a história começa a ser narrada em primeira pessoa, com o próprio protagonista contando sua trajetória desde a infância. Quando garoto, Gump foi diagnosticado com problemas de mobilidade e por conta disso usava um aparelho nas pernas que dificultava seu caminhar. Além disso, tinha um QI abaixo da média e era bastante ingênuo, compreendendo as situações à sua volta de uma maneira bem peculiar. No filme não se sabe exatamente qual é a limitação de Forrest, mas hoje em dia, analisando sua personalidade, pode-se especular que seria um tipo de autismo, como a síndrome de Asperger.

É interessante perceber como a história de Forrest Gump se entrelaça com a história de seu próprio país. O personagem, com seu jeito ingênuo, mas com muitas habilidades, envolve-se involuntariamente em vários fatos históricos norte-americanos. Para tanto, a produção contou com um trabalho primoroso de efeitos visuais, o que permitiu que a imagem do ator fosse inserida em cenas marcantes da trajetória dos EUA. Dessa forma, Forrest conheceu Jonh Lennon, os Pantera Negras, três presidentes, além disso, investiu na Apple, participou da Guerra do Vietnã, entre outros acontecimentos. Podemos concluir que Forrest foi um sujeito sem grandes ambições, mas mesmo assim conquistou o mundo. Já Jenny, que tinha sede de liberdade e queria muito da vida, pouca coisa alcançou.

Assista ao trailer de Forrest Gump - O Contador de Histórias:



Alex Câmera 10


Documentário Alex Câmera 10 (2019) de Caue Serur Pereira serve como registro histórico de um dos maiores craques que o futebol já produziu, e talvez o último dos clássicos camisas 10, apontado por muitos como um dos melhores canhotos do futebol brasileiro.

A decisão do idolatrado jogador Alex de voltar a vestir a camisa do Coritiba depois de destacadas passagens por seleções nacionais e internacionais causou grande comoção na comunidade futebolística e virou tema desse documentário que aborda seus dois últimos anos de carreira, contando com entrevistas exclusivas de ícones do futebol que cruzaram seu caminho.

Revelado pelo Coritiba, Alex se tornou ídolo no Palmeiras e Cruzeiro onde conquistou títulos importantes e entrou para a honrosa história desses dois clubes. Na seleção brasileira, além de títulos, fez gols memoráveis, embora nunca tenha sido lembrado nas convocações de Copa do Mundo. Mas foi na Turquia que vivenciou o ápice de sua carreira. Em oito anos, muito mais importante que os belos gols e os títulos, ele ganhou o status de maior jogador estrangeiro de todos os tempos, idolatrado pelos torcedores do Fenerbach e respeitado pelos rivais.

O filme acompanha a trajetória de Alex desde que rescindiu seu contrato na Fenerbach após um desentendimento com o técnico Aykut Kocaman e o presidente Aziz Yildirim em setembro de 2012.
Com propostas milionárias para jogar por grandes clubes do futebol brasileiro como Flamengo, Cruzeiro, Palmeiras e Grêmio, Alex opta por voltar a vestir a camisa do Coritiba, seu clube do coração, o time que o revelou.

A obra mostra desde a chegada do jogador com calorosa recepção da torcida alviverde com mais de 10 mil pessoas no estádio Couto Pereira e acompanha o jogador pelos dois últimos anos da carreira desfilando seu futebol de Norte a Sul do país em 2013 e 2014.

No roteiro, momentos marcantes como o primeiro título com a camisa do Coritiba, em cima do rival Athletico, dando ao clube um tetracampeonato estadual, algo que não acontecia há 40 anos; o gol de numero 400 e o jogo mil da carreira, além das dramáticas partidas que livraram o Coritiba do rebaixamento para a série B por dois anos seguidos.

O filme mostra ainda as homenagens que o jogador recebeu pelo Palmeiras e Cruzeiro após a aposentadoria, reunindo jogadores que estiveram ao seu lado nas conquistas por esses clubes e também alguns dos maiores ídolos da historias das duas agremiações.

Em 2015 foram gravadas cenas em Istambul que mostram a idolatria de Alex no país e explica o porquê ele se tornou o maior jogador estrangeiro de todos os tempos. Destaque para o relato de um soldado que perdeu os pés na guerra e tem uma prótese com o mesmo formato dos pés de Alex e um tatuador que fez centenas de imagens do craque são dois dos entrevistados em Istambul.

O filme conta com um elenco recheado de grandes jogadores brasileiros como Pepe, parceiro de Pelé no Santos, que foi seu primeiro treinador profissional; o maior ídolo do Flamengo, Zico, que o treinou no Fenerbach; Dirceu Krüger e Sicupira, os dois maiores jogadores da dupla Atletiba; Evair, Neto, Juninho Pernambucano, Gilberto Silva, Djalminha, Dirceu Lopes, Afonsinho, o goleiro Marcos, entre outros. Tem ainda os jornalistas Paulo Vinicius Celho (Fox), Mauro Betting (Esporte Interativo) e Juca Kfouri (UOL e ESPN).

Assista ao trailer de Alex Câmera 10:



Revendo Avatar


Um dos filmes de maiores bilheterias nos cinemas, Avatar (2009) de James Cameron, tive a oportunidade de rever com meus filho primogênito esse épico de ficção científica, 11 anos depois e ele continua magnífico. O filme rendeu mais de 2 bilhões e 700 milhões de dólares, com a maior parte dos ingressos vendidos para sessões 3D, o que o levou a ganhar o título de filme mais rentável da história, que ele manteve por quase 10 anos, até ser ultrapassado por Vingadores: Ultimato (em valores não ajustados para inflação)

No exuberante mundo alienígena de Pandora vivem os Na'vi, seres que parecem ser primitivos, mas são altamente evoluídos. Como o ambiente do planeta é tóxico, foram criados os avatares, corpos biológicos controlados pela mente humana que se movimentam livremente em Pandora. Jake Sully (Sam Worthington), um ex-fuzileiro naval paralítico, volta a andar através de um avatar e se apaixona por uma Na'vi. Esta paixão leva Jake a lutar pela sobrevivência de Pandora. A trama é rasa, apresentando colonizadores malvados que ameaçam um povo que vive em comunhão com a natureza. A história se passa em torno da lua Pandora, que orbita um planeta gigantesco em um sistema solar distante. Pandora é muito rica no metal unobtanium, o que desperta a cobiça dos invasores humanos, que precisam lidar com a população local (os Na'vi).

Os primeiros contatos são feitos de forma pacífica, através de Avatares, em um projeto liderado pela Dra. Grace Augustine, vivida por Sigourney Weaver (em seu primeiro trabalho com Cameron desde Aliens), e o soldado Jake Sully recebe a missão de se infiltrar e interagir com os Na'Vi para descobrir maiores detalhes que poderão ser usados em uma possível invasão.

Vale destacar que Sully usa cadeira de rodas e tem uma experiência realmente profunda ao entrar em seu Avatar. Por conta de um romance com Neytiri (Zoe Saldana), ele passa a lutar do lado dos Na'vi. Se a história de uma espécie em total comunhão com a natureza sendo ameaçada por colonizadores cruéis com grande poderio bélico não é nada original, pelo menos ela é passada em um mundo incrível concebido por James Cameron, uma lua de um planeta gigante com florestas bioluminescentes e montanhas flutuantes.

A maior explicação para o seu impressionante sucesso financeiro se deve ao revolucionário uso de 3D no filme, que foi realmente o grande diferencial do filme, e que levou muita gente para as salas de cinema para conferir a tecnologia. Avatar deu início a uma hegemonia de cinemas 3D, que atualmente perdeu parte da sua força, mas continua sendo interessante para as salas de cinema, que conseguem cobrar mais pelos ingressos.

Incrível como o filme não ficou no imaginário popular. A falta de frases icônicas no roteiro é mesmo uma pena, basta lembrar de outros filmes clássicos de James Cameron, como Titanic e O Exterminador do Futuro 2.

Avatar foi indicado a 9 Oscars, incluindo melhor filme e melhor diretor para James Cameron, mas acabou levando só três, todos em categorias técnicas. O filme garantiu os Oscars de efeitos visuais e direção de arte, além de ter sido agraciado com a prestigiada estatueta de melhor fotografia.

Segue trailer de Avatar:



terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Lorena dos pés Ligeiros


Curta documentário Lorena dos pés Ligeiros (Lorena, la de pies ligeros, 2019) de Juan Carlos Rulfo apresenta a cinematográfica história de Lorena Ramírez, da comunidade mexicana Rarámuri (ou Tarahumara), vive uma vida pacata no campo, até calçar suas sandálias para competir como corredora de ultramaratona. Altamente inspirador.


Em 29 de abril de 2017, María Lorena Ramírez de apenas 22 anos, ficou em primeiro lugar na corrida UltraTrail Cerro Rojo, realizada em Puebla, com a participação de 500 atletas de 12 países e sem treinamento e sem roupas e equipamentos (que achamos) adequados. Ela correu por sete horas e 3 minutos usando uma saia e um par de huaraches (sandálias com sola de pneus). Em 2016, Ramírez ficou em segundo lugar na Ultramaratona Caballo Blanco, no Estado de Chihuahua, na categoria dos 100 quilômetros.

Lorena vive no município de Guachochi com a família. Seu povo é conhecido como rarámuri, que significa pés ligeiros. Vivem isolados, em meio à natureza, numa região de serras, por onde correm com a mesma desenvoltura que demonstram em provas oficiais. Foi o pai, Santiago Ramírez, quem começou a participar das corridas. E foi levando os filhos. A primeira prova em que inscreveu Lorena era uma corrida de 10 quilômetros. Ela ganhou... Depois disso, passou a disputar provas de 50 e 100 quilômetros.

Lorena é tímida, fechada e quase sempre calada. Nas provas de que participa, tem status de celebridade. Pessoas gritam seu nome no percurso e pedem para tirar fotos na chegada. Ela segue séria, zero deslumbre, quase incomodada com o assédio.

Para ir à cidade fazer compras, Lorena e suas irmãs levam entre três e quatro horas andando. Só os homens da família puderam estudar e, para chegar à escola, caminhavam cerca de cinco horas todo dia. É responsabilidade das mulheres cuidar da casa e dos animais –o que faz com que caminhem quase 10 quilômetros diariamente. Todos os integrantes da família, quando vencem alguma prova, dividem o dinheiro com os outros e ajudam os pais. E, apesar do orgulho pelos bons resultados e pelas grandes conquistas, Lorena não parece ambicionar mudanças drásticas em sua vida. Diz que, quando viaja, sente saudade de sua terra. Revela que já usou shorts para correr, mas sempre debaixo da saia. "Não seria a Lorena sem minha saia", decreta. Ao ganhar um par de tênis, agradece, mas diz que provavelmente não usará. "As pessoas que usam isso estão [nas corridas] sempre atrás de mim."


Em 2018, Lorena viajou para a Espanha para executar o Tenerife Bluetrail e ficou em terceiro lugar depois de correr 102 quilômetros, também com suas sandálias, com as quais já percorreu mais de 500 quilômetros no total, incluindo a Maratona da Cidade do México no mesmo ano. Lorena corre pelas montanhas e rios, veste com orgulho sua saia e blusa tradicionais e nos ensina a nunca desistir. "Enquanto meu corpo me permitir, continuarei correndo", diz ela, uma verdadeira inspiração para todo e qualquer atleta de corrida.

Veja trailer de Lorena dos pés Ligeiros:



Sapatinho Vermelho e os Sete Anões


Animação Sapatinho Vermelho e os Sete Anões (Red Shoes and the Seven Dwarfs, 2019) de Hong Sung-Ho é uma releitura do famoso conto da Branca de Neve, sendo uma comédia familiar cheia de humor, romance e ação vai mostrar que a verdadeira magia é ser você mesmo. Relebra um pouco os saudosos filmes do Shrek, que fazia paródia com os clássicos infantis.






Na trama, o beijo da princesa de sapatos vermelhos (Chloe Grace Moretz) é a única cura para os sete anões que, na verdade, são sete príncipes arrogantes. A disputa pelo beijo da princesa fará com que eles mudem suas visões de mundo e entendam o verdadeiro significado da beleza. A garota pensa ter encontrado a verdadeira beleza após achar sapatos vermelhos que dão a ela a aparência de uma princesa. Essa mágica atrairá o interesse da bruxa má, que quer roubar seus sapatos e sua beleza, e a atenção de 7 anões que a levarão para viver grandes aventuras. 


Muito legal vermos uma princesa gordinha, pois nossa sociedade está mudando e nem todas tem um corpo perfeito como as princesas antigas.



Free Solo


Documentário esportivo Free Solo (2018) de Elizabeth Chai Vasarhelyi e e Jimmy Chin apresenta a fantástica aventura inspiradora, emocionante e vertiginosa de Alex Honnold, renomado alpinista de 30 anos que sobe montanhas sem equipamentos de escalada. Vencedor do Oscar 2018 de Melhor documentário.

Na história acompanhamos o alpinista Alex Honnold na aparentemente insana aventura de escalar a montanha rochosa El Capitan sem equipamentos de segurança, em junho de 2017. O início nos apresenta Alex como uma celebridade, estampada em revistas e presente nos talk shows da televisão, para em seguida retirar as máscaras e analisar a pessoa por trás do mito.

Os diretores buscam na infância de Alex os motivos que o levam a ser uma pessoa que praticar um ato de clara vocação suicida. Por que Alex insiste em praticar o “free solo”, ou seja, a escalada sem cordas em locais cada vez mais perigosos? Aos poucos, somos revelados a personalidade de um jovem antissocial, que não foi muito amado pelos pais na infância e demonstra dificuldade em expressar carinho pela namorada.


O documentário tem grande impacto visual sem perder de vista tratar do psicológico do retratado, que claramente desafia a morte. Alex Honnold prova porque é o escalador solo mais bem-sucedido do mundo. Vemos a prepração mental e física para a ousada aventura de escalar o El Capitán, o paredão de 975 metros no Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia, sem cordas ou equipamento de proteção. Se ele conseguir, será o maior paredão que ele, ou outra pessoa, já escalou sem nenhum tipo de equipamento.

Alex não se torna um herói louco e destemido, e sim um alpinista que efetuou um planejamento cuidadoso, obsessivo, durante anos antes de efetuar a perigosa escalada. O “free solo” é visto como uma atividade profissional na qual os riscos são atenuados pelas habilidades desenvolvidas através de treinamentos intensivos.


Veja trailer de Free Solo:



segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

A Dama e o Vagabundo


Live action A Dama e o Vagabundo (2020) de Charlie Bean, baseado na história da revista Cosmopolitan de "Happy Dan, The Cynical Dog", de Ward Greene, atualiza a versão animada do clássico de 1955, que conta a história de amor entre a Dama, uma cocker spaniel mimada, e um vira-lata chamado Vagabundo, que salva a cadelinha do perigo de vagar sozinha perdida pelas ruas.

A qualidade técnica do filme surpreende quem o vê despretensiosamente pelo carisma da produção e a cativante história de amor dos cães. Atualiza a história para a nova geração e tem a cara do streaming. A refilmagem é uma produção mais singela e com orçamento menor do que as re-visitas aos clássicos destinados ao cinema. O que não compromete o resultado, uma vez que o diretor Charlie Bean não se mostra interessado em um uso excessivo de computação gráfica. Utiliza os efeitos visuais pontualmente e sempre em prol da narrativa, quando pode, coloca os verdadeiros astros em cena. O elenco canino.

As mudanças propostas são bem vindas, novas sequências são adicionadas e erros do passado são apagados, como por exemplo, a nova sequência dos gatos siameses da Tia Sarah (Yvette Nicole Brown), que corrige a representação racista e estereotipada de asiáticos. As novidades também são bem vindas, temos uma breve e linda sequência sobre o passado do Vira-lata, que diz muito sobre a sua maneira de ver a vida e melhora seu arco narrativo. Além disso, o filme apresenta um elenco diverso, com seu núcleo humano tendo um casal principal Querido Jim (Thomas Mann) e Querida (Kiersey Clemons) onde uma mulher negra é casada com um homem branco, algo que o racismo da época não permitiria e portanto um esforço importante e bem vindo da produção. Por mais que eles não se destaquem na trama, vale a intenção,

Dama (Tessa Thompson) é uma cocker spaniel de uma família rica, ela é o centro do universo para o casal. Com a chegada do bebê Dama sente perder importância e teme por seu lugar na família. Ela acaba conhecendo um vira-lata sem nome, malandro acostumado a viver nas ruas apelidado pelos amigos de Vagabundo (Justin Theroux). Após um incidente, Dama e o Vagabundo acabam passando um dia juntos e se conhecendo melhor. Assim como no original, a obra apresenta a vida confortável, pacata e segura da alta sociedade. As contrapondo com as dificuldades de quem precisa se valer da malandragem para sobreviver. A denúncia e crítica da diferença de classes sociais está presente e funciona. Ainda que o filme amenize todo o discurso e mensagem sobre a dicotomia de classes.

O vilão é dono da carrocinha (Adrian Martinez) que apesar de uma interpretação mais caricata e divertida é o vilão malvado tradicional que nutre um ódio sem explicação pelo Vagabundo. O destaque dos seres humanos é a dupla F. Murray Abraham e Arturo Castro. Eles são responsáveis por trazer na nova versão a cena mais icônica da animação, e são muito bem sucedidos. É perceptível o cuidado que a produção teve com essa sequência que funcionou tão bem quanto na original. É uma ótima performance da canção clássica “Bella Notte”, que por si só já vale o filme.

Veja o trailer de A Dama e o Vagabundo:



Voices Of Fire: Novas Vozes do Gospel



Série documentário musical Voices Of Fire: Novas Vozes do Gospel (2020) reúne o Bispo Ezekiel Williams, tio do cantor Pharrell Williams e uma equipe de líderes gospel enquanto viajam para a cidade natal de Pharrell, Hampton Roads, Virginia na busca de encontrar um coral com vozes inesquecíveis para fazerem parte de um coral gospel inspirador e multicultural.


Evidentemente, por se tratar de um coral gospel, há um foco grande na questão da religião em vários pontos do programa. No entanto, o que mais se destaca é aquilo que faz o show funcionar: a voz dos participantes. Compõem o júri, o diretor musical Larry George, a treinadora vocal Peggy Britt e o cantor Patrick Riddick foram os escolhidos para integrar o time, e cada um a seu modo, agregam muito conhecimento às suas avaliações.


A série lembra os programas televisivos ao estilo Ídolos e The Voice, com uma pitada de espiritualidade. Apesar de Pharrell ser o nome mais famoso envolvido na produção do programa Voices of Fire: Novas Vozes do Gospel, a ideia e a concepção do coral são do pastor Ezekiel. É ele quem comanda as audições e pretende criar um coral diverso, mas extremamente inspirador. Em seis episódios, acompanhamos a sua obstinação em chegar a esse resultado, conversando e ouvindo mais de 3000 candidatos, que demonstram todo o seu talento para tentar uma vaga no “time” do pastor.

Acompanhe uma performance tocante de “At Last” (popularizada por Etta James), na voz de Danlie Cuenca, que aspira uma vaga no coro, e que chorou após a apresentação.



domingo, 27 de dezembro de 2020

Um Brinde ao Natal

 


Drama romântico Um Brinde ao Natal (A California Christmas, 2020) de Shaun Paul Piccinino, tem uma história clichê, de uma jovem do interior, que conhece um rapaz da cidade agindo como estranho e que, terminam por se apaixonar um pelo outro. Apesar do esperado, o filme cumpre a sua função de entreter.

Na trama, um ricaço tem ameaçado o seu estilo de vida. A fim de convencer uma fazendeira a lhe vender suas terras antes do Natal, ele se apresenta como um humilde ajudante de fazenda. Não ofende e merece ser visto à dois. A história de Joseph (Josh Swickard), que é herdeiro de uma empresa familiar e nunca precisou trabalhar na vida, até que se depara com a missão de convencer Callie (Lauren Swickard), uma pequena produtora, a vender suas terras antes do Natal, decidindo então passar por um trabalhador rural.

Destaque para a trilha sonora que conta com canções como “O Holy Night”, “Jingle Bells” e “Silent Night”.


Assista ao trailer de Um Brinde ao Natal:



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